O Mundo de Sofia

Jostein Gaarder · Capítulo 20 de 83

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O Mundo de Sofia

“O oráculo de Delfos”

 

Os gregos acreditavam que o oráculo de Delfos poderia dar aos homens informação sobre o seu destino. Aí, o deus Apolo era a divindade do oráculo, que falava através da sacerdotisa, a Pítia ou Pitonisa que estava sentada numa trípode sobre uma fenda aberta no solo. Desta fenda subiam gases entorpecedores, por meio dos quais a Pítia ficava em estado de transe. Só assim podia tornar-se porta-voz de Apolo.

 

Quem chegava a Delfos tinha primeiro de colocar aos sacerdotes locais a sua pergunta. Estes iam ter com a Pítia. Ela dava uma resposta que era tão incompreensível ou tão ambígua que os sacerdotes tinham de “explicar” essa resposta àquele que a solicitara.

 

Desta forma, os gregos podiam servir-se da sabedoria de Apolo, visto que acreditavam que Apolo sabia tudo — passado e futuro.

 

Muitos soberanos não ousavam partir para a guerra ou tomar decisões importantes antes de consultarem o oráculo de Delfos. Assim, os sacerdotes de Apolo tornaram-se quase uma espécie de diplomatas e conselheiros que possuíam um vasto conhecimento do povo e do país.