O Papa e Mussolini

David I. Kertzer · Capítulo 35 de 38

Páginas do PDF

O Papa e Mussolini

Agradecimentos

 

Foi em 2002, quando o papa João Paulo II autorizou a abertura dos arquivos do papado de Pio XI, que resolvi escrever este livro. Em 2003, materiais relacionados às relações do Vaticano com a Alemanha foram postos à disposição de estudiosos, medida que três anos depois foi seguida pela abertura geral dos arquivos dos anos de Pio XI. O período foi tão dramático e as polêmicas sobre o papel do Vaticano nos grandes acontecimentos da época, tão acaloradas, que o desafio me pareceu irresistível.

Meu trabalho começou a sério durante o ano sabático que passei na Itália, entre 2004 e 2005. Apesar de os principais arquivos sobre as relações do papa com o regime fascista ainda não estarem abertos, os arquivos do outro lado — o do governo fascista italiano — estavam, e passei meses trabalhando nos arquivos italianos, basicamente no Arquivo Central do Estado e nos arquivos do Ministério das Relações Exteriores italiano. Três anos depois, com a abertura dos arquivos da Igreja no Vaticano e em outros lugares, uma generosa quantidade de novas fontes, e novas percepções, foi disponibilizada.

Tendo trabalhado neste livro por quase uma década, acumulei muitas dívidas. Nenhuma maior do que com Alessandro Visani, que trabalhou comigo praticamente desde o começo do projeto, examinando com cuidado a correspondência e os memorandos, ombro a ombro, nos arquivos italianos e depois nos diversos arquivos da Igreja. Visani, que tem doutorado em história do período, trouxe para o projeto não apenas suas notáveis habilidades de pesquisador de arquivos, mas um entusiasmo contagiante e uma energia prodigiosa, em um trabalho feito nos dois lados do Atlântico.

Também tive a sorte de contar com a ajuda de talentosos pesquisadores assistentes na Universidade Brown — alunos tanto de doutorado como de bacharelado. Entre eles eu gostaria de agradecer a Stephen Marth, Simone Poliandri, Harry Kasdan, Andy Newton e Monica Facchini. Quero agradecer também a Anne-Claire Ignace, que ajudou meu trabalho nos arquivos no Ministério do Exterior da França em Paris. Minha gratidão também a vários funcionários da Brown que me deram apoio: Matilde Andrade, Catherine Hanni, Katherine Grimaldi e Marjorie Sugrue. Agradeço ainda ao fundo para pesquisa fornecido pela Cátedra Universitária Paul Dupee, na Brown.

Minha capacidade de escrever o livro foi facilitada de várias maneiras — e sem dúvida tornada mais agradável — pela hospitalidade de colegas e instituições na Itália e na França durante meu ano sabático de 2011-12. Agradeço em especial à Fundação para Ciências Religiosas João XXIII, em Bolonha, e a seu diretor, Alberto Melloni; ao Centro de Estudos da Fundação Rockefeller e a sua diretora residente, Pilar Palaciá; à Academia Americana em Roma, seu diretor, Chris Celenza, e sua presidente, Adele Chatfield-Taylor; e a Gilles Pécout, da École Normale Supérieure em Paris.

Muitos colegas tiveram a bondade de responder às minhas perguntas e a me ajudar das mais variadas formas. Entre eles quero agradecer em especial a meu colega de estudos italianos na Brown, Massimo Riva, a quem azucrinei com frequentes perguntas sobre história da literatura italiana, traduções para o inglês de dialetos italianos e material literário e diversos outros assuntos. Entre os outros amigos e colegas cuja ajuda eu gostaria de agradecer estão Alberto Melloni, Emilio Gentile, Evelyn Lincoln, Lesley Riva, Ronald Martinez, Charles Gallagher, S. J., Robert Maryks, John A. Davis, Giovanni Pizzorusso, Matteo San Filippo, Reda Bensmaia, Dagmar Herzog, Lucia Pozzi e Alberto Guasco.

Agradeço em especial a Mauro Canali, um dos maiores especialistas mundiais em história do regime fascista, por sua ajuda nos arquivos do Estado e por nossas discussões sobre esse período da história italiana. Agradeço também a Bonifacio Pignatti, neto do diplomata de mesmo nome que foi embaixador italiano na Santa Sé no fim dos anos de 1930, por me permitir usar uma foto do embaixador pertencente aos arquivos da família.

Wendy Strothman, minha amiga e agente literária, merece crédito especial. Seu profundo conhecimento de livros e da publicação destes, seu discernimento literário e seu vigoroso apoio foram muito importantes para mim. Também tive a sorte de ter David Ebershoff, da Random House, como meu editor. É raro ver-se um editor que seja também um escritor tão talentoso e experiente, e me sinto profundamente grato por ter contado com o benefício do aguçado olho literário de David e com sua crença na importância deste livro. Ele tornou esta obra muito melhor. Agradeço também à talentosa assistente de David, Caitlin McKenna, por todo o seu empenho editorial. Sou grato também por todo o apoio que recebi de outros na equipe da Random House e queria agradecer em especial a Dennis Ambrose, Michelle Jasmine, Susan Kamil, Michael Gentile e Lani Kaneta por tudo que fizeram.

Por fim, sou grato à minha mulher, Susan Dana Kertzer, que conviveu com este livro durante anos, compartilhando os prazeres de viver na Itália. Ela nunca me deixou perder de vista a meta de escrever um livro que não só especialistas, mas pessoas que conheçam um pouco de história, quisessem ler. Se eu tiver sorte, talvez um dos seus clubes do livro o leia um dia.