O Primeiro Homem na Lua

James R. Hansen · Capítulo 40 de 42

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O Primeiro Homem na Lua

Agradecimentos

 

Historiadores também podem viajar da Terra à Lua. Minha

jornada épica começou há dezesseis anos, em junho de 2002,

quando Neil A. Armstrong assinou uma autorização formal que

me dava permissão para ser seu biógrafo oficial. Na verdade, a

viagem tinha começado em outubro de 1999, quando escrevi a

ele pela primeira vez sobre minha pretensão de escrever sua

história de vida. Passados 33 meses e trocados numerosos e-

mails e cartas (e um encontro frente a frente decisivo — o

primeiro — em setembro de 2001), Neil enfim concordou. Essa

autorização trouxe um acesso sem precedentes não só a Neil e a

seus documentos pessoais, mas também a sua família, seus

amigos e colegas — muitos deles, em consideração a Neil,

tinham resistido a falar abertamente sobre ele.

Portanto, em primeiro lugar, quero agradecer ao próprio Neil

Armstrong. Sem seu pleno e generoso apoio, este livro nunca

poderia ter sido escrito.

Tenho também uma dívida para com Neil pela integridade com

que ele quis que o projeto fosse levado a termo. Ele queria que o

livro fosse uma biografia independente e culta. Embora tenha tido

a oportunidade de ler e comentar o rascunho de cada capítulo,

ele só fez isso para se assegurar de que o livro correspondia aos

fatos e era o mais tecnicamente correto possível. Nem uma só

vez ele tentou mudar ou influenciar minha análise ou minha

interpretação.

Deve ficar claro também que Neil não foi absolutamente um

coautor deste livro. Inclusive, tenho certeza de que ele não

gostou do título. Ele nunca falaria de si mesmo como “O primeiro

homem na Lua”, pois insistia que Buzz Aldrin tinha pisado na Lua

no mesmo instante que ele. Tampouco era de seu feitio fazer com que esse “Primeiro homem” soasse tão bíblico, tão épico,

tão icônico; ele nunca expressou sua vida ou seu legado nesses

termos. Mas, uma vez decidido a confiar em minha iniciativa, Neil

não interferiria em meus desígnios. O resultado disso, acredito,

foi um tipo raro de livro: uma biografia autorizada mais sincera,

franca e sem disfarces que a maior parte das biografias não

autorizadas.

Em minha presença, Neil fez um único elogio ao livro. Quando

saí de sua casa em Cincinnati depois de revisar com ele o

manuscrito em 2004, Neil apertou minha mão e disse: “Jim, você

escreveu exatamente o livro que me disse que ia escrever.” Para

qualquer pessoa que de fato conhecesse Neil Armstrong, era o

maior dos elogios, levando em conta o número de pessoas que

ao longo dos anos desde o pouso na Lua em 1969 tentaram

engambelar e manipular o astronauta, dizendo uma coisa e

tentando fazer outra. Nada a respeito deste livro me deixa tão

orgulhoso do que lembrar aquele elogio.

Assim como o Programa Apollo exigiu a colaboração de

quatrocentos mil americanos no governo, na indústria e nas

universidades, este livro não poderia ter sido produzido sem a

ajuda de uma porção de pessoas. Uma lista completa de

entrevistados apareceu na bibliografia de suas duas edições

anteriores (2005, 2012); a cada uma deles, manifestei meus

sinceros agradecimentos. Nunca vi um grupo de pessoas

melhores. Conhecê-las e ouvir o que tinham a dizer sobre Neil,

sobre elas mesmas e suas carreiras me fez pensar na sorte de

Neil por tê-las tido como colegas e amigos. Reconstituir essa

história oral levou-me a dezoito estados americanos e ao distrito

de Columbia.

Mais uma vez, para esta nova edição de 2018, agradeço em

especial à família de Neil: seus filhos, Rick Armstrong e Mark

Armstrong; seu irmão, Dean Armstrong; e em especial sua irmã,

June Armstrong Hoffman. Ao longo dos anos, June me ofereceu

muitas ideias extremamente informativas e profundamente

pessoais sobre Neil e sobre sua história familiar, além de ceder

todos os álbuns de fotos e documentos pessoais de sua mãe.

Esse “material de Viola” mostrou-se de valor incalculável para aprofundar minha compreensão da dinâmica familiar de onde

veio Neil Armstrong. Por me dar acesso a sua mãe e, assim, ao

mundo, tenho de agradecer a June. Jayne Hoffman e Jodi

Hoffman, filhas de June, também foram de grande valia para

decifrar os muitos enigmas e complexidades da genealogia da

família Armstrong.

Desde o início, me propus a ouvir pessoalmente a primeira

mulher de Neil, Janet Shearon Armstrong. Era impossível contar

a história de Neil sem ouvir a de Janet. Eu estava interessado

não apenas em saber o que Janet tinha a dizer sobre aquele que

foi seu marido por 38 anos; estava interessado na própria Janet.

Durante os anos do Programa Apollo, Janet, como esposa de

astronauta e mais tarde do primeiro homem na Lua, tornou-se ela

própria uma figura pública. Nesse contexto, era essencial

examinar suas experiências como mulher, esposa, mãe e modelo

a ser seguido. Por mais difícil que tenha sido para ela, Janet

acabou concordando em me conceder uma série de entrevistas.

Sua contribuição, a meu ver, é um adendo de valor incalculável

para o livro.

Também estou em dívida com a segunda esposa de Neil,

Carol Held Knight Armstrong, não só pelas entrevistas que me

concedeu ao longo dos anos e a generosa e afável hospitalidade

com que me recebeu todas as vezes que visitei a casa da família

Armstrong, como também por sua amizade. A filha de Carol,

Molly Knight-van Wagenen, também me ajudou a encontrar

respostas sobre a família e sobre os últimos anos da vida de Neil.

Nunca esquecerei também a encantadora visão da filha de Molly,

Piper, aos dois anos, sentada feliz no colo do vovô Neil. Piper é

agora uma linda jovem de dezesseis anos.

Uma multidão de historiadores, bibliotecários, arquivistas,

curadores e outros profissionais da pesquisa de diversas

instituições ajudaram imensamente em minhas buscas. Agradeci

a todos eles nas edições anteriores; eles sabem quem são,

portanto não repetirei seus nomes. Mas que fique claro que

penso neles de novo pelo tanto que me ajudaram com este livro.

Pelo esforço constante de ajuda na preparação desta nova

edição, devo agradecer mais uma vez:

Ao editor do Apollo Lunar Surface Journal, Eric P. Jones. Sem

sua coleção do jornal feita ao longo de anos, minha análise do

que aconteceu no mar da Tranquilidade durante a missão Apollo

11 teria muito menos embasamento e seria muito menos precisa.

Agradeço a Eric por seu grande apoio a meu projeto e

particularmente por sua leitura apurada da primeira versão dos

capítulos referentes ao primeiro pouso na Lua. Ele me livrou de

cometer diversos erros graves. Os que ficaram são de minha

responsabilidade. Também gostaria de agradecer a David

Woods, da Inglaterra, e a Ken McTaggert, da Escócia, dois dos

editores do Apollo Flight Journal, por sua generosa ajuda.

O fundador e editor do site collectSPACE.com, Robert

Pearlman, durante muitos anos me proporcionou ideias

importantes sobre a história espacial e o fascínio popular pelos

astronautas e objetos relacionados ao espaço. Minhas

intermináveis perguntas por e-mail e mensagens de texto para

ele sobre detalhes, tais como o conteúdo dos kits de preferências

pessoais dos astronautas, não poderiam ter tido respostas mais

rápidas e completas.

Também quero agradecer a Roger Weiss, de Houston, por

todas as informações úteis que ele me forneceu tão

amavelmente durante todos esses anos e também por sua

amizade.

Oficiais e cavalheiros do Esquadrão de Caça 51 merecem

uma menção especial pelo que contribuíram com este livro.

Como grupo, nem mesmo os astronautas da Apollo que

entrevistei me impressionaram tanto.

Sem o apoio que recebi de meu lar acadêmico, a Universidade

Auburn, eu nunca poderia ter publicado este livro em boa hora.

Agradeço a todos os meus colegas por perdoarem minha paixão

pelo tema e minhas prolongadas ausências. Em particular desejo

agradecer o apoio do corpo docente de nosso programa de

tecnologia e civilização, em especial aos doutores Guy V.

Beckwith, Monique Laney, David Lucsko, Alan Meyer e William F.

Trimble.

Lá pelo início da década de 2000, um grupo particularmente

talentoso e dedicado de doutorandos nunca me deixou desistir da ideia de escrever a biografia de Armstrong. Eles continuaram me

incentivando mesmo quando eu já não tinha esperanças de que

o projeto desse certo. Todos eles se tornaram doutores em

história aeroespacial.

Gostaria também de agradecer a inúmeros estudantes de

graduação a quem tive o prazer de dar aulas em nosso curso de

tecnologia e civilização para calouros e em meus cursos de

história aeroespacial e história da ciência e da tecnologia. Todos

eles são muito especiais para mim, agora que me aposentei da

docência depois de 31 anos na Universidade Auburn.

As editoras da Simon & Schuster Denise Roy, para as

primeiras edições deste livro, e Emily Graff, para esta última,

fizeram muito por ele.

Encontrei uma alma gêmea e um anjo na intelectualidade

radiante e na espiritualidade mágica de Laurie Fox, da agência

literária Linda Chester. Cada minuto de trabalho neste livro teria

valido a pena ainda que seu único resultado tivesse sido a

amizade de Laurie. Quero agradecer também à nobre Linda

Chester por seu apoio ao longo dos anos, assim como a meu

agente cinematográfico, Justin Manask.

Minha família “viveu” a saga Neil Armstrong quase tanto

quanto eu. Muitas vezes, à hora do jantar, quando eu ficava

silencioso e confuso, a cabeça ainda a mil com os pensamentos

daquele dia sobre a vida de Armstrong, minha esposa, Peggy,

minha filha, Jennifer, e meu filho, Nathan, tinham que me pescar

e trazer de volta à Terra. Mas nunca recebi deles nada a não ser

apoio afetuoso em relação ao que eu estava fazendo. Depois da

publicação da primeira edição deste livro, em 2005, meus dois

filhos se casaram, e seus cônjuges, Cole Gray e Jessica Phillips

Hansen, se revelaram magníficos acréscimos à família. Dediquei

as duas primeiras edições deste livro a meus filhos: Jennifer,

agora historiadora da arte e empreendedora no ramo da

fotografia, e Nathaniel, psiquiatra; os dois vivem em Birmingham,

Alabama. Assim, dedico a meus três netos abençoados — e aos

filhos dos filhos de seus filhos — esta edição de 2018.

Por fim, agradeço a você, leitor, por investir seu tempo neste

livro tão grande e, espero, lê-lo da primeira à última página. Por você, pela posteridade e por Neil, dei a ele o melhor que pude.

 

— James R. Hansen

Auburn, Alabama

Março de 2018