O Primeiro Homem na Lua
Agradecimentos
Historiadores também podem viajar da Terra à Lua. Minha
jornada épica começou há dezesseis anos, em junho de 2002,
quando Neil A. Armstrong assinou uma autorização formal que
me dava permissão para ser seu biógrafo oficial. Na verdade, a
viagem tinha começado em outubro de 1999, quando escrevi a
ele pela primeira vez sobre minha pretensão de escrever sua
história de vida. Passados 33 meses e trocados numerosos e-
mails e cartas (e um encontro frente a frente decisivo — o
primeiro — em setembro de 2001), Neil enfim concordou. Essa
autorização trouxe um acesso sem precedentes não só a Neil e a
seus documentos pessoais, mas também a sua família, seus
amigos e colegas — muitos deles, em consideração a Neil,
tinham resistido a falar abertamente sobre ele.
Portanto, em primeiro lugar, quero agradecer ao próprio Neil
Armstrong. Sem seu pleno e generoso apoio, este livro nunca
poderia ter sido escrito.
Tenho também uma dívida para com Neil pela integridade com
que ele quis que o projeto fosse levado a termo. Ele queria que o
livro fosse uma biografia independente e culta. Embora tenha tido
a oportunidade de ler e comentar o rascunho de cada capítulo,
ele só fez isso para se assegurar de que o livro correspondia aos
fatos e era o mais tecnicamente correto possível. Nem uma só
vez ele tentou mudar ou influenciar minha análise ou minha
interpretação.
Deve ficar claro também que Neil não foi absolutamente um
coautor deste livro. Inclusive, tenho certeza de que ele não
gostou do título. Ele nunca falaria de si mesmo como “O primeiro
homem na Lua”, pois insistia que Buzz Aldrin tinha pisado na Lua
no mesmo instante que ele. Tampouco era de seu feitio fazer com que esse “Primeiro homem” soasse tão bíblico, tão épico,
tão icônico; ele nunca expressou sua vida ou seu legado nesses
termos. Mas, uma vez decidido a confiar em minha iniciativa, Neil
não interferiria em meus desígnios. O resultado disso, acredito,
foi um tipo raro de livro: uma biografia autorizada mais sincera,
franca e sem disfarces que a maior parte das biografias não
autorizadas.
Em minha presença, Neil fez um único elogio ao livro. Quando
saí de sua casa em Cincinnati depois de revisar com ele o
manuscrito em 2004, Neil apertou minha mão e disse: “Jim, você
escreveu exatamente o livro que me disse que ia escrever.” Para
qualquer pessoa que de fato conhecesse Neil Armstrong, era o
maior dos elogios, levando em conta o número de pessoas que
ao longo dos anos desde o pouso na Lua em 1969 tentaram
engambelar e manipular o astronauta, dizendo uma coisa e
tentando fazer outra. Nada a respeito deste livro me deixa tão
orgulhoso do que lembrar aquele elogio.
Assim como o Programa Apollo exigiu a colaboração de
quatrocentos mil americanos no governo, na indústria e nas
universidades, este livro não poderia ter sido produzido sem a
ajuda de uma porção de pessoas. Uma lista completa de
entrevistados apareceu na bibliografia de suas duas edições
anteriores (2005, 2012); a cada uma deles, manifestei meus
sinceros agradecimentos. Nunca vi um grupo de pessoas
melhores. Conhecê-las e ouvir o que tinham a dizer sobre Neil,
sobre elas mesmas e suas carreiras me fez pensar na sorte de
Neil por tê-las tido como colegas e amigos. Reconstituir essa
história oral levou-me a dezoito estados americanos e ao distrito
de Columbia.
Mais uma vez, para esta nova edição de 2018, agradeço em
especial à família de Neil: seus filhos, Rick Armstrong e Mark
Armstrong; seu irmão, Dean Armstrong; e em especial sua irmã,
June Armstrong Hoffman. Ao longo dos anos, June me ofereceu
muitas ideias extremamente informativas e profundamente
pessoais sobre Neil e sobre sua história familiar, além de ceder
todos os álbuns de fotos e documentos pessoais de sua mãe.
Esse “material de Viola” mostrou-se de valor incalculável para aprofundar minha compreensão da dinâmica familiar de onde
veio Neil Armstrong. Por me dar acesso a sua mãe e, assim, ao
mundo, tenho de agradecer a June. Jayne Hoffman e Jodi
Hoffman, filhas de June, também foram de grande valia para
decifrar os muitos enigmas e complexidades da genealogia da
família Armstrong.
Desde o início, me propus a ouvir pessoalmente a primeira
mulher de Neil, Janet Shearon Armstrong. Era impossível contar
a história de Neil sem ouvir a de Janet. Eu estava interessado
não apenas em saber o que Janet tinha a dizer sobre aquele que
foi seu marido por 38 anos; estava interessado na própria Janet.
Durante os anos do Programa Apollo, Janet, como esposa de
astronauta e mais tarde do primeiro homem na Lua, tornou-se ela
própria uma figura pública. Nesse contexto, era essencial
examinar suas experiências como mulher, esposa, mãe e modelo
a ser seguido. Por mais difícil que tenha sido para ela, Janet
acabou concordando em me conceder uma série de entrevistas.
Sua contribuição, a meu ver, é um adendo de valor incalculável
para o livro.
Também estou em dívida com a segunda esposa de Neil,
Carol Held Knight Armstrong, não só pelas entrevistas que me
concedeu ao longo dos anos e a generosa e afável hospitalidade
com que me recebeu todas as vezes que visitei a casa da família
Armstrong, como também por sua amizade. A filha de Carol,
Molly Knight-van Wagenen, também me ajudou a encontrar
respostas sobre a família e sobre os últimos anos da vida de Neil.
Nunca esquecerei também a encantadora visão da filha de Molly,
Piper, aos dois anos, sentada feliz no colo do vovô Neil. Piper é
agora uma linda jovem de dezesseis anos.
Uma multidão de historiadores, bibliotecários, arquivistas,
curadores e outros profissionais da pesquisa de diversas
instituições ajudaram imensamente em minhas buscas. Agradeci
a todos eles nas edições anteriores; eles sabem quem são,
portanto não repetirei seus nomes. Mas que fique claro que
penso neles de novo pelo tanto que me ajudaram com este livro.
Pelo esforço constante de ajuda na preparação desta nova
edição, devo agradecer mais uma vez:
Ao editor do Apollo Lunar Surface Journal, Eric P. Jones. Sem
sua coleção do jornal feita ao longo de anos, minha análise do
que aconteceu no mar da Tranquilidade durante a missão Apollo
11 teria muito menos embasamento e seria muito menos precisa.
Agradeço a Eric por seu grande apoio a meu projeto e
particularmente por sua leitura apurada da primeira versão dos
capítulos referentes ao primeiro pouso na Lua. Ele me livrou de
cometer diversos erros graves. Os que ficaram são de minha
responsabilidade. Também gostaria de agradecer a David
Woods, da Inglaterra, e a Ken McTaggert, da Escócia, dois dos
editores do Apollo Flight Journal, por sua generosa ajuda.
O fundador e editor do site collectSPACE.com, Robert
Pearlman, durante muitos anos me proporcionou ideias
importantes sobre a história espacial e o fascínio popular pelos
astronautas e objetos relacionados ao espaço. Minhas
intermináveis perguntas por e-mail e mensagens de texto para
ele sobre detalhes, tais como o conteúdo dos kits de preferências
pessoais dos astronautas, não poderiam ter tido respostas mais
rápidas e completas.
Também quero agradecer a Roger Weiss, de Houston, por
todas as informações úteis que ele me forneceu tão
amavelmente durante todos esses anos e também por sua
amizade.
Oficiais e cavalheiros do Esquadrão de Caça 51 merecem
uma menção especial pelo que contribuíram com este livro.
Como grupo, nem mesmo os astronautas da Apollo que
entrevistei me impressionaram tanto.
Sem o apoio que recebi de meu lar acadêmico, a Universidade
Auburn, eu nunca poderia ter publicado este livro em boa hora.
Agradeço a todos os meus colegas por perdoarem minha paixão
pelo tema e minhas prolongadas ausências. Em particular desejo
agradecer o apoio do corpo docente de nosso programa de
tecnologia e civilização, em especial aos doutores Guy V.
Beckwith, Monique Laney, David Lucsko, Alan Meyer e William F.
Trimble.
Lá pelo início da década de 2000, um grupo particularmente
talentoso e dedicado de doutorandos nunca me deixou desistir da ideia de escrever a biografia de Armstrong. Eles continuaram me
incentivando mesmo quando eu já não tinha esperanças de que
o projeto desse certo. Todos eles se tornaram doutores em
história aeroespacial.
Gostaria também de agradecer a inúmeros estudantes de
graduação a quem tive o prazer de dar aulas em nosso curso de
tecnologia e civilização para calouros e em meus cursos de
história aeroespacial e história da ciência e da tecnologia. Todos
eles são muito especiais para mim, agora que me aposentei da
docência depois de 31 anos na Universidade Auburn.
As editoras da Simon & Schuster Denise Roy, para as
primeiras edições deste livro, e Emily Graff, para esta última,
fizeram muito por ele.
Encontrei uma alma gêmea e um anjo na intelectualidade
radiante e na espiritualidade mágica de Laurie Fox, da agência
literária Linda Chester. Cada minuto de trabalho neste livro teria
valido a pena ainda que seu único resultado tivesse sido a
amizade de Laurie. Quero agradecer também à nobre Linda
Chester por seu apoio ao longo dos anos, assim como a meu
agente cinematográfico, Justin Manask.
Minha família “viveu” a saga Neil Armstrong quase tanto
quanto eu. Muitas vezes, à hora do jantar, quando eu ficava
silencioso e confuso, a cabeça ainda a mil com os pensamentos
daquele dia sobre a vida de Armstrong, minha esposa, Peggy,
minha filha, Jennifer, e meu filho, Nathan, tinham que me pescar
e trazer de volta à Terra. Mas nunca recebi deles nada a não ser
apoio afetuoso em relação ao que eu estava fazendo. Depois da
publicação da primeira edição deste livro, em 2005, meus dois
filhos se casaram, e seus cônjuges, Cole Gray e Jessica Phillips
Hansen, se revelaram magníficos acréscimos à família. Dediquei
as duas primeiras edições deste livro a meus filhos: Jennifer,
agora historiadora da arte e empreendedora no ramo da
fotografia, e Nathaniel, psiquiatra; os dois vivem em Birmingham,
Alabama. Assim, dedico a meus três netos abençoados — e aos
filhos dos filhos de seus filhos — esta edição de 2018.
Por fim, agradeço a você, leitor, por investir seu tempo neste
livro tão grande e, espero, lê-lo da primeira à última página. Por você, pela posteridade e por Neil, dei a ele o melhor que pude.
— James R. Hansen
Auburn, Alabama
Março de 2018