Peter Pan

J. M. Barrie · Capítulo 27 de 48

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SIR JAMES MATTHEW BARRIE

 

J.M. Barrie nasceu em Kirriemuir, na Escócia, em 1860, o nono entre os dez filhos do casal David e Margaret. Apesar de pertencer a uma família da alta sociedade britânica vitoriana, sua infância não foi muito feliz. Quando tinha apenas 6 anos de idade, seu irmão David, de 13, morreu em um acidente de patinação, sobre um lago congelado. David era o preferido de sua mãe e ela nunca se recuperou dessa perda tão trágica.

 

Em 1868, aos 8 anos de idade, James foi enviado para frequentar a Glasgow Academy, onde permaneceu por três anos antes de ir para a Dumfries Academy. James escreveu sua primeira peça enquanto estava em Dumfries, Bandolero the Bandit, que foi apresentada no Dumfries Theatre Royal. Em 1878, Barrie mudou-se para Edimburgo para frequentar a universidade, onde começou a escrever artigos e críticas para jornais locais. Depois de se formar, ele aceitou um posto para escrever para o Nottingham Journal.

JUVENTUDE E LONDRES

 

Sua vida mudou completamente quando viajou para a capital inglesa e se estabeleceu por lá. Iniciou-se um período de grande iluminação e inspiração e Barrie pôde se desenvolver e escrever melhor. Entre seus amigos, encontravam-se Arthur Conan Doyle e Robert L. Stevenson, com os quais dividiu professores na Universidade de Edimburgo.

 

Arthur Conan Doyle tornou-se amigo próximo de Barrie. Ambos eram fanáticos por críquete e o criador de Sherlock Holmes era um membro da equipe de Barrie, que era carinhosamente conhecida como Allahakbarries.

A amizade com Stevenson, no entanto, foi mais que especial. Anos depois foram encontradas cartas que os autores trocavam entre si, pelas quais teciam enormes elogios um ao outro. E embora J. M. Barrie e Robert Louis Stevenson nunca se tenham conhecido, eles desenvolveram uma amizade calorosa. A dupla não precisou de nenhuma apresentação para forjar uma conexão genuína.

 

No que dizia respeito à sua carreira, Barrie avançou com confiança na universidade e no jornalismo, recebendo aclamação popular por volta dos trinta e poucos anos. Sua vida amorosa, no entanto, ia de mal a pior: casou-se com a atriz britânica Mary Ansell, em 1894, e embora as aparências tenham se mantido por 15 anos, terminou em um doloroso divórcio. Na época, um grupo de autores importantes, incluindo Henry James e H.G. Wells, enviou uma circular privada aos jornais pedindo que minimizassem a história e poupassem os sentimentos de Barrie.

A FAMÍLIA LLEWELYN DAVIES

 

Depois que Barrie se formou, sua irmã encontrou um emprego para ele e, a partir daí a carreira de Barrie como escritor começou: primeiro como crítico de teatro e posteriormente como redator de um jornal. Depois de submeter uma obra de ficção a um jornal, baseada nas histórias que sua mãe lhe contava enquanto crescia, a carreira literária de Barrie começou para valer. Ele publicou romances e peças de teatro, tanto para elogios quanto para críticas, durante anos. Mas as pessoas mais influentes que conheceu foram a família Llewelyn Davies.

Essa família consistia em Arthur e Sylvia, e seus cinco filhos, George, John, Peter, Michael e Nicholas. Barrie conheceu a família em Kensington Gardens, enquanto passeava com seu São Bernardo, Porthos. Barrie entretinha os meninos com suas histórias e, eventualmente, conheceu o resto da família, tornando-se o tio Jim da família Llewelyn Davies.

Barrie se tornaria uma espécie de presença constante na casa da família, passando um tempo com Sylvia e os meninos e contando histórias. Uma história que George e Michael gostavam, especialmente, era como seu irmão mais novo, Peter, sabia voar. Barrie disse aos meninos que todas as crianças eram pássaros antes de serem bebês e que os pais bloqueavam as janelas dos quartos não para protegê-los dos perigos, mas para mantê-los voando dentro de casa.

Foi essa história que levou a O pequeno pássaro branco, em que Barrie apresentou o personagem pelo qual ele seria mais famoso – Peter Pan. Apresentada no palco em 27 de dezembro de 1904, a peça foi bem recebida e elogiada por seu apelo para crianças e adultos.

Barrie adorava Sylvia e mostrava generosidade e afeto aos cinco filhos dela: foi durante as brincadeiras com eles que a saga de Peter Pan se desenvolveu. Sylvia e Arthur morreram jovens e Barrie adotou as crianças.

ALÉM DE PETER PAN

 

Várias de suas obras se ambientaram em seus anos em Kirremuir, na Escócia, e era comum que alguns diálogos das histórias estivessem escritos em escocês. Logo escreveu obras teatrais como Quality Stree (1901), What Every Woman Knows (1908) e The Admirable Crichton (1932).

Também se especializou em romances que fizeram muito sucesso em sua época. No ano de 1896, Barrie produziu dois trabalhos importantes: Margaret Ogilvy, a biografia de sua mãe, e Sentimental Tommy, um romance que, assim como o seguinte, Tommy and Grizel (1900), antecipou o seu mais famoso personagem, Peter Pan.

Foi nomeado baronete por George V, em 1913, e membro da Ordem do Mérito nas honras de Ano Novo de 1922. James Matthew Barrie faleceu em junho de 1937, de pneumonia, e foi enterrado em sua cidade natal na Escócia, Kirriemuir, ao lado de seus pais e de dois de seus 9 irmãos. Antes de sua morte, ele deu os direitos das obras de Peter Pan para o Great Ormond Street Hospital for Children em Londres, que continua a se beneficiar deles.

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ROBERT LOUIS STEVENSON

(1850 – 1894)

é o criador da famosa história de O médico e o Monstro.

A esposa de Barrie, MARY ANSELL,

como Nanny O'Brien no primeiro sucesso de Barrie

em Londres, "Walker, London", 1892. (Fonte: www.jmbarrie.co.uk)

SIR ARTHUR CONAN DOYLE

(1859 – 1930)

é o criador do emblemático detetive Sherlock Holmes.

Fotografia tirada por Barrie em Black Lake durante o Verão de 1901. ARTHUR está sentado ao centro, segurando PETER, cercado por GEORGE (à

esquerda) e JACK (à direita). SYLVIA está atrás, embalando MICHAEL. (Fonte: www.jmbarrie.co.uk)

 

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