Peter Pan

J. M. Barrie · Capítulo 31 de 48

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Peter Pan

I. Peter Aparece

I

 

PETER APARECE

Todas as crianças crescem, menos uma. Elas logo sabem que vão crescer,

e Wendy soube assim: um dia, quando tinha dois anos de idade, ela estava

brincando no jardim, colheu mais uma flor e correu com ela até sua mãe.

Acho que ela devia estar muito alegre, pois a senhora Darling colocou a

mão no coração e exclamou:

— Ah, por que você não pode ficar assim para sempre?

Isso foi tudo o que se passou entre elas com relação a esse assunto,

mas desde então Wendy soube que teria que crescer. Sempre sabemos disso

quando chegamos aos dois anos de idade. Dois anos é o início do fim.

Moravam no número 14, e até Wendy chegar sua mãe era a chefe da

casa. Era uma dama adorável, com uma mente romântica e uma boca doce e

debochada. Sua mente romântica parecia aquelas pequenas caixinhas, uma

dentro da outra, que vêm do Oriente, e por mais que você descubra as

caixinhas sempre tem uma ainda menor dentro da outra; e sua boca doce e

debochada era detentora de um beijo que Wendy nunca conseguia ganhar e

que podia ser perfeitamente percebido no canto direito.

Foi assim que o senhor Darling a conquistou: os vários cavalheiros que

eram garotos quando ela era uma menina descobriram ao mesmo tempo que

a amavam, e todos correram até sua casa para lhe pedir em casamento,

menos o senhor Darling. Ele pegou um táxi e chegou antes de todos, e

assim a conquistou. Conquistou tudo, menos a menor das caixinhas e o

beijo. Ele nunca soube nada sobre a caixinha e, com o passar do tempo,

desistiu de ganhar o beijo. Wendy pensou que Napoleon poderia ganhá-lo,

mas posso imaginá-lo tentando, e então indo embora em um ataque de fúria,

batendo a porta.

O Sr. Darling costumava se gabar para Wendy dizendo que sua mãe

não só o amava, mas também o respeitava. Ele era um desses homens

entendidos que sabem tudo sobre ações e fundos de investimento. É claro

que ninguém realmente sabe tudo sobre isso, mas ele parecia saber, e

normalmente dizia que as ações estavam subindo e os fundos de

investimento caindo de tal maneira que teria feito qualquer mulher o

respeitar.

A Sra. Darling se casou de branco e, no início, controlava tudo

perfeitamente bem, quase com alegria, como se fosse uma brincadeira, não

deixava nem uma folha de alface passar despercebida; mas aos poucos

couves-flores inteiras foram deixadas de fora e, em vez delas havia imagens de bebês sem rosto. Ela os desenhava quando devia estar fazendo contas.

Eram os palpites da Sra. Darling.

Wendy veio primeiro, depois John e então Michael.

Durante uma ou duas semanas antes de Wendy chegar, eles duvidaram

se conseguiriam ficar com ela, pois era mais uma boca para alimentar. O Sr.

Darling estava muito orgulhoso dela, mas era um homem muito honroso e

sentava-se na beirada da cama da Sra. Darling, segurando sua mão e

fazendo contas, enquanto ela o observava, implorando. Ela queria arriscar,

não importava o que acontecesse, mas esse não era o jeito dele; seu jeito era

com um lápis e um pedaço de papel, e se ela o atrapalhasse com sugestões

ele precisava começar tudo de novo.

— Agora não me interrompa — implorava ele. — Tenho uma libra e

dezessete centavos aqui e duas libras e seis centavos no escritório; posso

cortar o café que tomo no escritório, digamos que são dez xelins, o que dá

dois, nove e seis, com seus dezoito e mais três ficamos com três nove sete,

com mais cinco libras no meu talão de cheques temos oito nove sete —

quem é que está se mexendo? — oito nove sete, ponto e sobe sete — não

fale nada, deixe comigo — e a libra que você emprestou para aquele

homem que bateu à nossa porta — quieta, criança — ponto e sobe menina

— pronto, você conseguiu! Por acaso eu disse nove nove sete? Sim, eu

disse nove nove sete, a pergunta é: conseguimos passar um ano com nove

nove sete?

— É claro que conseguimos, George! — gritou ela.

Mas ela tinha a tendência a preferir Wendy, e ele era realmente a que

tinha grandeza de caráter entre os dois.

— Lembre-se da caxumba — advertiu ele, quase de maneira

ameaçadora, e continuou. — Caxumba custa uma libra, pelo menos foi o

que anotei aqui, mas eu me atrevo a dizer que talvez custe uns trinta xelins,

não fale nada, sarampo, uma libra e cinco centavos; rubéola, meio guinéu, o

que dá dois quinze e seis, não mexa o dedo, coqueluche, digamos quinze

xelins.

E assim ele continuou, e o resultado da conta era diferente a cada vez,

mas finalmente Wendy pôde ficar, com caxumba reduzida para doze seis, e

sarampo e rubéola sendo tratados como uma doença só.

Houve a mesma discussão por causa de John, e Michael escapou por

pouco; mas os dois foram mantidos, e logo você poderá ver os três andando em fila até o jardim de infância da Senhorita Fulsom, acompanhados pela

babá.

A Sra. Darling adorava cuidar de tudo, e o Sr. Darling tinha paixão por

ser exatamente igual a seus vizinhos; então, claro, eles tinham uma babá.

Como eram pobres, devido à quantidade de leite que as crianças bebiam,

esta babá era uma cachorrinha Terra-Nova bastante levada chamada Naná,

que não pertencia a ninguém até os Darlings a adotarem. Ela sempre

considerou as crianças importantes, e os Darlings a conheceram no

Kensington Gardens, onde ela passava a maior parte de seu tempo livre

xeretando os carrinhos de bebê, e era bastante odiada pelas babás

descuidadas, pois as seguia até suas casas e reclamava delas para suas

patroas. Ela se mostrou um tesouro de babá. Era muito cuidadosa na hora

do banho, e levantava-se a qualquer hora da noite se uma de suas crianças

fizesse o menor barulho. É claro que sua casinha de cachorro ficava no

quarto das crianças. Ela sabia se uma tosse era uma bobagem qualquer ou

se era necessário enrolar um pano em volta da garganta. Acreditou até o fim

de seus dias nos remédios antigos como folha de ruibarbo, e emitia sons de

desprezo diante dessa nova maneira de falar sobre germes e coisas do tipo.

Ver a cachorra acompanhando as crianças até a escola era uma lição de

competência. Caminhava tranquilamente ao lado delas se estivessem bem

comportadas, e lhes dava cabeçadas para que voltassem para a fila caso se

distraíssem. Nos dias em que John jogava futebol ela nunca se esquecia da

blusa dele, e normalmente carregava um guarda-chuva na boca para o caso

de chover. Havia uma sala no porão da escola da Srta. Fulsom onde as

babás esperavam pelas crianças. Elas se sentavam em bancos, enquanto

Naná deitava-se no chão, mas esta era a única diferença. As babás a

ignoravam como se ela fosse de uma classe social mais baixa do que a

delas, e ela desprezava a fofoca delas. Ela não gostava quando as amigas da

Sra. Darling iam até o quarto das crianças, mas se isso acontecia ela

primeiro trocava o macacão de Michael por aquele com a fita azul, ajeitava

a roupa de Wendy e penteava o cabelo de John.

Nenhuma criança poderia ter recebido cuidados mais corretos, e o Sr.

Darling sabia disso, mas ainda assim ele às vezes se incomodava pensando

no que os vizinhos estariam comentando.

Ele tinha sua posição na sociedade para zelar.

Naná também o incomodava por outro motivo. Às vezes ele tinha a

sensação de que ela não o admirava.

— Sei que ela admira muito você, George — garantia a Sra. Darling, e

então ela dava um sinal para que as crianças fossem especialmente gentis

com o pai.

Adoráveis sessões de dança aconteciam em seguida, das quais a outra

única empregada, Liza, às vezes recebia permissão para participar. Ela

parecia uma anãzinha com sua saia longa e a touca do uniforme, embora

tenha jurado, quando começou a trabalhar, que já passara dos dez anos de

idade há muito tempo. A alegria daquelas brincadeiras! E a mais alegre de

todas era a Sra. Darling, que girava tanto que a única coisa possível de ver

era o seu beijo, e então se você trombasse nela talvez o ganhasse. Nunca

existiu uma família mais simples e feliz do que essa, até a chegada de Peter

Pan.

A Sra. Darling ouviu falar sobre Peter pela primeira vez quando estava

organizando as mentes de seus filhos. É um costume noturno de toda boa

mãe, depois que seus filhos dormem, organizar suas mentes e colocá-las em

ordem para o dia seguinte, colocando de volta nos lugares apropriados os

muitos artigos que saíram do lugar durante o dia. Se você conseguir ficar

acordado (mas é claro que não consegue), verá sua própria mãe fazendo

isso, e você acharia bastante interessante ficar ali observando. É como

arrumar as gavetas. Você a veria de joelhos, acho, olhando entretida para

parte do conteúdo, imaginando onde você pegara aquelas coisas, fazendo

descobertas doces e outras não tanto, pressionando suas bochechas nas

descobertas doces como se fossem um gatinho, e guardando outras bem

depressa em algum lugar onde ninguém vai ver. Ao acordar pela manhã, as

traquinagens e malcriações com as quais você foi dormir foram dobradas

até ficarem bem pequenas e guardadas no fundo da sua mente; e no topo,

lindamente arejados, estão espalhados seus lindos pensamentos, prontos

para serem colocados em uso.

Não sei se você já viu o mapa da mente de uma pessoa. Às vezes os

médicos desenham mapas de outras partes de seu corpo, e seu próprio mapa

pode se tornar bastante interessante, mas observe-os tentando desenhar o

mapa da mente de uma criança, que não apenas é confuso, mas nunca para

de funcionar. Existem linhas em ziguezague nele, parecidas com os gráficos

de temperatura, e elas provavelmente são estradas na ilha, pois a Terra do

Nunca é sempre mais ou menos uma ilha, com pinceladas impressionantes

de cores aqui e ali, e recifes de coral e barcos velozes prontos para zarpar, e

tocas selvagens e isoladas, e gnomos que em sua maioria são alfaiates, e cavernas pelas quais passam rios, e príncipes com seis irmãos mais velhos,

e uma cabana caindo aos pedaços, e uma velha senhora bem baixinha com

um nariz aquilino. Se isso fosse tudo, seria um mapa tranquilo; mas existe

também o primeiro dia na escola, religião, pais, o laguinho, as lições de

costura, os assassinatos, os enforcamentos, a conjugação dos verbos, o dia

do pudim de chocolate, o uso dos suspensórios, dizer trinta e três, o dia de

ganhar uma moeda se você tirar seu dente sozinho, e por aí vai; e tudo isso

ou faz parte da ilha ou são um outro mapa que aparece por ali, e é tudo

bastante confuso, principalmente porque nada fica parado.

É claro que as terras do Nunca variam bastante. A do John, por

exemplo, tem uma lagoa com flamingos nadando nela, nos quais ele atirava,

enquanto a do Michael, que era muito pequeno, tinha um flamingo com

lagoas voando sobre ele. John morava em um barco virado de cabeça para

baixo na areia, Michael em uma oca, e Wendy morava em uma casa feita de

folhas muito bem-costuradas. John não tinha amigos, Michael encontrava

seus amigos à noite, Wendy tinha um lobo de estimação que havia sido

abandonado pelos pais; mas no geral as diferentes terras do Nunca têm um

ar familiar e, se elas ficassem em fila uma ao lado da outra era possível

dizer que todas têm o mesmo nariz e coisas assim. Nessas praias mágicas as

crianças sempre irão ancorar seus barquinhos. Nós, também, já estivemos

lá; ainda conseguimos ouvir o barulho das ondas, embora nunca mais

atraquemos por lá.

De todas as ilhas deliciosas que existem, a Terra do Nunca é a mais

aconchegante e compacta; não é grande e espalhada, sabe, com distâncias

chatas entre uma aventura e outra, mas apertada de maneira agradável.

Quando você brinca nela durante o dia com cadeiras e toalhas de mesa, ela

não é nem um pouco assustadora, mas nos dois minutos antes de dormir ela

se torna praticamente real. É por isso que existem as luzinhas para deixar

acesas durante a noite.

Às vezes, em suas viagens através das mentes de suas crianças, a Sra.

Darling descobria coisas que não conseguia entender, e, entre elas, a mais

intrigante era a palavra “Peter”. Ela não conhecia nenhum Peter, e ainda

assim ele estava aqui e ali na mente de John e Michael, enquanto Wendy

começou a rabiscar seu nome por todos os lugares. O nome era escrito em

destaque maior do que o que era dado às outras palavras, e quanto mais a

Sra. Darling olhava para aquilo, mais achava ter uma aparência

estranhamente arrogante.

— É, ele é bastante arrogante — admitiu Wendy com remorso.

Sua mãe a questionava.

— Mas quem é ele, meu anjinho?

— Você sabe, mãe, ele é o Peter Pan.

No começo a Sra. Darling não sabia, mas depois de pensar em sua

infância ela se lembrou de um Peter Pan que diziam que morava com as

fadas. Havia histórias estranhas sobre ele, como aquela que diz que, quando

as crianças morrem, Peter Pan fica com elas durante parte do caminho para

que não tenham medo. Ela acreditara nele naquela época, mas agora estava

casada e cheia de bom senso, e duvidava bastante sobre a existência de tal

pessoa.

— Além disso — disse ela para Wendy —, ele já teria crescido a esta

altura.

— Ah, não, ele não cresceu — garantiu Wendy, com confiança. — Ele

tem o meu tamanho.

Ela queria dizer que ele tinha o seu tamanho tanto na mente quanto no

corpo; ela não sabia como sabia disso, mas ela sabia.

A Sra. Darling comentou com o Sr. Darling, mas ele sorriu e não deu

muita bola para o assunto.

— Escreva o que estou falando — disse ele —, isso é alguma bobagem

que a Naná está enfiando na cabeça deles; é o tipo de ideia que só um

cachorro teria. Deixe para lá, essa história vai desaparecer.

Mas não desapareceu; e logo o garoto levado deu um enorme susto na

Sra. Darling.

As crianças vivem as mais estranhas aventuras sem serem

incomodadas. Por exemplo, elas podem se lembrar de comentar, uma

semana depois de o evento ter acontecido, que quando estavam na floresta

encontraram o pai falecido e brincaram com ele. Foi desta maneira casual

que Wendy, em uma manhã, fez uma revelação inquietante. Algumas folhas

de uma árvore haviam sido encontradas no chão do quarto das crianças, e

elas certamente não estavam ali quando as crianças foram se deitar, então a

Sra. Darling estava intrigada com elas quando Wendy disse, com um sorriso

complacente:

— Acho que foi aquele Peter de novo!

— O que você quer dizer com isso, Wendy?

— É tão indelicado da parte dele não varrer as folhas — disse Wendy,

com um suspiro.

Ela era uma garota bastante organizada.

Explicou com a maior tranquilidade que Peter às vezes vinha até o

quarto das crianças à noite e se sentava ao pé de sua cama e tocava flauta

para ela. Infelizmente, Wendy nunca acordava, então ela não sabia como

sabia daquilo, só sabia.

— Que bobagem você está falando, meu anjo. Ninguém pode entrar

em casa sem bater na porta.

— Acho que ele entra pela janela — disse ela.

— Meu amor, a janela do seu quarto fica no terceiro andar.

— As folhas não estavam perto da janela, mamãe?

Isso era bem verdade, as folhas foram encontradas bem perto da janela.

A Sra. Darling não sabia o que pensar, pois tudo parecia tão natural

para Wendy que ela não podia simplesmente deixar o assunto de lado

dizendo que ela sonhara.

— Minha filha — exclamou a mãe —, por que você não me contou

isso antes?

— Eu me esqueci — disse Wendy, com tranquilidade.

Ela estava com pressa para tomar seu café da manhã.

Ah, ela certamente sonhara com aquilo.

Mas, por outro lado, tinha as folhas. A Sra. Darling as examinou com

cuidado, eram folhas secas, mas ela tinha certeza de que não eram de

nenhuma árvore que existia na Inglaterra. Ela engatinhou no chão,

examinando-o com uma vela à procura de marcas de um pé diferente.

Enfiou o atiçador da lareira na chaminé e sacudiu-o de um lado para o outro

e deu tapinhas na parede. Deixou cair a ponta da fita métrica, da janela até o

chão, e viu que era uma distância de quase dez metros, sem nenhum lugar

para se apoiar e escalar.

Wendy certamente havia sonhado.

Mas Wendy não estava sonhando, como foi provado na noite seguinte,

a noite em que se pode dizer que as aventuras extraordinárias dessas

crianças começaram.

Na noite sobre a qual estamos falando as crianças estavam mais uma

vez na cama. Era a noite de folga de Naná, e a Sra. Darling havia dado

banho nas crianças e cantara para eles até que cada um dos três soltou sua

mão e deslizou para a terra dos sonhos.

Todos pareciam em segurança e aconchegados e ela sorriu ao pensar

em seus medos, sentando-se tranquilamente perto do fogo para costurar.

Ela estava fazendo algo para Michael, que quando fizesse aniversário

começaria a usar camisas. O fogo estava quente, porém, e o quarto das

crianças era iluminado suavemente pelas três luzinhas de cabeceira, e logo a

Sra. Darling deixou a costura apoiada em seu colo. Então sua cabeça caiu,

de maneira tão graciosa. Ela adormecera. Veja os quatro, Wendy e Michael

lá, John aqui e a Sra. Darling perto do fogo. Deveria haver uma quarta

luzinha.

Enquanto ela dormia teve um sonho. Sonhou que a Terra do Nunca

estava perto demais e que um garoto estranho saíra de lá. Ele não a

assustou, pois ela achou que já o tinha visto antes nos rostos de muitas

mulheres que não tinham crianças. Talvez ele seja encontrado no rosto de

algumas mães também. Mas em seu sonho ele havia rasgado o véu que

esconde a Terra do Nunca, e ela viu Wendy, John e Michael espiando pelo

buraco.

O sonho por si só não teria sido nada demais, mas enquanto ela

sonhava a janela do quarto das crianças se abriu, e um garoto aterrissou no

chão. Ele estava acompanhado por uma luz estranha, menor que o tamanho

de um punho fechado, que disparou pelo quarto como se estivesse viva; e

eu acho que foi esta luz que acordou a Sra. Darling.

Ela se levantou com um pulo e deu um grito, viu o garoto e de certa

forma soube de imediato que era Peter Pan. Se você, ou eu, ou Wendy

estivéssemos lá nós perceberíamos que ele era muito parecido com o beijo

da Sra. Darling. Ele era um garoto adorável, vestia roupas feitas de folhas

secas e da seiva que escoa das árvores; mas o mais fascinante nele era que

ainda tinha todos os seus dentes de leite. Ao ver que a Sra. Darling era

adulta, rangeu as perolazinhas para ela.

 

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