Plano de Ataque: A História dos Voos de 11 de Setembro

Pilotos e Comandos

Desde o dia em que Nawaf al Hazmi e Khalid al Mihdhar, precursores da linha de frente da Operação Aviões, pisaram em solo americano, a equipe de ataque jamais foi coesa, organizada. O máximo que faziam era unir-se em duplas, tais como Mohamed Atta/Marwan al Shehhi e, mais tarde, Hani Hanjour/Nawaf al Hazmi. Os outros costumavam decidir seus passos sozinhos.

No início de janeiro de 2001, Atta viajou à Alemanha para se reunir com Ramzi Binalshibh. Disse que os três pilotos de Hamburgo (ele, Shehhi e Jarrah), tendo terminado o treinamento, aguardavam ordens. Como o saudita Hani Hanjour era piloto desde 1997, somavam-se quatro homens para quatro alvos, fora a hipótese do francês Zacarias Moussaoui concluir seu aprendizado a tempo.

Após o encontro com Mohamed Atta, Binalshibh voou para o Oriente. Quis acompanhar, em Kandahar e Karachi, a escolha e preparação dos comandos. Atta voltou a Miami. Seu amigo Marwan al Shehhi foi recebê-lo no aeroporto. Para aborrecimento de Atta, Shehhi disse estar embarcando para Casablanca, no Marrocos, para visitar um ex-colega de faculdade que sofrera um acidente.

Shehhi se ausentou por uma semana.

Ziad Jarrah, que rompera o ano no Líbano, na volta buscou Aysel Senguen na Alemanha, levando-a consigo para os Estados Unidos. Durante dez dias, o casal se divertiu na Flórida. No conversível de Ziad, eles foram a praias, restaurantes, fizeram compras, dançaram em discotecas. Ziad deu a ela uma aliança de ouro. Tudo por conta da al-Qaeda. Atta ficou indignado ao saber, através de um instrutor de vôo de Venice, que Ziad também levou a noiva para assistir a uma das aulas de simulador.

Logo após a partida de Aysel, Jarrah voltou repentinamente ao Líbano, agora para visitar o pai, Samir, que sofrera uma cirurgia cardíaca de emergência. Ziad só avisou Atta na hora do embarque.

O líder sentia-se totalmente sem prestígio. Mas seguiu em frente com a missão. Para aprimorar sua técnica de pilotagem, ele e Shehhi visitaram aeroclubes em Norcross e Lawrenceville, na Geórgia, e Decatur, no Alabama. Alugaram pequenos aviões e voaram com instrutores.

Em Oklahoma, Zacarias Moussaoui tentava correr contra o tempo e se equiparar aos companheiros. Tal como lhe fora indicado por Ramzi Binalshibh, começou a tomar aulas de pilotagem na Escola de Vôo Airman.

 

No Afeganistão, o treinamento dos comandos, dirigido por KSM e Mohamed Atef, agora com auxílio de Binalshibh, seguia em ritmo veloz. Os candidatos foram enviados para lutar na Guerra Civil do país, nas fileiras do Talibã. Isso lhes servia de aprendizado e, para seus avaliadores, como teste de coragem.

Após o batismo de fogo, os aprovados iam para uma casa da al-Qaeda, em Karachi, onde ouviam preleções sobre o Ocidente. Seguiam então para os Estados Unidos, com escala em Dubai. Na hora do embarque para a América, cada um recebia 10 mil dólares, das mãos do próprio KSM, para as despesas iniciais.

 

No final de fevereiro, Jarrah regressou à Flórida. No trajeto, fez, como sempre, uma escala na Alemanha, para ver Aysel. Ao chegar a Miami, ligou para Mohamed Atta, que lhe indicou o aeroclube de Decatur. Jarrah seguiu para lá e voltou a treinar.

 

Em Mesa, Arizona, Hani Hanjour treinou várias semanas num simulador de 737. Hazmi lhe fez companhia na cidade. No final de março, após Hanjour ter concluído seu curso, os dois viajaram de carro para o leste. Era preciso mais gente para receber os comandos que chegavam aos Estados Unidos. Hanjour e Hazmi alugaram um apartamento em Alexandria, Virgínia, na Grande Washington.

Ziad parecia mais interessado em Aysel do que em sua missão. Não saía da ponte área Miami–Hamburgo. Passou a última semana de março e a primeira de abril com a noiva. Atta não se conformava com a independência do libanês, mas nada podia fazer.

Apesar dos desentendimentos, da falta de senso de hierarquia e do treinamento esparso e desorganizado, o fato é que os pilotos da Operação Aviões, com exceção de Moussaoui, já eram bons o suficiente para assumir o comando de uma aeronave, em pleno vôo, e lançá-la contra um alvo no solo.

No início da segunda quinzena de abril, Marwan al Shehhi voltou a viajar, dessa vez para o Egito. Avisou a Atta com alguns dias de antecedência, mas não explicou o que foi fazer lá. Shehhi ficou duas semanas no Cairo.

 

Faltavam menos de cinco meses para o 11 de setembro quando os comandos começaram a desembarcar nos Estados Unidos. No dia 23 de abril, Waleed al Shehri e Satam al Suqami chegaram a Orlando. Embora seus vistos de entrada fossem autênticos, alguns carimbos do passaporte de Suqami eram falsos, detalhe que não foi percebido pela Imigração. Atta instalou os dois num motel na praia de Hollywood, ao norte de Miami.

Nove dias depois, Ahmad al Haznawi e Majed Moqed pousaram no aeroporto Dulles, em Washington. Foram recebidos por Hanjour e pelo vice-líder Hazmi. Abdulaziz al Omari desembarcou uma semana mais tarde, procedente de Zurique. Eram agora cinco os moradores do apartamento de Alexandria. Hamza al Ghamdi, Mohand al Shehri e Ahmed al Nami foram os próximos a chegar. Atta foi recebê-los em Miami.

Consciente de que precisava estabelecer um mínimo de entrosamento na equipe, Atta procurou se aproximar de Ziad Jarrah. No dia 2 de maio, os dois foram juntos ao Aeroporto Internacional de Miami, onde Shehhi desembarcou, vindo do Cairo. Os três homens da célula de Hamburgo seguiram para Lauderdale Lakes, onde trocaram idéias por vários dias.

 

No final de maio, houve uma reunião importante entre Bin Laden, KSM, Atef e Binalshibh. O encontro aconteceu no Conjunto Cinco, complexo da al-Qaeda próximo a Kandahar. A maior dúvida que ainda persistia era em relação ao número de alvos. Se Zacarias Moussaoui aprendesse a voar a tempo, hipótese que a cada dia se tornava mais improvável, seriam cinco. Caso contrário, quatro. O alvo pendente era a Casa Branca.

 

Mohamed Atta, na Flórida, ocupava-se com a logística da seleção dos vôos. Todos teriam de partir da Costa Leste (de aeroportos próximos aos alvos), com destino à Costa Oeste. Assim, na hora do choque, estariam com os tanques de combustível ainda cheios. Cada piloto já sabia qual era o seu alvo. Atta: Torre Norte; Shehhi: Torre Sul; Hanjour: Pentágono; Ziad Jarrah: Capitólio; Moussaoui: Casa Branca.

Os pilotos procuravam estudar seus alvos e as rotas para atingi-los. Jarrah e Hanjour sobrevoaram, em dias diferentes, a região de Nova Jersey, entre Nova York e Washington. Mas, como se tratava de uma área de intenso tráfego aéreo, os aeroclubes nos quais alugaram monomotores exigiram que voassem em companhia de um instrutor. Dias depois, entretanto, Hanjour, para sua grande alegria, conseguiu voar solo. Sobrevoou Washington, levando Nawaf al Hazmi como passageiro, e marcou bem a posição do Pentágono.

 

Um outro tipo de preparativo abrangia pilotos e comandos: familiarização com vôos iguais ou parecidos com os dos seqüestros.

No final de maio, Marwan al Shehhi voou, de primeira classe, pela United, de Nova York para São Francisco. Em sua bagagem de mão, levou um estilete fragmentável (box cutter), arma que pretendia usar no seqüestro. A maleta passou pelo controle de segurança, sem problema. Segundo as normas então em vigor nos aeroportos, estiletes, facas e canivetes com lâminas de até quatro polegadas (11 centímetros) eram permitidos.

Jarrah voou de Baltimore para Los Angeles. Atta, de Boston para São Francisco. Os dois levaram estiletes. Um dos comandos, Waleed al Shehri, pegou um vôo da mesma rota. Hanjour e Hazmi também voaram costa a costa.

Por telefone, e falando em código (referia-se aos ataques como se fossem uma grande festa de casamento), Atta prestou contas a Binalshibh, que retornara à Alemanha, dos preparativos da “cerimônia”. Deu más notícias sobre Zacarias Moussaoui. Disse que o “convidado” dificilmente poderia estar presente.

Sem o menor cacoete de aviador, após cinqüenta horas de treinamento o francês Moussaoui interrompera suas aulas de pilotagem. Alegando incapacidade técnica, o instrutor não o liberava para voar solo. Agora Moussaoui se limitava a freqüentar um curso de simuladores.

 

Os comandos continuavam chegando. Ahmad al Haznawi e Wail al Shehri desembarcaram em Miami no dia 8 de junho, procedentes de Dubai, via Londres. Saeed al Ghamdi e Fayez Banihammad, em Orlando, dia 27. Salem al Hazmi e Abdulaziz al Omari, no aeroporto Kennedy, em Nova York, dias depois.

Com dinheiro no bolso, os recém-chegados logo alugavam um carro. Dividiam-se em grupos, morando sempre perto de Nova Jersey ou Washington. Freqüentavam academias de ginástica. Quem, por acaso, observasse uma dupla ou trinca deles, não poderia jamais imaginar que fossem terroristas. Pareciam turistas se divertindo, ou atletas se exercitando. Bem barbeados, usando trajes ocidentais, com camisas esporte coloridas e calças jeans, passavam ao largo das mesquitas. Jamais se prostravam, a não ser no interior de seus apartamentos, em direção a Meca.

Por mais estranho que possa parecer, o primeiro em comando, Mohamed Atta, e o segundo, Nawaf al Hazmi, se encontraram pela primeira vez, em território americano, no final de junho de 2001. Antes disso, a única ocasião em que haviam se visto fora um ano e meio antes, num albergue de pernoite, em Quetta, no Paquistão, antes mesmo de Mohamed Atta se filiar à al-Qaeda.

 

No início de julho, após novo encontro com Hazmi, Atta julgou que era hora de acertar, pessoalmente, com Binalshibh, os últimos detalhes da Operação Aviões. Viajou para a Europa. Os dois jihadistas, amigos desde 1995, se reuniram na cidade espanhola de Reus, a 100 quilômetros de Barcelona.

Binalshibh disse a Atta que Bin Laden queria o desfecho para logo, pois temia um vazamento. Atta respondeu que ainda não dava para fixar a data. Coordenava o trabalho final da equipe e estudava horários de vôos costa a costa, de modo que os ataques ocorressem simultaneamente. Pediu mais um mês e meio. E prometeu informar o dia D com uma semana de antecedência. Assim, Binalshibh poderia sair a tempo da Alemanha e a liderança da al-Qaeda, no Afeganistão e Paquistão, se dispersar pelos esconderijos da Base.

Da pauta de discussões, constavam outros assuntos, delicados. Atta revelou que alguns homens se queixavam do fato de não poderem se despedir de suas famílias, coisa que ele mesmo proibira. Também se mostrou temeroso de Jarrah. Disse que o libanês era muito infantil.

 

— No último instante, Ziad poderá pôr tudo a perder, com uma tolice qualquer — o egípcio advertiu. — Ele é imaturo.

Binalshibh voltou para a Alemanha, de onde fez, usando códigos (sempre o casamento), um resumo da reunião para KSM. Atta ficou mais um dia na Espanha. Foi ao consulado americano em Madri e conseguiu prorrogar seu período de permanência nos Estados Unidos.

Pegou um vôo para a Flórida.

 

Khalid al Mihdhar, o desertor da Operação Aviões, encontrava-se agora em Meca, com a família. De lá, enviou um recado a Osama bin Laden, pedindo para ser readmitido na missão. O Samaritano aceitou a volta do filho pródigo.

“Quanto mais mártires da cidade sagrada do Profeta, melhor”, era seu pensamento.

No dia 4 de julho, Mihdhar desembarcou no Kennedy. Foi recebido por Nawaf al Hazmi, a quem abandonara, um ano antes, em San Diego. Sem mostrar ressentimentos, Hazmi levou Mihdhar para seu apartamento, em Paterson, Nova Jersey.

Completava-se a equipe de 19 homens. Na verdade, deveriam ter sido vinte mártires para cinco vôos, quatro em cada um, plano abortado pela incapacidade de Zacarias Moussaoui de aprender a pilotar.

Só que Moussaoui não desistira. No dia 10 de julho, ele foi à Pan Am International Flight Academy, em Eagan, Minnesota. Pagou, adiantado, 9 mil dólares, por aulas de simuladores. Embora não possuísse sequer um brevê de piloto privado, o francês pediu para fazer um vôo simulado entre os aeroportos Heathrow, em Londres, e Kennedy, em Nova York. Mostrou-se arrogante:

— Eu paguei, não paguei?

— Este equipamento é o de um Boeing 747, senhor Moussaoui. É melhor começar com aeronaves menores.

— Eu paguei, não paguei? Quero aprender.

Na Flórida, Ziad Jarrah morria de saudades de Aysel. Ligou para ela e pediu-lhe que comprasse, pela Internet, uma passagem, em nome dele, de Miami para Düsseldorf.

Ao ser informado, pelo próprio Jarrah, da viagem à Alemanha, Mohamed Atta ligou para Binalshibh. Sentia tanta raiva que não se preocupou em usar códigos.

— Eu disse que ele ia causar problemas. Não disse? É melhor reduzirmos a operação para três vôos, ou incluir Moussaoui, seja lá como ele estiver.

— Calma, Amir. — Binalshibh costumava chamá-lo assim, na intimidade. — Quando Ziad chegar aqui, estarei no aeroporto. Fica difícil mudar as coisas neste estágio.

Atta transigiu e, na manhã de 25 de julho, levou Jarrah ao aeroporto de Miami. À noite, em Düsseldorf, Ramzi Binalshibh recepcionou o libanês.

— Nós precisamos sentar com calma e conversar — disse o iemenita.

— Hoje não dá. Aysel está me esperando.

Só três dias depois Binalshibh conseguiu falar com Jarrah. Suplicou-lhe que prosseguisse com o plano.

— Eu jamais pensei em desistir — Ziad Jarrah se surpreendeu com o pedido.

Binalshibh se apressou em dar a notícia a KSM, que andava pensando seriamente em substituir Jarrah, mesmo que fosse por Zacarias Moussaoui.

 

Nos Estados Unidos, ia se tornando cada vez mais difícil, para os kamikazes, controlar a ansiedade. O segundo em comando, Nawaf al Hazmi, por exemplo, ligou para dois de seus antigos colegas no posto de gasolina na Califórnia. Disse a eles que algo grandioso iria acontecer em breve.

Mohamed Atta percebeu a tensão do grupo e convocou todos, pilotos e comandos, para uma reunião em um hotel de Newark. Foi a primeira e última vez que os 19 homens do front da Operação Aviões se reuniram.

Diversos itens foram discutidos. Atta disse que, durante os vôos, se as portas das cabines de comando permanecessem trancadas, eles teriam de ameaçar a execução de um refém, simular a posse de bombas, ou usar de qualquer expediente, por mais violento que fosse, para que os pilotos as abrissem.

O líder informou a escalação dos 15 comandos, vôo por vôo, decidida por ele e Hazmi: quatro em cada um e três no de Jarrah. Atta explicou também que ele, Hazmi e Hanjour iriam fazer mais uma viagem em vôo comercial costa a costa. A idéia era dar uma repassada nos detalhes das rotinas de bordo, principalmente o vaivém dos comissários, entrando e saindo das cabines.

 

No dia 13, Hanjour e Hazmi voaram para Las Vegas, na primeira classe de um Boeing 757. Atta, que chegara lá uma hora antes, procedente de Washington, os aguardava no Aeroporto Internacional McCarran.

Se a viagem foi útil para a estratégia da Operação Aviões, isso é algo que jamais se saberá. O certo é que, com milhares de turistas, boa parte deles estrangeiros, Las Vegas é a cidade do anonimato.

Mesmo se tivessem usado seus trajes típicos árabes, Atta, Hazmi e Hanjour não teriam se feito notar. Quanto mais em roupas ocidentais. Os três jihadistas jogaram em diversos cassinos, foram a lojas de lingerie e a uma sex shop. Encerraram a noite do dia 13 com um (se é que se pode chamá-lo assim) ménage à quatre com uma prostituta mexicana.

 

KSM andava preocupado. Ficou sabendo que Osama bin Laden estivera se vangloriando com visitantes de um dos campos da al-Qaeda, no Afeganistão, dizendo-lhes que um ataque aos Estados Unidos estaria próximo. Bin Laden também insinuara algo sobre o assunto ao líder do Talibã, Mulá Omar. Este, por sinal, proibira terminantemente que esse ataque fosse planejado em solo afegão.

Ao mesmo tempo, em Washington, um comitê interministerial concluía que era possível usar uma versão armada do Predador para eliminar Bin Laden, e que isso seria um ato de legítima defesa, não violando a Ordem Executiva 12.333, de banimento de assassinatos, em vigor desde 1981.

 

Em Eagan, Minnesota, um dos instrutores da Academia Pan Am, desconfiado das intenções de Zacarias Moussaoui, telefonou para o escritório do FBI, em Minneapolis. Por coincidência, tanto o agente que atendeu a ligação como seu supervisor eram pilotos. E se interessaram pelo caso. Numa checagem com o INS (Serviço de Imigração e Naturalização), descobriram que o prazo do visto de permanência de Moussaoui nos Estados Unidos expirara.

 

Após a farra em Las Vegas, Mohamed Atta voltou aos ajustes finais. No dia 23 de agosto, reuniu-se com Hazmi em Newark. Juntos, escolheram, pela Internet, os quatro vôos que seriam seqüestrados: AAL11, UAL175, UAL93 e AAL77. A diferença de horário de decolagem entre o primeiro e o último era de apenas 27 minutos. Sendo vôos do início da manhã, a possibilidade de que um deles se atrasasse, dessincronizando os ataques, era menor. Fixaram também o dia D, terça-feira, 11 de setembro, na semana seguinte ao fim da temporada americana de férias e do recesso do Congresso, ocasião em que os vôos estariam vazios, e o Capitólio, cheio.

 

Dias antes da definição dos vôos, Zacarias Moussaoui encontrava-se em um motel de Minnesota quando agentes do INS irromperam em seu quarto.

— O senhor está preso, por violar as leis de imigração.

No HD de seu laptop, apreendido na hora, Moussaoui gravara diversos detalhes da Operação Aviões, inclusive nomes de jihadistas envolvidos e relação de alvos.