Plano de Ataque: A História dos Voos de 11 de Setembro
11 de Setembro – Nove da Manhã
Embora os vôos AAL11 e UAL175 cumpram o mesmo percurso, Boston–Los Angeles, o 175 segue uma rota mais ao sul. Após o seqüestro, executado sobre a ponta sudeste do estado de Nova York, Marwan al Shehhi, pilotando o 175, parte em direção ao seu alvo, a Torre Sul do Trade Center. Sua navegação é mais complicada do que a do amigo Mohamed Atta, que, 13 minutos antes, espatifara o AAL11 contra a Torre Norte. Atta se limitou a acompanhar o leito do rio Hudson, de Hudson Falls até a ponta sul de Manhattan.
Nove da manhã. Shehhi se dirige velozmente à Baía de Nova York, vindo do sudoeste, como se procedesse da Filadélfia. Para atingir a Torre Sul, sem ter a Torre Norte como obstáculo, precisa vir do lado oposto ao de Atta. Por isso, após se apoderar do vôo 175, e se familiarizar com os comandos do 767, procedimento que dura uns dez minutos, ele executa uma curva de 90º para a esquerda, seguida de um vôo reto de sete minutos sobre o leste da Pensilvânia.
Próximo à costa, faz nova curva, também de 90º, e também à esquerda, e entra na final longa do alvo. Durante a operação de descida, Shehhi pôde ver, ao longe, pela janela esquerda da cabine, em meio à skyline de Manhattan, uma espessa coluna de fumaça negra saindo da Torre Norte, sinal de que a missão de Mohamed Atta fora bem-sucedida.
Duzentos e quinze quilômetros a oeste do UAL175, o vôo 93 da United voa há quase vinte minutos. O comandante Jason Dahl e o copiloto Leroy Homer já completaram os procedimentos de subida desde o aeroporto de Newark. Encontram-se, em vôo de cruzeiro, a 10.600 metros de altura, no través sul da cidade de Williamsport, Pensilvânia.
Nas cabines de primeira e econômica, as cinco comissárias de bordo servem o café-da-manhã aos passageiros. Entre estes, um libanês, Ziad Jarrah, e três sauditas, Saeed al Ghamdi, Ahmad al Haznawi e Ahmed al Nami. Estão todos na primeira classe. Jarrah, o líder, sentado na primeira fila, numa poltrona próxima à porta do cockpit, tem boas razões para estar otimista. O tempo lá fora está magnífico e o avião, quase vazio. Embora Jarrah não saiba o número exato de passageiros, além deles, seqüestradores, são apenas 34 nas duas classes, pouco mais de 20% da capacidade do Boeing.
A única preocupação de Ziad Jarrah é o atraso do vôo, causado por uma grande fila de jatos na taxiway (pista de taxiamento) de Newark. O vôo 93 decolou quase meia hora depois do previsto, dessincronizando as ações. A esta altura, a onda de ataques já pode ter-se iniciado. Os pilotos do UAL93, com certeza, serão, a qualquer momento, alertados sobre os outros seqüestros.
De vez em quando Jarrah dá uma olhada para os lados, para ver se alguém o está observando, e verifica, num aparelho portátil de GPS (equipamento de localização via satélite), o posicionamento do avião.
Se Ziad Jarrah tivesse alguma informação sobre a identidade ou a natureza dos ocupantes do vôo 93, teria outras razões para se preocupar. O pequeno universo de 41 almas (entre passageiros e tripulantes) constitui um grupo atípico, nada parecido com bois a caminho do matadouro.
Tom Burnett, 38, por exemplo, foi jogador de futebol americano em Minnesota. Mark Bingham, 31, 1,94 metro de altura e 90 quilos, joga rúgbi em um time amador de São Francisco. Richard Guadagno, 38, toma conta de um refúgio de vida selvagem, na Califórnia. Faz regularmente cursos de reciclagem no FBI, que incluem aulas de defesa pessoal. Jeremy Glick, 31, 1,86 metro de altura e 100 quilos, de braços musculosos, é faixa preta e campeão de judô e já praticou luta livre. Joey Nacke, 42, é levantador de pesos. Linda Gronlund, 46, gerente ambiental da BMW, é faixa marrom de caratê. CeeCee Lyles, uma das comissárias, é ex-detetive de polícia.
A inquietação de Ziad Jarrah, com relação ao atraso na decolagem, dessincronizando o vôo 93 dos outros seqüestros, é mais do que justificável. O terceiro deles já aconteceu, por volta das 8h52 da manhã, quando o vôo 77 da American Airlines foi dominado por cinco árabes ao sobrevoar a tríplice divisa: Ohio, Kentucky e Virgínia do Oeste. Agora, nove minutos depois, o AAL77 encontra-se no través norte de Charleston, 500 quilômetros a sudoeste do UAL175 e 470 quilômetros, também a sudoeste, do vôo 93.
No American 77, Nawaf al Hazmi, segundo em hierarquia no grupo de ataque da Operação Aviões, e três dos seqüestradores controlam os passageiros, mantendo-os nos fundos da classe econômica. Na cabine de comando, o saudita Hani Hanjour usa o piloto automático para navegar. Seu destino: Washington, de onde o vôo decolou há quarenta minutos. Pela janela da direita, Hanjour pode ver o vale do Kanawha, que desce para o sul.
Como, às 8h56, Hanjour desligou o transponder, o Centro Indianápolis, responsável pela área, perdeu o sinal do vôo 77. Resta aos operadores identificar, em suas telas, os blips primários do Boeing, sem a ajuda do sofisticado software do Centro, que não os reconhece.
O controlador do AAL77 tenta se comunicar, pelo rádio, com a aeronave. Mas não recebe resposta. Interpreta a ausência dos sinais do transponder como decorrente de uma pane nos sistemas eletrônicos do American 77.
Levando consigo o casal de filhos pequenos, Drake, 3 anos, e a garotinha Chandler, 1 ano e oito meses, Shelley e Donn Marshall saíram de casa, no condado de Charles, 40 quilômetros ao sul de Washington, de manhã cedo. Ambos trabalham no Departamento de Defesa. Shelley, no prédio do Pentágono; Donn, na Agência de Inteligência, em Crystal City, distante pouco mais de 1 quilômetro do escritório da mulher.
Os dois foram em carros separados, pois seus horários de saída eram diferentes. Donn levou as crianças. No meio do percurso, Shelley deu uma parada, num posto de abastecimento da rodovia federal 301, para encher o tanque. Donn custou a perceber, passou direto e os dois se perderam de vista.
Pai e mãe voltaram a se encontrar na creche do Pentágono, onde Donn deixou Drake e Chandler. Depois ele seguiu para Crystal City. Shelley foi para seu escritório no anel externo da ala oeste do Pentágono.
Na cidade de Nova York, helicópteros da polícia sobrevoam a Torre Norte em chamas. Entre eles, o Aviation 14, um Bell 412 que tem como piloto Timothy Hayes e copiloto Patrick Walsh. A fumaça encobre o terraço do prédio atingido. Hayes conclui que, ao menos por enquanto, é impossível tentar um resgate. Mas fica por ali, dando voltas ao redor do incêndio.
Lá embaixo, as estações de metrô estão sendo evacuadas. O oficial em comando do PAPD (Departamento de Polícia da Administração do Porto) ordena que todos os sete prédios do World Trade Center sejam desocupados. Mas sua ordem não é recebida pelo encarregado de segurança da Torre Sul.
Sean Murtagh, vice-presidente de Finanças e Administração da CNN, foi uma das testemunhas do choque do AAL11 contra a Torre Norte. No prédio da emissora, próximo à quina sudoeste do Central Park, ele se preparava para iniciar uma reunião quando ouviu um ruído forte de turbinas de jato. Deu uma olhada pela janela, a tempo de ver, segundos depois, 7 quilômetros, ou oitenta quarteirões, ao sul, um avião que lhe pareceu um 737 chocar-se contra o Trade Center. Murtagh questionou seus próprios olhos:
“Eu não vi o que acabei de ver.”
Naquela terça-feira, para desânimo do pessoal na redação, logo abaixo do escritório de Murtagh, nada acontecia, com a exceção, pouco palpitante, de eleições primárias para a sucessão do prefeito da cidade, Rudolf Giuliani. Nada acontecia, até Murtagh irromper na sala:
— Um avião bateu no World Trade Center.
Como se uma corrente elétrica tivesse sido conectada, interligando as pessoas, poderosa carga de adrenalina se espalha pela redação. Ninguém mais consegue trabalhar sentado. Um olho na tela dos computadores, outro na tela das concorrentes, surgem os primeiros comentários:
— É, um avião, um Cessna, Cessna, não… um jato comercial, um 737, o Murtagh que viu, sei lá, porra, um maldito avião bateu no Trade Center.
Câmeras são postas no terraço. Apresentadores são chamados em suas casas. Repórteres, despachados para a rua. Em questão de minutos, no boca a boca excitado dos telefones, no abre e fecha dos e-mails, em Nova York, na Costa Leste, no país, no mundo, nos 24 fusos horários a notícia se espalha:
— Juro! Liga a televisão. Põe na CNN.
Como sempre, os primeiros boletins são cautelosos.
— Notícias não confirmadas dão conta de que um avião bateu numa das torres do World Trade Center.
As primeiras imagens (que valem mil palavras) captadas do terraço mostram uma grossa coluna de fumaça negra saindo dos andares superiores da Torre Norte. Um observador mais atento pode notar que o rombo no edifício tem o formato de um avião. No canto inferior da tela, os telespectadores vêem a marca registrada: “Breaking news” (algo como “notícias que acabam de chegar”).
Um diretor grita para a apresentadora Carol Lin:
— Vá para a bancada. Estamos transmitindo direto.
A câmera fecha sobre a Torre Norte, mostrando o ponto onde o AAL11 deflorou o prédio. Destroços fumegantes despencam lá de cima. Logo, unindo telespectadores e jornalistas no mesmo desespero, percebe-se que pessoas, fugindo do fogo, estão pulando, do topo da torre, para a morte.
Já no ar, Carol Lin não consegue dizer outra coisa que não um agoniado “Santo Deus!”.
Mike Jacobs, que pegara um elevador no térreo da Torre Norte, segundos antes do choque do vôo 11 da American Airlines, está preso, com uma moça, há 14 minutos. Os dois não fazem a menor idéia de que um avião se chocou contra a torre, muito menos que, acima deles, os andares do topo estão pegando fogo. Jacobs acha que o incidente se limita ao seu elevador e tenta falar através do interfone da cabine. Está irritadíssimo porque ninguém o atende.
Brian Clark estava na sala de operações da Euro Brokers, firma de corretagem de títulos situada no 84º andar da Torre Sul, desde as 7h15, uma hora e 15 minutos antes da abertura dos primeiros mercados americanos. Nesse tempo, ele pôde ver as cotações na Ásia e na Europa. Isso lhe dava uma boa idéia de como abririam as bolsas de Chicago e Nova York.
Além de sua atividade profissional, Clark é bombeiro voluntário. Assim que o AAL11 se chocou contra a outra torre, mesmo sem saber direito o que acontecera, Clark pegou sua lanterna e seu apito e começou a orientar os colegas a abandonar o prédio. Mas nem todos quiseram sair. Ron di Francesco, por exemplo, que tinha operações importantes a fazer no mercado, preferiu continuar trabalhando. Afinal de contas, os telefones e os terminais de cotação e de notícias funcionavam normalmente. O próprio Clark permaneceu por ali, vendo quem mais precisava de ajuda.
São seis da manhã em San Ramon, Califórnia, três fusos horários a oeste da Costa do Atlântico. As três filhas de Deena e Tom Burnett, Halley e Madison (gêmeas, 5 anos) e Anna Clare, 3, descem, com a mãe, para o térreo da casa. É início do ano letivo. Halley e Madison estão no jardim-de-infância. Anna Clare, no maternal. Para Deena, ex-comissária de bordo da Delta Airlines, é a hora mais atarefada do dia. Precisa vestir as três meninas e preparar-lhes o café-da-manhã.
Deena Burnett liga a televisão, para ver a previsão meteorológica e poder escolher as roupas das crianças. Em vez disso, vê o World Trade Center em chamas, após ter sido atingido por um avião. Seu marido, Tom, que está em Nova York, volta hoje para casa. Mas Deena não sabe o número do vôo dele, nem o horário, nem mesmo a companhia aérea. Portanto não tem a menor idéia de que Tom já se encontra no ar há 17 minutos, a bordo do UAL93.
Depois de ter assistido, junto ao bueiro de gás da rua Church, ao AAL11 se chocar contra a Torre Norte, o chefe do 1º Batalhão dos Bombeiros, Joseph Pfeifer, saltou para sua picape e partiu para o Trade Center, levando, de carona, o documentarista francês Jules Naudet.
Sete minutos após o impacto, ambos estão no lobby do térreo da torre atingida. Uma das primeiras cenas filmadas por Jules é a de duas tochas humanas. Uma bola de fogo, tendo descido por um dos poços de elevadores, se expandiu no oxigênio do saguão e envolveu em chamas essas pessoas. Bombeiros conseguem abafá-las.
Pfeifer manda as equipes que chegam subirem, pela escada C, até a zona de impacto. Isso significa escalar 94 andares com até 45 quilos de equipamentos nas costas. Resignadamente, os bombeiros se apressam em cumprir a ordem.
Os operadores do Centro Nova York de Controle de Vôo, em Ronkonkoma, haviam perdido os sinais do transponder do UAL175. Depois ficaram sabendo do destino trágico do AAL11. Agora tomam conhecimento de que o vôo 77 da American Airlines, de Washington para Los Angeles, também sumiu, há quatro minutos, das telas de radar de Indianápolis e Washington. Passam a ser três os transponders desligados.
Não há mais dúvida de que vários seqüestros simultâneos estão em andamento. Isso não ocorre desde setembro de 1970, quando a Frente Popular de Libertação da Palestina seqüestrou, e explodiu em aeroportos da Jordânia e do Egito, numa mesma operação, quatro jatos comerciais. Só que, naquela ocasião, os passageiros foram libertados antes das explosões.
De repente, surge na fonia de Ronkonkoma a voz aflita de um controlador de torre de um dos aeroportos da Grande Nova York.
— Peguei um blip em minha tela, na costa de Nova Jersey. Meu Deus, está vindo para cá. Desce muito rápido, 3 mil metros, 2.750…
Na Torre Sul do WTC, Ed Nicholls, da Aon Seguros (102º andar), e Ling Young, auditora da Secretaria Estadual de Finanças (87º), após terem descido, em elevadores locais, de seus escritórios, para o saguão de transferência do 78º andar, agora pretendem pegar um expresso para o térreo. Mas são demovidos da idéia por um guarda de segurança.
— Não há necessidade de abandonar o prédio — diz ele. — O problema é só na Torre Norte.
Se Nicholls e Ling optam por interromper a descida no 78º, Stanley Praimnath, funcionário do Banco Fuji (81º), age mais rápido: pega dois elevadores até o térreo, onde chega por volta das 8h55. Só que, também convencido por um segurança, decide regressar lá para cima.
Ronkonkoma agora detecta o blip do 175. A aeronave perde altura rapidamente e ruma para a ponta sul da ilha de Manhattan.
— Você descobriu quem é? — pergunta, aflito, o controlador do Centro ao colega da torre em Nova York.
— Nós só… nós só… nós não sabemos — a fala confusa iria ficar registrada na fita do gravador.
O Centro de Controle tenta falar diretamente com o 175, mais por desencargo de consciência. Ou talvez seja apenas uma torcida.
— Suba, homem, suba — o gravador registra. — Suba, homem, suba. — Mas logo a súplica se transforma em conformismo.
— Parece que outro está vindo — desespera-se Ronkonkoma.
Na cabine de comando do UAL175, Marwan al Shehhi tem, à sua direita, quase na vertical, a orla leste de Staten Island. Logo à frente, também do lado direito, a ponte Verrazano. Na proa do avião, a parte superior da Baía de Nova York. A Torre Sul está uns 15 quilômetros adiante. Shehhi, controlando os manetes de aceleração, para não pôr tudo a perder por causa de um excesso de velocidade (overspeed), que poderia causar uma pane estrutural, vê claramente a fumaça saindo da Torre Norte, por trás de seu alvo.
Trinta e cinco metros atrás de Shehhi, sentado numa das poltronas da classe econômica, Peter Hanson, 32, vendedor de softwares, está viajando com sua mulher, Sue Kim, 35, e a filhinha do casal, Christine, de apenas 2 anos. Peter fala pela segunda vez com seu pai, Lee Hanson, pelo telefone celular. Lee está em sua casa em Easton, Connecticut.
Na primeira ligação, Peter narrou o seqüestro. Contou que uma comissária foi esfaqueada e que os seqüestradores espalharam gás Mace (de pimenta) pela primeira classe e disseram ter uma bomba.
No 84º andar da Torre Sul, Ron di Francesco, que, antes, não quis se afastar do trabalho, continua na sala de operações da Euro Brokers. Brian Clark está próximo a ele. Faltam 27 minutos para a abertura dos mercados. No saguão de transferência (78º andar), Ed Nicholls e Ling Young esperam um elevador para subir. Todos, Di Francesco, Clark, Nicholls e Ling, ouvem a voz de um agente de segurança, no sistema de som da torre:
— Não há necessidade de abandonar o prédio. Por favor, aqueles que estão descendo, podem retornar aos seus escritórios.
Enquanto o UAL175, sacolejando muito por causa da velocidade, perde altura rapidamente sobre as águas da baía, no rumo da Torre Sul, o passageiro Peter Hanson continua na linha com seu pai. Diz que a situação a bordo piorou. As manobras são bruscas e muitos passageiros estão vomitando.
— Eu acho que nós vamos cair — ele conclui.
Marwan al Shehhi empurra os manetes até o fim.
A bordo do helicóptero Aviation 14, os pilotos Hayes e Walsh tomam o maior susto de suas vidas, ao ver o enorme jato indo contra o prédio.
— Meu Deus! — grita Hayes, comandando uma guinada brusca, para não entrar em rota de colisão com o avião que se aproxima.
Talvez por causa do helicóptero, Al Shehhi quase perde o ângulo da curva. Precisa inclinar o avião fortemente para a esquerda, para não errar o alvo.
Na Torre Sul, Stanley Praimnath encontrava-se de volta ao seu escritório no 81º andar. O telefone toca. É uma amiga, falando de Chicago.
— Você está bem? — ela pergunta. — Estou vendo tudo na televisão.
— Está tudo OK — Praimnath responde, olhando para fora. Vê então o jato fazendo uma curva inclinada e vindo em sua direção. A manobra é acompanhada, na tela da tevê em Chicago, pela amiga.
Num derradeiro esforço, Marwan al Shehhi consegue trazer o nariz do avião para a esquerda. Não erra mais.
Em Easton, Connecticut, Lee Hanson vê o avião de seu filho, sua nora e sua netinha se espatifando contra o World Trade Center.