A Harpa do Crente
Capítulo XIII
Um raio de esperança e de conforto:
E elle calára já, e ainda os ecchos,
Entre as minas sussurrando, ao longe
Iam os sons levar de seus queixumes.
XIII.
Chôro piedoso, o chôro consagrado
Ás desditas dos seus. Honra ao propheta!
Oh margens do Jordão, paiz tão lindo,
Que fostes e não sois, tambem suspiro
Doído vos consagro!--Assim fenecem
Imperios, reinos, solidões tornados!...
Não:--nenhum deste modo: o peregrino
Pára em Palmyra e pensa: o braço do homem
A sacudiu á terra, o fez dormissem
O seu ultimo somno os filhos della--
E elle o veio dormir pouco mais longe:
Mas se chega a Sion treme, enxergando
Seus lacerados restos. Pelas pedras,
Aqui e alli dispersas, ainda escripta
Parece vêr-se uma inscripção de agouros,
Bem como aquella que aterrou um ímpio
Quando, no meio de ruidosa festa,
Blasphemava dos ceus, e mão ignota
O dia extremo lhe apontou de crimes.
A maldicção do Eterno está vibrada
Sobre Jerusalem!--Quanto é terrivel
A vingança de Deus! O Israelita,
Sem patria, e sem abrigo, vagabundo,
Odio dos homens, neste mundo arrasta
Uma existencia mais cruel que a morte,
E que vem terminar a morte e inferno.
Desgraçada nação!--aquelle solo