A Harpa do Crente

Alexandre Herculano · Capítulo 38 de 47

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A Harpa do Crente

A Tempestade.

Teu nome ousei cantar!--Perdoa, oh Nume;

Perdoa ao teu cantor!

Dignos de ti não são meus frouxos cantos;

Mas são cantos de amor.

Embora vís hypocritas te pintem

Qual barbaro tyranno;

Mentem, por dominar, com ferreo sceptro,

O vulgo cego e insano.

Quem os crê é um ímpio!--Arrecear-te

É maldizer-te, oh Deus:

É o throno dos despotas da terra

Ir collocar nos céus.

Eu, por mim, passarei entre os abrolhos

Dos males da existencia

Tranquillo, e sem terror, á sombra posto

Da tua Providencia.

Plymouth--Setembro de 1831.

 

A Tempestade.

A ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO.

 

Alma affinada pelas harpas de anjos;

Rei das canções--entenderás meu hymno!

O Auctor.