A Harpa do Crente
A Tempestade.
Teu nome ousei cantar!--Perdoa, oh Nume;
Perdoa ao teu cantor!
Dignos de ti não são meus frouxos cantos;
Mas são cantos de amor.
Embora vís hypocritas te pintem
Qual barbaro tyranno;
Mentem, por dominar, com ferreo sceptro,
O vulgo cego e insano.
Quem os crê é um ímpio!--Arrecear-te
É maldizer-te, oh Deus:
É o throno dos despotas da terra
Ir collocar nos céus.
Eu, por mim, passarei entre os abrolhos
Dos males da existencia
Tranquillo, e sem terror, á sombra posto
Da tua Providencia.
Plymouth--Setembro de 1831.
A Tempestade.
A ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO.
Alma affinada pelas harpas de anjos;
Rei das canções--entenderás meu hymno!
O Auctor.