A Harpa do Crente

Alexandre Herculano · Capítulo 24 de 47

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A Harpa do Crente

A Arrabida. [1830.]

A Arrabida.

 

[1830.]

 

I.

 

Salve, oh valle do sul, saudoso e bello!

Salve, oh terra de paz, deserto sancto,

Onde não chega o sussurrar das turbas!

Sólo sagrado a Deus, podesse o bardo

Ser um dos teus, e não voltar ao mundo!

 

II.

 

Suspira o vento no alamo frondoso;

As aves soltam matutino canto;

Late o lebreu na encosta, e o mar sussurra

Nos rochedos da concava bahia:

Eis o ruido de ermo!--Ao longe o negro,

Insondado oceano, e o ceu ceruleo

Se abraçam no horizonte: immensa imagem

Da eternidade e do infinito, salve!