A Harpa do Crente

Alexandre Herculano · Capítulo 46 de 47

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A Harpa do Crente

D. Pedro.

A alma vôa, e se abriga

Aos pés do Omnipotente.

Tambem eu para o throno

Accorrerei do Eterno:

Crimes não são meu dote;

Erros não pune o inferno.

E vós entes queridos,

Entes que tanto amei,

Dando-vos liberdade

Contente acabarei.

Por mim livres chorar

Vós podereis um dia,

E ás cinzas do soldado

Erguer memoria pia.

Porto--Julho de 1832.

 

D. Pedro.