A Harpa do Crente
D. Pedro.
A alma vôa, e se abriga
Aos pés do Omnipotente.
Tambem eu para o throno
Accorrerei do Eterno:
Crimes não são meu dote;
Erros não pune o inferno.
E vós entes queridos,
Entes que tanto amei,
Dando-vos liberdade
Contente acabarei.
Por mim livres chorar
Vós podereis um dia,
E ás cinzas do soldado
Erguer memoria pia.
Porto--Julho de 1832.
D. Pedro.