Noiva até Sexta

Catherine Bybee · Capítulo 20 de 41

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Noiva até Sexta

Capítulo 17

 

 

BLAKE ESPEROU PACIENTEMENTE O FIM das apresentações antes de pedir a todos que se sentassem para começar a reunir as informações.

Eles haviam se reunido na casa de Carter e Eliza, no sul da Califórnia. Dean e Jim se sentaram em lados opostos da sala. Karen e Michael, de frente um para o outro. Carter não havia chegado de Sacramento e planejava se juntar a eles no dia seguinte.

Blake olhou para Eliza, que ele conhecia melhor que Karen. Não gostava de ter que conversar na frente de Michael, mas não tinha como evitar.

Dean dirigiu a conversa:

— A Eliza disse que você acha que o Neil está certo em esconder a Gwen. Pode me dizer por que pensa assim, Karen?

— Começou há algumas semanas, logo depois que eu e o Michael nos conhecemos. Quanto mais eu penso nisso, mais percebo como as coisas estavam estranhas em casa.

Jim fez um aceno com a mão.

— Você precisa começar do começo.

— Primeiro foram as câmeras. O Neil ligou várias vezes pedindo para a gente checar o quintal. Os vídeos ficavam embaçados ou algo assim. Depois eu encontrei um corvo morto, com o bico preso na tela da janela. A janela estava aberta... e eu não lembro de ter aberto. Posso ter esquecido, eu acho. Tem feito tanto calor que ficávamos com o ar-condicionado ligado a maior parte do tempo. — Karen estremeceu. — Eu odeio pássaros — disse, fazendo careta. — A Gwen foi ótima. Soltou o pássaro da tela e o jogou no chão, antes de colocá-lo no lixo. Depois, não pensamos mais nisso.

— Até?

Karen suspirou.

— Até o jantar... duas noites antes do nosso casamento. — Karen brincou com o diamante no dedo e sorriu para o marido.

Michael lhe deu uma piscadinha.

— O que aconteceu nesse dia? — perguntou Dean.

— Nós duas fomos jantar. Na saída, quando estávamos voltando para o carro, encontramos outro corvo morto no chão, do meu lado do carro. Pensei que os pássaros estavam em uma missão suicida ou algo do tipo. A Gwen achou que o pássaro estava ali de propósito.

— Por quê? — perguntou Blake.

Karen olhou de novo para Michael.

— Eu e o Michael nos víamos todos os dias. Ela achou que alguém podia ter descoberto que eu tinha medo de pássaros e estava plantando alguns para me assustar.

Michael se endireitou na cadeira.

— Algumas fãs já fizeram merdas desse tipo para chamar minha atenção.

Dean virou para ele.

— Você tem ordem de restrição contra alguém?

Michael sacudiu a cabeça.

— Não. Recebo minha cota de ódio via correio. Ossos do ofício.

— Vou precisar de cópias de tudo o que você tiver — disse Dean.

— Vou pedir para o meu assistente. Nós guardamos tudo, em caso de um problema como esse.

Pássaros fazendo ninhos em uma banheira e causando algum tipo de problema elétrico era algo em que Blake podia acreditar, mas três incidências diferentes... Seu cérebro não ia tão longe.

— Então você acha que os pássaros mortos eram para te atingir?

Karen deu de ombros.

— Eu odeio pássaros. Tenho verdadeira fobia. Acho que, se alguém estiver determinado a me atormentar, eles podem ser para mim.

Michael se sentou na beirada da cadeira.

— Já recebi ligações estranhas e encomendas com “presentes” bizarros, mas ninguém nunca deixou animais mortos para mim.

— Eu já vi muitos filmes policiais e sei que animais mortos podem acabar progredindo para pessoas mortas. Você acha que é esse o caso aqui, Dean? — perguntou Eliza.

Dean e Jim se entreolharam, sua comunicação não verbal estampada no rosto dos dois.

— É uma teoria.

— Então não é absurdo pensar que tenha um fã raivoso do Michael insatisfeito com o relacionamento dele com a Karen? — ela perguntou novamente.

— É possível.

Blake sacudiu a cabeça.

— Mas por que o Neil levaria a Gwen?

Por que deixar o bilhete mandando entrar em contato com o maldito presidente se ele não ligasse? E se Neil não ligasse, significaria que ele e Gwen estariam mortos? Blake odiava não saber, odiava sua incapacidade de controlar aquela situação caótica.

— O Neil deve achar que isso tem algo a ver com ele — acrescentou Jim.

— Por quê? Por que alguém usaria a Karen e a Gwen para chegar até o Neil? Ele trabalha para mim — disse Blake, levantando-se e começando a andar de um lado para o outro. — Por que não ir atrás da família do Neil, de alguém com quem ele esteja envolvido afetivamente?

— O Neil tem família? — Dean perguntou.

— Ouvi falar de uma avó. Acho que os pais dele morreram. Não tenho certeza — disse Blake, arrependido por não saber nada sobre isso. Quando ergueu os olhos, notou um olhar entre Eliza e Karen. — Que foi?

Karen olhou para Eliza com um meio sorriso.

— Você conta, ou conto eu?

Eliza olhou para o chão.

— E-eu, hum... não sei como te dizer isso, Blake.

Ele ficou tenso.

— O quê?

— A sua irmã... O Neil...

Blake sentiu o corpo gelar.

— O quê?

— Eles têm um lance...

— Um lance? Que tipo de lance? — O sangue de Blake bombeava forte no peito. Neil e sua irmã? Como ele não tinha percebido?

— Não é como você está pensando — acrescentou Karen. — Eles nunca fizeram nada.

Fizeram o quê? Blake estava realmente confuso.

Eliza jogou as mãos no ar.

— Ela sempre foi louca por ele. Eu percebi no Texas, no ano passado. A Gwen nunca se abriu comigo sobre isso, mas acho que ela disse alguma coisa para você, Karen.

Karen deu de ombros.

— Sim, eu sei. Ela não é lá muito sutil. Mas o Neil, por algum motivo, nunca fez nada em relação ao que era óbvio para todo mundo.

Blake explodiu:

— Não era nem um pouco óbvio para mim, cacete!

— Você anda meio ocupado — disse Eliza. — De qualquer maneira, acho que podemos dizer que o Neil se importa com a Gwen de um jeito que vai muito além do profissional. Do contrário, por que ele teria reagido desse jeito?

Blake respirou fundo.

— Onde é que o Carter guarda o uísque?

 

Gwen andava pelo banheiro com uma toalha enrolada no cabelo tingido. Ela lavou suas roupas e as estendeu no toalheiro e na beirada da pia. Estava de camisola, a única peça de roupa limpa na mochila, e nada mais. Queria um banho quente, mas acabara com um morno, na melhor das hipóteses. Era uma bênção que o calor escaldante de Utah desse alguns graus extras à água dentro do cano.

Quando acabou de lavar a última calcinha, ela se voltou para o espelho.

— Muito bem, Gwen, vamos ver como você fica de cabelo castanho.

Apesar das melhores intenções e de todas as palavras corajosas, ela não conseguira ficar ruiva. Ainda não. Um passo de cada vez, dissera a si mesma. Seus cabelos platinados ficariam diferentes com qualquer cor mais escura, então ela acabou optando pelo castanho. E não deixou a tintura agir durante muito tempo.

Tirou a toalha da cabeça e sacudiu os cabelos molhados. Nada mau. Não tinha ficado uma maravilha, mas também não estava horrível. Sem um secador para ajudar, Gwen usou a toalha e a escova para tirar um pouco a umidade do cabelo. Sem ter mais o que fazer, abriu a porta, pisando no edredom no chão.

Neil estava sentado na cama assistindo à televisão, sintonizada em um canal de notícias locais.

— E então? O que acha? — Gwen perguntou, dando uma voltinha.

Neil pegou o controle remoto e desligou a TV. Olhou primeiro para os seus cabelos, depois deslizou o olhar pelo seu corpo.

— Gostei.

Neil não havia gostado, ela sabia. Mas ele não diria nada contra. Ela passou os dedos nos cabelos.

— Não ficou horrível. Provavelmente vai ficar melhor quando estiver seco.

— Em quanto tempo a tintura sai?

— Em alguns dias. — Só por isso ela os tingira. — O banheiro é seu. Eu estendi minhas roupas por todos os cantos.

— O ar-condicionado não é dos melhores. Mas acho que está um pouco mais fresco aqui.

Quase nada. Mas estar limpa compensava o calor. Um ventilador girava sobre a cama, movimentando o ar.

Neil se levantou e desapareceu no banheiro.

Observando melhor, o quarto era ainda pior do que Gwen tinha pensado. Mal havia espaço para caminhar entre a cama e os móveis, de modo que a única opção era se sentar nela. Gwen olhou para fora e só encontrou um brilho em um quarto distante e uma luz em um poste.

— Pelo menos está tranquilo.

O noticiário local falou sobre uma frente fria nos próximos dias — algo que Gwen esperava ansiosamente. O calor pesava sobre ela depois de um tempo. Talvez ter crescido na Europa a tenha tornado intolerante ao calor excessivo.

A cama era surpreendentemente confortável. King size.

Só tem uma cama.

Ela entendeu as implicações desse fato e sorriu. E, quando o barulho do chuveiro cessou, sentiu a pele esquentar com a expectativa.

Pouco depois, Neil saiu do banheiro, com apenas uma toalha em torno dos quadris. O que ela viu a fez suspirar.

— Ah, meu Deus, Neil... Eu não fazia ideia... — Ela foi até ele.

Ele olhou para o próprio peito, maciço, capaz de ocupar o vão inteiro de uma porta.

— Impossível escapar da marinha sem nenhuma.

A tatuagem se espalhava pelo ombro esquerdo e se enrolava nas costas. Não era a imagem de um rosto ou um animal, nem um símbolo que ela reconhecesse. Ela rodopiava, cravava-se e fluía na pele. Era selvagem e urgente, como ele.

— O que é? — ela perguntou, seguindo-a com a ponta dos dedos.

— Um tribal. Alguns de nós estávamos de licença. Enchemos a cara.

Ela não conseguia imaginá-lo tão fora de controle a ponto de permitir isso.

— Você se arrepende? — indagou, esperando que não, pois a tatuagem combinava perfeitamente com ele. Os músculos das costas de Neil ondulavam sob o toque de Gwen.

— Existem muitas coisas na vida para me arrepender. Isso não é uma delas.

Ela não conseguia parar de tocá-lo. Não queria. Passou a unha pelos remoinhos, como se a tinta fosse uma coisa viva.

— Eu não fazia ideia de que isso estava escondido debaixo da sua roupa. — Hipnotizada, ela chegou à ponta final, abaixo das costelas de Neil, e voltou a subir. — Como é mesmo que os americanos dizem...? Vá com tudo ou vá pra casa.

O peito dele rimbombou com uma breve risada.

Ela seguia o dedo com o olhar.

— Você não faz nada pela metade, não é?

— Faça direito ou não faça — disse ele, baixinho.

Ela sorriu e o fitou. Perdeu a respiração com a intensidade de seu olhar. Então passou a palma da mão no peito dele e lambeu os lábios. Um sutil movimento de sua mão e ele a pegou. Por um momento terrível, ela pensou que ele a afastaria.

— Eu não sou um homem fácil, Gwendolyn.

— Eu nunca quis nada fácil.

Seus olhos se encontraram e a respiração de Gwen se acelerou. Ele soltou a mão dela e enroscou os dedos em seu cabelos. Estudou seu rosto, como só Neil poderia fazer... como se procurasse ali as respostas de toda uma vida. Se pudesse, ela lhe daria todas, tamanha a vulnerabilidade que seu olhar transmitia.

E, quando Neil agarrou a nuca de Gwen e a puxou para os seus braços, ele assumiu o controle. Seu beijo foi duro, quase um aviso... que ela aceitou.

A firme vastidão do peito de Neil se movia sob a mão de Gwen enquanto ela correspondia a cada beijo. Ela mordiscou o lábio dele quando ele se afastou para beijar seu pescoço e depois seu ombro. Neil a saboreava com a língua e os dentes ao longo da clavícula. A barba dele em contato com sua pele macia era deliciosa. Gwen sabia que ele lhe deixaria uma marca. E adorava a ideia.

Ele soltou os cabelos dela e desceu a mão por suas costas. Quando chegou embaixo, apertou com força e a puxou para si. Sob a toalha, sua ereção já estava firme. Por mais que ela quisesse ver e sentir essa parte dele se movendo dentro dela, queria mais preliminares: a tortura da descoberta e do desejo que a fazia se derreter por ele — e só por ele — em cada poro de seu corpo.

Os dedos dele encontraram a pele nua do traseiro dela.

— Onde está sua calcinha, Gwen?

Havia riso na voz dele?

— É uma peça inútil quando se vai para a cama... não acha?

Ela passou os dentes pela tatuagem do ombro dele antes de fazer a língua girar ao redor do mamilo ereto. Ele gemeu e levou os lábios dela de volta aos seus, dando-lhe um beijo tão profundo que a sensação chegou até os dedos dos pés de Gwen. Passou a mão por baixo de sua camisola e roçou seus seios com o polegar. Gwen se arqueou com o toque dele.

— Você me deixa louco. E isso — ele disse, puxando a camisola pela cabeça dela — não é mais necessário.

Neil voltou as mãos maciças até os ombros de Gwen, agora completamente nua diante dele. Seus lábios se ergueram em um sorriso.

— Incrível.

Seu olhar provocou uma onda de eletricidade no corpo de Gwen. Lentamente, ele segurou um seio e se inclinou para prová-lo. Quando sua boca macia a encontrou, o mundo começou a girar. Ele a segurou antes que as pernas dela cedessem completamente e em seguida a levou para a cama.

Seus olhos ficaram turvos quando ela se esticou sobre os lençóis.

— Gostosa...

Ele apoiou um joelho na cama.

— Tire a toalha, Neil.

Em um instante estava no chão. Ela o olhou fixamente e estremeceu. Gwen imaginava que ele devia ser grande, pelo tamanho do homem, mas... caramba!

— Assustada, Gwendolyn?

Ela afastou os olhos do seu membro ereto.

— Isso no meu rosto não é medo — disse ela, mordendo o lábio.

— Que bom.

Ele baixou sobre ela, colocando um joelho entre suas coxas e a provocando, enquanto continuava explorando seus seios com a língua e a boca. O corpo de Gwen era um misto de sensações. O peso dele sobre ela parecia uma armadura. Protegendo-a.

Ela sempre quisera esse homem e agora sabia por quê. Com o coração e o corpo trabalhando juntos para agradá-lo, ela soube o que era sentir tudo. Cada toque pegando firme seu quadril e descendo pela coxa, atiçando sua pele e seus sentidos.

O calor denso do pau dele pressionava sua barriga, implorando para ser tocado. Enquanto Neil explorava seu corpo, ela brincava com ele como sempre desejara. A bunda firme de Neil encheu suas mãos. Enquanto ela o apertava, ele pressionava os quadris em direção a ela.

Gwen o distraiu com um beijo, deslizou a mão entre o corpo deles e pegou seu membro. Neil afastou os lábios.

— Cacete, Gwen... — disse, entregando-se ao toque e apoiando a testa na dela. — Não quero te machucar.

Ela afrouxou o aperto, acariciando-o suavemente.

— Isso nunca vai acontecer.

— Você não está pronta... não para o que eu vou fazer com você.

Gwen ficou molhada e se abriu para ele.

— Por que não checa?

A mão que segurava seu quadril se moveu para o seu centro e ele deslizou um dedo facilmente dentro dela. Ela revirou os olhos.

— Ah, Neil...

Ele a acariciou novamente, acrescentando mais um dedo.

— Você está pronta.

— Talvez da próxima vez você acredite em mim.

Ele brincou um pouco mais com Gwen, quase a preenchendo com a mão, buscando o orgasmo dela. Ela se contorcia debaixo dele, tentando forçá-lo inteiro entre suas pernas. Ele se afastou e voltou com um preservativo.

— Finalmente — ela sussurrou, tirando o pacote da mão dele e o abrindo. — Posso?

Ele se ajoelhou entre as coxas de Gwen, e ela se inclinou para a frente, desenrolando a proteção no membro ereto. Passou as mãos por baixo dele, por suas pernas, antes de se jogar novamente para trás.

Sem esforço algum, Neil puxou os quadris dela para cima e para si, antes de provocá-la um pouco mais, passando as mãos pelas coxas e abrindo suas dobras, observando-a com prazer. Só quando ela esticou os braços em sua direção ele saiu do transe. Pegando ambas as mãos de Gwen com uma das suas, ele as levou para cima da cabeça dela e a imobilizou.

— É sua última chance de desistir — disse, as palavras parecendo cheias de dor ao sair.

— Não se atreva — ela respondeu.

Ele sorriu e baixou o corpo sobre o dela. A grossura do seu pau a fez esticar, a preencheu, sem deixar nada mais que uma felicidade irracional no caminho.

— Tudo bem? — ele perguntou.

Ela abriu os olhos e sorriu.

— Não vou quebrar, Neil.

E, quando ela pensou que tinha absorvido tudo dele, havia mais. O pau dele estava todo dentro dela, e então ele começou a se mexer. Lentamente no início, como um corredor se aquecendo para uma longa maratona. As ondas quentes de desejo que se acumulavam profundamente dentro dela começaram a apertá-lo ainda mais.

Ele entrelaçou os dedos nos dela e abriu seus braços, enquanto a beijava e a possuía ao mesmo tempo.

Gwen acompanhava o ritmo de Neil, apertando-o com as coxas e com os músculos profundos do seu sexo. Ele gemia e se mexia mais depressa, estocando-a com tanta força que a cama batia na parede. E Gwen queria mais.

Ela passou as pernas ao redor da cintura dele e aproximou mais o corpo. Seu centro inchado de tesão floresceu e fez a sensação se espalhar, até ela desgrudar os lábios dos dele para sussurrar seu nome. Seu corpo explodiu em um milhão de estrelas, como o céu noturno do deserto.

Neil apertou forte os dedos de Gwen enquanto a seguia, em sua própria liberação.

Exausto, ele deitou ao lado dela. Gwen pousou a coxa sobre o quadril dele, recusando-se a se afastar. Ele beijou seus dedos e apertou sua mão.

— Eu devia me sentir culpado por isso — disse Neil. — Mas não me sinto.

— Que bom. Caso contrário, eu teria que te amarrar durante a noite para te livrar desses pensamentos.

Ele riu, depois sorriu. Ela adorava seu sorriso. Desejava que ele a agraciasse com um com mais frequência.

— Você me surpreende, princesa.

— É mesmo? Por quê?

— Você enfrenta insetos, flerta como uma pervertida, se veste como uma lady e se entrega completamente quando faz amor.

Se ele soubesse que ela nunca fizera amor como eles tinham acabado de fazer... nem perto disso... será que fugiria?

— Vá com tudo ou vá pra casa — disse ela.

Ele riu alto e soltou sua mão para puxá-la mais para perto.

Pela primeira vez desde que o conhecia, Gwen ouviu a respiração compassada de Neil, e ele adormeceu.