Noiva até Sexta
Capítulo 18
— ESTOU COM O GRALHA na mira, Mac. — Billy mantinha a cabeça baixa sobre o rifle, e o dedo se aproximou do gatilho.
Mac se contorcia por dentro. Aperte o gatilho. Merda, aperte de uma vez e faça toda a dor ir embora.
— Droga.
— Que foi?
— A Gwen. Os filhos dele pularam no colo da Gwen.
Não! Isso não pode estar certo. Ela não está aqui. Ela está na torre. Em segurança. Eu mesmo a tranquei lá.
Mac empurrou Billy para ver por si mesmo. Como ele tinha pensado. As crianças estavam no colo do Gralha, não no de Gwen. Ela estava a salvo.
Billy se levantou, apontando-lhe um dedo acusador.
— Você devia ter feito o seu trabalho. Você não deu a ordem, e agora eu sou um zumbi.
Tudo se movia lentamente. Boomer, Robb e Linden seguiam Billy pelo calor escuro. Entraram no complexo, eliminaram três no caminho.
— Dessa vez vamos voltar todos vivos — sussurrou Mac para si mesmo.
Boomer e Robb foram primeiro, Linden logo atrás. O garoto estava lá, como antes. Dessa vez, Mac estava pronto para ele. Só que, dessa vez, o garoto correu para ela... para Gwen. E então explodiu os dois em pedacinhos.
— Neil! Neil!
Ele acordou assustado, com os braços em volta de alguma coisa.
— Neil, acorde.
Gwen estava em seus braços. Viva.
— Não consigo respirar — disse ela, ofegante.
Ele a soltou.
— Merda. Desculpe. Eu te machuquei?
Ela se sentou, passando as mãos pelos braços nus.
— Estou bem. Mas você... — Gwen alisou o cabelo dele. — Deve ter sido um pesadelo terrível.
Ele a puxou de volta para seus braços, mas gentilmente dessa vez.
— Volte a dormir.
Neil olhou o relógio. Fazia anos que não dormia tanto, mas ainda eram quatro da manhã.
Gwen o abraçou e entrelaçou uma perna na dele.
— Você sempre tem pesadelos assim?
Não como este.
— Às vezes — disse ele, torcendo para ela não perguntar mais nada.
Precisava diminuir os batimentos cardíacos. A imagem de Gwen explodindo em um zilhão de pedaços estava fresca em sua mente.
— Você não quer falar sobre isso, não é?
— Não.
Ficaram ali por alguns minutos, sem falar, acordados. Gwen passou a mão pelo peito dele, como se tentasse acalmá-lo.
Neil deu um beijo no topo da cabeça de Gwen, assegurando-se de que ela não tinha ido embora, de que o Gralha não a tirara de sua vida. Fechou os olhos e tentou pensar em algo agradável.
O rosto de Gwen quando ela gozou. Essa era uma imagem muito melhor para levar para a cama.
Ela deslizou a perna sobre a dele, e, entre o toque dela e sua memória, o corpo de Neil respondeu.
— Humm — ela murmurou, levando os dedos mais para baixo. — Me deixe apagar o pesadelo, Neil.
Ele sempre havia achado as mãos de Gwen minúsculas. Comparadas com as dele, eram. Mas ela o encontrou, o pegou, e ele ficou todo alerta.
Então lembrou que não tinha mais preservativos na carteira e praguejou. Segurou seus dedos brincalhões.
— Não tenho mais camisinha.
Ela se livrou da mão dele e correu os dedos pelo seu membro.
— Ainda bem que eu comprei uma caixa inteira.
Ele franziu o cenho.
— Quando?
— No mercado, com a tintura de cabelo e o xampu.
Ele sorriu.
— Você estava planejando isso?
— Planejando não, desejando.
Ela rastejou sobre ele e, com o traseiro firme empinado, revirou sua bolsa no chão. Uma caixa de preservativos premium apareceu em sua mão.
— Aqui.
— Quando você disse que tinha pegado o essencial, eu já devia saber.
Ela sorriu e jogou o cabelo castanho sobre o ombro.
— E então, Neil? Quer que eu mande embora os seus sonhos?
Gwen se sentou sobre os calcanhares, nua, para que ele a tocasse, a degustasse.
Ele estendeu a mão para ela.
— Sonhos são superestimados.
Eles foram de carro até a próxima cidadezinha e comeram em uma espelunca. Gwen não parava de sorrir para ele desde que saíram do hotel. Pela primeira vez em muito tempo, ele sentia vontade de sorrir também. Ela tinha um jeito todo especial de acabar com a escuridão. Se Neil voltasse os pensamentos para seu sonho, seu pesadelo, cairia no abismo negro novamente. E ele não queria isso.
Ele não precisava de um psiquiatra para lhe dizer que seu cérebro estava revivendo um trauma do passado. Coisas que ele havia afastado muito tempo atrás e nas quais se forçava para não pensar. Ele se culpava por não ter ordenado o tiro quando tivera a chance. Boomer, Robb e Linden estavam mortos por causa disso. E agora Billy. E os vizinhos de Gwen.
— Você vai ligar para o detetive hoje, não é? — ela perguntou, levando uma garfada de ovos à boca.
Ele olhou o relógio. Ainda era muito cedo na Califórnia.
— Sim.
— Isso vai revelar a nossa localização?
— Não vejo necessidade de o Dean nos localizar, mas é bom ter cuidado. A conversa vai ser curta.
Gwen engoliu a comida.
— Contanto que o Blake saiba que estamos bem... Senão ele vai ficar preocupado.
Todo mundo ficaria. Neil sabia que havia exigido muito de todos quando pedira para ninguém fazer nada durante três dias. Ele teria morrido se tivesse que esperar. Em três dias uma pessoa podia desaparecer no México, no Canadá, ou ir para fora do continente. Ele precisava de uma semana para chegarem ao destino final, para manter Gwen segura. Então ele poderia montar sua armadilha e dar tempo suficiente a Rick para se juntar a ele.
Pouco antes de partir, Neil mandara uma mensagem a Rick dizendo que não poderia se comunicar nos próximos dias e que houvera uma mudança de planos. Se Rick fosse para as montanhas sem ele, Neil teria que recuar.
Depois de fazerem amor pela segunda vez, ele caíra em um sono repousante. Ele havia pensado em dois locais seguros para Gwen, um mais indestrutível que o outro. Mas convencê-la a ficar lá sem ele... isso sim seria complicado.
— Preciso que você ligue para a Karen agora de manhã — ele pediu.
Gwen o interrogou com o olhar.
Neil olhou para trás. A clientela matutina do restaurante estava perto da porta da frente, dando-lhes certa privacidade.
— Ligue para ela, só para dizer que está tudo bem e informar onde estamos.
— O quê?
— Diga a ela que estamos perto da fronteira com o Canadá.
Gwen baixou o garfo.
— Não estamos nem um pouco perto da fronteira.
— Se o nosso homem estiver ouvindo, e acho que vai estar, isso vai nos dar tempo.
Ela tomou um gole de chá.
— Tempo para quê, Neil? O que você está planejando?
Atrair o filho da puta e pegá-lo antes que ele nos pegue. Mas Neil não podia dizer isso a Gwen.
— Montar uma armadilha.
— Isso não seria difícil aqui? A gente não devia encontrar um lugar para ficar?
Neil pôs um pedaço de panqueca na boca. Gwen inclinou a cabeça para o lado.
— Você já tem um lugar em mente.
Ele assentiu.
— E esse lugar tem uma cama e um chuveiro quente, longe da vida selvagem?
Que espírito esportivo Gwen estava revelando.
— Acho que posso arranjar isso... mais para a frente.
— Ótimo — disse ela, mexendo na comida de novo. — Ontem à noite, a cama estava surpreendentemente confortável.
— A comida sempre tem um gosto melhor quando se está com fome — respondeu ele. Como as panquecas que ele estava devorando.
Gwen o observava comer. Mordeu o lábio inferior e murmurou:
— Muito melhor.
O olhar sedutor dela tomou conta do corpo de Neil.
— Você é insaciável.
— Já me chamaram de coisa pior.
Está ficando quente aqui?
— Pare de pensar nisso, Gwendolyn. Precisamos nos afastar uns bons quilômetros desta espelunca ainda hoje.
Ela levantou o copo de água gelada e o encostou na testa.
— Vamos ter que parar uma hora...
Neil deveria impor algum filtro a suas ações em relação a Gwen, mas não conseguia. Vinte minutos depois, ele ligou o celular pré-pago e fez a única chamada que faria com ele. Dean atendeu no segundo toque.
— Neil?
— Estamos bem. Em segurança.
— Você devia ter ficado aqui. Nós poderíamos...
— Você não pode nos proteger desse sujeito, Dean. Sua equipe não é grande o suficiente. Esse cara é esperto. Militar, aposto. Avise o Blake que a Gwen está a salvo. — Neil sorriu para ela por sobre o capô.
— Posso falar com ela? — perguntou Dean.
— Não dá tempo. Dou notícias em vinte e quatro horas. Depois, não vamos manter contato durante três dias.
— Jesus, Neil. A delegacia de Tarzana está fazendo perguntas. E só posso segurá-los por pouco tempo.
Perguntas? Que tipo de perguntas? Neil não tinha tempo para questionar.
— Vinte e quatro horas, Dean. Confie em mim. Eu sei o que estou fazendo.
Neil desligou e escondeu o telefone debaixo do volante. Torres de celular poderiam identificar a origem da chamada com precisão de alguns quilômetros. Ele esperava que Dean não os procurasse por um dia ou dois.
— Pronta? — ele virou para Gwen e perguntou.
— Pronta!
Entre a atenção da mídia depois de seu casamento com Michael e os vizinhos mortos na casa de Tarzana, Karen não tinha um momento sozinha fazia semanas. Não gostava do fato de Gwen ter fugido com Neil, independentemente do que todos pensassem. Neil era meio calado demais para o seu gosto. Difícil de interpretar. Não seria preciso muito para Gwen pular no porta-malas dele, por causa do seu desejo não correspondido. Mas o que aconteceria quando o sexo ficasse sem graça e Gwen percebesse que Neil estava fugindo das sombras do seu passado e a arrastando com ele?
Karen lembrou a si mesma que, se Neil estivesse realmente exagerando em relação ao mergulho final dos vizinhos na banheira de hidromassagem, então havia uma possibilidade real de que alguém a estivesse observando, tentando assustá-la.
E havia funcionado. Karen estava realmente assustada.
Mas, agora que ela e Michael estavam casados, talvez os episódios envolvendo pássaros parassem.
Karen virou na rua do Boys and Girls Club pela primeira vez desde que se casara. Escolhera um dia tranquilo para não causar muita agitação nas crianças. Enquanto eles não se acostumassem com o fato de que ela estava casada com um astro de cinema, faria visitas rápidas. Com o tempo perceberiam que ela era a mesma pessoa, só que agora andava no meio dos ricos e famosos.
Ela estacionou o carro no lugar habitual e tirou a chave da ignição. Seu olhar recaiu sobre o anel em seu dedo. Não era excessivamente grande, mas também não era uma lasca de diamante.
Até aquele momento, o casamento temporário estava uma maravilha. Ela nem se sentia culpada por ter dito “aceito” quando claramente não cumpriria com sua palavra. Michael descrevera o casamento como um papel a ser interpretado durante um ano, e ambos receberiam um pagamento no final.
O assessor de imprensa dele aparecera pouco depois que eles voltaram da França para felicitá-los pelo casamento. E em seguida seu agente também fizera uma visita. Seu produtor mandara flores e champanhe, e alguns dos seus amigos atores insistiram em fazer uma festa para eles. Karen concordara em fazer o que Michael quisesse. Como ela dizia: “Este filme é dele, eu só estou atuando nele”.
Ela só queria que Gwen voltasse e toda aquela merda de pássaros mortos terminasse antes da festa.
E quanto a Aruba?
Qual era o problema dela, afinal? Pessoas haviam morrido, um casal estava em fuga, sabe-se lá de quem ou do quê, e ali estava ela, pensando em festas de casamento e viagens para Aruba.
Karen saiu do carro. O estilo de vida hollywoodiano já está entrando nas minhas veias.
No clube, as crianças a viram, uma de cada vez. As meninas foram as primeiras a correr até ela.
— Srta. Jones! Não acredito que você casou.
— É sra. Wolfe agora — disse uma das crianças.
Karen não os corrigiria. Ela e Michael haviam decidido não mudar o nome dela. Atores quase nunca usavam o nome de casados. Se os repórteres dos tabloides descobrissem que Karen não mudara seu nome, não estranhariam.
— Olá, meninas.
Amy a abraçou e Nita se juntou a elas.
— É verdade que você foi para a França num jatinho particular?
— Sim. Foi incrível.
— Está em todos os jornais. Eu disse para os meus professores que era você. O sr. Jenkins não acreditou em mim, até que a van da televisão apareceu aqui um dia depois que vocês viajaram.
Os olhos de Amy brilhavam enquanto ela contava sua história. A essa altura, os meninos começaram a se aproximar discretamente. Como era típico dos adolescentes, ouviam com uma orelha nela e outra no zumbido do celular.
— Você veio só fazer uma visita ou vai ficar? — perguntou Steve.
— Está tentando se livrar de mim, Steve?
Ele afastou os olhos do celular.
— Só estou perguntando.
— Preciso resolver algumas coisas, mas vou voltar. Acham que podem dar conta da lição de casa sem mim por umas duas semanas?
Steve deu de ombros, e várias crianças disseram que se esforçariam.
Jeff chegou de um dos escritórios e se aproximou, sorrindo.
— Não acredito que você realmente se casou com ele! — exclamou, dando-lhe um abraço.
— Você acha que eu devia ter esperado para conhecer outra pessoa?
As crianças começaram a se dispersar. Ainda assim, Karen sentia que a observavam enquanto ela e Jeff se dirigiam para um canto da sala.
— Não sei se existe alguém que se compare a Michael Wolfe — disse Jeff, e baixando a voz, já longe das crianças: — Você acabou de conhecê-lo, Karen. Tem certeza disso?
Ahhh, que fofo. Quem diria que Jeff se importava com ela? Karen levantou a mão esquerda e balançou os dedos, fazendo a aliança fulgurar.
— É meio tarde agora para ter dúvidas, Jeff. Mas tenho certeza.
— Acho que isso significa que você não vai mais vir aqui.
— Está de brincadeira? Eu vou vir mais ainda. Claro, vou tirar mais férias, viajar. O Michael tem filmagem em uns lugares ótimos este ano. Mas não vou mais trabalhar. Eu disse para a empresa que ajudaria por um tempo. Mas vamos combinar que o Michael pode me sustentar, não é?
O sorriso de Jeff desapareceu.
— Viver à sombra de outra pessoa fica chato depois de um tempo.
Se ela tivesse se casado com Michael por amor e para sempre, faria as coisas de maneira diferente. Como não era esse o caso, não precisava se preocupar com isso.
— Não vou esquecer quem eu sou. E vou ficar bem.
— Desde que você esteja feliz...
— Obrigada, Jeff. Eu estou.
Ele indicou uma sala nos fundos.
— Quero te perguntar mais uma coisa. Você tem um minuto?
— Claro — disse ela, seguindo-o até uma sala privada. — O que é? — perguntou, quando ele fechou a porta.
— Eu ouvi falar dos seus vizinhos. Acho que as crianças não reconheceram a casa nos noticiários. Aliás, acho que nenhuma delas assiste às notícias.
Karen esfregou os braços frios.
— Sim, é assustador. Ainda não sabem se foi assassinato ou acidente.
— Ainda bem que você não estava em casa quando aconteceu.
— Minha amiga não teve tanta sorte. Na verdade, essa é uma das razões pelas quais eu vou sumir daqui por um tempo.
Jeff se inclinou para a frente.
— Por quê?
— Algumas coisas estranhas aconteceram antes de os vizinhos... Bem, você sabe. A polícia está investigando todas as hipóteses. Uma delas é de que um fã do Michael esteja querendo me assustar.
— Está brincando.
— Quem me dera. A mídia ainda não sabe disso. E, por favor, não conte para eles, Jeff.
Ele pareceu ofendido.
— Ora, Karen, não sou dedo-duro. Você acha mesmo que alguém quer te assustar?
— Foram encontrados pássaros mortos ao lado do corpo dos vizinhos. E eu vi outros dois desde que conheci o Michael.
— E nós sabemos como você ama pássaros... — pontuou Jeff.
Eles haviam combinado a visita de um guarda do zoológico no clube seis meses atrás. O homem achara que seria divertido levar uma arara entre os animais. E, naquele dia, todas as crianças e voluntários viram como Karen detestava pássaros. Houve gritos, correria, penas... e necessidade de terapia quando o guarda do zoológico foi embora. Se Gwen tivesse testemunhado aquela cena, não teria concluído que Karen era dura na queda. Ela havia caído a níveis bem baixos aquele dia.
— Espero que tudo isso não passe de um engano — disse Jeff.
— Nem me fale.
— Você não deveria estar sob proteção policial?
Eles haviam conversado sobre isso. Karen concordara em ficar perto da casa de Michael e, na ausência dele, não se aproximaria da casa de Tarzana sozinha. Se mais pássaros mortos aparecessem, Dean e Jim destacariam alguém para protegê-la.
— Eu estou bem. Mas, até apurarem todos os detalhes, vou manter distância das crianças.
— Apesar de sentirmos sua falta, tenho que concordar que é melhor assim.
Karen se levantou e pendurou a bolsa no ombro.
— Isso significa que você precisa ficar em cima do meu grupo de matemática.
Ele a acompanhou para fora da sala.
— Pode deixar.
Karen conversou com as crianças mais um pouco e foi para o carro. Olhou em volta antes de entrar. Sem nenhum sinal de corvos mortos no chão, destrancou as portas e abriu a do motorista.
— Srta. Jones?
Karen se voltou para a voz familiar.
— Oi, Juan. — Ela não o vira ali dentro e pensou que talvez ele tivesse faltado. — Tudo bem?
Quando o garoto se aproximou, o sorriso em seu rosto foi desaparecendo.
— Então você realmente casou com aquele cara?
O jeito como ele disse “aquele cara” a fez parar.
— A imprensa acertou. Eu e o Michael nos casamos na semana passada.
O olhar dele se deslocou para a mão dela.
— Todo mundo sabe que atores são uns falsos.
Ora, ora, parece que o Juan não aprova o meu casamento.
— Você o conheceu, Juan. Ele é um cara legal.
— Isso não quer dizer que você tinha que casar com ele — disse o garoto, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans e fitando o chão.
Nossa, Karen, você é uma tonta. A última vez em que Karen tinha visto uma criança apaixonada, fora quando ela mesma era uma. Como não havia notado os sentimentos dele? Bem, era hora de lembrar a Juan que ele era um adolescente, e ela, uma mulher.
— Eu e o Michael somos adultos, Juan. Eu me casei com ele por outras razões além de ele ser um cara legal.
— Você pode transar sem estar casada — ele retrucou, controlando a raiva.
— Você está passando dos limites.
— Que se dane — ele reclamou, afastando-se dela e do clube.
Isso não foi nada bom.