O Livro dos Baltimore
Mídias sociais
À sua memória
PRÓLOGO
Domingo, 24 de outubro de 2004
Um mês antes do Drama
Amanhã, meu primo Woody começa a cumprir sua pena. Ele vai passar os próximos cinco anos na prisão.
Na estrada que me leva do aeroporto de Baltimore a Oak Park, bairro de sua infância, onde vou encontrá-lo para seu último dia de liberdade, já o imagino se apresentando diante dos portões da imponente penitenciária de Cheshire, no estado de Connecticut.
Passaremos o dia com ele, na casa do meu tio Saul, onde fomos muito felizes. Hillel e Alexandra estarão presentes, e, juntos, daqui a algumas horas, voltaremos a formar o quarteto maravilhoso que fomos um dia. Nesse momento, não faço a mínima ideia do impacto que essa jornada terá em nossas vidas.
* * *
Dois dias mais tarde, recebo um telefonema do tio Saul.
— Marcus? É o tio Saul.
— Bom dia, tio Saul. Como vai…
Ele não me deixa falar.
— Preste atenção, Marcus: preciso que você venha imediatamente a Baltimore. Não me faça perguntas. Aconteceu uma coisa grave.
Ele desliga. A princípio, suponho que a ligação caiu e retorno imediatamente, mas ele não atende. Como insisto, meu tio acaba me atendendo e repete de forma sucinta:
— Venha a Baltimore.
E desliga novamente.
* * *
Se você encontrar este livro, por favor, leia-o.
Quero que alguém conheça a história dos Goldman-de-Baltimore.