Pedra Bonita
Capítulo 2
QUANDO D. Eufrásia, a irmã do padre, vinha passar dias no Açu, mudava muito a vida na casa paroquial. Era uma mulher magra e alta. De voz seca e autoritária, com uma fisionomia mais de homem que o Padre Amâncio. Casada, vivia ela em Goiana com o marido, escrivão da terra. Antônio Bento tinha muito mais o que fazer com as visitas de semanas de D. Eufrásia. Havia sempre o que limpar, o que varrer, um recado a dar, uma ordem a cumprir. A casa vivia cheia de visitas. E a doce paz da morada do Padre Amâncio ia-se embora. A irmã brigava com o irmão, censurava aquele relaxamento, aquele abandono de vida.
E trazia-lhe exemplos: visse ele o padre de Goiana, que era cônego, que casa tinha, que bens possuía. Não era aquele gosto pela pobreza do irmão. Melhor seria que ele tivesse ido para frade e andasse pelo mundo, de barba grande e de alpercatas, como os capuchinhos da Penha, fazendo missões.
O Padre Amâncio sorria, achava graça nas repreensões da irmã, mas no fundo do coração sentia-se bem feliz, bem contente de não ser como o padre de Goiana, de ser o que era, sem botinas de verniz e meias roxas de cônego. Por mais de uma vez tivera que ir à capital para evitar que o fizessem cônego. Ele não queria, a sua paróquia não podia com esse luxo. O bispo ria-se de seu desamor pelas honradas. E era tido pelos colegas como um esquisitão, como um original.
D. Eufrásia trazia para dentro da casa de Padre Amâncio o conceito de todo o mundo sobre ele . Uma ou duas vezes por ano deixava ela o marido e vinha ao sertão viver uns dias com o irmão. Bem se lembrava da vida de ambos, da meninice que levaram juntos. Amâncio sempre fora aquilo mesmo, aquela ternura, aquele coração de ouro de lei. O pai os criara, pois ficara viúvo logo cedo. Amâncio, o mais velho, e ela entregues às amas, enquanto o Dr. Lemos de Sousa, juiz municipal de Iguaraçu, fazia a sua vida. Iguaraçu era triste. E a infância que levaram por lá, sem mãe, sem parentes, fora um tempo infeliz. Amâncio pegara-se logo com o padre. Vivia na igreja ajudando nas missas, nas bênçãos, sempre com aquela idéia de ser padre. Vinha de longe a sua vocação. O juiz não gostou da vontade do filho de seguir a vida da igreja. Queria-o para a advocacia, para as lutas do foro. Pensava no Dr. Amâncio de Lemos realizando a carreira que ele não conseguira realizar, com o filho brilhando no foro, tirando uma cadeira de professor na faculdade, com grande nome, com grande fama. Fora um desengano quando descobrira no menino a vocação decidida para padre. A princípio pretendeu mudar o curso daquilo. Mas foi inútil. O menino vivia na igreja, só falava de coisas da casa do padre, só encontrava alegria nas festas religiosas. A irmã sentia até um certo orgulho dele, nos dias de missa cantada, em vê-lo metido na casula branca, balançando o turíbulo. Via Amâncio de cara séria, de ar beatífico se curvando para o celebrante, fazendo reverências de padre com seriedade, todo ungido de graça. E foi assim até que o pai teve de mandá-lo para o seminário de Olinda. Foi um dia de tristeza na casa, o dia da partida de Amâncio. O carro de 12 cavalo na porta, e ela preparando a mala do irmão, o pai na saleta onde tinha os seus livros e a grande tristeza de Iguaraçu num dia nublado de chuva. O Padre José entrou para falar com o juiz. Trocaram palavras. E com pouco Amâncio partia pálido mas com uma imensa alegria escondida no coração. Ia para o seminário. Com mais dez anos seria padre, sacerdote a serviço de Deus. O carro rodou pelas lajes velhas de Iguaraçu, fazendo barulho. Chegara gente nas janelas para ver a partida. Amâncio ao lado do Padre José parecia montado num trono. As conhecidas, os vizinhos, os meninos, estavam ali para ver o coroinha do juiz ir embora. Depois o carro entrara na estrada real e Amâncio se fora para um ano de ausência. D. Eufrásia se lembrava dessas coisas do passado como se fossem de ontem, com a nitidez de todos os detalhes. Casara-se, o pai morrera, Amâncio se ordenara. Cantou a primeira missa na velha igreja de S. Francisco de Iguaraçu. Veio gente dos arredores para ver a missa nova. Mas o povo queria música, festa, uma igreja cheia de rosas e tapetes, uma prédica bonita, e a missa do Padre Amâncio fora humilde. Numa manhã clara de janeiro ouviu D. Eufrásia seu irmão cantando a primeira missa. Sentiu vontade de chorar. Amâncio bonito, cheio de vida, com aqueles seus olhos azuis, metido nos paramentos, rezando o ofício santo com uma gravidade de velho. Lá por fora as andorinhas gritavam pela torre e pelos fios do telégrafo. Ali dentro da igreja de S. Francisco só o canto de Amâncio, a voz doce de seu irmão, celebrando, representando pela primeira vez o drama maior do mundo. Chorou. Mas eram lágrimas que não vinham da dor, que não nasciam também da alegria. Fora um choro diferente. Amâncio, o seu irmão, entregava-se a Deus, seria padre, só padre. Ela conhecia o irmão, ela sabia a riqueza de bondade que vinha dele. Almoçaram depois na casa do Padre José. Ela, o marido, Amâncio e a irmã do vigário. Lembrava-se bem da irmã do vigário. Nunca ela vira uma cara mais feliz que a de Amâncio naquele dia. Depois se foram os tempos. Amâncio andara de freguesia em freguesia, até que caíra no Açu. E há vinte anos que estava ali, perdido no meio do sertão mais infeliz do Estado. A vida dele era de santo. Ela vira que era inútil mudar aquele destino. O irmão nascera para o sacrifício. Era ela que lhe mandava as roupas que vestia. As camisas, as meias, as botinas. E quando chegava para passar uns dias no Açu, tudo que era de Amâncio estava no estado em que estava, meias desencontradas, camisas perdidas. Ele ria dos carões da irmã. Mas de dentro da sua casa não saía um pobre com o lombo exposto ao sol e à chuva. Iam-se com eles as suas camisas e as suas ceroulas. D. Eufrásia vinha para o Açu consertar um pouco a casa do irmão. O marido só uma vez a acompanhara. Os serviços de escrivão não permitiam. A mulher que fosse para junto do esquisito do irmão. Nunca se vira tamanho desleixo, tamanho desprezo pelo mundo, como de seu cunhado padre. Aquilo já passara dos limites. Em casa a mulher não permitia que se dissesse nada. O Amâncio para ela era um santo, e ela não consentia que se levasse para diante conversa alguma que importasse em censuras ao irmão.
D. Eufrásia achava o povo de Açu uma gente infeliz, uma gente diferente. Não sabia o que era, mas uma coisa lhe dizia que todos ali escondiam um segredo, uma vergonha. Lembrava-se do dia em que em, Goiana o Cônego Martinho lhe dera a notícia da nomeação de Amâncio para o Açu.
— É a pior freguesia do Estado, D. Eufrásia. Não pode a senhora calcular. Só mesmo o Amâncio com a coragem de se meter ali. O seu irmão vai para o meio de feras.
O marido lhe falara na história da Pedra Bonita. Fora há muitos anos. E ela nem queria se lembrar daquela desgraça, de um castigo daqueles. Chegara a escrever ao irmão para desistir, contando das coisas horríveis que soubera da terra. Uma carta comprida, e a resposta de Amâncio fora dando a notícia de seu embarque. Deus o mandava para lá. No meio de piores feras estivera Jesus na terra. Para ele o sacerdócio não seria um caminho por cima de rosas. D. Eufrásia sentira na carta do irmão a primeira advertência séria que ele lhe fizera. Deixara então que ele fosse. E o marido não teria mais o direito de comentar em casa a resolução de Amâncio. Fora de seu gosto e ninguém poderia dar votos. O fato é que D. Eufrásia sempre que estava no Açu não se conformava com a vida do irmão, Ela via que o padre malhava em ferro frio. Aquela Francisca do Monte, que vivia na igreja como dona de casa, que mulher esquisita, com aquela tosse seca, com olheiras fundas! Vinha sempre falar com Amâncio dos negócios da escola que ela tinha na sacristia. Não gostava dela. Não gostava também de D. Margarida que cantava no coro. Que voz horrível, que maneira de se pentear, com os cabelos caindo em cachos naquela idade! O olhar de D. Margarida não era simples como o de todo o mundo. Procurava alguma coisa, queria espreitar alguma coisa. D. Senhora, a mulher do juiz, não era dali e se conhecia logo. Era com quem D. Eufrásia se dava melhor, embora a casa do padre vivesse de visitas na sala, quando ela estava no Açu. D. Senhora sofria o Açu como um degredo. Só estava ali para que não se dissesse que abandonara o marido e os filhos. Se não fosse isso, estaria no engenho do Cabo, perto de gente que não fosse aquela do Açu. Quando as duas se encontravam a sós, trocavam opiniões com mais franqueza:
— Só mesmo um santo como seu irmão, D. Eufrásia, aguenta isto aqui por gosto. Eu estou tirando o meu calvário. Se o Carmo não conseguir remoção até o fim do ano, não aguento mais. A senhora já viu que povo esquisito? As mulheres são estas que a senhora conhece, e são as melhores! Estou aqui há dois anos, D. Eufrásia, e se não fosse a senhora, eu não teria conversado direito com pessoa nenhuma. Eu tenho medo desta gente. Quando o Carmo foi nomeado para aqui, não foi uma nem duas pessoas que nos procuraram para falar do Açu. Nos contaram a tal história da Pedra Bonita. Não sei se a senhora conhece, D. Eufrásia.
D. Eufrásia nem queria ouvir falar.
Havia também as velhas irmãs que moravam no casarão de perto da igreja. Estas porém não saíam de casa a não ser para a missa. De casa para a igreja e da igreja para casa. Viviam de uns contos de réis depositados na Caixa Econômica, da ração dos juros. D. Eufrásia não as levava em conta. As velhinhas forneciam as flores para os jarros da igreja. Tinham craveiros e roseiras no quintal, um jardim pobre e triste que só trabalhava para os santos. Era o único jardim do Açu. Porque ali ninguém se importava com as flores, ai não ser o Major Evangelista, que cultivava parasitas. Tinha-as dependuradas pelo alpendre, tão orgulhoso delas como de seus pássaros. E quando alguma desabrochava, se abria no seu esplendor, o Major levava a raridade para a recebedoria, botava-a em cima da sua mesa. D. Fausta tinha também horror a este amor do pai. Ele só se importava com coisas daquele jeito. Se saía de casa, era para andar atrás de pássaros ou meter-se pela mata atrás daquelas flores.
D. Eufrásia olhava a filha do Major como outro caso do Açu. Dizia mesmo à mulher do juiz que aquela moça não enganava ninguém. Dentro dela havia qualquer coisa de esquisito. Ninguém sabia o que era. Mas havia mesmo. Quem saberia dos pensamentos que D. Fausta pensava, ali na sua cadeira de braços, bordando, enfiando a agulha horas seguidas, compondo de cabeça baixa os seus pontos de bordado? Ninguém sabia. Só se falava da malquerença de D. Fausta com o pai. Os dois não se falavam desde a morte da mulher do Major. Pai e filha dentro de casa como dois inimigos. Aquilo dera que falar no Açu. Depois passara e ninguém sabia nem indagava da inimizade dos dois. D. Fausta era sempre a mesma e o Major Evangelista era sempre o mesmo. De longe chegavam encomendas para os seus trabalhos. O nome da moça havia saído do Açu. E isto talvez lhe desse um bocado de orgulho. Quando o Major falava na mesa de seus pássaros, a filha fazia que não escutava. Era assim sempre. O velho falava para ela como se estivesse monologando. Não falavam um para o outro. Apenas o Major Evangelista se enchia de entusiasmo, gabava os seus pássaros para esmagar a filha, aquele mistério da filha, trancada, que não lhe dava uma palavra, que nunca se abria com ele , nunca lhe gabara um canário, uma parasita bonita. O Major na frente de D. Fausta se exaltava, se excedia nos elogios. Queria esmagar, pisar por cima daquele silêncio de monstro. As criadas que trabalhavam na casa davam notícia de tudo aquilo. Nem o pai nem a filha confessavam a pessoa alguma o motivo daquela separação. Nunca saíam juntos, nunca deram em público sinal nenhum de pai para filha ou de filha para pai.
D. Eufrásia falava daquela situação como de um ato criminoso. Amâncio era padre, era um santo, e no entanto o povo do Açu era aquele. Não era porque o lugar fosse pequeno e velho. Muito mais velho era Iguaraçu, que só tinha mesmo igrejas e aquelas casas de pobres caindo de podres. E no entanto ela bem se lembrava do povo de lá. Nem era bom comparar. Onde encontraria ela uma criatura como a irmã do Padre José, uma filha de senhor de engenho, que enjeitou casamento na família Bandeira para acompanhar o irmão na vida que levava? E a velha Catarina, que fazia chapéu de fibra de catolé e que com aquele trabalho miúdo formara um filho, que era hoje juiz de direito em Timbaúba? E o escrivão Manuel Ivo, que tomava conta da igreja de S. Cosme? Tudo que ele tinha era para trazer limpinha a igreja, a igreja da sua devoção, matar os morcegos, folear as formigas que furavam o chão com uma força de gente. D. Eufrásia chegava no Açu para consertar a vida do irmão e nunca saíra dali com a esperança de ver o lugar melhorar. Amâncio é que ia se acabando. Ninguém diria que ele só fosse mais velho do que ela um ano. Parecia um velho de setenta. Para ela, ele nunca se queixara de coisa nenhuma, não lhe falava de doenças. E no entanto ela sabia que o irmão não podia andar bem de saúde. Aquelas viagens a cavalo dias e dias, de fazenda em fazenda, pedindo como um pobre, só podiam estar acabando com ele . E não tinha hora para comer. Bastava chegar um chamado qualquer para confissão, e ele sairia a qualquer hora, chovesse ou fizesse sol, para a distância que fosse. As mãos do irmão, a pele, a cara, tudo estava queimado, tudo encardido, como se ele fosse um trabalhador de eito. Aquilo doía na D. Eufrásia. Quem visse Amâncio agora nem poderia compreender que ele tivesse sido aquele rapaz bonito no tempo do seminário, quando ele vinha passar as férias em Iguaraçu. Parecia um Santo Antônio, com aqueles cabelos louros, os olhos azuis, o padre elegante. Tanta moça que se casaria com ele ! Quanta moça não desejaria tê-lo para marido! Correra mesmo a notícia que uma filha de um senhor de engenho rico de Iguaraçu se apaixonara por ele . O fato é que a moça ficou para sempre como se um desgosto a houvesse jogado para fora do mundo. Lembrava-se dela, da Maria da Luz, que vinha para as festas em Iguaraçu e sempre a procurava para conversar. E Amâncio nem sabia que ela vivia, nem dera pelos olhares quentes, pelas visitas que a moça fazia a sua irmã. Depois a notícia correra. Da Luz estava doente, não queria ver ninguém, não dava uma palavra, chorando, sucumbida. O pai chamara médico, andaram de passeio pelo Rio de Janeiro, e nunca mais conseguiram consertar a vida da moça. Ficara ela sempre com aquele ar acanhado, aquela indiferença pelo mundo. Quiser namorar com o formigão e fora castigada. Quisera tentar um seminarista. Para D. Eufrásia teria sido melhor que o irmão se tivesse casado. Bem que ela sofria com o destino do Padre Amâncio. Ali no Açu era que ela media as coisas com exatidão. Vendo tudo, examinando, ela chegava sempre à conclusão de que Amâncio nada fizera, nada criara, nada dera de grande. Vigário daquele ôco do mundo, dizendo missa, pregando para um povo daquele. Antes tivesse se casado com Da Luz. Teriam filhos, ela teria sobrinhos, já que Deus não lhe dera a graça de um filho. Era isso o que mais doía em D. Eufrásia. Morreriam sem que ficasse gente no mundo que pudesse falar por eles. Amâncio padre e ela maninha. Não sabia explicar, não encontrava saída para o caso da família. Estariam em breve acabados para sempre. Lá em Goiana estava o seu marido, um ente desprezível, um homem que desde os primeiros dias de seu casamento lhe causara um nojo irrefreável, e ela sentia que o Cordeiro não merecia o seu juízo. Era cruel para com ele , sempre tão submisso à sua vontade. Mas fazia-lhe asco o contato. O amor com ele era uma indignidade. Podia tê-lo deixado e ter vindo viver com Amâncio. Seria porém uma ruindade. Esperou, esperou que viesse um filho. Esperou muito, até que se foram todas as esperanças. E tanto viveu com o marido que se acostumou. Fora vencida pelo hábito. Havia até quem se acostumasse com uma chaga. Aqueles dias que ela tirava para passar com Amâncio eram bem bons. O Açu era aquela terra que ela via, mas se compensava de tudo, ficando junto do irmão. Se ela não tivesse casado, teria mudado a vida do padre. Teria lhe dado mais amor à terra, às coisas da terra. Pelo menos em atenção a ela, Amâncio teria procurado outra freguesia, um lugar onde se pudesse viver cercado de gente e não daqueles bichos do Açu. Se ela pudesse, levaria o padre para muito longe.
Naquela tarde ela já tinha terminado as suas atividades de dona de casa. Corria um vento fresco pela porta da frente. Não se ouvia o mínimo rumor. Só de vez em quando berrava muito longe um carneiro, lá para as bandas do Coronel Clarimundo. O Açu estava quieto e silencioso, como uma cobra encolhida no seu canto. Podia guardar muito veneno, podia pular para morder, mas estava quieto naquela tarde de dezembro. D. Eufrásia se balançava na cadeira que trouxera para o irmão. Agora ela ouvia, vindo do fim da rua, o bater seco do martelo do funileiro Amador. O vento levantava poeira. Antônio Bento, lá no fundo do quintal, assobiava, cortando capim para o cavalo do padre. D. Eufrásia chegou à janela. E viu a rua vazia. Debaixo da tamarineira havia gente sentada no banco que rodeava o tronco da árvore. No oitão da igreja, um homem deitado de papo para o ar. Pela calçada defronte passava Lula, o criado do juiz, arrastando os tamancos com estrépito. A madeira batia no tijolo com raiva. D. Eufrásia avistou o irmão saindo da igreja. E viu a zeladora Francisca do Monte na porta da sacristia, como se fosse dona de tudo aquilo, gritando para os meninos que deixavam a escola. Não sabia ela como o irmão suportava o convívio com uma mulher como aquela. O assobio de Antônio Bento enchia a casa inteira.
Então D. Eufrásia chegou na porta da cozinha e gritou para o quintal:
— Acaba com esse azucrim, menino dos diabos!