Práticas de Microbiologia (2ª edição)

Alane Beatriz Vermelho · Capítulo 55 de 56

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Práticas de Microbiologia (2ª edição)

Capítulo 9 Boas Práticas em Microbiologia

Introdução

 

 

Uma das grandes preocupações de quem trabalha com microbiologia ou pratica atividades que envolvam técnicas microbiológicas está no fato de que é necessário preservar o material estéril durante a manipulação da amostra, ou seja, é imprescindível garantir assepsia total do trabalho, em relação tanto ao material quanto às condutas do manipulador. De certa maneira, esse assunto foi muito bem abordado e discutido nos primeiros capítulos deste livro, portanto a intenção agora é explicar, discutir e responder a algumas dúvidas e perguntas frequentes e, assim, auxiliar o leitor na tarefa de evitar uma contaminação externa que possa prejudicar todo o trabalho com o material de estudo, seja dentro de um laboratório de pesquisa ou de diagnóstico clínico.

 

Contextualização

 

O grande e célebre microbiologista Louis Pasteur (1822-1895) postulou, e provou experimentalmente, que não existe geração espontânea. Desta forma, é importante sempre lembrarmos que: material esterilizado, seja sólido ou líquido e em sistemas hermeticamente fechados, não sofre contaminação espontânea de dentro para fora ou ainda de fora para dentro do recipiente. Ou seja, contaminação de material estéril por fungos, bactérias ou até mesmo por vírus só ocorre por inoculação ou manipulação indevida do operador. Sendo assim, temos de ter em mente que trabalhar com total rigor no que diz respeito à manipulação de forma asséptica é imprescindível para alcançar sucesso experimental ou êxito no diagnóstico.