Rápido e devagar: Duas formas de pensar
Notas
———. 1985. “Using Mental Accounting in a Theory of Consumer Behavior.” Marketing Science 4: 199-214.
Tversky, A. 1977. “On the Elicitation of Preferences: Descriptive and Prescriptive Considerations.” In Conflicting Objectives in Decisions, ed. D. Bell, R. L. Kenney, e H. Raiffa. Nova York: Wiley, 209-22.
Tversky, A., e D. Kahneman. 1981. “The Framing of Decisions and the Psychology of Choice.” Science 211: 453-58.
von Neumann, J., e O. Morgenstern. 1947. Theory of Games and Economic Behavior, 2.ed. Princeton: Princeton University Press.
30 Este artigo foi apresentado originalmente em um discurso para o Distinguished Scientific Contributions Award no encontro da American Psychological Association, agosto de 1983. Este trabalho contou com o apoio da bolsa NR 197-058 do U.S. Office of Naval Research. Publicado originalmente na American Psychologist, vol. 34, 1984.
NOTAS
INTRODUÇÃO
1 Lemos um livro que criticava os psicólogos por utilizar amostras pequenas, mas não explicava as escolhas deles: Jacob Cohen, Statistical Power Analysis for the Behavioral Sciences (Hillsdale, NJ: Erlbaum, 1969).
2 Alterei ligeiramente o fraseado original, que se referia a letras na primeira e na terceira posição de palavras.
3 Um renomado psicólogo alemão tem sido nosso crítico mais persistente. Gerd Gigerenzer, “How to Make Cognitive Illusions Disappear”, European Review of Social Psychology 2 (1991): 83-115. Gerd Gigerenzer, “Personal Reflections on Theory and Psychology”, Theory & Psychology 20 (2010): 733-43. Daniel Kahneman e Amos Tversky, “On the Reality of Cognitive Illusions”, Psychological Review 103 (1996): 582-91.
4 Alguns exemplos dentre muitos são Valerie F. Reyna e Farrell J. Lloyd, “Physician Decision-Making and Cardiac Risk: Effects of Knowledge, Risk Perception, Risk Tolerance and Fuzzy-Processing”, Journal of Experimental Psychology: Applied 12 (2006): 179-95. Nicholas Epley e Thomas Gilovich, “The Anchoring-and-Adjustment Heuristic”, Psychological Science 17 (2006): 311-18. Norbert Schwarz et al., “Ease of Retrieval of Information: Another Look at the Availability Heuristic”, Journal of Personality and Social Psychology 61 (1991): 195-202. Elke U. Weber et al.,
“Asymmetric Discounting in Intertemporal Choice”, Psychological Science 18 (2007): 516-23. George F. Loewenstein et al., “Risk as Feelings”, Psychological Bulletin 127 (2001): 267-86.
5 O prêmio concedido em economia é chamado de Prêmio Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel. Ele foi concedido pela primeira vez em 1969. Alguns cientistas da física não gostaram muito da atribuição de um Prêmio Nobel no campo da ciência social, e a classificação distintiva de prêmio em economia foi uma concessão.
6 Herbert Simon e seus alunos em Carnegie Mellon na década de 1980 lançaram os fundamentos para nossa compreensão da expertise. Para uma introdução excelente e popular sobre o assunto, ver Joshua Foer, Moonwalking with Einstein: The Art and Science of Remembering (Nova York: Penguin Press, 2011): (A arte e ciência de memorizar tudo. Tradução de Monica Gagliotti Fortunato Friaça. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011). Ele apresenta um trabalho que é revisto em detalhes mais técnicos em K. Anders Ericsson et al., orgs., The Cambridge Handbook of Expertise and Expert Performance (Nova York: Cambridge University Press, 2006).
7 Gary A. Klein, Sources of Power (Cambridge, MA: MIT Press, 1999). (Fontes do Poder: o modo como as pessoas tomam decisões. Tradução de Sofia Raimundo. Porto Alegre: Instituto Piaget, 2001).
8 Herbert Simon foi um dos grandes estudiosos do século XX, cujas descobertas e invenções iam da ciência política (onde ele iniciou sua carreira) e da economia (em que ganhou um Prêmio Nobel) à ciência da computação (em que foi um pioneiro) e à psicologia.
9 Herbert A. Simon, “What Is an Explanation of Behavior?” Psychological Science 3 (1992): 150-61.
10 O conceito de heurística afetiva foi desenvolvido por Paul Slovic, um colega de classe de Amos em Michigan e velho amigo.
11 Ver capítulo 9.
1: OS PERSONAGENS DA HISTÓRIA
1 Para revisões do campo, ver Jonathan St. B. T. Evans e Keith Frankish, orgs., In Two Minds: Dual Processes and Beyond (Nova York: Oxford University Press, 2009); Jonathan St. B. T. Evans, “Dual-Processing Accounts of Reasoning, Judgment, and Social Cognition”, Annual Review of Psychology 59 (2008): 255-78. Entre os pioneiros estão Seymour Epstein, Jonathan Evans, Steven Sloman, Keith Stanovich e Richard West. Tomei emprestados os termos Sistema 1 e Sistema 2 de antigos escritos de Stanovich e West que influenciaram bastante meu modo de pensar: Keith E. Stanovich e Richard F. West, “Individual Differences in Reasoning: Implications for the Rationality Debate”, Behavioral and Brain Sciences 23 (2000): 645-65.
2 Esse sentido de livre-arbítrio é às vezes ilusório, como mostrado em Daniel M. Wegner, The Illusion of Conscious Will (Cambridge, MA: Bradford Books, 2003).
3 Nilli Lavie, “Attention, Distraction and Cognitive Control Under Load”, Current Directions in Psychological Science 19
(2010): 143-48.
4 Na tarefa clássica de Stroop, você é apresentado a um arranjo de retalhos de diferentes cores, ou palavras impressas em várias cores. Sua tarefa é dizer os nomes das cores, ignorando as palavras. A tarefa é extremamente difícil quando palavras coloridas são elas próprias nomes de cores (por exemplo, VERDE impresso em vermelho, seguido de AMARELO impresso em verde etc.).
5 O professor Hare escreveu para mim dizendo, “Seu professor tinha razão”, 16 mar. 2011. Robert D. Hare, Without Conscience: The Disturbing World of the Psychopaths Among Us (Nova York: Guilford Press, 1999). Paul Babiak e
Robert D. Hare, Snakes in Suits: When Psychopaths Go to Work (Nova York: Harper, 2007).
6 Agentes dentro da cabeça são chamados de homúnculos e são (muito acertadamente) objetos de ridículo na profissão.
7 Alan D. Baddeley, “Working Memory: Looking Back and Looking Forward”, Nature Reviews: Neuroscience 4 (2003): 829-38. Alan D. Baddeley, Your Memory: A User’s Guide (Nova York: Firefly Books, 2004).
2: ATENÇÃO E ESFORÇO
1 Grande parte do material deste capítulo foi tirada de meu Attention and Effort (1973). O livro está disponível para download em meu website
(www.princeton.edu/~kahneman/docs/attention_and_effort/Attention _hi_quality.pdf). O principal tema do livro é a ideia de uma capacidade limitada de prestar atenção e empreender esforço mental. Atenção e esforço foram considerados recursos gerais que poderiam ser usados para apoiar muitas tarefas mentais. A ideia de capacidade geral é controversa, mas foi estendida por outros psicólogos e neurocientistas, que encontraram apoio para ela na pesquisa do cérebro. Ver Marcel A. Just e Patricia A. Carpenter, “A Capacity Theory of Comprehension: Individual Differences in Working Memory”, Psychological Review 99 (1992): 122-49; Marcel A. Just et al., “Neuroindices of Cognitive Workload: Neuroimaging, Pupillometric and Event-Related Potential Studies of Brain Work”, Theoretical Issues in Ergonomics Science 4 (2003): 56-88. Há também evidência experimental crescente para os recursos de atenção de propósito geral, como em Evie Vergauwe et al., “Do Mental Processes Share a Domain-General Resource?” Psychological Science 21
(2010): 384-90. Há evidência obtida por imagens cerebrais de que a mera antecipação de uma tarefa muito exigente mobiliza atividade em muitas áreas do cérebro, em relação a uma tarefa de baixo esforço do mesmo tipo. Carsten N.
Boehler et al., “Task-Load-Dependent Activation of Dopaminergic Midbrain Areas in the Absence of Reward”, Journal of Neuroscience 31 (2011): 4955-61.
2 Eckhard H. Hess, “Attitude and Pupil Size”, Scientific American 212 (1965): 46-54.
3 A palavra subject [em inglês, “sujeito”, mas também “cobaia” de um estudo ou experimento] leva alguns a pensar em sujeição e escravidão, de modo que a American Psychological Association prefere usar o mais democrático participant
[participante]. Infelizmente, a classificação politicamente correta funciona como um trava-língua, ocupando espaço de memória e retardando o pensamento. Farei o melhor possível para usar participant sempre que possível, mas vou mudar para subject quando necessário.
4 Daniel Kahneman et al., “Pupillary, Heart Rate, and Skin Resistance Changes During a Mental Task”, Journal of Experimental Psychology 79 (1969): 164-67.
5 Daniel Kahneman, Jackson Beatty e Irwin Pollack, “Perceptual Deficit During a Mental Task”, Science 15 (1967): 218-19.
Usamos um espelho unidirecional, de modo que os observadores viam as letras diretamente diante deles enquanto olhavam para a câmera. Numa condição controlada, os participantes olhavam para a letra por uma abertura estreita, a fim de impedir qualquer efeito do tamanho da pupila em sua acuidade visual. Seus resultados de detecção mostraram o padrão em V invertido observado com outros participantes.
6 A tentativa de desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo vai de encontro a dificuldades de diversos tipos. Por exemplo, é fisicamente impossível dizer duas coisas diferentes exatamente ao mesmo tempo, e pode ser mais fácil combinar uma tarefa auditiva e visual do que combinar duas tarefas visuais ou duas tarefas auditivas. Teorias psicológicas destacadas vêm tentando atribuir toda interferência mútua entre tarefas à competição por mecanismos separados. Ver Alan D.
Baddeley, Working Memory (Nova York: Oxford University Press, 1986). Com prática, a capacidade da pessoa para a multitarefa de modos específicos pode melhorar. Porém, a ampla variedade de tarefas muito difíceis que interferem umas nas outras apoia a existência de uma fonte geral de atenção ou esforço que é necessária em muitas tarefas.
7 Michael E. Smith, Linda K. McEvoy e Alan Gevins, “Neurophysiological Indices of Strategy Development and Skill Acquisition”, Cognitive Brain Research 7 (1999): 389-404. Alan Gevins et al., “High-Resolution EEG Mapping of Cortical Activation Related to Working Memory: Effects of Task Difficulty, Type of Processing and Practice”, Cerebral Cortex 7
(1997): 374-85.
8 Por exemplo, Sylvia K. Ahern e Jackson Beatty mostraram que indivíduos que obtiveram pontuação elevada no SAT
mostraram dilatações de pupila menores do que os que receberam baixa pontuação na mesma tarefa. “Physiological Signs of Information Processing Vary with Intelligence”, Science 205 (1979): 1289-92.
9 Wouter Kool et al., “Decision Making and the Avoidance of Cognitive Demand”, Journal of Experimental Psychology —
General 139 (2010): 665-82. Joseph T. McGuire e Matthew M. Botvinick, “The Impact of Anticipated Demand on Attention and Behavioral Choice”, in Effortless Attention, ed. Brian Bruya (Cambridge, MA: Bradford Books, 2010), 103-20.
10 Os neurocientistas identificaram uma região do cérebro que avalia o valor global de uma ação quando ela é completada. O
esforço que foi investido conta como um custo no cálculo neural. Joseph T. Mc Guire e Matthew M. Botvinick, “Prefrontal Cortex, Cognitive Control, and the Registration of Decision Costs”, PNAS 107 (2010): 7922-26.
11 Bruno Laeng et al., “Pupillary Stroop Effects”, Cognitive Processing 12 (2011): 13-21.
12 Michael I. Posner e Mary K. Rothbart, “Research on Attention Networks as a Model for the Integration of Psychological Science”, Annual Review of Psychology 58 (2007): 1-23. John Duncan et al., “A Neural Basis for General Intelligence,”
Science 289 (2000): 457-60.
13 Stephen Monsell, “Task Switching”, Trends in Cognitive Sciences 7 (2003): 134-40.
14 Baddeley, Working Memory.
15 Andrew A. Conway, Michael J. Kane e Randall W. Engle, “Working Memory Capacity and Its Relation to General Intelligence”, Trends in Cognitive Sciences 7 (2003): 547-52.
16 Daniel Kahneman, Rachel Ben-Ishai e Michael Lotan, “Relation of a Test of Attention to Road Accidents”, Journal of Applied Psychology 58 (1973): 113-15. Daniel Gopher, “A Selective Attention Test as a Predictor of Success in Flight Training”, Human Factors 24 (1982): 173-83.
3: O CONTROLADOR PREGUIÇOSO
1 Mihaly Csikszentmihalyi, Flow: The Psychology of Optimal Experience (Nova York: Harper, 1990).
2 Baba Shiv e Alexander Fedorikhin, “Heart and Mind in Conflict: The Interplay of Affect and Cognition in Consumer Decision Making”, Journal of Consumer Research 26 (1999): 278-92. Malte Friese, Wilhelm Hofmann e Michaela Wänke, “When Impulses Take Over: Moderated Predictive Validity of Implicit and Explicit Attitude Measures in Predicting Food Choice and Consumption Behaviour”, British Journal of Social Psychology 47 (2008): 397-419.
3 Daniel T. Gilbert, “How Mental Systems Believe”, American Psychologist 46 (1991): 107-19. C. Neil Macrae e Galen V.
Bodenhausen, “Social Cognition: Thinking Categorically about Others”, Annual Review of Psychology 51 (2000): 93-120.
4 Sian L. Beilock e Thomas H. Carr, “When High-Powered People Fail: Working Memory and Choking Under Pressure in Math”, Psychological Science 16 (2005): 101-105.
5 Martin S. Hagger et al., “Ego Depletion and the Strength Model of Self-Control: A Meta-Analysis”, Psychological Bulletin 136 (2010): 495-525.
6 Mark Muraven e Elisaveta Slessareva, “Mechanisms of Self-Control Failure: Motivation and Limited Resources”, Personality and Social Psychology Bulletin 29 (2003): 894-906. Mark Muraven, Dianne M. Tice e Roy F. Baumeister,
“Self-Control as a Limited Resource: Regulatory Depletion Patterns”, Journal of Personality and Social Psychology 74
(1998): 774-89.
7 Matthew T. Gailliot et al., “Self-Control Relies on Glucose as a Limited Energy Source: Willpower Is More Than a Metaphor”, Journal of Personality and Social Psychology 92 (2007): 325-36. Matthew T. Gailliot e Roy F. Baumeister,
“The Physiology of Willpower: Linking Blood Glucose to Self-Control”, Personality and Social Psychology Review 11
(2007): 303-27.
8 Gailliot, “Self-Control Relies on Glucose as a Limited Energy Source.”
9 Shai Danziger, Jonathan Levav e Liora Avnaim-Pesso, “Extraneous Factors in Judicial Decisions”, PNAS 108 (2011): 6889-92.
10 Shane Frederick, “Cognitive Reflection and Decision Making”, Journal of Economic Perspectives 19 (2005): 25-42.
11 Esse erro sistemático é conhecido como viés de crença. Evans, “Dual-Processing Accounts of Reasoning, Judgment, and Social Cognition.”
12 Keith E. Stanovich, Rationality and the Reflective Mind (Nova York: Oxford University Press, 2011).
13 Walter Mischel e Ebbe B. Ebbesen, “Attention in Delay of Gratification”, Journal of Personality and Social Psychology 16 (1970): 329-37.
14 Inge-Marie Eigsti et al., “Predicting Cognitive Control from Preschool to Late Adolescence and Young Adulthood”, Psychological Science 17 (2006): 478-84.
15 Mischel e Ebbesen, “Attention in Delay of Gratification.” Walter Mischel, “Processes in Delay of Gratification”, in Advances in Experimental Social Psychology, vol. 7, ed. Leonard Berkowitz (San Diego, CA: Academic Press, 1974), 249-92. Walter Mischel, Yuichi Shoda e Monica L. Rodriguez, “Delay of Gratification in Children”, Science 244 (1989): 933-38. Eigsti, “Predicting Cognitive Control from Preschool to Late Adolescence.”
16 M. Rosario Rueda et al., “Training, Maturation, and Genetic Influences on the Development of Executive Attention”, PNAS
102 (2005): 14931-36.
17 Maggie E. Toplak, Richard F. West e Keith E. Stanovich, “The Cognitive Reflection Test as a Predictor of Performance on Heuristics-and-Biases Tasks”, Memory & Cognition (no prelo).
4: A MÁQUINA ASSOCIATIVA
1 Carey K. Morewedge e Daniel Kahneman, “Associative Processes in Intuitive Judgment”, Trends in Cognitive Sciences 14
(2010): 435-40.
2 Para evitar confusão, não mencionei no texto que a pupila também dilatou. A pupila dilata tanto na excitação emocional quanto quando a excitação acompanha o esforço intelectual.
3 Paula M. Niedenthal, “Embodying Emotion”, Science 316 (2007): 1002-1005.
4 A imagem é extraída do trabalho de uma bomba. Os primeiros acionamentos de uma bomba não puxam líquido algum, mas permitem que os acionamentos seguintes sejam efetuados.
5 John A. Bargh, Mark Chen e Lara Burrows, “Automaticity of Social Behavior: Direct Effects of Trait Construct and Stereotype Activation on Action”, Journal of Personality and Social Psychology 71 (1996): 230-44.
6 Thomas Mussweiler, “Doing Is for Thinking! Stereotype Activation by Stereotypic Movements”, Psychological Science 17
(2006): 17-21.
7 Fritz Strack, Leonard L. Martin e Sabine Stepper, “Inhibiting and Facilitating Conditions of the Human Smile: A Nonobtrusive Test of the Facial Feedback Hypothesis”, Journal of Personality and Social Psychology 54 (1988): 768-77.
8 Ulf Dimberg, Monika Thunberg e Sara Grunedal, “Facial Reactions to Emotional Stimuli: Automatically Controlled Emotional Responses”, Cognition and Emotion 16 (2002): 449-71.
9 Gary L. Wells e Richard E. Petty, “The Effects of Overt Head Movements on Persuasion: Compatibility and Incompatibility of Responses”, Basic and Applied Social Psychology 1 (1980): 219-30.
10 Jonah Berger, Marc Meredith e S. Christian Wheeler, “Contextual Priming: Where People Vote Affects How They Vote”, PNAS 105 (2008): 8846-49.
11 Kathleen D. Vohs, “The Psychological Consequences of Money”, Science 314 (2006): 1154-56.
12 Jeff Greenberg et al., “Evidence for Terror Management Theory II: The Effect of Mortality Salience on Reactions to Those Who Threaten or Bolster the Cultural Worldview”, Journal of Personality and Social Psychology 58 (1990): 308-18.
13 Chen-Bo Zhong e Katie Liljenquist, “Washing Away Your Sins: Threatened Morality and Physical Cleansing”, Science 313
(2006): 1451-52.
14 Spike Lee e Norbert Schwarz, “Dirty Hands and Dirty Mouths: Embodiment of the Moral-Purity Metaphor Is Specific to the Motor Modality Involved in Moral Transgression”, Psychological Science 21 (2010): 1423-25.
15 Melissa Bateson, Daniel Nettle e Gilbert Roberts, “Cues of Being Watched Enhance Cooperation in a Real-World Setting”, Biology Letters 2 (2006): 412-14.
16 Timothy Wilson, Strangers to Ourselves (Cambridge, MA: Belknap Press, 2002) apresenta o conceito de um “inconsciente adaptativo” que é similar ao Sistema 1.
5: CONFORTO COGNITIVO
1 O termo técnico para conforto cognitivo é fluência ( fluency).
2 Adam L. Alter e Daniel M. Oppenheimer, “Uniting the Tribes of Fluency to Form a Metacognitive Nation”, Personality and Social Psychology Review 13 (2009): 219-35.
3Larry L. Jacoby, Colleen Kelley, Judith Brown e Jennifer Jasechko, “Becoming Famous Overnight: Limits on the Ability to Avoid Unconscious Influences of the Past”, Journal of Personality and Social Psychology 56 (1989): 326-38.
4 Bruce W. A. Whittlesea, Larry L. Jacoby e Krista Girard, “Illusions of Immediate Memory: Evidence of an Attributional Basis for Feelings of Familiarity and Perceptual Quality”, Journal of Memory and Language 29 (1990): 716-32.
5 Normalmente, quando você encontra um amigo, você é capaz de identificá-lo e saber seu nome na mesma hora; você muitas vezes sabe onde o viu pela última vez, o que ele estava vestindo e o que vocês conversaram. A sensação de familiaridade se torna relevante apenas quando esssas lembranças específicas não estão disponíveis. É um “plano B” ou recurso de emergência ( fallback). Embora sua confiabilidade seja imperfeita, o plano B é muito melhor do que nada. É a sensação de familiaridade que o protege do constrangimento de ficar (e agir) perplexo quando você é cumprimentado como se fosse um velho amigo por alguém que parece apenas vagamente familiar.
6 Ian Begg, Victoria Armour e Thérèse Kerr, “On Believing What We Remember”, Canadian Journal of Behavioural
Science 17 (1985): 199-214.
7Daniel M. Oppenheimer, “Consequences of Erudite Vernacular Utilized Irrespective of Necessity: Problems with Using Long Words Needlessly”, Applied Cognitive Psychology 20 (2006): 139-56.
8 Matthew S. McGlone e Jessica Tofighbakhsh, “Birds of a Feather Flock Conjointly (?): Rhyme as Reason in Aphorisms”, Psychological Science 11 (2000): 424-28.
9 Anuj K. Shah e Daniel M. Oppenheimer, “Easy Does It: The Role of Fluency in Cue Weighting”, Judgment and Decision Making Journal 2 (2007): 371-79.
10 Adam L. Alter, Daniel M. Oppenheimer, Nicholas Epley e Rebecca Eyre, “Overcoming Intuition: Metacognitive Difficulty Activates Analytic Reasoning”, Journal of Experimental Psychology — General 136 (2007): 569-76.
11 Piotr Winkielman e John T. Cacioppo, “Mind at Ease Puts a Smile on the Face: Psychophysiological Evidence That Processing Facilitation Increases Positive Affect”, Journal of Personality and Social Psychology 81 (2001): 989-1000.
12 Adam L. Alter e Daniel M. Oppenheimer, “Predicting Short-Term Stock Fluctuations by Using Processing Fluency”, PNAS
103 (2006). Michael J. Cooper, Orlin Dimitrov e P. Raghavendra Rau, “A Rose.com by Any Other Name”, Journal of Finance 56 (2001): 2371-88.
13Pascal Pensa, “Nomen Est Omen: How Company Names Influence Shortand Long-Run Stock Market Performance”, Social Science Research Network Working Paper, setembro 2006.
14 Robert B. Zajonc, “Attitudinal Effects of Mere Exposure”, Journal of Personality and Social Psychology 9 (1968): 1-27.
15 Robert B. Zajonc e D. W. Rajecki, “Exposure and Affect: A Field Experiment”, Psychonomic Science 17 (1969): 216-17.
16 Jennifer L. Monahan, Sheila T. Murphy e Robert B. Zajonc, “Subliminal Mere Exposure: Specific, General and Diffuse Effects”, Psychological Science 11 (2000): 462-66.
17 D. W. Rajecki, “Effects of Prenatal Exposure to Auditory or Visual Stimulation on Postnatal Distress Vocalizations in Chicks”, Behavioral Biology 11 (1974): 525-36.
18 Robert B. Zajonc, “Mere Exposure: A Gateway to the Subliminal”, Current Directions in Psychological Science 10
(2001): 227.
19 Annette Bolte, Thomas Goschke e Julius Kuhl, “Emotion and Intuition: Effects of Positive and Negative Mood on Implicit Judgments of Semantic Coherence”, Psychological Science 14 (2003): 416-21.
20 A análise exclui todos os casos em que o indivíduo efetivamente encontrou a solução correta. Ela mostra que mesmo os participantes que deixaram de encontrar uma associação comum fazem alguma ideia se há ou não uma a ser encontrada.
21 Sascha Topolinski e Fritz Strack, “The Architecture of Intuition: Fluency and Affect Determine Intuitive Judgments of Semantic and Visual Coherence and Judgments of Grammaticality in Artificial Grammar Learning”, Journal of Experimental Psychology — General 138 (2009): 39-63.
22 Bolte, Goschke e Kuhl, “Emotion and Intuition.”
23Barbara Fredrickson, Positivity: Groundbreaking Research Reveals How to Embrace the Hidden Strength of Positive Emotions, Overcome Negativity e Thrive (Nova York: Random House, 2009) (Positividade: descubra a força das emoções positivas, supere a negatividade e viva plenamente. Tradução de Pedro Libanio. Rio de Janeiro. Rocco, 2009).
Joseph P. Forgas e Rebekah East, “On Being Happy and Gullible: Mood Effects on Skepticism and the Detection of Deception”, Journal of Experimental Social Psychology 44 (2008): 1362-67.
24 Sascha Topolinski et al., “The Face of Fluency: Semantic Coherence Automatically Elicits a Specific Pattern of Facial Muscle Reactions”, Cognition and Emotion 23 (2009): 260-71.
25 Sascha Topolinski e Fritz Strack, “The Analysis of Intuition: Processing Fluency and Affect in Judgments of Semantic Coherence”, Cognition and Emotion 23 (2009): 1465-1503.
6: NORMAS, SURPRESAS E CAUSAS
1 Daniel Kahneman e Dale T. Miller, “Norm Theory: Comparing Reality to Its Alternatives”, Psychological Review 93 (1986): 136-53.
2 Jos J. A. Van Berkum, “Understanding Sentences in Context: What Brain Waves Can Tell Us”, Current Directions in Psychological Science 17 (2008): 376-80.
3 Ran R. Hassin, John A. Bargh e James S. Uleman, “Spontaneous Causal Inferences”, Journal of Experimental Social Psychology 38 (2002): 515-22.
4 Albert Michotte, The Perception of Causality (Andover, MA: Methuen, 1963). Alan M. Leslie e Stephanie Keeble, “Do Six-Month-Old Infants Perceive Causality?” Cognition 25 (1987): 265-88.
5 Fritz Heider e Mary-Ann Simmel, “An Experimental Study of Apparent Behavior”, American Journal of Psychology 13
(1944): 243-59.
6 Leslie e Keeble, “Do Six-Month-Old Infants Perceive Causality?”
7 Paul Bloom, “Is God an Accident?” Atlantic, dez. 2005.
7: UMA MÁQUINA DE TIRAR CONCLUSÕES PRECIPITADAS
1 Daniel T. Gilbert, Douglas S. Krull e Patrick S. Malone, “Unbelieving the Unbelievable: Some Problems in the Rejection of False Information”, Journal of Personality and Social Psychology 59 (1990): 601-13.
2 Solomon E. Asch, “Forming Impressions of Personality”, Journal of Abnormal and Social Psychol ogy 41 (1946): 258-90.
3 Ibid.
4 James Surowiecki, The Wisdom of Crowds (Nova York: Anchor Books, 2005). ( A sabedoria das multidões. Tracução de Alexandre Martins. Rio de Janeiro: Record, 2006).
5 Lyle A. Brenner, Derek J. Koehler e Amos Tversky, “On the Evaluation of One-Sided Evidence”, Journal of Behavioral Decision Making 9 (1996): 59-70.
8: COMO ACONTECEM OS JUÍZOS
1 Alexander Todorov, Sean G. Baron e Nikolaas N. Oosterhof, “Evaluating Face Trustworthiness: A Model-Based Approach”, Social Cognitive and Affective Neuroscience 3 (2008): 119-27.
2 Alexander Todorov, Chris P. Said, Andrew D. Engell e Nikolaas N. Oosterhof, “Understanding Evaluation of Faces on Social Dimensions”, Trends in Cognitive Sciences 12 (2008): 455-60.
3 Alexander Todorov, Manish Pakrashi e Nikolaas N. Oosterhof, “Evaluating Faces on Trustworthiness After Minimal Time Exposure”, Social Cognition 27 (2009): 813-33.
4 Alexander Todorov et al., “Inference of Competence from Faces Predict Election Outcomes”, Science 308 (2005): 1623-26.
Charles C. Ballew e Alexander Todorov, “Predicting Political Elections from Rapid and Unreflective Face Judgments”, PNAS 104 (2007): 17948-53. Christopher Y. Olivola e Alexander Todorov, “Elected in 100 Milliseconds: Appearance-Based Trait Inferences and Voting”, Journal of Nonverbal Behavior 34 (2010): 83-110.
5 Gabriel Lenz e Chappell Lawson, “Looking the Part: Television Leads Less Informed Citizens to Vote Based on Candidates’
Appearance”, American Journal of Political Science (a ser publicado).
6 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Extensional Versus Intuitive Reasoning: The Conjunction Fallacy in Probability Judgment”, Psychological Review 90 (1983): 293-315.
7 William H. Desvousges et al., “Measuring Natural Resource Damages with Contingent Valuation: Tests of Validity and Reliability”, in Contingent Valuation: A Critical Assessment, ed. Jerry A. Hausman (Amsterdã: North-Holland, 1993), 91-159.
8Stanley S. Stevens, Psychophysics: Introduction to Its Perceptual, Neural, and Social Prospect (Nova York: Wiley, 1975).
9 Mark S. Seidenberg e Michael K. Tanenhaus, “Orthographic Effects on Rhyme Monitoring”, Journal of Experimental Psychology — Human Learning and Memory 5 (1979): 546-54.
10 Sam Glucksberg, Patricia Gildea e Howard G. Bookin, “On Understanding Nonliteral Speech: Can People Ignore Metaphors?” Journal of Verbal Learning and Verbal Behavior 21 (1982): 85-98.
9: RESPONDENDO A UMA PERGUNTA MAIS FÁCIL
1 Uma abordagem alternativa às heurísticas de julgamento foi proposta por Gerd Gigerenzer, Peter M. Todd e ABC Research Group, em Simple Heuristics That Make Us Smart (Nova York: Oxford University Press, 1999). Eles descrevem procedimentos formais “rápidos e frugais” como “Pegue o melhor [indício]”, que sob algumas circunstâncias geram julgamentos bastante acurados com base em pouca informação. Como enfatizou Gigerenzer, suas heurísticas são diferentes das que Amos e eu estudamos e ele sublinhou antes sua precisão e não os vieses aos quais elas inevitavelmente conduzem. Grande parte da pesquisa que apoia a heurística rápida e frugal usa simulações estatísticas para mostras que elas poderiam funcionar em situações da vida real, mas a evidência para a realidade psicológica dessas heurísticas permanece escassa e contestada. A descoberta mais memorável associada a essa abordagem é a heurística de reconhecimento, ilustrada por um exemplo que se tornou bem conhecido: um indivíduo a quem se pergunta qual de duas cidades é maior e que reconhece uma delas deve supor que a que ele reconhece é maior. A heurística de reconhecimento funciona razoavelmente bem se o indivíduo sabe que a cidade que ele reconhece é grande; se ele sabe que é menor,
porém, irá muito razoavelmente conjecturar que a cidade desconhecida é maior. Contrariamente à teoria, os indivíduos usam mais do que o indício de reconhecimento: Daniel M. Oppenheimer, “Not So Fast! (and Not So Frugal!): Rethinking the Recognition Heuristic”, Cognition 90 (2003): B1-B9. Um ponto fraco da teoria é que, com base no que sabemos da mente, não há necessidade de que as heurísticas sejam frugais. O cérebro processa vastas quantidades de informação paralelamente e a mente pode ser rápida e precisa sem ignorar informação. Além do mais, sabe-se desde o início das pesquisas com mestres enxadristas que a perícia não precisa consistir de aprender a usar menos informação. Pelo contrário, a perícia é com mais frequência uma capacidade de lidar com grandes quantidades de informação rápida e eficientemente.
2 Fritz Strack, Leonard L. Martin e Norbert Schwarz, “Priming and Communication: Social Determinants of Information Use in Judgments of Life Satisfaction”, European Journal of Social Psychology 18 (1988): 429-42.
3 A correlação foi de 0,66.
4 Outros tópicos de substituição incluem satisfação conjugal, satisfação no trabalho e satisfação com o tempo de lazer: Norbert Schwarz, Fritz Strack e Hans-Peter Mai, “Assimilation and Contrast Effects in Part-Whole Question Sequences: A Conversational Logic Analysis”, Public Opinion Quarterly 55 (1991): 3-23.
5 Um levantamento por telefone conduzido na Alemanha incluía uma questão sobre felicidade geral. Quando os informes de felicidade eram correlacionados com o clima local na época da entrevista, uma correlação pronunciada foi encontrada.
Sabe-se que o humor varia com o clima e a substituição explica o efeito na felicidade relatada. Porém, outra versão do levantamento por telefone produziu um resultado um pouco diferente. Perguntou-se a esses indivíduos consultados sobre o clima atual antes que lhes fosse feita a questão sobre felicidade. Para eles, o clima não exercia qualquer efeito na felicidade informada! O priming explícito do clima forneceu-lhes uma explicação para seu humor, solapando a conexão que normalmente seria feita entre humor presente e felicidade global.
6 Melissa L. Finucane et al., “The Affect Heuristic in Judgments of Risks and Benefits”, Journal of Behavioral Decision Making 13 (2000): 1-17.
10: A LEI DOS PEQUENOS NÚMEROS
1 Howard Wainer e Harris L. Zwerling, “Evidence That Smaller Schools Do Not Improve Student Achievement”, Phi Delta Kappan 88 (2006): 300-303. O exemplo foi discutido por Andrew Gelman e Deborah Nolan, Teaching Statistics: A Bag of Tricks (Nova York: Oxford University Press, 2002).
2 Jacob Cohen, “The Statistical Power of Abnormal-Social Psychological Research: A Review”, Journal of Abnormal and Social Psychology 65 (1962): 145-53.
3 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Belief in the Law of Small Numbers”, Psychological Bulletin 76 (1971): 105-10.
4 O contraste que extraímos entre intuição e cálculo parece prefigurar a distinção entre os Sistemas 1 e 2, mas ainda estávamos longe da perspectiva deste livro. Usamos intuição para cobrir qualquer coisa que não fosse um cálculo, qualquer meio informal de se chegar a uma conclusão.
5 William Feller, Introduction to Probability Theory and Its Applications (Nova York: Wiley, 1950).
6 Thomas Gilovich, Robert Vallone e Amos Tversky, “The Hot Hand in Basketball: On the Misperception of Random Sequences”, Cognitive Psychology 17 (1985): 295-314.
11: ÂNCORAS
1 Robyn LeBoeuf e Eldar Shafir, “The Long and Short of It: Physical Anchoring Effects”, Journal of Behavioral Decision Making 19 (2006): 393-406.
2 Nicholas Epley e Thomas Gilovich, “Putting Adjustment Back in the Anchoring and Adjustment Heuristic: Differential Processing of Self-Generated and Experimenter-Provided Anchors”, Psychological Science 12 (2001): 391-96.
3 Epley e Gilovich, “The Anchoring-and-Adjustment Heuristic.”
4 Thomas Mussweiler, “The Use of Category and Exemplar Knowledge in the Solution of Anchoring Tasks”, Journal of Personality and Social Psychology 78 (2000): 1038-52.
5 Karen E. Jacowitz e Daniel Kahneman, “Measures of Anchoring in Estimation Tasks”, Personality and Social Psychology Bulletin 21 (1995): 1161-66.
6 Gregory B. Northcraft e Margaret A. Neale, “Experts, Amateurs, and Real Estate: An Anchoring-and-Adjustment Perspective on Property Pricing Decisions”, Organizational Behavior and Human Decision Processes 39 (1987): 84-97. A âncora elevada foi 12% acima do preço listado, a âncora baixa foi 12% abaixo desse preço.
7 Birte Englich, Thomas Mussweiler e Fritz Strack, “Playing Dice with Criminal Sentences: The Influence of Irrelevant Anchors on Experts’ Judicial Decision Making”, Personality and Social Psychology Bulletin 32 (2006): 188-200.
8 Brian Wansink, Robert J. Kent e Stephen J. Hoch, “An Anchoring and Adjustment Model of Purchase Quantity Decisions”, Journal of Marketing Research 35 (1998): 71-81.
9 Adam D. Galinsky e Thomas Mussweiler, “First Offers as Anchors: The Role of Perspective-Taking and Negotiator Focus”, Journal of Personality and Social Psychology 81 (2001): 657-69.
10 Greg Pogarsky e Linda Babcock, “Damage Caps, Motivated Anchoring, and Bargaining Impasse”, Journal of Legal Studies 30 (2001): 143-59.
11 Para uma demonstração experimental, ver Chris Guthrie, Jeffrey J. Rachlinski e Andrew J. Wistrich, “Judging by Heuristic-Cognitive Illusions in Judicial Decision Making”, Judicature 86 (2002): 44-50.
12: A CIÊNCIA DA DISPONIBILIDADE
1 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Availability: A Heuristic for Judging Frequency and Probability”, Cognitive Psychology 5 (1973): 207-32.
2 Michael Ross e Fiore Sicoly, “Egocentric Biases in Availability and Attribution”, Journal of Personality and Social Psychology 37 (1979): 322-36.
3 Schwarz et al., “Ease of Retrieval as Information.”
4 Sabine Stepper e Fritz Strack, “Proprioceptive Determinants of Emotional and Nonemotional Feelings”, Journal of Personality and Social Psychology 64 (1993): 211-20.
5 Para uma revisão desse campo de pesquisa, ver Rainer Greifeneder, Herbert Bless e Michel T. Pham, “When Do People Rely on Affective and Cognitive Feelings in Judgment? A Review”, Personality and Social Psychology Review 15
(2011): 107-41.
6 Alexander Rotliman e Norbert Schwarz, “Constructing Perceptions of Vulnerability: Personal Relevance and the Use of Experimental Information in Health Judgments”, Personality and Social Psychology Bulletin 24 (1998): 1053-64.
7 Rainer Greifeneder e Herbert Bless, “Relying on Accessible Content Versus Accessibility Experiences: The Case of Processing Capacity”, Social Cognition 25 (2007): 853-81.
8 Markus Ruder e Herbert Bless, “Mood and the Reliance on the Ease of Retrieval Heuristic”, Journal of Personality and Social Psychology 85 (2003): 20-32.
9 Rainer Greifeneder e Herbert Bless, “Depression and Reliance on Ease-of-Retrieval Experiences”, European Journal of Social Psychology 38 (2008): 213-30.
10 Chezy Ofir et al., “Memory-Based Store Price Judgments: The Role of Knowledge and Shopping Experience”, Journal of Retailing 84 (2008): 414-23.
11 Eugene M. Caruso, “Use of Experienced Retrieval Ease in Self and Social Judgments”, Journal of Experimental Social Psychology 44 (2008): 148-55.
12 Johannes Keller e Herbert Bless, “Predicting Future Affective States: How Ease of Retrieval and Faith in Intuition Moderate the Impact of Activated Content”, European Journal of Social Psychology 38 (2008): 1-10.
13 Mario Weick e Ana Guinote, “When Subjective Experiences Matter: Power Increases Reliance on the Ease of Retrieval”, Journal of Personality and Social Psychology 94 (2008): 956-70.
13: DISPONIBILIDADE, EMOÇÃO E RISCO
1 A ideia de Damasio é conhecida como “hipótese do marcador somático” e tem angariado substantical apoio: Antonio R.
Damasio, Descartes’ Error: Emotion, Reason, and the Human Brain (Nova York: Putnam, 1994) (O erro de Descartes.
Tradução de Dora Vicente e Georgina Segurado. São Paulo: Companhia das Letras, 1996). Antonio R. Damasio, “The Somatic Marker Hypothesis and the Possible Functions of the Prefrontal Cortex”, Philosophical Transactions: Biological Sciences 351 (1996): 141-20.
2 Finucane et al., “The Affect Heuristic in Judgments of Risks and Benefits.” Paul Slovic, Melissa Finucane, Ellen Peters e Donald G. MacGregor, “The Affect Heuristic”, in Thomas Gilovich, Dale Griffin e Daniel Kahneman, orgs., Heuristics and Biases (Nova York: Cambridge University Press, 2002), 397-420. Paul Slovic, Melissa Finucane, Ellen Peters e Donald G. MacGregor, “Risk as Analysis and Risk as Feelings: Some Thoughts About Affect, Reason, Risk e Rationality”, Risk Analysis 24 (2004): 1-12. Paul Slovic, “Trust, Emotion, Sex, Politics e Science: Surveying the Risk-Assessment Battlefi eld”, Risk Analysis 19 (1999): 689-701.
3 Slovic, “Trust, Emotion, Sex, Politics e Science.” As tecnologias e substâncias utilizadas nesses estudos não são soluções alternativas para o mesmo problema. Em problemas realistas, onde soluções concorrentes são consideradas, a correlação entre custos e benefícios deve ser negativa; as soluções que apresentam os maiores benefícios são também as mais custosas. Se leigos e até especialistas podem deixar de reconhecer a relação correta mesmo nesses casos é uma questão interessante.
4 Jonathan Haidt, “The Emotional Dog and Its Rational Tail: A Social Institutionist Approach to Moral Judgment”, Psychological Review 108 (2001): 814-34.
5 Paul Slovic, The Perception of Risk (Sterling, VA: EarthScan, 2000).
6 Timur Kuran e Cass R. Sunstein, “Availability Cascades and Risk Regulation”, Stanford Law Review 51 (1999): 683-768.
CERCLA, Comprehensive Environmental Response, Compensation e Liability Act, votada em 1980.
7 Paul Slovic, que testemunhou a favor dos plantadores de maçã no caso Alar, tinha uma opinião bem diferente: “O pânico foi iniciado por uma reportagem do 60 Minutes da CBS, que afirmou que 4 mil crianças morrerão de câncer (nenhuma probabilidade nisso), junto com imagens assustadoras de crianças calvas em uma ala de tratamento contra o câncer —
além de muitas informações incorretas. Além disso a matéria expôs a falta de competência da EPA [Environmental Protection Agency] em acompanhar e avaliar a segurança do Alar, destruindo a confiança no controle regulador. Dado tudo isso, acho que a reação do público foi racional.” (Comunicado pessoal, 11 de maio de 2011.) 14: A ESPECIALIDADE DE TOM W
1 Tomei esse exemplo emprestado de Max H. Bazerman e Don A. Moore, Judgment in Managerial Decision Making (Nova York: Wiley, 2008).
2 Jonathan St. B. T. Evans, “Heuristic and Analytic Processes in Reasoning”, British Journal of Psychology 75 (1984): 451-68.
3 Norbert Schwarz et al., “Base Rates, Representativeness e the Logic of Conversation: The Contextual Relevance of
‘Irrelevant’ Information”, Social Cognition 9 (1991): 67-84.
4 Alter, Oppenheimer, Epley e Eyre, “Overcoming Intuition.”
5 A forma mais simples da regra de Bayes se dá na forma de chances: chances a posteriori = chances a priori × razão de probabilidade, onde as chances posteriores são as chances (a razão das probabilidades) para duas hipóteses concorrentes.
Considere o problema da diagnose. Seu amigo testou positivo para uma doença grave. A doença é rara: apenas 1 em 600
casos mandados para teste de fato apresentam a doença. O teste é razoavelmente preciso. Sua razão de probabilidade é 25:1, o que significa que a probabilidade de que uma pessoa que tem a doença testará positivo é 25 vezes mais elevada do que a probabilidade de um falso positivo. Testar positivo é uma notícia assustadora, mas as chances de que seu amigo tenha a doneça subiram apenas de 1/600 para 25/600 e a probabilidade é de 4%. Para a hipótese de que Tom W é um cientista da computação, as chances a priori que correspondem a uma taxa-base de 3% são (0,03/0,97 = 0,031). Presumindo uma razão de probabilidade de 4 (a descrição é 4 vezes tão provável se Tom W for um cientista da computação do que se ele não for), as possibilidades a posteriori são 4 × 0,031 = 12,4. A partir dessas possibilidades você pode calcular que a probabilidade a posteriori de Tom W ser um cientista da computação é agora de 11% (pois 12,4/112,4 =
0,11).
15: LINDA: MENOS É MAIS
1 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Extensional Versus Intuitive Reasoning: The Conjunction Fallacy in Probability Judgment”, Psychological Review 90(1983), 293-315.
2 Stephen Jay Gould, Bully for Brontosaurus (Nova York: Norton, 1991) (Viva o brontossauro. Tradução de Carlos Afonso Malferrari. São Paulo: Companhia das Letras, 1992).
3 Ver, entre outros, Ralph Hertwig e Gerd Gigerenzer, “The ‘Conjunction Fallacy’ Revisited: How Intelligent Inferences Look Like Reasoning Errors”, Journal of Behavioral Decision Making 12 (1999): 275-305; Ralph Hertwig, Bjoern Benz e Stefan Krauss, “The Conjunction Fallacy and the Many Meanings of And”, Cognition 108 (2008): 740-53.
4 Barbara Mellers, Ralph Hertwig e Daniel Kahneman, “Do Frequency Representations Eliminate Conjunction Effects? An Exercise in Adversarial Collaboration”, Psychological Science 12 (2001): 269-75.
16: CAUSAS SUPERAM ESTATÍSTICAS
1 Aplicando a regra de Bayes na forma de possibilidades, as possibilidades a priori são as possibilidades para o táxi Azul a partir da taxa-base, e a razão provável é a razão da probabilidade de a testemunha dizer que o táxi é Azul se ele for Azul, dividida pela probabilidade de a testemunha dizer que o táxi é Azul se ele for Verde: possibilidades a posteriori = (0,15/0,85)
× (0,80/0,20) = 0,706. As possibilidades são a razão da probabilidade de que o táxi seja Azul, dividida pela probabilidade de que o táxi seja Verde. Para obter a probabilidade de que o táxi seja Azul, calculamos: Probabilidade(Azul) = 0,706/1,706 =
0,41. A probabilidade de que o táxi seja Azul é de 41%.
2 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Causal Schemas in Judgments Under Uncertainty”, in Progress in Social Psychology, ed. Morris Fishbein (Hillsdale, NJ: Erlbaum, 1980), 49-72.
3 Richard E. Nisbett e Eugene Borgida, “Attribution and the Psychology of Prediction”, Journal of Personality and Social Psychology 32 (1975): 932-43.
4 John M. Darley e Bibb Latane, “Bystander Intervention in Emergencies: Diffusion of Responsibility”, Journal of Personality and Social Psychology 8 (1968): 377-83.
17: REGRESSÃO À MÉDIA
1 Michael Bulmer, Francis Galton: Pioneer of Heredity and Biometry (Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2003).
2 Os pesquisadores transformam toda pontuação original ( original score) em um escore-Z ( standard score) subtraindo a média ( mean) e dividindo o resultado pelo desvio padrão ( standard deviation). Escores-Z têm uma média de zero e um desvio padrão de 1 e podem ser comparados através de variáveis (especialmente quando as distribuições estatísticas das pontuações originais são similares) e possuem muitas propriedades matemáticas desejáveis, que Galton precisou solucionar para compreender a natureza da correlação e regressão.
3 Isso não será verdadeiro em um ambiente em que algumas crianças são desnutridas. As diferenças de nutrição se tornarão importantes, a proporção de fatores compartilhados vai diminuir e com ele a correlação entre a altura dos pais e a altura dos filhos (a menos que os pais de crianças desnutridas também sofressem retardo no crescimento durante a infância).
4 A correlação foi calculada para uma amostra muito grande da população dos Estados Unidos (Gallup-Healthways Well-Being Index).
5 A correlação parece impressionante, mas fiquei surpreso em descobrir há muitos anos com o sociólogo Christopher Jencks que se todo mundo tivesse o mesmo grau de instrução, a desigualdade de renda (medida pelo desvio padrão) seria reduzida apenas em cerca de 9%. A fórmula relevante é
, onde r é a correlação.
6 Isso é verdade quando ambas as variáveis são medidas em pontuações padrão — isto é, em que cada pontuação é transformada eliminando a média e dividindo o resultado pelo desvio padrão.
7 Howard Wainer, “The Most Dangerous Equation”, American Scientist 95 (2007): 249-56.
18: DOMANDO AS PREVISÕES INTUITIVAS
1 A prova da regressão padrão como a solução ótima para o problema da previsão supõe que os erros são ponderados pelo quadrado do desvio do valor correto. Esse é o critério dos mínimos quadrados, que é comumente aceito. Outras funções de perda levam a diferentes soluções.
19: A ILUSÃO DE COMPREENSÃO
1 Nassim Nicholas Taleb, The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable (Nova York: Random House, 2007) (A lógica do Cisne Negro. Tradução de Marcelo Schild. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008).
2 Ver capítulo 7.
3 Michael Lewis, Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game (Nova York: Norton, 2003).
4 Seth Weintraub, “Excite Passed Up Buying Google for $750,000 in 1999”, Fortune, 29 set. 2011.
5 Richard E. Nisbett e Timothy D. Wilson, “Telling More Than We Can Know: Verbal Reports on Mental Processes”, Psychological Review 84 (1977): 231-59.
6 Baruch Fischhoff e Ruth Beyth, “I Knew It Would Happen: Remembered Probabilities of Once Future Things”, Organizational Behavior and Human Performance 13 (1975): 1-16.
7 Jonathan Baron e John C. Hershey, “Outcome Bias in Decision Evaluation”, Journal of Personality and Social Psychology 54 (1988): 569-79.
8 Kim A. Kamin e Jeffrey Rachlinski, “Ex Post ≠ Ex Ante: Determining Liability in Hindsight”, Law and Human Behavior 19
(1995): 89-104. Jeffrey J. Rachlinski, “A Positive Psychological Theory of Judging in Hindsight”, University of Chicago Law Review 65 (1998): 571-625.
9 Jeffrey Goldberg, “Letter from Washington: Woodward vs. Tenet”, New Yorker, 21 maio 2007, 35-38. Also Tim Weiner, Legacy of Ashes: The History of the CIA (Nova York: Doubleday, 2007) (Legado de Cinzas: uma história da CIA.
Tradução de Bruno Casotti. Rio de Janeiro, Record, 2008); “Espionage: Inventing the Dots”, Economist, November 3, 2007, 100.
10 Philip E. Tetlock, “Accountability: The Neglected Social Context of Judgment and Choice”, Research in Organizational Behavior 7 (1985): 297-332.
11 Marianne Bertrand e Antoinette Schoar, “Managing with Style: The Effect of Managers on Firm Policies”, Quarterly Journal of Economics 118 (2003): 1169-1208. Nick Bloom e John Van Reenen, “Measuring and Explaining Management Practices Across Firms and Countries”, Quarterly Journal of Economics 122 (2007): 1351-1408.
12 Estou em dívida com o professor James H. Steiger da Vanderbilt University, que desenvolveu um algoritmo que responde essa questão, sob pressupostos plausíveis. A análise de Steiger mostra que correlações de 0,20 e 0,40 estão associadas, respectivamente, com taxas de inversão de 43% e 37%.
13 The Halo Effect foi louvado como um dos melhores livros de negócios do ano tanto pelo Financial Times como pelo The Wall Street Journal: Phil Rosenzweig, The Halo Effect: … and the Eight Other Business Delusions That Deceive Managers (Nova York: Simon & Schuster, 2007). Ver também Paul Olk e Phil Rosenzweig, “The Halo Effect and the Challenge of Management Inquiry: A Dialog Between Phil Rosenzweig and Paul Olk”, Journal of Management Inquiry 19 (2010): 48-54.
14 James C. Collins e Jerry I. Porras, Built to Last: Successful Habits of Visionary Companies (Nova York: Harper, 2002) (Feitas para durar. Tradução de Silvia Schiros. Rio de Janeiro: Rocco, 2000).
15 Na verdade, mesmo que você fosse o próprio CEO, seus prognósticos não seriam impressionantemente confiáveis; a extensa pesquisa sobre o insider trading mostra que os executivos de fato superam o mercado quando negociam suas próprias ações, mas a margem de desempenho superior deles mal é suficiente para cobrir os custos da transação. Ver H.
Nejat Seyhun, “The Information Content of Aggregate Insider Trading”, Journal of Business 61 (1988): 1-24; Josef Lakonishok e Inmoo Lee, “Are Insider Trades Informative?” Review of Financial Studies 14 (2001): 79-111; Zahid Iqbal e Shekar Shetty, “An Investigation of Causality Between Insider Transactions and Stock Returns”, Quarterly Review of Economics and Finance 42 (2002): 41-57.
16 Rosenzweig, The Halo Effect.
17Deniz Anginer, Kenneth L. Fisher e Meir Statman, “Stocks of Admired Companies and Despised Ones”, working paper, 2007.
18 Jason Zweig observa que a falta de apreciação pela regressão tem implicações perniciosas para o recrutamento de CEOs.
Firmas competindo tendem a se voltar para gente de fora, recrutando CEOs de empresas com retornos recentes altos. O
CEO que chega ganha crédito, pelo menos temporariamente, pela subsequente melhoria de sua nova empresa. (Nesse ínterim, o sujeito que o substituiu na empresa que ele deixou está numa luta, tentando dar a entender a seus novos chefes que eles definitivamente contrataram “o cara certo”.) A qualquer momento que um CEO abandona o navio, a nova empresa deve comprar sua cota (em ações e opções) junto à antiga empresa, determinando uma linha de base para futura remuneração que nada tem a ver com desempenho na nova firma. Dezenas de milhões de dólares em remuneração são concedidos por realizações “pessoais” motivadas sobretudo por regressão e efeitos halo (comunicação pessoal, 29 dez.
2009).
20: A ILUSÃO DE VALIDADE
1 Brad M. Barber e Terrance Odean, “Trading Is Hazardous to Your Wealth: The Common Stock Investment Performance of Individual Investors”, Journal of Finance 55 (2002): 773-806.
2 Brad M. Barber e Terrance Odean, “Boys Will Be Boys: Gender, Overconfidence e Common Stock Investment”, Quarterly Journal of Economics 116 (2006): 261-92.
3 Esse “efeito de disposição” é discutido mais a fundo no capítulo 32.
4 Brad M. Barber e Terrance Odean, “All That Glitters: The Effect of Attention and News on the Buying Behavior of Individual and Institutional Investors”, Review of Financial Studies 21 (2008): 785-818.
5 Pesquisa com o mercado de ações em Taiwan concluiu que a transferência de riqueza dos indivíduos para as instituições financeiras chega a inacreditáveis 2,2% do PIB: Brad M. Barber, Yi-Tsung Lee, Yu-Jane Liu e Terrance Odean, “Just How Much Do Individual Investors Lose by Trading?” Review of Financial Studies 22 (2009): 609-32.
6 John C. Bogle, Common Sense on Mutual Funds: New Imperatives for the Intelligent Investor (Nova York: Wiley, 2000),
213.
7 Mark Grinblatt e Sheridan Titman, “The Persistence of Mutual Fund Performance”, Journal of Finance 42 (1992): 1977-84.
Edwin J. Elton et al., “The Persistence of Risk-Adjusted Mutual Fund Performance”, Journal of Business 52 (1997): 1-33. Edwin Elton et al., “Efficiency With Costly Information: A Re-interpretation of Evidence from Managed Portfolios”, Review of Financial Studies 6 (1993): 1-21.
8 Philip E. Tetlock, Expert Political Judgment: How Good is It? How Can We Know? (Princeton: Princeton University Press, 2005), 233.
21: INTUIÇÕES VERSUS FÓRMULAS
1 Paul Meehl, “Causes and Effects of My Disturbing Little Book”, Journal of Personality Assessment 50 (1986): 370-75.
2 Durante a temporada de leilões de 1990-1991, por exemplo, o preço em Londres de uma caixa de Château Latour 1960
custava em média 464 dólares; uma caixa da vindima 1961 (uma das melhores de todos os tempos) alcançou uma média de 5.432 dólares.
3 Paul J. Hoffman, Paul Slovic e Leonard G. Rorer, “An Analysis-of-Variance Model for the Assessment of Configural Cue Utilization in Clinical Judgment”, Psychological Bulletin 69 (1968): 338-39.
4 Paul R. Brown, “Independent Auditor Judgment in the Evaluation of Internal Audit Functions”, Journal of Accounting Research 21 (1983): 444-55.
5 James Shanteau, “Psychological Characteristics and Strategies of Expert Decision Makers”, Acta Psychologica 68 (1988): 203-15.
6 Danziger, Levav e Avnaim-Pesso, “Extraneous Factors in Judicial Decisions.”
7 Richard A. DeVaul et al., “Medical-School Performance of Initially Rejected Students”, JAMA 257 (1987): 47-51. Jason Dana e Robyn M. Dawes, “Belief in the Unstructured Interview: The Persistence of an Illusion”, working paper, Department of Psychology, University of Pennsylvania, 2011. William M. Grove et al., “Clinical Versus Mechanical Prediction: A Meta-Analysis”, Psychological Assessment 12 (2000): 19-30.
8 Robyn M. Dawes, “The Robust Beauty of Improper Linear Models in Decision Making”, American Psychologist 34 (1979): 571-82.
9 Jason Dana e Robyn M. Dawes, “The Superiority of Simple Alternatives to Regression for Social Science Predictions”, Journal of Educational and Behavioral Statistics 29 (2004): 317-31.
10 Virginia Apgar, “A Proposal for a New Method of Evaluation of the Newborn Infant”, Current Researches in Anesthesia and Analgesia 32 (1953): 260-67. Mieczyslaw Finster and Margaret Wood, “The Apgar Score Has Survived the Test of Time”, Anesthesiology 102 (2005): 855-57.
11 Atul Gawande, The Checklist Manifesto: How to Get Things Right (Nova York: Metropolitan Books, 2009) (Checklist: como fazer as coisas bem feitas. Tradução de Afonso Celso da Cunha Serra. Rio de Janeiro: Sextante, 2011).
12 Paul Rozin, “The Meaning of ‘Natural’: Process More Important than Content”, Psychological Science 16 (2005): 652-58.
22: INTUIÇÃO DE ESPECIALISTA: QUANDO PODEMOS CONFIAR?
1 Mellers, Hertwig e Kahneman, “Do Frequency Representations Eliminate Conjunction Effects?”
2Klein, Sources of Power.
3 O Getty Museum em Los Angeles convoca os maiores especialistas do mundo em escultura grega para ver um kouros —
uma estátua de mármore de um rapaz caminhando — que o museu está prestes a comprar. Um após outro, os especialistas reagem com o que alguém chama de “repulsão intuitiva” — um poderoso palpite de que o kouros não tem 2.500 anos de idade, mas é uma falsificação moderna. Nenhum dos especialistas sabe dizer imediatamente por que acham que a escultura é uma falsificação. O mais perto que qualquer um deles consegue chegar de uma explicação é a queixa de um historiador da arte italiano de que alguma coisa — ele não sabe dizer exatamente o que é — “parecia errada” com as unhas da estátua. Uma famoso especialista americano disse que o primeiro pensamento que lhe veio à mente foi a palavra fresh (novo) e um especialista gregro declarou categoricamente: “Qualquer um que já tenha visto uma escultura após ela ter sido desenterrada percebe que essa coisa nunca esteve sob a terra.” A falta de um acordo sobre os motivos da conclusão compartilhada é surpreendente e um tanto quanto suspeita.
4 Simon foi uma das figuras intelectuais proeminentes do século XX. Ele escreveu um clássico em tomada de decisão nas organizações quando estava com apenas 20 anos e, entre suas muitas outras realizações, seria um dos fundadores da inteligência artificial, um líder em ciência cognitiva, um estudioso influente do processo de descoberta científica, um
pioneiro na economia comportamental e, quase por acaso, um premiado com o Nobel em economia.
5 Simon, “What Is an Explanation of Behavior?” David G. Myers, Intuition: Its Powers and Perils (New Haven: Yale University Press, 2002), 56.
6 Seymour Epstein, “Demystifying Intuition: What It Is, What It Does, How It Does It”, Psychological Inquiry 21 (2010): 295-312.
7 Foer, Moonwalking with Einstein.
23: A VISÃO DE FORA
1 Os nomes são em geral mal compreendidos. Inúmeros autores acreditavam que os termos corretos eram “insider view” e
“outsider view”, que não chegam nem perto do que temos em mente.
2 Dan Lovallo e Daniel Kahneman, “Timid Choices and Bold Forecasts: A Cognitive Perspective on Risk Taking”, Management Science 39 (1993): 17-31. Daniel Kahneman e Dan Lovallo, “Delusions of Success: How Optimism Undermines Executives’ Decisions”, Harvard Business Review 81 (2003): 56-63.
3 Richard E. Nisbett e Lee D. Ross, Human Inference: Strategies and Shortcomings of Social Judgment (Englewood Cliff s, NJ: Prentice-Hall, 1980).
4 Para um exemplo das dúvidas sobre medicina baseada em evidências, ver Jerome Groopman, How Doctors Think (Nova York: Mariner Books, 2008) (Como os médicos pensam. Tradução de Alexandre Martins. Rio de Janeiro: Agir, 2008).
5 Daniel Kahneman e Amos Tversky, “Intuitive Prediction: Biases and Corrective Procedures”, Management Science 12
(1979): 313-27.
6
Rt.
Hon.
The
Lord
Fraser
of
Carmyllie,
“The
Holyrood
Inquiry,
Final
Report”,
8
set.
2004,
www.holyroodinquiry.org/FINAL_report/report.htm.
7 Brent Flyvbjerg, Mette K. Skamris Holm e Søren L. Buhl, “How (In)accurate Are Demand Forecasts in Public Works Projects?” Journal of the American Planning Association 71 (2005): 131-46.
8 “2002 Cost vs. Value Report”, Remodeling, 20 nov. 2002.
9 Brent Flyvbjerg, “From Nobel Prize to Project Management: Getting Risks Right”, Project Management Journal 37 (2006): 5-15.
10 Hal R. Arkes e Catherine Blumer, “The Psychology of Sunk Cost”, Organizational Behavior and Human Decision Processes 35 (1985): 124-40. Hal R. Arkes e Peter Ayton, “The Sunk Cost and Concorde Effects: Are Humans Less Rational Than Lower Animals?” Psychological Bulletin 125 (1998): 591-600.
24: O MOTOR DO CAPITALISMO
1 Miriam A. Mosing et al., “Genetic and Environmental Influences on Optimism and Its Relationship to Mental and Self-Rated Health: A Study of Aging Twins”, Behavior Genetics 39 (2009): 597-604. David Snowdon, Aging with Grace: What the Nun Study Teaches Us About Leading Longer, Healthier e More Meaningful Lives (Nova York: Bantam Books, 2001).
2 Elaine Fox, Anna Ridgewell e Chris Ashwin, “Looking on the Bright Side: Biased Attention and the Human Serotonin Transporter Gene”, Proceedings of the Royal Society B 276 (2009): 1747-51.
3 Manju Puri e David T. Robinson, “Optimism and Economic Choice”, Journal of Financial Economics 86 (2007): 71-99.
4 Lowell W. Busenitz e Jay B. Barney, “Differences Between Entrepreneurs and Managers in Large Organizations: Biases and Heuristics in Strategic Decision-Making”, Journal of Business Venturing 12 (1997): 9-30.
5 Empresários que fracassaram não perdem a confiança mantendo a crença, provavelmente equivocada, de que aprenderam muito com a experiência. Gavin Cassar e Justin Craig, “An Investigation of Hindsight Bias in Nascent Venture Activity”, Journal of Business Venturing 24 (2009): 149-64.
6 Keith M. Hmieleski e Robert A. Baron, “Entrepreneurs’ Optimism and New Venture Performance: A Social Cognitive Perspective”, Academy of Management Journal 52 (2009): 473-88. Matthew L. A. Hayward, Dean A. Shepherd e Dale Griffin, “A Hubris Theory of Entrepreneurship”, Management Science 52 (2006): 160-72.
7Arnold C. Cooper, Carolyn Y. Woo e William C. Dunkelberg, “Entrepreneurs’ Perceived Chances for Success”, Journal of Business Venturing 3 (1988): 97-108.
8 Thomas Åstebro e Samir Elhedhli, “The Effectiveness of Simple Decision Heuristics: Forecasting Commercial Success for Early-Stage Ventures”, Management Science 52 (2006): 395-409.
9 Thomas Åstebro, “The Return to Independent Invention: Evidence of Unrealistic Optimism, Risk Seeking or Skewness Loving?” Economic Journal 113 (2003): 226-39.
10 Eleanor F. Williams e Thomas Gilovich, “Do People Really Believe They Are Above Average?” Journal of Experimental Social Psychology 44 (2008): 1121-28.
11 Richard Roll, “The Hubris Hypothesis of Corporate Takeovers”, Journal of Business 59 (1986): 197-216, parte 1. Esse notável antigo artigo apresentava uma análise comportamental das fusões e aquisições que abandonavam a pressuposição de racionalidade, muito antes que tais análises se popularizassem.
12 Ulrike Malmendier e Geoffrey Tate, “Who Makes Acquisitions? CEO Overconfidence and the Market’s Reaction”, Journal of Financial Economics 89 (2008): 20-43.
13 Ulrike Malmendier e Geoffrey Tate, “Superstar CEOs”, Quarterly Journal of Economics 24 (2009), 1593-1638.
14 Paul D. Windschitl, Jason P. Rose, Michael T. Stalkfleet e Andrew R. Smith, “Are People Excessive or Judicious in Their Egocentrism? A Modeling Approach to Understanding Bias and Accuracy in People’s Optimism”, Journal of Personality and Social Psychology 95 (2008): 252-73.
15 Uma forma de negligência de competição também tem sido observada no momento do dia em que os vendedores no eBay resolvem encerrar seus leilões. A questão fácil é: Em que horário o número total de arrematadores é mais elevado?
Resposta: por volta das 7 p.m. EST (19h, East Coast). A questão que os vendedores devem responder é mais difícil: Considerando quantos outros vendedores encerram seus leilões durante as horas de pico, em que horário haverá o máximo de arrematadores procurando por minha oferta? A resposta: por volta do meio-dia, quando o número de arrematadores é maior relativamente ao número de vendedores. Os vendedores que se lembram da competição e evitam o horário nobre obtêm os melhores preços. Uri Simonsohn, “eBay’s Crowded Evenings: Competition Neglect in Market Entry Decisions”, Management Science 56 (2010): 1060-73.
16 Eta S. Berner e Mark L. Graber, “Overconfidence as a Cause of Diagnostic Error in Medicine”, American Journal of Medicine 121 (2008): S2-S23.
17 Pat Croskerry e Geoff Norman, “Overconfidence in Clinical Decision Making”, American Journal of Medicine 121 (2008): S24-S29.
18 Kahneman e Lovallo, “Timid Choices and Bold Forecasts.”
19 J. Edward Russo e Paul J. H. Schoemaker, “Managing Overconfidence”, Sloan Management Review 33 (1992): 7-17.
25: OS ERROS DE BERNOULLI
1 Clyde H. Coombs, Robyn M. Dawes e Amos Tversky, Mathematical Psychology: An Elementary Introduction (Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1970).
2 Essa regra se aplica aproximadamente a muitas dimensões de sensação e percepção. É conhecida como lei de Weber, do fisiologista alemão Ernst Heinrich Weber, que a descobriu. Fechner baseou-se na lei de Weber para inferir a função psicofísica logarítmica.
3 A intuição de Bernoulli estava correta e os economistas ainda utilizam o registro de renda ou riqueza em muitos contextos.
Por exemplo, quando Angus Deaton fez o gráfico da satisfação de vida média para os habitantes de muitos países contra o pano de fundo do PIB desses países, ele usou o logaritmo de PIB como uma medida de renda. A relação, como se viu, foi extremamente próxima: habitantes de países com alto PIB são muito mais satisfeitos com a qualidade de suas vidas do que habitantes de países mais pobres, e o dobro de rendimento gera aproximadamente o mesmo aumento de satisfação tanto nos países ricos quanto nos pobres.
4 Nicholas Bernoulli, primo de Daniel Bernoulli, fez uma pergunta que pode ser parafraseada como segue: “Você é convidado para um jogo em que lança uma moeda repetidamente. Você recebe 2 dólares se der cara e o prêmio dobra toda vez que a moeda der cara em sequência. O jogo termina quando a moeda der coroa pela primeira vez. Quanto você pagaria por uma oportunidade de disputar esse jogo?” As pessoas acham que essa aposta não vale mais do que uns poucos dólares, embora seu valor esperado seja infinito — como o prêmio continua a crescer, o valor esperado é 1 dólar para cada lance, até o infinito. Contudo, a utilidade dos prêmios cresce muito mais lentamente, o que explica por que a aposta não é atraente.
5 Outros fatores contribuíram para a longevidade da teoria de Bernoulli. Um é de que é natural formular escolhas entre apostas em termos de ganhos, ou de ganhos e perdas mistas. Não muitas pessoas pensaram sobre escolhas em que as opções são ruins, embora não tenhamos sido de modo algum os primeiros a observar a atração pelo risco. Outro fato que favorece a teoria de Bernoulli é que pensar em termos de estados finais de riqueza e ignorar o passado é muitas vezes a coisa razoável a fazer. Os economistas tradicionalmente se preocupavam com escolhas racionais e o modelo de Bernoulli se adequava aos objetivos deles.
26: TEORIA DA PERSPECTIVA
1 Stanley S. Stevens, “To Honor Fechner and Repeal His Law”, Science 133 (1961): 80-86. Stevens, Psychophysics.
2 Escrever essa frase me lembrou que o gráfico da função de valor já foi utilizado como um emblema. Todo laureado com o Nobel recebe um certificado individual com um desenho personalizado, que presumivelmente é escolhido pelo comitê.
Minha ilustração foi uma versão estilizada da figura 10.
3 Em geral se descobre que a razão de aversão à perda fica na faixa entre 1,5 e 2,5: Nathan Novemsky e Daniel Kahneman, “The Boundaries of Loss Aversion”, Journal of Marketing Research 42 (2005): 119-28.
4 Peter Sokol-Hessner et al., “Thinking Like a Trader Selectively Reduces Individuals’ Loss Aversion”, PNAS 106 (2009): 5035-40.
5 Por vários anos consecutivos, fui conferencista convidado nas aulas de introdução às finanças de meu colega Burton Malkiel.
Todo ano eu discutia a implausibilidade da teoria de Bernoulli. Notei uma nítida mudança na atitude de meu colega quando mencionei pela primeirar vez a demonstração de Rabin. Ele ficou então preparado para levar a conclusão muito mais a sério do que no passado. Os argumentos matemáticos possuem uma qualidade conclusiva que é mais convincente do que apelos ao bom-senso. Os economistas são particularmente sensíveis a essa vantagem.
6 A intuição da demonstração pode ser ilustrada com um exemplo. Suponha que a riqueza de um indivíduo seja R e ele rejeite uma aposta com iguais probabilidades de ganhar 11 dólares ou de perder 10 dólares. Se a função de utilidade para riqueza é côncava (curvada para baixo), a preferência implica que o valor de 1 dólar decresceu em cerca de 9% por um intervalo de 21 dólares! Isso é um declínio extraordinariamente abrupto e o efeito aumenta constantemente à medida que as apostas se tornam mais extremas.
7 Matthew Rabin, “Risk Aversion and Expected-Utility Theory: A Calibration Theorem”, Econometrica 68 (2000): 1281-92.
Matthew Rabin e Richard H. Thaler, “Anomalies: Risk Aversion”, Journal of Economic Perspectives 15 (2001): 219-32.
8 Diversos teóricos propuseram versões das teorias de arrependimento que são formuladas com base na ideia de que as pessoas são capazes de antecipar como suas experiências futuras serão afetadas pelas opções que não se materializaram e/ou pelas escolhas que elas não fizeram: David E. Bell, “Regret in Decision Making Under Uncertainty”, Operations Research 30 (1982): 961-81. Graham Loomes e Robert Sugden, “Regret Theory: An Alternative to Rational Choice Under Uncertainty”, Economic Journal 92 (1982): 805-25. Barbara A. Mellers, “Choice and the Relative Pleasure of Consequences”, Psychological Bulletin 126 (2000): 910-24. Barbara A. Mellers, Alan Schwartz e Ilana Ritov, “Emotion-Based Choice”, Journal of Experimental Psychology — General 128 (1999): 332-45. As escolhas entre apostas de um tomador de decisão dependem de sua expectativa de saber o resultado da aposta que não escolheu. Ilana Ritov,
“Probability of Regret: Anticipation of Uncertainty Resolution in Choice”, Organizational Behavior and Human Decision Processes 66 (1966): 228-36.
27: O EFEITO DOTAÇÃO
1 Uma análise teórica que pressupõe aversão à perda prevê uma excentricidade pronunciada da curva de indiferença no ponto de referência: Amos Tversky e Daniel Kahneman, “Loss Aversion in Riskless Choice: A Reference-Dependent Model”, Quarterly Journal of Economics 106 (1991): 1039-61. Jack Knetsch observou essas excentricidades em um estudo experimental: “Preferences and Nonreversibility of Indifference Curves”, Journal of Economic Behavior & Organization 17 (1992): 131-39.
2 Alan B. Krueger e Andreas Mueller, “Job Search and Job Finding in a Period of Mass Unemployment: Evidence from High-Frequency Longitudinal Data”, working paper, Princeton University Industrial Relations Section, jan. 2011.
3 Tecnicamente, a teoria permite que o preço de compra seja ligeiramente menor do que o preço de venda devido ao que os economistas chamam de “efeito renda”: o comprador e o vendedor não são igualmente ricos, pois o vendedor tem uma garrafa extra. Porém, o efeito nesse caso é desprezível, uma vez que 50 dólares é uma fração minúscula da riqueza do professor. A teoria iria prever que essse efeito renda não mudaria sua disposição em pagar sequer um centavo.
4 O economista Alan Krueger relatou um estudo que ele conduziu em uma ocasião em que levou seu pai ao Super Bowl:
“Perguntamos aos torcedores que ganharam o direito de comprar um par de bilhetes por 325 dólares ou 400 dólares cada em uma loteria se eles estariam dispostos a pagar 3 mil dólares por um bilhete se tivessem perdido na loteria e se venderiam seus bilhetes se alguém lhe oferecesse 3 mil dólares por cada um. Noventa e quatro por cento disseram que não teriam comprado por 3 mil dólares e 92% disseram que não teriam vendido por esse preço.” Ele conclui que “a racionalidade é um item em falta no Super Bowl.” Alan B. Krueger, “Supply and Demand: An Economist Goes to the Super Bowl”, Milken Institute Review: A Journal of Economic Policy 3 (2001): 22-29.
5 Estritamente falando, a aversão à perda se refere a prazer e dor antecipados, o que determina as escolhas. Essas antecipações podem ser equivocadas em alguns casos. Deborah A. Kermer et al., “Loss Aversion Is an Affective Forecasting Error”, Psychological Science 17 (2006): 649-53.
6 Novemsky e Kahneman, “The Boundaries of Loss Aversion.”
7 Imagine que todos os participantes são ordenados numa fila segundo o valor de resgate atribuído a eles. Agora distribua as fichas aleatoriamente para metade dos indivíduos na fila. Metade das pessoas na frente da fila não receberá ficha e metade das pessoas no fim da fila receberá uma. Espera-se que essas pessoas (metade do total) mudem de lugares entre si, de modo que no fim todo mundo na primeira metade da fila tenha uma ficha e ninguém atrás tenha.
8 Brian Knutson et al., “Neural Antecedents of the Endowment Effect”, Neuron 58 (2008): 814-22. Brian Knutson e Stephanie M. Greer, “Anticipatory Affect: Neural Correlates and Consequences for Choice”, Philosophical Transactions of the Royal Society B 363 (2008): 3771-86.
9 Uma revisão do preço do risco, baseada nos “dados internacionais de 16 países diferentes durante 100 anos”, forneceram uma estimativa de 2,3, “numa proximidade espantosa com as estimativas obtidas na metodologia de experimentos laboratoriais muito diferentes da tomada de decisão individual.” Moshe Levy, “Loss Aversion and the Price of Risk”, Quantitative Finance 10 (2010): 1009-22.
10 Miles O. Bidwel, Bruce X. Wang e J. Douglas Zona, “An Analysis of Asymmetric Demand Response to Price Changes: The Case of Local Telephone Calls”, Journal of Regulatory Economics 8 (1995): 285-98. Bruce G. S. Hardie, Eric J.
Johnson e Peter S. Fader, “Modeling Loss Aversion and Reference Dependence Effects on Brand Choice”, Marketing Science 12 (1993): 378-94.
11 Colin Camerer, “Three Cheers — Psychological, Theoretical, Empirical — for Loss Aversion”, Journal of Marketing Research 42 (2005): 129-33. Colin F. Camerer, “Prospect Theory in the Wild: Evidence from the Field”, in Choices, Values, and Frames, ed. Daniel Kahneman e Amos Tversky (Nova York: Russell Sage Foundation, 2000), 288-300.
12 David Genesove e Christopher Mayer, “Loss Aversion and Seller Behavior: Evidence from the Housing Market”, Quarterly Journal of Economics 116 (2001): 1233-60.
13 John A. List, “Does Market Experience Eliminate Market Anomalies?” Quarterly Journal of Economics 118 (2003): 47-71.
14 Jack L. Knetsch, “The Endowment Effect and Evidence of Nonreversible Indifference Curves”, American Economic Review 79 (1989): 1277-84.
15 Charles R. Plott e Kathryn Zeiler, “The Willingness to Pay-Willingness to Accept Gap, the ‘Endowment Effect,’ Subject Misconceptions, and Experimental Procedures for Eliciting Valuations”, American Economic Review 95 (2005): 530-45.
Charles Plott, um proeminente economista experimental, tem se mostrado bastante cético acerca do efeito de dotação e vem tentando provar que ele não é um “aspecto fundamental da preferência humana”, mas antes um resultado de técnica inferior. Plott e Zeiler acreditam que participantes que exibem o efeito dotação estão sob influência de alguma noção equivocada de seus verdadeiros valores e modificaram os procedimentos dos experimentos originais para eliminar as noções equivocadas. Eles conceberam um elaborado procedimento de treino em que os participantes experimentavam os papéis tanto de compradores como de vendedores e recebiam instrução explícita para aprender a avaliar seus verdadeiros valores. Como esperado, o efeito dotação desapareceu. Plott e Zeiler veem seu método como um importante aperfeiçoamento da técnica. Os psicólogos considerariam o método como gravemente deficiente, pois transmite aos participantes uma mensagem de qual é o comportamento apropriado considerado pelos pesquisadores, que por acaso coincide com a teoria dos pesquisadores. A versão favorita de Plott e Zeiler do experimento de troca de Knetsch é viesado de forma similar: ele não permite ao dono estar de posse física de seu bem, o que é crucial para o efeito. Ver Charles R.
Plott e Kathryn Zeiler, “Exchange Asymmetries Incorrectly Interpreted as Evidence of Endowment Effect Theory and Prospect Theory?” American Economic Review 97 (2007): 1449-66. Pode haver um impasse aqui, onde um lado rejeita os métodos exigidos pelo outro.
16 Em seus estudos da tomada de decisão sob pobreza, Eldar Shafir, Sendhil Mullainathan e seus colegas observaram outras ocorrências em que a pobreza induz um comportamento econômico que em alguns aspectos é mais realista e mais racional do que o de pessoas com melhores situações de vida. Os pobres têm maior probabilidade de responder a resultados reais do que à descrição deles. Marianne Bertrand, Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir, “Behavioral Economics and Marketing in Aid of Decision Making Among the Poor”, Journal of Public Policy & Marketing 25 (2006): 8-23.
17 A conclusão de que dinheiro gasto em compras não é vivenciado como perda ou prejuízo mais provavelmente é verdadeira para pessoas relativamente bem de vida. A chave talvez seja se você está ciente, ao comprar determinado bem, de que
será incapaz de comprar outro bem. Novemsky e Kahneman, “The Boundaries of Loss Aversion.” Ian Bateman et al.,
“Testing Competing Models of Loss Aversion: An Adversarial Collaboration”, Journal of Public Economics 89 (2005): 1561-80.
28: EVENTOS RUINS
1 Paul J. Whalen et al., “Human Amygdala Responsivity to Masked Fearful Eye Whites”, Science 306 (2004): 2061. Indivíduos com lesões focais na amígdala exibiram pouca ou nenhuma aversão à perda em suas escolhas arriscadas: Benedetto De Martino, Colin F. Camerer e Ralph Adolphs, “Amygdala Damage Eliminates Monetary Loss Aversion”, PNAS 107 (2010): 3788-92.
2 Joseph LeDoux, The Emotional Brain: The Mysterious Underpinnings of Emotional Life (Nova York: Touchstone, 1996) (O cérebro emocional. Tradução de Terezinha Batista dos Santos. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998).
3 Elaine Fox et al., “Facial Expressions of Emotion: Are Angry Faces Detected More Efficiently?” Cognition & Emotion 14
(2000): 61-92.
4 Christine Hansen e Ranald Hansen, “Finding the Face in the Crowd: An Anger Superiority Effect”, Journal of Personality and Social Psychology 54 (1988): 917-24.
5 Jos J. A. Van Berkum et al., “Right or Wrong? The Brain’s Fast Response to Morally Objectionable Statements”, Psychological Science 20 (2009): 1092-99.
6
Paul Rozin e Edward B. Royzman, “Negativity Bias, Negativity Dominance e Contagion”, Personality and Social Psychology Review 5 (2001): 296-320.
7 Roy F. Baumeister, Ellen Bratslavsky, Catrin Finkenauer e Kathleen D. Vohs, “Bad Is Stronger Than Good”, Review of General Psychology 5 (2001): 323.
8 Michel Cabanac, “Pleasure: The Common Currency”, Journal of Theoretical Biology 155 (1992): 173-200.
9 Chip Heath, Richard P. Larrick e George Wu, “Goals as Reference Points”, Cognitive Psychology 38 (1999): 79-109.
10 Colin Camerer, Linda Babcock, George Loewenstein e Richard Thaler, “Labor Supply of New York City Cabdrivers: One Day at a Time”, Quarterly Journal of Economics 112 (1997): 407-41. As conclusões dessa pesquisa foram questionadas: Henry S. Farber, “Is Tomorrow Another Day? The Labor Supply of New York Cab Drivers”, NBER Working Paper 9706, 2003. Uma série de estudos de mensageiros que trabalham de bicicleta em Zurique fornece forte evidência para o efeito de metas, de acordo com o estudo original de taxistas: Ernst Fehr e Lorenz Goette, “Do Workers Work More if Wages Are High? Evidence from a Randomized Field Experiment”, American Economic Review 97 (2007): 298-317.
11 Daniel Kahneman, “Reference Points, Anchors, Norms, and Mixed Feelings”, Organizational Behavior and Human Decision Processes 51 (1992): 296-312.
12 John Alcock, Animal Behavior: An Evolutionary Approach (Sunderland, MA: Sinauer Associates, 2009), 278-84, citado por Eyal Zamir, “Law and Psychology: The Crucial Role of Reference Points and Loss Aversion”, working paper, Hebrew University, 2011.
13 Daniel Kahneman, Jack L. Knetsch e Richard H. Thaler, “Fairness as a Constraint on Profit Seeking: Entitlements in the Market”, The American Economic Review 76 (1986): 728-41.
14 Ernst Fehr, Lorenz Goette e Christian Zehnder, “A Behavioral Account of the Labor Market: The Role of Fairness Concerns”, Annual Review of Economics 1 (2009): 355-84. Eric T. Anderson e Duncan I. Simester, “Price Stickiness and Customer Antagonism”, Quarterly Journal of Economics 125 (2010): 729-65.
15 Dominique de Quervain et al., “The Neural Basis of Altruistic Punishment”, Science 305 (2004): 1254-58.
16 David Cohen e Jack L. Knetsch, “Judicial Choice and Disparities Between Measures of Economic Value”, Osgoode Hall Law Review 30 (1992): 737-70. Russell Korobkin, “The Endowment Effect and Legal Analysis”, Northwestern University Law Review 97 (2003): 1227-93.
17 Zamir, “Law and Psychology.”
29: O PADRÃO QUÁDRUPLO
1 Incluindo ser exposto a um “livro holandês”, que é uma série de apostas que suas preferências incorretas o comprometem a aceitar e que fatalmente terminarão em uma perda.
2Leitores familiarizados com os paradoxos de Allais reconhecerão que essa versão é nova. É mais simples e na verdade uma violação mais forte do paradoxo original. A opção da esquerda é a preferida no primeiro problema. O segundo problema é
obtido acrescentando-se uma perspectiva mais valiosa à da esquerda do que à da direita, mas a opção da direita é agora preferida.
3 Como o importante economista Kenneth Arrow recentemente descreveu o evento, os participantes do encontro prestaram pouca atenção ao que ele chamou de “pequeno experimento de Allais”. Conversa pessoal, 16 mar. 2011.
4 A tabela mostra pesos de decisão para ganhos. Estimativas para perdas eram muito semelhantes.
5 Ming Hsu, Ian Krajbich, Chen Zhao e Colin F. Camerer, “Neural Response to Reward Anticipation under Risk Is Nonlinear in Probabilities”, Journal of Neuroscience 29 (2009): 2231-37.
6 W. Kip Viscusi, Wesley A. Magat e Joel Huber, “An Investigation of the Rationality of Consumer Valuations of Multiple Health Risks”, RAND Journal of Economics 18 (1987): 465-79.
7 Em um modelo racional com utilidade marginal descrescente, as pessoas devem pagar pelo menos até dois terços para reduzir a frequência de acidentes de 15 para 5 unidades quando estão dispostas a pagar pela eliminação do risco. Preferências observadas violavam essa previsão.
8 C. Arthur Williams, “Attitudes Toward Speculative Risks as an Indicator of Attitudes Toward Pure Risks”, Journal of Risk and Insurance 33 (1966): 577-86. Howard Raiffa, Decision Analysis: Introductory Lectures on Choices under Uncertainty (Reading, MA: Addison-Wesley, 1968).
9 Chris Guthrie, “Prospect Theory, Risk Preference e the Law”, Northwestern University Law Review 97 (2003): 1115-63.
Jeffrey J. Rachlinski, “Gains, Losses and the Psychology of Litigation”, Southern California Law Review 70 (1996): 113-85. Samuel R. Gross e Kent D. Syverud, “Getting to No: A Study of Settlement Negotiations and the Selection of Cases for Trial”, Michigan Law Review 90 (1991): 319-93.
10 Chris Guthrie, “Framing Frivolous Litigation: A Psychological Theory”, University of Chicago Law Review 67 (2000): 163-216.
30: EVENTOS RAROS
1 George F. Loewenstein, Elke U. Weber, Christopher K. Hsee e Ned Welch, “Risk as Feelings”, Psychological Bulletin 127
(2001): 267-86.
2Ibid. Cass R. Sunstein, “Probability Neglect: Emotions, Worst Cases e Law”, Yale Law Journal 112 (2002): 61-107. Ver notas ao capítulo 13: Damasio, Descartes’ Error. Slovic, Finucane, Peters e MacGregor, “The Affect Heuristic.”
3 Craig R. Fox, “Strength of Evidence, Judged Probability e Choice Under Uncertainty”, Cognitive Psychology 38 (1999): 167-89.
4 Julgamentos de probabilidades de um evento e seu complemento nem sempre somam 100%. Quando se pergunta às pessoas sobre um tópico que conhecem muito pouco (“Qual você calcula ser a probabilidade de que a temperatura em Bancoc exceda os 39° amanhã?”), a estimativa de probabilidades do evento e seu complemento somam menos do que 100%.
5 Na teoria da perspectiva cumulativa, presume-se que pesos de decisão para ganhos e perdas não são iguais, como eram na versão original da teoria da perspectiva que descrevo.
6 A questão sobre os dois vasos foi inventada por Dale T. Miller, William Turnbull e Cathy McFarland, “When a Coincidence Is Suspicious: The Role of Mental Simulation”, Journal of Personality and Social Psychology 57 (1989): 581-89. Seymour Epstein e seus colegas defenderam uma interpretação disso em termos de dois sistemas: Lee A. Kirkpatrick e Seymour Epstein, “Cognitive-Experiential Self-Theory and Subjective Probability: Evidence for Two Conceptual Systems”, Journal of Personality and Social Psychology 63 (1992): 534-44.
7 Kimihiko Yamagishi, “When a 12.86% Mortality Is More Dangerous Than 24.14%: Implications for Risk Communication”, Applied Cognitive Psychology 11 (1997): 495-506.
8 Slovic, Monahan e MacGregor, “Violence Risk Assessment and Risk Communication.”
9 Jonathan J. Koehler, “When Are People Persuaded by DNA Match Statistics?” Law and Human Behavior 25 (2001): 493-513.
10 Ralph Hertwig, Greg Barron, Elke U. Weber e Ido Erev, “Decisions from Experience and the Effect of Rare Events in Risky Choice”, Psychological Science 15 (2004): 534-39. Ralph Hertwig e Ido Erev, “The Description-Experience Gap in Risky Choice”, Trends in Cognitive Sciences 13 (2009): 517-23.
11 Liat Hadar e Craig R. Fox, “Information Asymmetry in Decision from Description Versus Decision from Experience”, Judgment and Decision Making 4 (2009): 317-25.
12 Hertwig e Erev, “The Description-Experience Gap.”
31: POLÍTICAS DE RISCO
1 O cálculo é direto. Cada uma das duas combinações consiste em uma coisa certa e uma aposta. Adicione a coisa certa às duas opções da aposta e você terá AD e BC.
2 Thomas Langer e Martin Weber, “Myopic Prospect Theory vs. Myopic Loss Aversion: How General Is the Phenomenon?”
Journal of Economic Behavior & Organization 56 (2005): 25-38.
32: DE OLHO NO PLACAR
1 A intuição foi confirmada em um experimento de campo em que uma seleção aleatória de estudantes que adquiriram ingressos para a temporada no teatro da universidade receberam seus ingressos a um preço muito reduzido. O
acompanhamento do comparecimento revelou que estudantes que haviam pago o preço completo pelo ingresso tinham maior probabilidade de comparecer, sobretudo durante a primeira metade da temporada. Perder um espetáculo pelo qual a pessoa já pagou implica a desagradável experiência de fechar uma conta no vermelho. Arkes e Blumer, “The Psychology of Sunk Costs.”
2 Hersh Shefrin e Meir Statman, “The Disposition to Sell Winners Too Early and Ride Losers Too Long: Theory and Evidence”, Journal of Finance 40 (1985): 777-90. Terrance Odean, “Are Investors Reluctant to Realize Their Losses?” Journal of Finance 53 (1998): 1775-98.
3 Ravi Dhar e Ning Zhu, “Up Close and Personal: Investor Sophistication and the Disposition Effect”, Management Science 52 (2006): 726-40.
4 Darrin R. Lehman, Richard O. Lempert e Richard E. Nisbett, “The Effects of Graduate Training on Reasoning: Formal Discipline and Thinking about Everyday-Life Events”, American Psychologist 43 (1988): 431-42.
5 Marcel Zeelenberg e Rik Pieters, “A Theory of Regret Regulation 1.0”, Journal of Consumer Psychology 17 (2007): 3-18.
6 Kahneman e Miller, “Norm Theory.”
7 A questão do carona foi inspirada em um famoso exemplo discutido pelos filósofos do direito Hart e Honoré: “Uma mulher casada com um homem que sofre de úlcera no estômago pode identificar a ingestão de chirivia como causa da indigestão.
O médico pode identificar a úlcera como causa e o alimento como uma mera ocasião.” Eventos incomuns pedem explicações causais e também evocam pensamentos contrafactuais e os dois são estreitamente relacionados. O mesmo evento pode ser comparado seja a uma norma pessoal, seja à norma de outras pessoas, levando a diferentes contrafactuais diferentes atribuições causais e diferentes emoções (arrependimento ou culpa): Herbert L. A. Hart e Tony Honoré, Causation in the Law (Nova York: Oxford University Press, 1985), 33.
8 Daniel Kahneman e Amos Tversky, “The Simulation Heuristic”, in Judgment Under Uncertainty: Heuristics and Biases, ed. Daniel Kahneman, Paul Slovic e Amos Tversky (Nova York: Cambridge University Press, 1982), 160-73.
9 Janet Landman, “Regret and Elation Following Action and Inaction: Affective Responses to Positive Versus Negative Outcomes”, Personality and Social Psychology Bulletin 13 (1987): 524-36. Faith Gleicher et al., “The Role of Counterfactual Thinking in Judgment of Affect”, Personality and Social Psychology Bulletin 16 (1990): 284-95.
10 Dale T. Miller e Brian R. Taylor, “Counterfactual Thought, Regret e Superstition: How to Avoid Kicking Yourself”, in What Might Have Been: The Social Psychology of Counterfactual Thinking, ed. Neal J. Roese e James M. Olson (Hillsdale, NJ: Erlbaum, 1995), 305-31.
11 Marcel Zeelenberg, Kees van den Bos, Eric van Dijk e Rik Pieters, “The Inaction Effect in the Psychology of Regret”, Journal of Personality and Social Psychology 82 (2002): 314-27.
12 Itamar Simonson, “The Influence of Anticipating Regret and Responsibility on Purchase Decisions”, Journal of Consumer Research 19 (1992): 105-18.
13 Lilian Ng e Qinghai Wang, “Institutional Trading and the Turnof-the-Year Effect”, Journal of Financial Economics 74
(2004): 343-66.
14 Tversky e Kahneman, “Loss Aversion in Riskless Choice.” Eric J. Johnson, Simon Gächter e Andreas Herrmann, “Exploring the Nature of Loss Aversion”, Centre for Decision Research and Experimental Economics, University of Nottingham, Discussion Paper Series, 2006. Edward J. McCaffery, Daniel Kahneman e Matthew L. Spitzer, “Framing the Jury: Cognitive Perspectives on Pain and Suffering”, Virginia Law Review 81 (1995): 1341-420.
15 Richard H. Thaler, “Toward a Positive Theory of Consumer Choice”, Journal of Economic Behavior and Organization 39 (1980): 36-90.
16 Philip E. Tetlock et al., “The Psychology of the Unthinkable: Taboo Trade-Offs, Forbidden Base Rates and Heretical Counterfactuals”, Journal of Personality and Social Psychology 78 (2000): 853-70.
17 Cass R. Sunstein, The Laws of Fear: Beyond the Precautionary Principle (Nova York: Cambridge University Press, 2005).
18 Daniel T. Gilbert et al., “Looking Forward to Looking Backward: The Misprediction of Regret”, Psychological Science 15
(2004): 346-50.
33: REVERSÕES
1 Dale T. Miller e Cathy McFarland, “Counterfactual Thinking and Victim Compensation: A Test of Norm Theory”, Personality and Social Psychology Bulletin 12 (1986): 513-19.
2 O primeiro passo na direção da presente interpretação foi tirado de Max H. Bazerman, George F. Loewenstein e Sally B.
White, “Reversals of Preference in Allocation Decisions: Judging Alternatives Versus Judging Among Alternatives”, Administrative Science Quarterly 37 (1992): 220-40. Christopher Hsee introduziu a terminologia da avaliação conjunta e separada e formulou a importante hipótese da avaliabilidade, que explica reversões pela ideia de que alguns atributos tornam-se avaliáveis apenas na avaliação conjunta: “Attribute Evaluability: Its Implications for Joint-Separate Evaluation Reversals and Beyond”, in Kahneman e Tversky, Choices, Values, and Frames.
3 Sarah Lichtenstein e Paul Slovic, “Reversals of Preference Between Bids and Choices in Gambling Decisions”, Journal of Experimental Psychology 89 (1971): 46-55. Um resultado similar foi obtido independentemente por Harold R. Lindman,
“Inconsistent Preferences Among Gambles”, Journal of Experimental Psychology 89 (1971): 390-97.
4 Para uma transcrição da famosa entrevista, ver Sarah Lichtenstein e Paul Slovic, orgs., The Construction of Preference (Nova York: Cambridge University Press, 2006).
5 David M. Grether e Charles R. Plott, “Economic Theory of Choice and the Preference Reversals Phenomenon”, American Economic Review 69 (1979): 623-28.
6 Lichtenstein e Slovic, The Construction of Preference, 96.
7 Kuhn ficou famoso por dizer que o mesmo é verdadeiro também para as ciências físicas: Thomas S. Kuhn, “The Function of Measurement in Modern Physical Science”, Isis 52 (1961): 161-93.
8 Existem evidências de que perguntas sobre o apelo emocional de espécies e a disposição de contribuir para sua proteção gera as mesmas classificações: Daniel Kahneman e Ilana Ritov, “Determinants of Stated Willingness to Pay for Public Goods: A Study in the Headline Method”, Journal of Risk and Uncertainty 9 (1994): 5-38.
9 Hsee, “Attribute Evaluability.”
10 Cass R. Sunstein, Daniel Kahneman, David Schkade e Ilana Ritov, “Predictably Incoherent Judgments”, Stanford Law Review 54 (2002): 1190.
34: QUADROS E REALIDADE
1 Amos Tversky e Daniel Kahneman, “The Framing of Decisions and the Psychology of Choice”, Science 211 (1981): 453-58.
2 Thaler, “Toward a Positive Theory of Consumer Choice.”
3 Barbara McNeil, Stephen G. Pauker, Harold C. Sox Jr. e Amos Tversky, “On the Elicitation of Preferences for Alternative Therapies”, New England Journal of Medicine 306 (1982): 1259-62.
4 Algumas pessoas comentaram que a classificação de “asiática” é desnecessária e pejorativa. Hoje provavelmente eu não a utilizaria, mas o exemplo foi escrito na década de 1970, quando a sensibilidade a rótulos de grupos era menos desenvolvida do que hoje. A palavra foi utilizada para tornar o exemplo mais concreto, lembrando os participantes da epidemia de gripe asiática de 1957.
5 Thomas Schelling, Choice and Consequence (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1985).
6 Richard P. Larrick e Jack B. Soll, “The MPG Illusion”, Science 320 (2008): 1593-94.
7 Eric J. Johnson e Daniel Goldstein, “Do Defaults Save Lives?” Science 302 (2003): 1338-39.
35: DOIS EUS
1 Irving Fisher, “Is ‘Utility’ the Most Suitable Term for the Concept It Is Used to Denote?” American Economic Review 8
(1918): 335.
2 Francis Edgeworth, Mathematical Psychics (Nova York: Kelley, 1881).
3 Daniel Kahneman, Peter P. Wakker e Rakesh Sarin, “Back to Bentham? Explorations of Experienced Utility”, Quarterly Journal of Economics 112 (1997): 375-405. Daniel Kahneman, “Experienced Utility and Objective Happiness: A Moment-Based Approach” e “Evaluation by Moments: Past and Future”, in Kahneman e Tversky, Choices, Values, and Frames,
673-92, 693-708.
4 Donald A. Redelmeier e Daniel Kahneman, “Patients’ Memories of Painful Medical Treatments: Real-time and Retrospective Evaluations of Two Minimally Invasive Procedures”, Pain 66 (1996): 3-8.
5 Daniel Kahneman, Barbara L. Frederickson, Charles A. Schreiber e Donald A. Redelmeier, “When More Pain Is Preferred to Less: Adding a Better End”, Psychological Science 4 (1993): 401-405.
6 Orval H. Mowrer e L. N. Solomon, “Contiguity vs. Drive-Reduction in Conditioned Fear: The Proximity and Abruptness of Drive Reduction”, American Journal of Psychology 67 (1954): 15-25.
7 Peter Shizgal, “On the Neural Computation of Utility: Implications from Studies of Brain Stimulation Reward”, in Well-Being: The Foundations of Hedonic Psychology, ed. Daniel Kahneman, Edward Diener e Norbert Schwarz (Nova York: Russell Sage Foundation, 1999), 500-24.
36: A VIDA COMO UMA NARRATIVA
1 Paul Rozin e Jennifer Stellar, “Posthumous Events Affect Rated Quality and Happiness of Lives”, Judgment and Decision Making 4 (2009): 273-79.
2 Ed Diener, Derrick Wirtz e Shigehiro Oishi, “End Effects of Rated Life Quality: The James Dean Effect”, Psychological Science 12 (2001): 124-28. A mesma série de experimentos também testou pela regra do pico-fim na vida infeliz e encontrou resultados semelhantes: Jen não foi considerada duas vezes mais infeliz se vivesse miseravelmente por 60 anos em vez de 30, mas foi considerada consideravelmente mais feliz se 5 anos moderadamente miseráveis fossem acrescentados pouco antes de sua morte.
37: BEM-ESTAR EXPERIMENTADO
1 Outra pergunta que tem sido utilizada com frequência é, “Considerando tudo, como você diria que andam as coisas ultimamente? Você diria que está muito feliz, bastante feliz ou não tão feliz?” Essa pergunta está incluída na General Social Survey nos Estados Unidos e suas correlações com outras variáveis sugerem um misto de satisfação e felicidade experimentada. Uma pura medida da avaliação de vida utilizada nos levantamentos do Gallup é a Cantril Self-Anchoring Striving Scale, em que os indivíduos classificam sua vida atual numa escala em degraus em que 0 é “a pior vida possível para você” e 10 é “a melhor vida possível para você”. A linguagem sugere que as pessoas devem ancorar no que consideram possível para elas, mas a evidência mostra que pessoas no mundo todo partilham de um padrão comum acerca do que seja uma vida boa, o que explica a correlação extraordinariamente elevada ( r = 0,84) entre o PIB dos países e a pontuação em degraus média de seus cidadãos. Angus Deaton, “Income, Health e Well-Being Around the World: Evidence from the Gallup World Poll”, Journal of Economic Perspectives 22 (2008): 53-72.
2 O economista era Alan Krueger, de Princeton, destacado por suas análises inovadoras de dados incomuns. Os psicólogos eram David Schkade, que possuía a perícia metodológica; Arthur Stone, um especialista em psicologia da saúde, amostragem da experiência e avaliação ecológica pontual ( ecological momentary assessment); Norbert Schwarz, um psicólogo social que era também um especialista em métodos de levantamento e havia contribuído com críticas experimentais da pesquisa de bem-estar, incluindo o experimento em que a moeda deixada na máquina xerox influenciava os subsequentes depoimentos de satisfação com a vida.
3 Em algumas aplicações do experimento, o indivíduo também fornece informação fisiológica, como registro contínuo de batimento cardíaco, registros ocasionais de pressão sanguínea ou amostras de saliva para análise química. O método é chamado Ecological Momentary Assessment: Arthur A. Stone, Saul S. Shiffman e Marten W. DeVries, “Ecological Momentary Assessment Well-Being: The Foundations of Hedonic Psychology”, in Kahneman, Diener e Schwarz, Well-Being, 26-39.
4 Daniel Kahneman et al., “A Survey Method for Characterizing Daily Life Experience: The Day Reconstruction Method”, Science 306 (2004): 1776-80. Daniel Kahneman e Alan B. Krueger, “Developments in the Measurement of Subjective Well-Being”, Journal of Economic Perspectives 20 (2006): 3-24.
5 Pesquisa prévia havia documentado que as pessoas são capazes de “reviver” sentimentos que vivenciaram numa situação passada quando essa situação é relembrada com detalhes suficientemente vívidos. Michael D. Robinson e Gerald L. Clore,
“Belief and Feeling: Evidence for an Accessibility Model of Emotional Self-Report”, Psychological Bulletin 128 (2002): 934-60.
6 Alan B. Krueger, ed., Measuring the Subjective Well-Being of Nations: National Accounts of Time Use and Well-Being (Chicago: University of Chicago Press, 2009).
7 Ed Diener, “Most People Are Happy”, Psychological Science 7 (1996): 181-85.
8 Por vários anos tenho sido um dos diversos Senior Scientists associados com os esforços da Gallup Organization no domínio do bem-estar.
9 Daniel Kahneman e Angus Deaton, “High Income Improves Evaluation of Life but Not Emotional Well-Being”, Proceedings of the National Academy of Sciences 107 (2010): 16489-93.
10 Dylan M. Smith, Kenneth M. Langa, Mohammed U. Kabeto e Peter Ubel, “Health, Wealth e Happiness: Financial Resources Buffer Subjective Well-Being After the Onset of a Disability”, Psychological Science 16 (2005): 663-66.
11 Em uma conferência TED que apresentei em fevereiro de 2010, mencionei uma estimativa preliminar de 60 mil dólares, que foi posteriormente corrigida.
12 Jordi Quoidbach, Elizabeth W. Dunn, K. V. Petrides e Moïra Mikolajczak, “Money Giveth, Money Taketh Away: The Dual Effect of Wealth on Happiness”, Psychological Science 21 (2010): 759-63.
38: PENSANDO SOBRE A VIDA
1 Andrew E. Clark, Ed Diener e Yannis Georgellis, “Lags and Leads in Life Satisfaction: A Test of the Baseline Hypothesis.”
Documento apresentado na German Socio-Economic Panel Conference, Berlim, Alemanha, 2001.
2 Daniel T. Gilbert e Timothy D. Wilson, “Why the Brain Talks to Itself: Sources of Error in Emotional Prediction”, Philosophical Transactions of the Royal Society B 364 (2009): 1335-41.
3 Strack, Martin e Schwarz, “Priming and Communication.”
4 O estudo original foi relatado por Norbert Schwarz em sua tese de doutorado (em alemão) “Humor como informação: sobre o impacto dos humores na avaliação que as pessoas fazem de sua vida” (Heidelberg: Springer Verlag, 1987). Foi descrito em muitos lugares, notadamente Norbert Schwarz e Fritz Strack, “Reports of Subjective Well-Being: Judgmental Processes and Their Methodological Implications”, in Kahneman, Diener e Schwarz, Well-Being, 61-84.
5 O estudo foi descrito em William G. Bowen e Derek Curtis Bok, The Shape of the River: Long-Term Consequences of Considering Race in College and University Admissions (Princeton: Princeton University Press, 1998) (O curso do rio.
Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Garamond, 2004). Parte das descobertas de Bowen e Bok foram relatadas por Carol Nickerson, Norbert Schwarz e Ed Diener, “Financial Aspirations, Financial Success, and Overall Life Satisfaction: Who? and How?” Journal of Happiness Studies 8 (2007): 467-515.
6 Alexander Astin, M. R. King e G. T. Richardson, “The American Freshman: National Norms for Fall 1976”, Cooperative Institutional Research Program of the American Council on Education and the University of California at Los Angeles, Graduate School of Education, Laboratory for Research in Higher Education, 1976.
7 Esses resultados foram apresentados numa palestra na reunião anual da American Economic Association em 2004. Daniel Kahneman, “Puzzles of Well-Being”, paper apresentado na reunião.
8 A questão de saber até que ponto as pessoas de hoje conseguem prever os sentimentos de seus descendentes daqui a cem anos é claramente relevante para a resposta das políticas públicas em relação à mudança climática, mas ela pode ser estudada apenas indiretamente, e é isso que nos propomos fazer.
9 Ao fazer a pergunta, fui culpado de uma confusão que agora tento evitar: felicidade e satisfação com a vida não são sinônimos. Satisfação com a vida refere-se aos seus pensamentos e sentimentos quando você pensa a respeito de sua vida, o que acontece ocasionalmente — incluindo em estudos sobre bem-estar. A felicidade descreve os sentimentos que as pessoas têm quando vivem sua vida normal.
10 Porém, minha esposa jamais deu o braço a torcer. Ela alega que apenas os moradores do norte da Califórnia são mais felizes.
11 Estudantes asiáticos geralmente relatam satisfação menor com suas vidas e estudantes asiáticos compõem uma proporção muito maior das amostras na Califórnia do que no Meio-Oeste. Admitindo-se essa diferença, a satisfação com a vida nas duas regiões era idêntica.
12 Jing Xu e Norbert Schwarz descobriram que a qualidade do carro (medida segundo valor do Livro Azul) prediz a resposta dos donos a uma questão geral sobre seu usufruto do carro e também prediz o prazer das pessoas durante passeios. Mas a qualidade do carro não tem efeito algum no humor das pessoas durante viagens normais. Norbert Schwarz, Daniel Kahneman e Jing Xu, “Global and Episodic Reports of Hedonic Experience”, in R. Belli, D. Alwin e F. Stafford (orgs.), Using Calendar and Diary Methods in Life Events Research (Newbury Park, CA: Sage), p. 157-74.
13 O estudo é descrito em mais detalhes em Kahneman, “Evaluation by Moments”.
14Camille Wortman e Roxane C. Silver, “Coping with Irrevocable Loss, Cataclysms, Crises e Catastrophes: Psychology in
Action”, American Psychological Association, Master Lecture Series 6 (1987): 189-235.
15 Dylan Smith et al., “Misremembering Colostomies? Former Patients Give Lower Utility Ratings than Do Current Patients”, Health Psychology 25 (2006): 688-95. George Loewenstein e Peter A. Ubel, “Hedonic Adaptation and the Role of Decision and Experience Utility in Public Policy”, Journal of Public Economics 92 (2008): 1795-1810.
16 Daniel Gilbert e Timothy D. Wilson, “Miswanting: Some Problems in Affective Forecasting”, in Feeling and Thinking: The Role of Affect in Social Cognition, ed. Joseph P. Forgas (Nova York: Cambridge University Press, 2000), 178-97.
CONCLUSÕES
17 Paul Dolan e Daniel Kahneman, “Interpretations of Utility and Their Implications for the Valuation of Health”, Economic Journal 118 (2008): 215-234. Loewenstein e Ubel, “Hedonic Adaptation and the Role of Decision and Experience Utility in Public Policy.”
18 O progresso tem sido particularmente rápido no Reino Unido, onde o uso de medidas de bem-estar é agora uma política governamental oficial. Esses avanços se deveram em boa parte à influência do livro de Lord Richard Layard, Happiness: Lessons from a New Science, publicado inicialmente em 2005. Layard está entre os proeminentes economistas e cientistas sociais que foram atraídos pelo estudo do bem-estar e suas implicações. Outras fontes importantes são: Derek Bok, The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being (Princeton: Princeton University Press, 2010). Ed Diener, Richard Lucus, Ulrich Schmimmack e John F. Helliwell, Well-Being for Public Policy (Nova York: Oxford University Press, 2009). Alan B. Krueger, ed., Measuring the Subjective Well-Being of Nations: National Account of Time Use and Well-Being (Chicago: University of Chicago Press, 2009). Joseph E. Stiglitz, Amartya Sen e Jean-Paul Fitoussi, Report of the Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress. Paul Dolan, Richard Layard e Robert Metcalfe, Measuring Subjective Well-being for Public Policy: Recommendations on Measures (Londres: Office for National Statistics, 2011).
19 A visão da mente que Dan Ariely apresentou em Predictably Irrational: The Hidden Forces That Shape Our Decisions (Nova York: Harper, 2008) (Previsivelmente racional. Tradução de Jussara Simões. Rio de Janeiro: Campus / Elsevier, 2008) não é muito diferente da minha, mas nós diferimos no uso que fazemos do termo.
20 Gary S. Becker e Kevin M. Murphy, “A Theory of Rational Addiction”, Journal of Political Economics 96 (1988): 675-700. Nudge: Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein, Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth e Happiness (New Haven: Yale University Press, 2008) (Nudge: o empurrão para a escolha certa. Tradução de Marcello Lino. Rio de Janeiro: Campus/ Elsevier, 2008).
21 Atul Gawande, The Checklist Manifesto: How to Get Things Right (Nova York: Holt, 2009). Daniel Kahneman, Dan Lovallo e Oliver Sibony, “The Big Idea: Before You Make That Big Decision …” Harvard Business Review 89 (2011): 50-60.