Rápido e devagar: Duas formas de pensar
6 - Normas, Surpresas e Causas
11 “Desgraças unem adversários/inimigos”; “Pequenos golpes derrubam grandes carvalhos/árvores”; “Uma falta confessada/admitida está parcialmente reparada”. (N. do T.)
12 5, 47.
13 Cottage significa “chalé”, palavra que acabou designando também a conhecida variedade de queijo; as duas outras:
“suíço(a)” e “bolo” ou “torta”. (N. do T.)
14 Dive: mergulho ou queda (no ar ou na água); “luz”; “foguete”. (N. do T.)
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NORMAS, SURPRESAS E CAUSAS
As características e funções centrais do Sistema 1 e do Sistema 2 foram agora apresentadas, com um tratamento mais detalhado do Sistema 1. Combinando metáforas livremente, temos em nossa cabeça um computador extraordinariamente poderoso, não rápido para os padrões convencionais de hardware, mas capaz de representar a estrutura de nosso mundo mediante vários tipos de ligações associativas numa vasta rede de vários tipos de ideias. A propagação de ativação na máquina associativa é automática, mas nós (Sistema 2) temos alguma capacidade para controlar a busca de memória, e também para programá-la de modo que a detecção de um evento no ambiente possa chamar a atenção. A seguir entraremos em maiores detalhes sobre as maravilhas e limitação do que o Sistema 1 pode fazer.
AVALIANDO A NORMALIDADE
A principal função do Sistema 1 é manter e atualizar um modelo de seu mundo pessoal, que representa o que há de normal nele. O modelo é construído por associações que ligam ideias de circunstâncias, eventos, ações e resultados que coocorrem com alguma regularidade, seja ao mesmo tempo, seja dentro de um intervalo relativamente curto. Conforme essas ligações são formadas e fortalecidas, o padrão de ideias associadas vem representar a estrutura de eventos em sua vida, e determina tanto sua interpretação do presente como suas expectativas do futuro.
Capacidade para surpresa é um aspecto essencial de nossa vida mental, e a própria surpresa é o indicativo mais sensível de como compreendemos nosso mundo e o que esperamos dele. Há duas variedades principais de surpresa. Algumas expectativas são ativas e conscientes — você sabe que está esperando que um evento particular aconteça. Quando a hora se aproxima, você pode ficar esperando o som da porta quando seu filho volta da escola; quando a porta abre, espera o som de uma voz familiar. Você ficará surpreso se um evento ativamente esperado não ocorrer de fato. Mas há uma categoria de eventos muito mais ampla que cria uma expectativa passiva em você; você não espera por eles, mas não fica surpreso quando acontecem. São eventos considerados normais em determinada situação, embora não suficientemente prováveis para serem ativamente esperados.
Um incidente isolado talvez torne uma recorrência menos surpreendente. Há alguns anos, minha esposa e eu estávamos de férias em uma pequena ilha na Grande Barreira de Corais.
Havia apenas quarenta quartos de hospedagem na ilha. Quando fomos jantar, ficamos surpresos de ver uma pessoa conhecida, um psicólogo chamado Jon. Nós nos cumprimentamos calorosamente e comentamos a coincidência. Jon foi embora no dia seguinte. Cerca de duas semanas depois, estávamos em um teatro em Londres. Um espectador chegou atrasado e sentou ao meu lado depois que as luzes se apagaram. Quando as luzes foram acesas para o intervalo, vi que meu vizinho de poltrona era Jon. Minha esposa e eu comentamos mais tarde termos
ficado simultaneamente conscientes de dois fatos: primeiro, essa era uma coincidência mais notável do que o primeiro encontro; segundo, ficamos nitidamente menos surpresos de encontrar Jon na segunda ocasião do que na primeira. Evidentemente, o primeiro encontro mudara de alguma maneira a ideia de Jon em nossas mentes. Ele era agora “o psicólogo que aparece quando viajamos ao exterior”. Nós (o Sistema 2) sabíamos que a ideia era ridícula, mas nosso Sistema 1 havia feito parecer quase normal encontrar Jon em lugares estranhos.
Teríamos ficado muito mais surpresos se tivéssemos encontrado qualquer outro conhecido que não fosse Jon na poltrona ao lado da nossa em um teatro londrino. Por qualquer medição de probabilidade, encontrar Jon no teatro foi muito menos provável do que encontrar qualquer um das centenas de nossos conhecidos — embora encontrar Jon parecesse mais normal.
Sob algumas condições, expectativas passivas rapidamente se tornam ativas, como descobrimos em outra coincidência. Em uma noite de domingo, há alguns anos, íamos de Nova York a Princeton, como vínhamos fazendo toda semana por um longo tempo. No caminho, vimos uma cena incomum: um carro pegando fogo na beira da estrada. Quando passamos pelo mesmo trecho de estrada no domingo seguinte, outro carro estava pegando fogo ali. Mais uma vez, percebemos ter ficado nitidamente menos surpresos na segunda ocasião do que ficáramos na primeira. Aquele era agora “o lugar onde carros pegam fogo”. Como as circunstâncias da recorrência eram as mesmas, o segundo incidente foi suficiente para criar uma expectativa ativa: durante meses, talvez anos, após o evento, lembrávamos de carros pegando fogo sempre que chegávamos àquele ponto da estrada e ficávamos inteiramente preparados para ver outro (embora é claro isso nunca tenha ocorrido).
O psicólogo Dale Miller e eu escrevemos um ensaio em que tentamos explicar de que maneira os eventos vêm a ser percebidos como normais ou anormais. Vou usar um exemplo de nossa descrição da “teoria da norma”, embora minha interpretação disso tenha mudado ligeiramente:
Um observador1, olhando casualmente para os fregueses numa mesa próxima em um restaurante fino, nota que o primeiro cliente a provar a sopa tem um estremecimento, como que sentindo dor. A normalidade de uma multiplicidade de eventos será alterada por esse incidente. Não causa surpresa agora que o cliente que provou a sopa primeiro leve um susto violento quando tocado por um garçom; também não é de surpreender que outro cliente reprima uma exclamação ao provar a sopa da mesma terrina. Esses eventos e muitos outros parecem mais normais do que teria sido de outro modo, mas não necessariamente porque confirmam expectativas prévias. Antes, eles parecem normais porque convocam o episódio original, vão recuperá-lo da memória e são interpretados em conjunção com ele.
Imagine-se como o observador no restaurante. Você ficou surpreso com a reação pouco usual do primeiro freguês diante da sopa, e surpreso outra vez com a reação assustada ao contato do garçom. Entretanto, o segundo evento anormal vai recuperar o primeiro da memória, e ambos fazem sentido juntos. Os dois eventos se encaixam em um padrão, em que o freguês é uma pessoa excepcionalmente tensa. Por outro lado, se a próxima coisa a acontecer após a careta do primeiro freguês for outro cliente rejeitando a sopa, essas duas surpresas
ficarão ligadas e a sopa com certeza levará a culpa.
“Quantos animais de cada espécie Moisés levou na arca?” O número de pessoas que detecta o que está errado com essa pergunta é tão pequeno que ela já foi batizada de “a ilusão de Moisés”. Moisés não levou nenhum animal na arca; foi Noé quem fez isso. Como o incidente do tomador de sopa estremecendo, a ilusão de Moisés é prontamente explicada pela teoria da norma. A ideia de animais entrando na arca introduz o contexto bíblico, e Moisés não é anormal nesse contexto. Não que você o esperasse positivamente, mas a menção a seu nome não é de surpreender. Também ajuda que Moisés e Noé tenham o mesmo som de vogais e número de sílabas. Como no caso das trincas que geram conforto cognitivo, você inconscientemente detecta coerência associativa entre “Moisés” e “arca” e assim rapidamente aceita a pergunta. Substitua Moisés por George W. Bush na frase e você provavelmente terá uma piada política fraca, mas nenhuma ilusão.
Quando algo cimento não se encaixa no contexto corrente de ideias ativadas, o sistema detecta uma anormalidade, como você acaba de experimentar. Você não faz nenhuma ideia particular do que viria depois de algo, mas soube assim que a palavra cimento apareceu que ela era anormal nessa frase. Estudos de reações cerebrais revelaram que violações de normalidade são detectadas com surpreendente velocidade e sutileza. Em um experimento recente, as pessoas escutavam a frase “A Terra gira em torno do problema todo ano”. Um padrão característico foi detectado na atividade cerebral, disparando dois décimos de segundo após o início da palavra estranha. Algo ainda mais notável, a mesma reação cerebral ocorre na mesma velocidade quando uma voz masculina diz, “Acho que estou esperando um bebê porque sinto enjoo toda manhã” ou quando uma voz britânica aristocrática diz “Tenho uma enorme
tatuagem nas minhas costas” 2. Uma vasta quantidade de conhecimento da vida deve ser instantaneamente exigida para lidar com a incongruência a ser reconhecida: a voz deve ser identificada como a de uma inglesa de classe alta e confrontada com a generalização de que grandes tatuagens são algo incomum entre a classe alta.
Somos capazes de nos comunicar uns com os outros porque nosso conhecimento do mundo e nosso uso das palavras são amplamente compartilhados. Quando menciono uma mesa, sem entrar em mais detalhes, você compreende que me refiro a uma mesa normal. Sabe com segurança que sua superfície é aproximadamente nivelada e que o objeto tem bem menos do que 25 pernas. Temos normas para uma vasta quantidade de categorias, e essas normas fornecem o pano de fundo para a detecção imediata de anomalias como homens grávidos e aristocratas tatuados.
A fim de apreciar o papel das normas na comunicação, considere a frase “O rato grande escalou a tromba do elefante muito pequeno”. Posso contar com o fato de que você tem normas para o tamanho de ratos e elefantes que não são muito diferentes das minhas. As normas especificam um tamanho típico ou médio para esses animais, e contêm também informação sobre o leque de variabilidade dentro da categoria. É bem pouco provável ter surgido na mente de qualquer um de nós a imagem de um rato maior do que um elefante passando por
cima de um elefante menor do que um rato. Em vez disso, todos nós, separada mas conjuntamente, visualizamos um rato menor do que um sapato escalando um elefante maior do que um sofá. O Sistema 1, que compreende a linguagem, tem acesso a normas de categorias, as quais especificam o alcance de valores plausíveis, bem como os casos mais típicos.
VENDO CAUSAS E INTENÇÕES
“Os pais de Fred chegaram tarde. Os fornecedores de comes e bebes eram esperados cedo.
Fred ficou furioso.” Você sabe por que Fred ficou furioso, e não é porque os fornecedores eram esperados cedo. Em sua rede de associações, raiva e falta de pontualidade estão ligadas como um efeito e sua causa possível, mas não existe essa ligação entre raiva e a ideia de esperar os fornecedores. Uma história coerente foi instantaneamente construída quando você leu; você soube imediatamente a causa da raiva de Fred. Encontrar tais conexões causais é parte de entender uma história e é uma operação automática do Sistema 1. Foi oferecida ao Sistema 2, seu eu consciente, uma interpretação causal, e ele a aceitou.
Uma história em A lógica do cisne negro de Nassim Taleb ilustra essa busca automática pela causalidade. Ele relata que os preços das apólices inicialmente subiram no dia em que Saddam Hussein foi capturado em seu esconderijo no Iraque. Os investidores estavam aparentemente procurando ativos mais seguros naquela manhã, e o serviço de notícias Bloomberg estampou a manchete: TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO SOBEM; CAPTURA DE
HUSSEIN PODE NÃO CONTER O TERRORISMO. Meia hora mais tarde, os preços das apólices caíram e a manchete revisada dizia: TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO CAEM; CAPTURA DE
HUSSEIN IMPULSIONA APELOS POR ATIVOS DE RISCO. Obviamente, a captura de Hussein era o principal evento do dia, e devido ao modo como a busca automática de causas molda nosso pensamento, esse evento estava destinado a ser a explicação de qualquer coisa que porventura acontecesse no mercado nesse dia. As duas manchetes parecem, superficialmente, constituir explicações do que aconteceu com o mercado, mas uma declaração capaz de explicar dois resultados contraditórios não explica coisa alguma. Na verdade, tudo que as manchetes fazem é satisfazer nossa necessidade de coerência: espera-se que um grande evento gere consequências, e consequências necessitam de causas para explicá-las. Temos informação limitada acerca do que aconteceu em um dia, e o Sistema 1 é proficiente em encontrar uma história causal coerente que ligue os fragmentos de conhecimento à sua disposição.
Leia a seguinte sentença:
Depois de passar um dia passeando pelos lindos pontos turísticos nas ruas apinhadas de Nova York, Jane deu pela falta da carteira.
Quando pessoas que leram essa breve história (junto com muitas outras) foram submetidas a um teste surpresa de memória, as
palavras batedor de carteira3 foram mais fortemente associadas com a história do que a expressão pontos turísticos, ainda que esta última
estivesse de fato na frase, enquanto a primeira, não. As regras da coerência associativa nos dizem o que aconteceu. O evento de uma carteira perdida podia evocar muitas causas diferentes: a carteira caiu de um bolso, foi esquecida em um restaurante etc. Entretanto, quando as ideias de uma carteira perdida, Nova York e multidões são justapostas, elas evocam conjuntamente a explicação de que um batedor de carteira foi a causa da perda. Na história da sopa que leva a um estremecimento, o resultado — seja outro freguês se encolhendo com o gosto da sopa ou a reação extrema da primeira pessoa ao contato da mão do garçom — suscita uma interpretação associativamente coerente da surpresa inicial, completando uma história plausível.
O aristocrático psicólogo belga Albert Michotte publicou um livro em 1945 (traduzido para o inglês em 1963) que provocou uma reviravolta em séculos de pensamento sobre causalidade, remontando no mínimo ao exame da associação de ideias empreendido por Hume. A concepção comumente aceita era a de que inferimos causalidade física de observações repetidas de correlações entre eventos. Já vivenciamos uma infinidade de experiências em que vimos um objeto em movimento tocando outro objeto, que imediatamente começa a se mover, muitas vezes (mas nem sempre) na mesma direção. Isso é o que acontece quando uma bola de bilhar bate na outra, e é isso também o que acontece quando você derruba um vaso ao resvalar sem querer contra ele. Michotte tinha uma ideia diferente: ele argumentou que víamos causalidade tão diretamente quanto vemos cor. Para defender seu argumento, ele criou situações em que um quadrado preto desenhado no papel é visto em movimento; o quadrado entra em contato com outro quadrado, que imediatamente começa a se mover. Os observadores sabem que não existe contato físico real, mas mesmo assim vivenciam uma poderosa “ilusão de causalidade”. Se o segundo objeto começa a se mover instantaneamente, eles o descrevem como tendo sido “disparado” pelo primeiro. Experimentos revelam que crianças de 6 meses de idade veem a sequência de eventos como um roteiro de causa-
efeito, e elas dão sinal de surpresa4 quando a sequência é alterada. Evidentemente, estamos preparados desde o berço a ter impressões de causalidade, que não dependem de raciocinar sobre padrões de causação. Elas são produtos do Sistema 1.
Em 1944, mais ou menos na mesma época em que Michotte publicou suas demonstrações de causalidade física, os psicólogos Fritz Heider e Mary-Ann Simmel usaram um método similar ao de Michotte para demonstrar a percepção de causalidade intencional. Eles fizeram um filme, com duração de um minuto e quarenta segundos, em que podemos ver um grande triângulo, um pequeno triângulo e uma circunferência movendo-se em torno de uma forma que se parece com a imagem esquemática de uma casa vista de cima com a porta aberta. O
observador assiste a um grande triângulo agressivo intimidar um triângulo menor e uma circunferência aterrorizada, a circunferência e o pequeno triângulo unindo forças para derrotar o valentão; observa-se também muita interação em torno de uma porta e depois
o explosivo final5. A percepção de intenção e emoção é irresistível; apenas pessoas afetadas por autismo não a vivenciam. Tudo está apenas na sua cabeça, é claro. Sua mente está pronta e sempre
ávida por identificar agentes, atribuir-lhes traços de personalidade e intenções específicas, e ver suas ações como a expressão de propensões individuais. Aqui mais uma vez a evidência é de que nascemos preparados para fazer atribuições intencionais: crianças
com menos de 1 ano de idade identificam valentões e vítimas6, e esperam que um perseguidor siga o caminho mais direto na tentativa de capturar seja lá o que estiver caçando.
A experiência de ação determinada por uma vontade livre é inteiramente separada da causalidade física. Embora seja sua mão que pega o sal, você não pensa no evento em termos de uma cadeia de causação física. Você vivencia isso como sendo causado por uma decisão que um você descorporificado executou, porque quis adicionar sal à sua comida. Muitas pessoas acham natural descrever sua alma como a fonte e a causa de suas ações. O psicólogo Paul Bloom, escrevendo em The Atlantic em 2005, apresentou a alegação provocativa de que nossa prontidão nata de separar causalidade física e intencional explica a quase universalidade de crenças religiosas. Ele observa que “percebemos o mundo dos objetos como essencialmente separado do mundo das mentes, tornando possível para nós conceber corpos sem alma e almas sem corpo”. Os dois modos de causação que estamos ajustados para perceber tornam natural para nós aceitar as duas crenças centrais de muitas religiões: uma divindade imaterial é a causa última do mundo físico, e almas imortais temporariamente controlam nossos corpos enquanto vivemos, e os deixam para trás
quando morremos7. Na opinião de Bloom, os dois conceitos de causalidade foram moldados separadamente por forças evolucionárias, construindo as origens da religião na estrutura do Sistema 1.
A proeminência de intuições causais é um tema recorrente neste livro porque as pessoas tendem a aplicar o pensamento causal impropriamente, em situações que exigem raciocínio estatístico. O pensamento estatístico extrai conclusões sobre casos individuais a partir de propriedades de categorias e conjuntos. Infelizmente, o Sistema 1 não tem a capacidade de executar esse modo de raciocínio; o Sistema 2 pode aprender a pensar estatisticamente, mas poucas pessoas recebem o treinamento necessário.
A psicologia da causalidade foi a base de minha decisão de descrever processos psicológicos por metáforas de agência, com pouca preocupação com a consistência. Às vezes me refiro ao Sistema 1 como um agente com determinadas características e preferências, e às vezes como uma máquina associativa que representa a realidade por um complexo padrão de ligações. O sistema e a máquina são ficções; minha razão para usá-los é que eles se ajustam ao modo como pensamos acerca de causas. Os triângulos e círculos de Heider não são realmente agentes — é apenas muito fácil e natural pensar neles dessa forma. É uma questão de economia mental. Presumo que você (como eu) ache mais fácil pensar acerca da mente se descrevemos o que acontece em termos de características e intenções (os dois sistemas) e às vezes em termos de regularidades mecânicas (a máquina associativa). Não pretendo convencer você de que os sistemas são reais, assim como Heider não pretendia fazer você acreditar que o triângulo grande seja realmente um valentão.