Claridades do Sul

António Duarte Gomes Leal · Capítulo 105 de 138

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Claridades do Sul

*El Desdichado*

Ninguem póde dizer que soffro ou tenho; Eu não amo a princeza da Golconda,

Nem da prisão livral-a é meu empenho,

Qual paladim da Tavola Redonda.

E sinto-me ir minando; um mal extranho

Que ninguem sabe, e vista alguma sonda, Me mata lentamente, como um lenho

Que vae levando, mar em fóra, a onda.

Todas as tardes fujo ao sol poente;

Recolho cedo a casa, e durmo quente,

E a Medecina já me desengana…

E o meu mal é d'amor, e a minha amada… Uma Chineza ideal, que vi pintada

N'uma taça de chá de porcelana!