Claridades do Sul

António Duarte Gomes Leal · Capítulo 83 de 138

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Claridades do Sul

*Carta Ás Estrellas*

 

Ninguem soletra mais vossos mysterios

Grandes letras da Noute! sem cessar…

Ó tecidos de luz! rios ethereos,

Olhos azues que amolleceis o Mar!…

O que fazeis dispersas pelo ar?!…

E ha que tempos ha já, fogos siderios,

Que ides assim como uns brandões funereos Que levaes o Deus Padre a sepultar?!

Ha que tempos, dizei!—Ha muitos annos?… E, com tudo, astros santos, deshumanos, A vossa luz é sempre clara e egual!

Ha muito, que sois bons, castos, brilhantes!… —Mas, tambem… ó crueis! sempre distantes… Como dos nossos braços o Ideal!