Claridades do Sul

António Duarte Gomes Leal · Capítulo 114 de 138

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Claridades do Sul

*O Cannibal*

 

(A C. Verde)

 

Tenho, defronte, uma visinha loura

Cuja carne alva, fina e setinosa,

Faz lembrar, quando á tarde o sol descóra, A côr humana pallida da rosa.—

Não é fragil, nem debil, vaporosa,

Como as virgens mortaes que a luz não doura, Antes é forte, esbelta e a voz sonora,

—Tranquilla e altivamente magestosa!

Nasceu formada assim para os amores;

E o modo com que rega as suas flores,

Na varanda, a sorrir, não tem rival!…

Ao vel-a os D. Juans baixam a falla!…

—Mas quanto a mim… quisera devoral-a… Com a fome imbecil d'um cannibal!