Claridades do Sul

António Duarte Gomes Leal · Capítulo 68 de 138

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Claridades do Sul

*O Amor do Vermelho*

 

(Nevrose d'um Lord.)

 

A idéa de teu corpo branco amado,

Belleza esculptural e triumphante,

Persegue-me, mulher, a todo o instante,

—Como o assassino o sangue derramado!

Quando teu corpo pallido, e brijado,

Abandonas ao leito—palpitante,

Quem jámais comtemplou em noute amante, Tentação mais cruel, tom mais nevado?!

No emtanto—duro, excentrico desejo!

—Quisera as vezes que a dormir te vejo

Tranquilla, branca, inerme, unida a mim….

Que o teu sangue corresse de repente,

Fascinação da Côr!—e extranhamente,

Te colorisse pallido marfim!