Claridades do Sul

António Duarte Gomes Leal · Capítulo 107 de 138

Páginas do PDF

Claridades do Sul

*Phantasias*

 

Tenho, ás vezes, desejos delirantes

De a todos te roubar, meu lyrio amado!

E levar-te, em um vôo arrebatado,

Aos paizes phantasticos, distantes.

Á India, China ou o Iran, e os meus instantes Passal-os a teus pés, grave e encrusado, N'um tapete chinez, avelludado,

Com flores ideaes e extravagantes.

Nossa vida seria, ó pomba minha!

Mais leve do que a aza da andorinha…

E, nas horas calmosas, eu e tu…

Olhando o mar sereno, o mar unido,

Comeriamos os dois arroz cosido…

Emballados n'um junco de bambu!