Disque T para titias
Parte 1
Eu de fato me inscrevi em oito universidades na Califórnia, mas também tentei uma nona. Columbia. Não sei por que fiz isso; não é como se eu fosse conseguir entrar, e, além do mais, como pagaríamos a anuidade exorbitante?
Meses depois, seguro a carta de admissão e a encaro, e encaro, e…
E a amasso. Jogo no lixo. Não sou que nem meus primos homens. Não sou que nem meu pai e meus tios. Não posso abandonar minha família. Principalmente minha mãe. Não sou idiota de achar que a maldição não vai me atingir. Daqui a alguns anos, quando meu futuro marido me largar, tudo o que vai me restar serão Ma e minhas tias. Então, anuncio a elas que vou para a UCLA. Ma chora. Minhas
tias (até a Quarta Tia) berram e me cercam, me abraçando, apertando minhas bochechas e lamentando o fato de não terem filhas.
— Você é sortuda demais — diz a Grande Tia para Ma pela milionésima vez.
— Ela vai ficar com você a vida toda. Você sempre vai ter companhia.
Será? Será que estou condenada a viver grudada nelas, só porque sou a única que não é insensível a ponto de abandoná-las? Forço um sorriso e assinto enquanto elas fazem uma algazarra ao meu redor, e tento ver o lado bom de ficar o resto da vida aqui nessa mesma casa com minha mãe e minhas tias.
PARTE 1
GAROTA ENCONTRA RAPAZ
(Pode rolar um amor à primeira vista e talvez alguém morra. Veremos.)