Manual de Técnicas de Ressonância Magnética

Catherine Westbrook · Capítulo 21 de 59

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Manual de Técnicas de Ressonância Magnética

Glândulas tireoide e paratireoides

Anatomia básica (Figuras 8.52 e 8.53)

 

Figura 8.52 Corte sagital da tireoide e suas relações.

 

Indicações comuns

■ Bócio retroesternal

■ Avaliação de carcinoma de tireoide recorrente ■ Detecção e caracterização de adenoma de paratireoide.

 

Equipamento

■ Bobina de pescoço anterior/bobina volumétrica de pescoço ■ Coxins de espuma e faixas para imobilização ■ Tampões ou fones de ouvido.

 

Posicionamento do paciente

O paciente fica em decúbito dorsal na mesa de exame. A bobina é colocada ao redor ou anterior ao pescoço do paciente. A cabeça do paciente é retificada, porque este procedimento geralmente também retifica o pescoço. O paciente é posicionado de modo que a luz de alinhamento longitudinal fique na linha média e a luz de alinhamento horizontal passe inferior à cartilagem tireóidea (pomo de Adão). A luz de alinhamento vertical deve ficar localizada a meio caminho entre as faces posterior e anterior do pescoço. Um coxim macio pode ser colocado sob o pescoço do paciente para facilitar este posicionamento, embora muitas bobinas específicas garantam que o pescoço assuma naturalmente a posição correta. Faixas e coxins de espuma são utilizados para imobilização.

Figura 8.53 Corte anterior da tireoide e suas relações.

 

Protocolo sugerido

T1 SE/FSE coronal

São prescritos cortes/espaçamentos finos no nível da tireoide em relação à luz de alinhamento vertical. Esta imagem inclui a área desde a mandíbula até o arco aórtico.

A 0 mm a A 20 mm

Figura 8.54 Imagem com ponderação em T1, plano coronal, mostrando os limites de prescrição e a orientação do corte para imagem axial da laringe.

 

T1 SE/FSE axial/coronal

São prescritos cortes e espaçamentos finos através da tireoide ou da região de interesse. Os cortes são deslocados inferiormente para bócio

retroesternal (Figura 8.54).

DP/T2 SE/FSE axial/coronal

Prescrição de corte como para T1 axial/coronal.

STIR/supressão de tecido é, às vezes, necessária para as glândulas

paratireoides.

Otimização da imagem

Considerações técnicas

A porção anterior do pescoço é uma área notoriamente difícil de ser examinada. A RSR é, com frequência, insatisfatória se for utilizada uma bobina abaixo do padrão. Uma bobina de pescoço anterior moldada na face e no pescoço provavelmente é a melhor escolha para este exame. Entretanto, mesmo com essas bobinas frequentemente são necessários múltiplos NEX/NSA para manter a RSR. A resolução espacial também é importante nesta área, portanto, são necessários cortes/espaçamentos finos e matriz razoavelmente fina para otimizar a resolução. O uso dessas matrizes e de múltiplos NEX/NSA frequentemente gera tempos de varredura longos.

Uma solução para esses problemas é o uso de FSE associada a FOV

retangular/assimétrico. A FSE reduz significativamente o tempo de varredura e fornece RSR maior, especialmente nas sequências com ponderação em T2. O FOV retangular/assimétrico permite a aquisição de matrizes finas com tempos de varredura menores. Nas imagens coronal e axial, o eixo longo do retângulo é inserido em S para I e em A para P, respectivamente. Às vezes, a glândula paratireoide retorna um sinal muito alto nas sequências FSE com ponderação em T2, exigindo o uso de técnicas de pré-saturação química/espectral.

Problemas com artefatos

O artefato nesta região é causado pelo fluxo nos vasos carotídeos, vertebrais e jugulares e pela deglutição. A introdução de pulsos de pré-saturação espacial em S e em I em relação ao FOV diminui significativamente o artefato. A introdução de pulsos de pré-saturação espacial no FOV aumenta sua efetividade, mas é preciso cautela para não obscurecer anatomia importante. GMN diminui ainda mais o artefato, mas, como também aumenta o sinal nos vasos e o TE mínimo, geralmente não é benéfica nas sequências com ponderação em T1.

A deglutição é um problema comum nesta área. O uso de NEX/NSA

múltiplos para diminuir o artefato de movimento reduz os fantasmas de fase, mas aumenta o tempo de varredura. O paciente deve ser aconselhado a deglutir o mínimo possível durante o exarme. O movimento respiratório pode mover a bobina de pescoço anterior durante a aquisição dos dados. Caso isto ocorra, oriente o paciente a respirar superficialmente. Além disso, pequenos coxins de espuma colocados entre o tórax e a bobina ajudam a reduzir o movimento da bobina.

 

Considerações do paciente

É importante explicar minuciosamente o procedimento e a importância de minimizar a deglutição durante a realização do exame. Devido ao ruído de gradiente excessivamente alto associado a algumas sequências, é necessário o uso de tampões ou fones de ouvido para evitar comprometimento auditivo.

 

Uso de contraste

Raramente é indicado o uso de contraste, mas este pode ser útil para diferenciar a magnitude ou a natureza de uma lesão.