Caderno H

Mario Quintana · Capítulo 148 de 362

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Caderno H

Dolorosa interrogação

Dolorosa interrogaçã o

Por que ser á que a gente vive chorando os amigos mortos e não aguenta os que continuam vivos?

O último crime da mala

Na mala que nem o Anjo da Guarda, nem o Delegado do Distrito, nem eu mesmo consigo encontrar, está a minha imagem única, fechada a chave — e a chave caída no fundo do mar!

Não adianta chamar escafandro, nem homens-rãs, nem a sereia mais querida, nem os atenciosos hipocampos, nada adianta.

E, por falar em querida, jamais se viu um crime t ão perfeito:

— Não existem vestígios de mim.