Caderno H
Dolorosa interrogação
Dolorosa interrogaçã o
Por que ser á que a gente vive chorando os amigos mortos e não aguenta os que continuam vivos?
O último crime da mala
Na mala que nem o Anjo da Guarda, nem o Delegado do Distrito, nem eu mesmo consigo encontrar, está a minha imagem única, fechada a chave — e a chave caída no fundo do mar!
Não adianta chamar escafandro, nem homens-rãs, nem a sereia mais querida, nem os atenciosos hipocampos, nada adianta.
E, por falar em querida, jamais se viu um crime t ão perfeito:
— Não existem vestígios de mim.