Caderno H
Prosa
E eis que um dia os poetas, para exorcizar a incontinê ncia oral dos românticos e as imponderáveis nuanças dos simbolistas, puseram-se a elevar colunas, pórticos, arcos de triunfo — tudo em plena luz meridiana e bebendo leite, muito leite... E escreveram assim umas coisas que tinham as características da mais bela prosa: a precisã o de termos, o desenvolvimento lógico, a correção de linguagem.
Eram uns touras, jamais os considerei umas vacas... Mas seriam poetas?
E o mais trágico é que todo o mundo julgava uma gozação da minha parte quando eu proclamava que o mestre Alberto de Oliveira devia ser lido e relido e estudado como um dos grandes prosadores clássicos da língua portuguesa.
Por favor, leiam ao menos “O Paraíba” e venham depois falar comigo.