Caderno H

Mario Quintana · Capítulo 200 de 362

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Caderno H

O viajante às avessas

... at é que o condutor me bateu no ombro: “fim da linha, seu moço”.

Desci. E fui andando, meio desconfiado.

Praças com bancos de madeira, curvos e verdes como as árvores. O pé de moleque do calçamento irregular da rua. Os lampiões de esquina.

O quiosque (um quiosque!) de revistas, cigarros, balas, miudezas.

Mas fui andando, andando — como é que eu sabia o caminho? — e finalmente entrei na velha copa de azulejos, lá onde Tia Tula já estava, como sempre, servindo o gostoso café com leite. Entreparou e disse: — Mas por onde terá andado esse menino?!

Aquele seu jeito, tão dela, de ralhar na terceira pessoa...

E, como eu ainda estivesse com um ar ausente: — Meu Deus, em que será que esse menino pensa tanto?

E acrescentou, baixinho:

— Até parece um velho de sessenta anos!