Caderno H

Mario Quintana · Capítulo 166 de 362

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Caderno H

A face e o espelho

Assim devia ser a relação de autor para leitor: uma face nua num espelho límpido. Mas é tão difícil... Ou a face está mascarada ou o espelho embaciado.

Cesá rio Verde

Li apenas duas vezes a obra de Cesá rio Verde. Dele me ficaram dois versos, duas suaves assombrações que, de longe em longe, atravessam, por um momento, minha memória distraída:

“os querubins do lar flutuam nas varandas...”

“enleva-me a quimera azul de transmigrar...”

Dois versos, direis que é pouco para uma obra inteira, de toda uma vida! Há poetas que se contentam com um busto em praça pública.