Caderno H
Tia Tula
Tuas histórias, Tia Tula, se extraviavam pelos atalhos da memória, onde ias procurar, de olhos fechados, as minúcias perdidas:
— qual era mesmo a cor daquele xale
— se foi numa sexta-feira que o major caiu da cadeira, morto como uma pedra
— se o gato malhado ficou preso no sótão ou lá embaixo, no porão, miando na casa fechada.
E, enquanto isso, a tua cadeira de balanç o rangia, galopando suavemente no Tempo, até que um de nós adormecia.
E o gato — liberto enfim! — punha-se novamente a farejar, desconfiado, a imobilidade suspeita do Major.