Caderno H
Sonho de uma noite de verão
Nisto, o sapo engoliu uma estrela cadente, pensa ele... Era um vaga-lume.
Mas, da sua canção fosforescente, brota um sonoro carrilhão de estrelas!
A noite não pode mais de estrelas. Tudo estrila de estrelas. Ninguém, ninguém pode mais, a minha maluquinha predileta vai desmaiar.
Eu não: eu me fico a encarar, com os olhos parados, o meu enigma de palavras cruzadas.
Porém, alheio a tudo isto, indiferente aos meus, aos teus e aos seus próprios impasses, lá no fundo do charco verdoengo, espaçadamente — cada vez mais espaçadamente — o afogado solta borborigmas.