Duas Irmãs, Um Duque

Eloisa James · Capítulo 29 de 37

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Duas Irmãs, Um Duque

Capítulo 28

Uma Putain, Duas Putains…

Depois de Quin partir, Olivia esperou fora da cabana, com a capa bem apertada e o capuz na cabeça, a cabeça encostada às tábuas. Soprava um leve vento que trazia consigo o cheiro a peixe podre e o perfume apimentado e doce de morangos esmagados.

As estrelas pareciam demasiado brilhantes para a primavera. Deveriam apenas ser tão distintas e claras nas mais frias noites de inverno. Os minutos passavam... até que por fim percebeu que Quin não voltara diretamente, mas que ficara à espera à cabeceira de Rupert.

As estrelas cintilavam sobre ele, mas não derramou lágrimas, o que, para ela, era uma questão de orgulho. Nada de lágrimas. Para se distrair começou à procura de uma estrela cadente, embora soubesse tratar-se de uma tola superstição pensar que indicava a criação de um anjo.

E mantinha-se atenta ao ruído das botas dos soldados ou a um chorrilho de graçolas em francês. Os homens que haviam cuidado de Rupert tinham adormecido no chão dizendo-lhe que os acordasse se ouvisse alguma coisa.

– O batalhão marcha sempre à mesma hora todas as manhãs – dissera-lhe Togs com a voz rouca do alívio de ter entregado a outra pessoa os cuidados de Rupert. – Ainda faltam muitas horas.

As estrelas não caíram, mas continuava à procura delas quando uma mão lhe tapou a boca e a puxou para dentro do bosque. Ficou demasiado surpreendida para poder gritar.

Não era de madrugada! Nem se via ainda o mínimo raio de luz, também não ouvira as garçolas francesas, nem o bater das botas a avisá-la.

Quando se recompôs e começou a reagir era demasiado tarde. Com um movimento rápido foi empurrada para o chão e caiu de bruços. Tantos anos de lições de francês tinham-na posto em forma.

– Aidez-moi! – gritou logo que a mão lhe destapou a boca. – Lâchez-moi immédiatemment! Coquin! Vermines! – A única resposta foi um lenço malcheiroso tão apertado na boca que lhe puxava a cabeça para trás.

Ainda a gritar, embora os gritos fossem abafados, Olivia voltou-se, tentando dar um pontapé ao homem que a prendia ao chão. Mas o seu captor atou-lhe rapidamente uma corda aos pulsos, levantou-a e empurrou-a rudemente.

– Allez! – A palavra soou como que uma pedra enorme a partir um vidro. Depois uma pancada entre os ombros obrigou-a a avançar. – Avance!

Olivia seguiu, dizendo para consigo que Quin chegaria de um momento para o outro, que os soldados ingleses acordariam para dar pela sua falta. Avistou um bocado da manga da camisa do homem que a empurrava. Era azul e estava rasgada, parecendo o tipo de camisas grossas que se lembrava de ver nos pescadores da Bretanha quando lá fora em pequena. Não era a farda de um soldado. O coração batia-lhe tão acelerado que o sentia pulsar nos ouvidos.

Quando saíram do bosque, o céu já se iluminava a oriente. Continuaram a andar, através dos arbustos, o cheiro do mar pungente no vento. Olivia tentou morder o lenço para tentar livrar-se dele, mas em vão. Tropeçava intencionalmente para tentar demorar-se mais, mas o homem limitava-se a endireitá-la e batia-lhe nas costas com uma coisa dura.

Aquelas pancadas violentas provocavam-lhe dores nas costas e, pela primeira vez, sentiu-se de fato assustada. Um batalhão de soldados franceses era uma coisa. Certamente não machucariam uma mulher, mesmo inglesa. E se este bruto pertencesse a um grupo de contrabandistas? Ou de piratas? Ou de vulgares criminosos?

Todas as possibilidades eram desagradáveis.

Seguiam a linha da costa e as suas curvas quando o homem subitamente a conduziu para um pequeno trilho que levava ao interior, por cima das falésias. As saias de Olivia prenderam-se num forte espinheiro e ela deteve-se pensando que o homem a ajudaria a soltar-se. Mas, pelo contrário, empurrou-a de novo com o objeto duro, obrigando-a a cair para a frente e a saia desprendeu-se com o som de um rasgão. Olivia sentia agora as costas em fogo.

Tinha os olhos cheios de lágrimas, mas, se não chorara a morte de Rupert, ou pouco a chorara, a última coisa que a faria desperdiçar lágrimas seria aquela situação ridícula. Não era perigosa, disse para consigo; era, isso sim, ridícula. Quin a salvaria assim que desse pela sua falta.

O importante agora é que Quin estava com Rupert.

Além do mais, Rupert já não estava naquela cabana mal-cheirosa, mas numa cama como devia ser, no Day Dream com Quin. Se havia pessoa que desejava que acompanhasse no leito de morte era Quin, com os seus olhos sinceros e o som tranquilizador da sua voz.

Depois daquilo que lhe pareceram horas, saíram dos arbustos e entraram num pátio de gravilha no extremo oposto do qual se encontrava um edifício de pedra, de dois andares, rodeado por um muro. Havia uma sentinela no portão.

– Quem vem lá – perguntou sem grande interesse.

De repente, Olivia sentiu-se muito calma. Pelo menos, agora perceberia o que estava acontecendo. Tinham chegado a um lado qualquer.

– Uma putain que usava a cabana do Père Blanchard – o seu captor falava em voz átona e desferiu violento empurrão em direção ao portão.

Olivia quase caiu aos pés da sentinela. O soldado era magro e tinha um ar enfastiado, com um bigode tão farfalhudo que parecia que no seu rosto tinham crescido asas.

– Não sou uma putain – exclamou ela, com a voz estrangulado pelo lenço. Olivia tinha quase a certeza de que putain queria dizer rameira ou mulher da noite. Fosse como fosse, tinha a certeza de que não era uma coisa agradável.

A sentinela semicerrou os olhos e a seguir fitou o homem que estava atrás de Olivia.

– De que serve trazê-la para aqui? – perguntou. – Manda-a de volta para a aldeia.

– Ela não é de cá, por isso não pode ser. Não a conheço – Olivia ergueu o queixo e lançou à sentinela um olhar furibundo, para que mandasse que lhe tirassem o lenço da boca e assim poder falar.

– É bonita – disse ele, sem reparar no olhar, provavelmente porque estava muito ocupado a olhar-lhe para o peito. – Tira a capa, Bessette.

Com um puxão a capa desapareceu dos ombros de Olivia.

– Gorda como uma perdiz – disse a sentinela com um sorriso cheio de dentes. – Vende os seus préstimos, madame?

Olivia abanou a cabeça furiosa.

– Mais uma esposa desobediente – puxou o bigode até o rosto parecer desequilibrado. – Onde vai parar o mundo. Le Capitaine ou Madame Fantomas?

– Madame. Não precisamos incomodar Le Capitaine com esta. Pensa que conseguimos vinte francos do marido para que ele a recupere? Vês a capa? Tem um belo forro e está muito bem feita.

– Talvez seja da petit bourgeoisie. A madame decidirá. Tira-lhe o lenço da boca, Bessette. Tenho de garantir que não se trata de uma espiã. Le Capitaine quereria saber. Bessette soltou uma exclamação de desprezo.

– Le Capitaine está conservado em brande e não saberia que fazer com uma espiã, mesmo que a tivesse na frente. Esta não é espiã. Estava encostada à cabana do Père Blanchard, fresca como uma alface, à espera de alguém. Sabe que só há uma razão para uma mulher lá ir.

– Devíamos queimar essa cabana – disse a sentinela, puxando de novo pelo bigode.

Bessette começou a tirar-lhe o lenço e Olivia preparou um chorrilho de francês vitriólico, mas o guarda acenou com a mão.

– Leva-a à Madame Fantomas. Lembra-te de que recebemos excelentes presuntos quando encontrámos a mulher do carniceiro, dobrada sobre o balcão do farmacêutico, lembra-te? Diz à madame que queremos a nossa parte como é habitual.

Olivia sentiu vontade de gritar de raiva.

– Esta madame é violenta – acrescentou a sentinela, olhando-a finalmente nos olhos e recuando um passo. – Leva-a, Bessette, não podem ver-me de conversa com uma rameira. A minha mulher pode saber.

– E a sua senhora não é boa de assoar – disse Bessette com um riso rouco. – Principalmente se lhe contarem como esta é, só ancas e peitos, mesmo como um homem gosta.

– É verdade – respondeu a sentinela, demorando o olhar nos seios de Olivia. – Será melhor não lhe bateres assim, Bessette. O marido atira-se a você se lhe vir nódoas negras.

Bessette soltou uma exclamação de desprezo.

– Depois de saber onde eu a encontrei, isso é que era bom.

Entrando pelo portão, em vez de subirem os degraus da entrada, voltaram à direita. Olivia foi forçada a baixar a cabeça quando desceram um lanço de degraus de pedra úmidos e fundos que chegavam diretamente a uma cozinha enorme.

Chamar antiquada à cozinha, seria fazer-lhe um elogio. Era primitiva. O aposento parecia escavado na pedra, com algumas tentativas para alisar as paredes. Tinham sido abertos dois buracos usados como lareiras, aparentemente com ventilação para o exterior.

Mas cheirava a cozinha: havia frangos nos espetos e um aroma a farinha e fermento no ar. Quatro ou cinco jovens vestindo fardas em vários estádios de desmazelo, voltavam os espetos, afiavam facas ou lavavam batatas. No meio do aposento havia uma mesa comprida sobre a qual uma mulher amassava com feroz energia.

Pela primeira vez desde que fora raptada, Olivia deixou de torcer os pulsos numa vã tentativa de se soltar da corda que os atava e olhou à sua volta. Madame Fantomas – porque devia ser ela – era como um circo incorporado numa pessoa: uma mulher enorme com ar de pirata. Tinha o cabelo negro puxado para cima da cabeça num penteado semelhante a uma fonte, por cima de umas sobrancelhas em arco e uma boca pintada com carmim. Usava um vestido decotado e sobre ele um avental salpicado de sangue com todo o conjunto polvilhado de farinha. Penduradas ao pescoço, por cima do vestido e do avental, trazia vários colares de contas: turquesas enormes, fios de ouro e até uma cruz. Eram colares como Olivia nunca havia visto.

Madame amassava um enorme bocado de massa, dobrando os músculos poderosos quando estendia, enrolava e dobrava a massa. Depois, afastava-a para o lado e estendia a mão para um copo de vinho tinto que tinha a seu lado, fazendo tilintar os anéis no vidro do copo. Tinha todos os dedos enfeitados com anéis, em número suficiente para pendurar todo o reposteiro de uma cama. Os olhos pareciam-se com os de um ganso que Olivia vira uma vez fugir e picar um padeiro. Olhos de louca.

– Trouxe-lhe uma putain – disse Monsieur Bessette, atrás do ombro de Olivia. – Encontrei-a na cabana do Père Blanchard à espera do homem.

– Putain uma fava – exclamou a madame com ar de desprezo. – Tira-lhe essa coisa da boca, idiota. Apanhaste uma dama da sociedade… e de nacionalidade ainda por determinar – sem afastar os olhos de Olivia, puxou um bocado de massa crua e comeu-a. – Talvez ande à procura de marido, mas parece-me que é uma trés-coquette, que se quis divertir um bocado.

Bessette não se preocupou em desatar o lenço; limitou-se a puxá-lo pela cabeça de Olivia.

Houve um segundo de silêncio, depois duas coisas aconteceram ao mesmo tempo: Olivia soltou uma violenta enfiada de frases em francês, um comentário acerca de Bessette, juntamente com a ilegalidade do rapto em geral, enquanto Madame Fantomas girava sobre si mesma e berrava: – Isto sabe a comida de porcos.

E assim dizendo, pegou no enorme monte de massa mole e atirou-o à parede da cozinha.

Olivia interrompeu o discurso A massa bateu na parede e escorreu até ao chão de tijolos irregulares.

– Deem de comer à putain! – ordenou a madame, mas todos ficaram a olhar. – Já!

– Não sou uma putain! – gritou Olivia apercebendo-se de que teria de fazer tanto barulho como a madame se quisesse ser ouvida. – Estava apenas à espera do regresso do meu noivo. E não quero comer nada.

– Pode não ser uma putain, mas é uma idiota com sotaque inglês – disse a madame servindo-se de mais um gole. – Que diabo faz uma mulher inglesa na cabana do Père Blanchard? Será então uma espiã?

– Certamente que não!

– Ainda bem, porque aqui não há nada que espiar senão um capitão bêbado e um grupo de rapazes franceses com uns tomates tão pequenos que nem seguram as calças – apontou para os rapazes que voltavam os espetos.

– Não sou espiã – declarou Olivia. – Exijo que me soltem. O meu noivo deve andar à minha procura.

– A putain! – berrou a madame voltando a cabeça para olhar para um rapaz que estava num dos extremos da cozinha. Depois voltou-se para Olivia. – Espia ou não, o que faz aqui? Porque não nos aparecem muitas mulheres contrabandistas. Não que pareça ser uma delas.

O rapaz pôs-se de pé, veio do outro extremo da cozinha e retirou a tampa de um tacho de barro cujo conteúdo borbulhava... e era a fonte do cheiro avinagrado da levedura que crescia. Passou-o para uma tigela rasa no outro extremo da mesa. Provavelmente aquilo seria para a putain.

– Estou neste país numa missão de misericórdia – explicou Olivia mantendo a cabeça erguida. – Estou noiva de um duque e exijo saber com que autoridade este miserável me capturou e me trouxe aqui. E quero que me soltem as mãos!

– Ora vejam só! Uma virgem – ironizou a madame com um sorriso irônico. – Não será o meu dia de sorte?

Olivia voltou-se para Bessette. Aquele era um homem entroncado com uma enorme cabeça e orelhas que se destacavam como pétalas de uma flor cor-de-rosa.

– O senhor! – disse furiosa. – Monsieur Bessette, tem de cortar imediatamente estas cordas dos meus pulsos, já! – Depois voltou-lhe as costas e abanou as mãos na direção do homem.

Para sua satisfação e alívio, sentiu-o mexer no cordel.

– O cogumelo – ordenou madame. O rapaz despejou um fio de um líquido escuro e malcheiroso na levedura borbulhante e começou a mexer.

– Trata-a bem! – vociferou madame, provavelmente referindo-se à levedura e não a Olivia.

Quando sentiu as mãos livres, Olivia sacudiu-as, tentando restabelecer a circulação, depois cruzou os braços e voltou-se para madame.

– Devo concluir que a senhora tenha o hábito de raptar mulheres só porque lhe apetece?

– Não, a menos que valham algum dinheiro.

– Quanto quer? – perguntou Olivia – Por quê?

– Suponho que tenha de pagar a minha liberdade.

– O seu francês é bom de mais para uma simples donzela inglesa – declarou madame semicerrando os olhos e ignorando o comentário de Olivia. – A senhora é uma espiã.

– Foi a senhora que disse que aqui nada havia para espiar.

– É verdade. Então... veio espiar-me a mim.

Olivia revirou os olhos.

– Acredite, madame, ninguém que eu conheço tem o mais leve interesse em si ou na sua cozinha, embora ela fosse ideal para uma exposição acerca da cozinha primitiva entre os povos selvagens.

– Nem pense! – disse madame, batendo com a mão na tábua enfarinhada, de tal modo que se ergueu uma nuvem no ar. – Todos os padeiros de Paris e Londres querem a receita do meu pão. E a senhora... a senhora veio cá porque ouviu falar do meu grande talento.

– Não sei nada do seu pão – declarou Olivia.

– Então é uma selvagem! O grande Napoleão em pessoa declarou que o meu pão era abençoado pelos deuses. E não partilho os segredos da minha putain seja com quem for. Com ninguém! – A voz dela transformou-se num grito.

Olivia manteve-se firme. Embora parecesse paradoxal, sentia-se agora muito calma. Assustavam-na grupos de soldados dedicados à pilhagem e a violar mulheres, mas batalhas com uma cozinheira lunática faziam parte da rotina de governar uma casa.

– Está muito enganada se pensa que alguém quer roubar a receita desse cozinhado nojento.

– É uma espiã – declarou madame. – Uma espiã cozinheira. E uma grande mentirosa, como todos os ingleses.

– Não sou – disse Olivia irritada.

Madame enumerou as possíveis mentiras.

– Virgem? Acho que não.

Olivia abriu a boca, mas logo a fechou.

– Noiva de um duque? Pouco provável. Tem bom aspeto, mas não é uma beleza. Noiva de um negociante de fazendas, talvez, mas não de um duque. – Voltou-se e puxou um cordão de campainha junto à parede. – Terá de ir para as catacumbas até Le Capitaine acordar. O que bebeu ele ontem à noite?

– Duas garrafas, madame – respondeu um dos rapazes que fazia girar um espeto.

Ela soltou uma exclamação de desdém.

– Então só acordará lá para a noite – pegou no aro das chaves. – Mete-a lá no fundo, Petit. Olivia olhou para o rapaz.

– Trata-se de uma dama – protestou ele. – As damas não podem ir para as celas.

– A sorte dela é terem deixado de usar a guilhotina – replicou madame, bebendo o resto do vinho. – Faziam-no muito bem em Paris. Havia pessoas que ganhavam a vida a arrancar as cabeças dos aristocratas. Bessette, vai com eles.

– Exijo falar com o responsável desta instituição! – disse Olivia furiosa.

– Sou eu – declarou madame.

– A senhora! A senhora é uma criada e não o comandante desta guarnição.

– Vinho! – gritou madame. Um dos rapazes foi a correr servir-lhe mais vinho tinto. – Sou eu, enquanto Le Capitaine está bêbado ou a dormir, o que quer dizer que ele é durante uma hora e eu durante as outras vinte e três.

Olivia olhou para o vinho tinto.

– Fortalece-me o sangue – disse madame a sorrir. Pegou no saco da farinha e salpicou a mesa. – Deem-me um bocado daquela putain. Vou recomeçar.

Bessette agarrou no braço de Olivia com força.

– É consigo. Será preciso atá-la outra vez?

Olivia abanou a cabeça fitando os olhos azul-claros do homem.

– Provavelmente, o meu noivo vai matá-lo quando descobrir como me tratou. Bessette riu, mostrando os dentes escuros.

– Não seria o primeiro tentando. Espero que não se importe que eu fique com a sua capa. Posso vendê-la por dez sous.

– Não precisa de lhe arrancar o braço – disse o jovem soldado avançando.

Madame nem ergueu os olhos da farinha que deitava delicadamente sobre a levedura espumosa.

– Putain inglesa, não pense seduzir o pobre rapaz para que lhe dê a chave do seu aposento. A única maneira de lá sair é pela minha cozinha. E eu nunca deixo o pão. Nunca.