Uma Surpresa na Primavera

Carrie Elks · Capítulo 17 de 38

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Uma Surpresa na Primavera

Capítulo 17

Não ensines a teus lábios escárnio tal, porque foram

feitos, senhora, para beijar, e não para tal desdém.

— Ricardo III

 

Lucy olhou para o hotel a sua frente, a fachada de tijolos brancos aparecendo no alto da rua, iluminada pela lua brilhante de Paris. Antes que pudesse caminhar até a entrada, o porteiro apareceu, pegando sua mala e a conduzindo ao saguão de entrada.

— Mademoiselle Shakespeare? — ele perguntou, esticando o “r” do seu nome. — Monsieur MacLeish está esperando por você no salão.

Lucy seguiu a direção que o porteiro indicou com o braço, passando pelas cadeiras elegantes do saguão, não sem notar as pinturas antigas que adornavam as paredes. Um pouco adiante havia uma porta, a palavra “Salon” pintada em dourado acima dela.

— Vou mandar o mensageiro levar sua mala para o quarto — ele falou.

Lucy assentiu, agradecendo-lhe com um francês terrível, e respirou fundo. Não era só essa entrada bonita que parecia estranha para ela. Tudo o que estava fazendo naquele momento era estranho. Ela não era o tipo de mulher que voa para Paris por um capricho e, definitivamente, não era do tipo que concordava em passar o fim de semana com um homem que mal conhecia. No entanto, ali estava ela, o coração trôpego no peito como um puro-sangue, os pés impulsionando-a para o lugar onde ele a esperava.

O salão era tão encantador quanto a entrada, as janelas altas emolduradas por cortinas caras drapeadas, as paredes dominadas por tapeçaria escura que se estendia do chão ao teto. Mas não era para a decoração que ela estava olhando, era para o homem sentado em uma cadeira do outro lado do salão, a camisa branca aberta no pescoço, as mangas arregaçadas. Ele estava levando um copo com líquido âmbar para a boca. Mas seus olhares se encontraram e ambos congelaram.

Era preciso apenas um olhar e parecia que todo o seu corpo estava pegando fogo. Ela tentou respirar, mas a garganta estava muito apertada. Em seguida, ele ficou de pé, colocando o copo na mesa e caminhando em direção a ela.

— Você veio.

— Eu disse que viria. — Fazia apenas dois dias desde que ela o vira pela última vez, mas já havia se esquecido de como era bonito. Sentia como se tivesse um cavalo dentro do peito, galopando como se ali fosse uma pista de corrida.

Seus lábios se curvaram lentamente em um sorriso fácil, um sorriso que não fez nada para acalmar seu coração. E então ela estava sorrindo também, o riso fazendo cócegas no fundo de sua garganta, porque isso era mesmo muito louco.

Um garçom entrou no salão carregando uma bandeja com duas taças.

— Du vin, mademoiselle?

Uma das taças tinha vinho branco; a outra, tinto.

— Não sabia o que pedir — Lachlan falou, inclinando a cabeça para a bandeja. — Então pedi que trouxessem os dois.

— Vou querer o branco — ela respondeu, estendendo a mão quando o garçom lhe entregou a taça. — Merci.

— De rien. — O homem desapareceu tão rapidamente quanto chegou, e ali estavam os dois novamente, de pé no salão vazio, sorrindo um para o outro até que as bochechas começaram a doer.

— É melhor beber antes que esquente — Lachlan sugeriu. — Sente aqui. — Ele segurou sua mão e a levou para a mesa em que estava acomodado, segurando seus dedos até que ela se sentasse na poltrona. Assim que ele os soltou, ela sentiu falta do toque.

— Me perdoe por não te receber no aeroporto — ele falou, se sentando na cadeira em frente à dela. — Tive uma ligação que não podia perder.

— Tudo bem, eu gostei da viagem pela cidade. — Ela não disse a ele que tinha ficado olhando pela janela como a turista que era, com a boca aberta enquanto observava a vista que só conhecera por fotografias até então. Por que demorara tanto tempo para visitar aquele lugar?

Ela tomou um gole do vinho — fresco, seco e caro. Perguntou-se se ele seria cobrado pelas duas taças.

— Também aprecio sempre que estou aqui. — Sorriu para ela, como se estivesse satisfeito por terem isso em comum. — Este lugar nunca fica velho. Eu poderia visitar cem vezes e ainda haveria mais para ver.

— Quantas vezes você esteve aqui?

— Não sei. — Ele franziu a testa. — Dez, quinze vezes, talvez. Eu tinha alguns investimentos aqui, mas vendi.

— Você é dono deste hotel? — ela perguntou. Não podia deixar passar.

Ele riu.

— Não, deste não. Não tenho certeza se eu poderia pagar por ele. — Ele colocou o copo vazio na mesa. O dela ainda estava na metade. — Quer dar uma olhada? — perguntou. — Posso te levar para um tour rápido, se você quiser. Tem algumas pinturas incríveis aqui, vale a pena ver.

Ela não tinha certeza se deveria se sentir desapontada por ele não ter pulado nela assim que entrou pela porta. Não que ele parecesse ser do tipo que fazia isso. Ele era muito sofisticado, muito urbano. O homem sabia seduzir lentamente e com propósito.

Ela olhou para o relógio. Era quase uma da manhã no Reino Unido, o que significava que já eram duas da manhã na França. Não era de admirar que ela se sentisse cansada. Algumas horas antes, estava considerando dormir cedo e agora estava em um país diferente.

— Podemos fazer isso amanhã? — ela perguntou. — Eu realmente gostaria de tomar um banho, se possível. — E depois ir para a cama. Mas não foi corajosa o suficiente para dizer isso.

Houve um lampejo em seus olhos que combinava com o batimento do coração dela. Ele viu quando ela terminou o vinho e colocou a taça na mesa de madeira polida entre eles.

— Sim, isso parece perfeito para mim.

Lachlan olhou para a porta do banheiro, observando o vapor serpenteando pela abertura. Ele podia ouvir uma torneira aberta e o zumbido do que parecia ser uma escova de dentes elétrica. Ela só estava lá fazia dez minutos, e ele já estava ficando ansioso.

Olhou-se no espelho e parou, confuso. Algumas horas antes, ele estava certo de que poderia manter a camada de profissionalismo entre os dois. Agora ele tinha quase certeza de que ela estava nua em seu banheiro.

O pensamento provocou uma dose de desejo em seu corpo.

Lucy abriu a porta e uma parede de vapor escapou para a sala de estar. Ela parou assim que o viu ali, puxando o roupão branco e fofinho ao redor de si, o cabelo molhado roçando o rosto.

Ele viu aquela cicatriz novamente. Lembrou-o da noite em que ele a abraçou. Abaixo dela, sua pele estava rosada e limpa, o aroma de flores exalando de seu corpo. Isso o atraiu, fazendo-o caminhar em sua direção, os olhos dele nunca deixando os seus.

Ele observou seu pescoço se mover quando ela engoliu, então seguiu a linha até a clavícula. Deus, todo o corpo dela era delicado. Como uma obra de arte perfeitamente trabalhada. Deu outro passo, estendendo a mão para tocar sua pele exposta pelo V do roupão. O dedo traçou uma linha abaixo do recuo em sua garganta até o topo de seu decote, o toque fazendo o peito dela levantar quando inspirou bruscamente.

— Você está com medo — ele disse. — Não precisa. — Ele achou atraente a maneira como ela reagiu.

— Não estou com medo — ela sussurrou. — Só estou tentando descobrir se é uma boa ideia. Não faço esse tipo de coisa.

— Podemos parar se você quiser.

— Não. — Ela colocou a mão sobre a dele, pressionando a palma na pele úmida e quente. Quando seus olhos se encontraram, havia uma resolução no olhar de Lucy que ele não tinha visto antes. — Não pare.

Lachlan inclinou a cabeça até que suas bocas estivessem quase se tocando. A respiração dela estava rápida, quente, seu coração batendo contra o tórax onde ele a tocou. Nossa, a capacidade de resposta dessa mulher era excitante. A apreensão também. E a sensação de seu corpo sob a mão dele era quase demais para suportar. Afastando os lábios do quase beijo, ele disse:

— Não precisamos fazer nada que você não queira.

— Tudo bem.

Ele podia senti-la relaxar sob seu toque.

— Você está no controle — ele disse, olhando para ela. — Na verdade, vamos dar um passo adiante. Esta noite, o controle é seu. Você me diz o que quer e o que fazer. Você é responsável por tudo.

Seus músculos tensos relaxaram. Interessante.

— E o que você ganha com isso? — ela perguntou.

Seus olhos estavam aquecidos quando ele a encarou.

— Você.

Ela riu, apesar de tudo.

— Você não perde o charme, não é?

— Não perco nada — ele disse. — Eu jogo para ganhar, lembra?

Ela parecia se lembrar, seus olhos se tornando vítreos enquanto olhava para ele.

— Falando nisso — ele continuou —, eu tenho um motivo oculto.

— Qual é?

Ele segurou a lateral do rosto dela, a palma da mão cobrindo sua pele.

— Se você estiver no controle hoje à noite, amanhã vai ser a minha vez.

Sua boca se abriu novamente. Sem pensar, ele pressionou o polegar contra os lábios dela.

— O que você acha? — ele sussurrou.

Seus lábios se fecharam ao redor do dedo dele, a língua roçou na ponta do polegar, antes de, lentamente, deslizar a boca para trás, liberando-o.

— Temos um acordo — ela respondeu com gentileza.

 

Era a segunda vez que ela se deitava na cama com Lachlan MacLeish, mas parecia a primeira. Como se tudo fosse novo. Como se Glencarraig tivesse sido o aperitivo e agora o prato principal, um chateaubriand para dois.

— Fique aí por um minuto — ela disse, deslizando ao seu lado. — Não tire a cueca, tá?

— Tudo bem. — Ele pareceu estar se divertindo.

Lentamente, ela puxou o lençol até que seu torso estivesse exposto. Seu cérebro explodiu com a lembrança de como se sentiu quando ele a abraçou naquela noite em Glencarraig, a força em seu músculo, a pele lisa e firme.

— Não se mova — ela sussurrou, estendendo a mão. Com o dedo indicador, seguiu a linha da clavícula, se demorando na cavidade sob a garganta. Ela continuou até chegar ao ombro e abaixo do braço, traçando o bíceps forte. A pele sob o dedo se flexionou e, quando olhou para baixo, viu a mão dele fechada, os tendões do pulso firmes e proeminentes. Ela traçou o interior do cotovelo, fazendo-o estremecer, e uma risada suave escapou de seus lábios.

Ela sorriu ao som.

— Tem cócegas? — perguntou.

— Não.

Umedecendo o lábio inferior, ela moveu o dedo de volta pelo seu braço, tocando levemente entre o peito e o bíceps. Dessa vez sua risada foi mais alta, e ele se afastou. Ela não pôde deixar de rir também.

— Tem, sim. Está sentindo cócegas. — O sorriso iluminou seu rosto. — O implacável Lachlan MacLeish tem um ponto fraco.

— Não toque aí — ele disse, com os dentes cerrados.

— Você me disse que esta noite eu estava no comando. Posso fazer o que eu quiser, lembra? — Ela subiu em cima dele até se acomodar em sua cintura. Hum, aquela parte dele era sensível também, pressionando de um jeito que a fez se sentir muito, muito bem. — Agora, coloque as mãos acima da cabeça e não se mexa.

Ele balançou a cabeça.

— De jeito nenhum.

— Está renegando o nosso acordo? — ela perguntou. — Porque eu ouvi muito bem você falar que eu poderia dizer o que fazer hoje à noite.

— Você não disse nada sobre me torturar.

Ela segurou as mãos dele, cruzando os dedos ao redor delas. Eram grandes e fortes, assim como o restante dele.

— Não lembro de você ter feito qualquer ressalva.

— Algumas coisas são desnecessárias — ele disse. — Cócegas, definitivamente, estão fora dos limites. — Ela adorava o jeito como ele a olhava, desejo e apreensão misturados. Como se ela fosse a única coisa que importasse no mundo naquele momento.

Com os olhos fixos nele, ela ergueu as mãos, de modo que os braços dele apontaram para o teto.

— Não concordo — ela disse, empurrando-os ainda mais, até que os nós dos dedos dele roçaram a cabeceira da cama, deixando-o exposto. Tantos pontos dolorosos estavam na sua frente. As laterais do torso, a pele macia debaixo dos braços. Por onde começar?

Ele segurou os pulsos dela.

— Lembre-se — falou, com a mandíbula tensionada —, amanhã eu estou no comando.

— Amanhã, amanhã — ela falou, libertando as mãos. — Agora me deixe.

— Lucy...

Ela deu um sorriso travesso, se arrastando até roçar contra sua ereção. Moveu os quadris, e ele deu um gemido, sua cabeça se inclinando para trás.

— Caramba, você vai me matar.

— Bom, assim eu não vou ter que me preocupar com amanhã — ela disse, com a voz leve. — Agora solte as minhas mãos, Lachlan. — Ela se moveu novamente, se esfregando nele. Caramba, como estava duro.

Lentamente, ele abriu os dedos, soltando-a. Engoliu em seco, o pomo-de-adão se movendo.

— Acho que é um bom caminho a percorrer.

— Sentir cócegas até a morte? — ela perguntou, mexendo os dedos só para ver a reação dele. — Sim, eu posso pensar em maneiras piores.

Ele mordeu o lábio enquanto ela movia as mãos para seu peito, espalhando os dedos até roçarem em seus mamilos. Ele inspirou bruscamente ao toque dela, seus quadris se movendo em uma tentativa de se esfregar nela também. Ela se levantou o suficiente para frustrar seu plano.

— Eu poderia me acostumar com esse poder — ela falou, lentamente avançando as mãos para a lateral do corpo dele. — Também poderia me acostumar a te tocar.

— Se vai me fazer cócegas, vá em frente. — Ele gemeu. — Não aguento isso.

Ela se inclinou para a frente até que seu rosto estava a poucos centímetros do dele.

— Eu não vou te deixar se entregar com tanta facilidade — ela murmurou. — A melhor parte de fazer cócegas é pegar a pessoa de surpresa. — Fechando o espaço entre suas bocas, ela pressionou os lábios contra os dele. — Não me beije — ela murmurou. Seus lábios eram suaves, quentes e estavam imóveis enquanto ela se movia contra eles. Foi estranho beijá-lo quando ele não retribuía, mas também delicioso. Encorajada, ela passou a ponta da língua ao longo da sua boca, sentindo o mesmo ao ouvir o gemido escapando dele. Ainda o beijando, ela acariciou seus mamilos com os polegares, girando os quadris novamente até sentir sua ereção.

— Você está me matando — ele murmurou.

— Shh — ela sussurrou —, eu não disse que você podia falar.

Era errado que ela estivesse completamente excitada pelo homem que estava debaixo dela? Havia algo intoxicante em poder tocá-lo do jeito que quisesse. Em provocá-lo até que ele mal conseguisse manter o controle. Ela sabia que ele a estava deixando fazer isso, que em um segundo ele poderia virá-la e mostrar sua força. E, ainda assim, ele estava resistindo, deixando-a assumir o controle. Isso só a fez querê-lo ainda mais.

Passando os lábios pelo queixo dele, ela pôde sentir o pescoço raspando a pele macia. Em seguida, ela se moveu mais, descendo pela garganta e indo até o peito, sentindo a respiração ofegante vibrando contra sua boca.

Isso a estava deixando louca. Seu corpo inteiro formigava toda vez que ela o tocava. E, toda vez que ela girava os quadris, o prazer a atingia como uma vibração de eletricidade.

Ela parou quando alcançou o peitoral dele, respirando ar quente em sua pele. Olhando para cima, pôde ver as mãos ainda acima da cabeça, apertadas e segurando o travesseiro. Ele estava olhando para ela, os olhos aquecidos e escuros enquanto a observava mover os lábios em torno do mamilo. Curiosa para ver o que ele faria, ela deslizou a ponta da língua, mal roçando a pele intumescida. Ele ergueu os quadris em reflexo.

— Puta merda. — Sua cabeça caiu para trás.

— Você está xingando muito esta noite.

— Você está me fazendo xingar.

Lentamente, ela sugou o mamilo, circundando-o com a língua. Ele gemeu e todo o seu corpo enrijeceu debaixo dela. Caramba, era bom levá-lo ao limite. Ela sugou de novo, mais forte dessa vez, querendo dar a ele um gostinho do que estava por vir. Podia saboreá-lo, seu gosto limpo e, de alguma forma, masculino. Era inebriante.

Lucy deslizou a boca até o estômago, beijando cada espaço de músculos enquanto avançava. Seus dedos deslizaram pelas laterais do abdome e, por um momento, ele ficou tenso de novo, esperando que ela o atacasse.

Mas ela estava longe demais para isso. Qualquer pensamento de fazê-lo rir havia desaparecido. Ela queria fazê-lo suspirar, gemer, chamar seu nome. Queria deixá-lo louco de uma forma que ninguém nunca conseguiu.

Queria que ele se lembrasse daquela noite por muito, muito tempo.

Inclinando-se, ela beijou a pele logo acima do cós da cueca boxer. Sua ereção elevava o tecido, e, enquanto ela pairava sobre ele, a ponta roçou o vale entre os seios cobertos de cetim.

Deslizando um dedo por baixo do cós, ela moveu a cabeça até que seus lábios estavam sobre a boxer esticada. Ela beijou a ponta do membro, os olhos imediatamente procurando os dele para ver sua resposta.

Lachlan ofegou.

— Caramba, acho que você já me matou.

Ela lambeu o tecido — e a ele —, fazendo a peça ficar cinza-escuro.

— Nesse caso, seja bem-vindo ao paraíso.

— Eu quero tocar você — ele pediu, ainda segurando o travesseiro sobre a cabeça.

— Ainda não. — Ela não duvidou, por um minuto, que ele lhe desobedeceria. Ele fez tudo o que pôde para que ela se sentisse confortável e poderosa. E ela estava se divertindo com isso.

Prendendo os polegares sob o elástico, puxou a cueca para baixo. Sua ereção surgiu, grossa e com veios. Ela umedeceu os lábios, vendo uma gota brotar na ponta do membro. Estendendo a língua para fora, ela a capturou.

— Está tentando me fazer implorar?

— Ah, pode implorar — ela disse sorrindo. — Definitivamente.

— Coloque os lábios em mim. — O tom áspero da voz a fez se sentir ainda mais quente. Era isso que ela sentiria amanhã? Seria ela quem ficaria deitada com os braços acima da cabeça, ouvindo seus comandos enquanto ele dominava seu corpo? Até mesmo pensar nisso a fez estremecer.

— Por favor? — ela perguntou.

— Coloque seus lábios em mim... por favor.

Pela sua visão periférica, ela pôde ver as mãos dele soltando o travesseiro.

— Mantenha as mãos para cima — ela disse.

— Eu quero te tocar.

— Deixe-as aí.

— Senão o quê?

— Senão eu paro.

Lachlan suspirou, mas manteve os braços onde estavam.

— Você ganhou.

Ela sorriu para ele, seus lábios a menos de um centímetro de distância de onde ele, claramente, precisava dela.

— Não, Lachlan, acho que você vai ser o vencedor.