Uma Surpresa na Primavera
Capítulo 27
As tristezas não andam como espiãs, mas sempre
em batalhões.
— Hamlet
Com o vestido em uma mão, Lucy levantou a outra para chamar um táxi. O carro amarelo parou no meio-fio e ela entrou, tomando cuidado para não amassar a peça de roupa. Mal havia colocado o cinto de segurança quando o motorista arrancou, entrando no trânsito da hora do almoço. Quando ele pegou uma rua lateral, se juntando a uma fila de carros que tiveram a mesma ideia, Lucy olhou pela janela para as vitrines das lojas. Quase imediatamente algo chamou sua atenção. Ela se inclinou mais para perto, tentando ver se era o que ela achava que era.
— Ei, pode parar aqui por um minuto? — pediu.
O motorista olhou para ela com cautela, deslizando os olhos para o vestido recém-comprado.
— Se deixar isso, eu fico. E o taxímetro fica ligado.
— Tudo bem. Não vou demorar muito.
Pegando a bolsa, ela correu para a loja, procurando por um vendedor enquanto olhava para todo o estoque das prateleiras. Após uma conversa rápida e a cobrança no cartão Visa, saiu carregando sua compra delicada em uma caixa acolchoada, voltando ao táxi e acenando para o motorista continuar.
— Obrigada por esperar — disse a ele.
Ele murmurou algo ininteligível e colocou o pé no acelerador.
Estavam a poucos minutos do apartamento de Lachlan quando o telefone tocou. Ela não conseguiu esconder o sorriso quando viu o nome dele na tela.
— Alô?
— Como estão as compras? — ele perguntou.
— Terminei. Encontrei o vestido certo. — Ela olhou para a embalagem plástica preta, estampada com o logo da Bergdorf. Fechado ali dentro havia um vestido longo, sem alças e dourado, amarrado no busto, justo na cintura e que fluía como champanhe até o chão. Assim que experimentou, teve certeza de que era o certo. Pelos suspiros do vendedor, ele também achou.
— Como é? — Lachlan perguntou, sua voz soando distraída. — Pode me mandar uma foto?
— Não. Você só vai ver à noite. Traz má sorte.
Ele riu.
— Acho que você está pensando que é um vestido de noiva. — Sua voz ficou abafada, como se estivesse cobrindo o bocal. — Grant, você pode reservar uma mesa para quatro no Barouche? Vamos comer às sete.
Enquanto Lachlan continuava a conversa com Grant, Lucy via o mundo passar, apreciando a vista. Tinha ido até a loja de metrô — apesar da desaprovação de Lachlan —, querendo ver se era como nos filmes. Mas de jeito nenhum levaria aquele lindo vestido para as profundezas dos túneis.
— Já te falei o quanto estou feliz por você ir ao baile? — ele perguntou, a conversa com Grant claramente terminada.
— Disse, sim. — Ela sorriu para sua animação, lembrando como ele a olhou quando ela disse que iria. Como uma criança abrindo seus presentes de Natal.
— Significa muito para mim — ele disse baixinho. — Obrigado.
— Por nada. E quais são seus planos para hoje?
— Tenho reuniões a tarde toda — Lachlan falou. — E depois nós vamos jantar com meus clientes alemães.
— Nós?
— Sim, nós. Vou mandar um carro para te buscar às seis e meia.
— Não preciso de um carro. Eu mesma chego lá. Só me mande um e-mail com o endereço.
— Não vou deixar você andar pelas ruas com um vestido sexy e salto alto.
— Quem disse que vou usar um vestido sexy e salto alto? — Ela sorriu, brincando com ele.
— Eu.
— Quero ver a sua cara quando eu aparecer de jeans e suéter. — Uma ambulância passou depressa, as sirenes tocando alto. — Desculpe, não ouvi o que você disse.
— Falei que a minha cara vai ficar perfeitamente normal se você aparecer de jeans e suéter. Você fica linda de qualquer jeito.
Ela abriu a boca para responder, mas as palavras permaneceram teimosamente silenciosas.
Às vezes ele conseguia tirar seu fôlego só com uma frase.
— Parece um bom momento para terminar esta conversa — ela falou com um enorme sorriso. — Acho que você não consegue se superar agora.
Ele riu.
— Posso tentar. Quais são os seus planos para esta tarde? Quer que eu organize alguma coisa?
Ela ainda não tinha certeza se deveria se sentir aborrecida ou lisonjeada pela forma como ele sempre se oferecia para fazer coisas por ela. Estava demorando um pouco para se acostumar.
— Vou trabalhar um pouco — ela respondeu, com firmeza. — Preciso fazer isso se quiser meu emprego quando voltar.
— Talvez você não devesse — ele falou com a voz leve. — Assim eu posso te manter aqui para sempre.
— Por mais tentador que isso possa parecer, não sou o tipo de mulher que gosta de ser sustentada. — Embora o pensamento de ficar com ele a aquecesse. Ela nem queria pensar em como se sentiria no avião, no domingo. Em vez disso, guardou esse pensamento bem dentro de si. Era algo para considerar outro dia.
— Bem, não trabalhe muito — ele disse. — E, se ficar entediada, ligue para o Grant. Ele pode providenciar um carro para te levar a qualquer lugar.
— Posso cuidar de mim mesma.
— Sei que pode, mas eu gosto de cuidar de você. — Sua voz era tão suave quanto veludo. Ela fechou os olhos, se lembrando da noite anterior, o quanto se sentira segura em seus braços. Quase podia sentir seus bíceps rígidos ao redor dela e seus lábios tocando o ponto sensível entre o pescoço e o ombro enquanto ela caía no sono.
Meu Deus, eu te amo.
Levou um momento para perceber que havia dito as palavras em voz alta. Elas pairaram no ar como um cheiro ruim. Lachlan limpou a garganta, mas não disse nada.
Lucy esperou um momento, sem saber o que fazer. Ela deveria rir, tirar sarro disso? O táxi parou em um semáforo, o motor em marcha lenta enquanto a luz vermelha se difundia sobre eles, combinando com o rubor em suas bochechas.
Ela era muito idiota.
— Tenho que entrar em uma reunião — Lachlan falou, soando estranho pra caramba. — Não esqueça do carro às seis e meia. Te vejo no jantar.
— Tudo bem — ela respondeu, ainda se chutando por dizer aquelas malditas palavras em voz alta. — Te vejo mais tarde.
Lachlan colocou o celular no bolso, a mandíbula tensionada. Ela realmente havia acabado de dizer que o amava? Ele podia sentir o coração martelando no peito do mesmo jeito que ficava depois de terminar uma corrida de dezesseis quilômetros. Sim, ela falou.
Então, por que ele não retribuiu? Assim que as palavras saíram da sua boca, ele se sentiu como um garoto assustado, sem ação. Não soube o que dizer.
Grant enfiou a cabeça pela porta.
— Os seus visitantes voltaram do almoço. Eu os coloquei na sala de reuniões. O Marcus deve se juntar a vocês em breve.
Lachlan assentiu.
— Eu vou estar lá em cinco minutos. — Terminando de tomar sua caneca meio vazia de café, ele olhou pela janela, observando a cidade.
Ela estava lá fora e o amava. E ele se importava profundamente com ela também. Podia não ter sido capaz de dizer as palavras ainda — até mesmo pensar nisso o deixava em pânico —, mas talvez pudesse demonstrar. E esta noite, quando retornassem ao seu apartamento, planejava fazer exatamente isso.
Ela não tinha certeza se reconhecia a garota que a olhava. Seu cabelo estava molhado, caindo em uma cortina úmida pelos ombros. Seu rosto estava recém-lavado, brilhando do banho. Ela parecia saudável e feliz.
Parecia alguém que ela conhecia.
Atrás dela, o vapor ainda estava flutuando no ar, um efeito remanescente da longa permanência no chuveiro. Sua pele ainda podia sentir as gotas quentes de água que caíram do chuveiro, as células formigando com a memória tátil. Ela olhou pelo cômodo — a cerâmica cara, os azulejos de mármore perfeitamente instalados, os maravilhosos perfumes de banho que Lachlan havia comprado para ela usar.
Envolvendo uma toalha em volta do cabelo, pegou um roupão de banho e enfiou os braços, corando quando amarrou o cinto. Aquela noite em Paris, quando ele usara um cinto muito parecido com aquele para amarrá-la na cama, não parecia ter sido muito tempo antes. E, ainda assim, parecia uma eternidade também.
Estava voltando para o quarto quando o telefone tocou, vibrando na penteadeira onde o havia deixado. Sorrindo, caminhou em direção a ele, esperando ver o nome de Lachlan piscando na tela.
Mas era sua irmã, Cesca.
Algo fez sua mão congelar no ar quando se aproximou. Um pressentimento, talvez? Fosse o que fosse, seus dedos tremiam quando ela, finalmente, pegou o aparelho, que quase escapou de seu alcance.
— Cesca, está tudo bem?
Um segundo de silêncio foi seguido por um soluço.
— Cesca? — Ela chamou de novo, seu peito apertando com os soluços da irmã. — Você ainda está em Londres? — Só ouvir a respiração ofegante da irmã foi o suficiente para sentir uma onda de pânico correndo pelas veias. — Você está com o nosso pai? Ele está bem?
— Ele disse... ele disse... — Outro suspiro ofegante. — Não é verdade, é?
— O quê? — Lucy perguntou. — O que aconteceu?
— Ele achou que eu era a mamãe. Começou a gritar comigo, me pedindo para não deixá-lo, então disse ao Sam para... para... cair fora. — Ela fungou. — A enfermeira tentou acalmá-lo, mas ele começou a tentar agarrar o Sam. Ele estava tão confuso que começou a chorar e a gritar. Me implorou para que eu terminasse meu caso antes que magoasse as nossas garotas. Mas não era comigo que ele estava falando. — A voz dela foi abafada por outro soluço. — Ele estava falando com a mamãe.
Então o pai sabia sobre o caso. Uma nova onda de pânico deixou as pernas de Lucy fracas.
— Ele está falando bobagem, você sabe disso. Não sabe o que está dizendo. — A respiração dela estava ofegante, como se estivesse correndo por quilômetros.
— Ele não inventa coisas. — A voz de Cesca era baixa e rouca. — Só lembra de coisas antigas. Foi o que o médico disse.
Lucy se sentou na beira da cama, cobrindo o rosto com a mão, a ponta dos dedos cravadas no cabelo molhado. Pense, Lucy. Ela só precisava encontrar as palavras certas e tudo ficaria bem. Do jeito que sempre foi.
— Tudo isso foi há muito tempo, Cesca, não tem mais importância. — Ela balançou a cabeça. — Ele está doente, isso é tudo.
— Você sabia? — Cesca perguntou, depois soltou outro grito. — Sabia, né? Você não parece nada surpresa.
O estômago de Lucy deu um nó, e ela sentiu o gosto da salada de macarrão que comera no almoço.
— Eu não... — Ela procurou em seu cérebro, tentando encontrar as palavras. — Eu só...
— Você sabia, não é? — Cesca questionou novamente. — Ah, meu Deus, você sabia disso. Mentiu para mim, para nós. — Ela estava falando rapidamente, a voz alta soando na linha. — Quem mais sabe? — ela exigiu. — Quem mais está mentindo? A Juliet sabe disso?
— Não — Lucy respondeu, fechando os olhos com força. — Só eu. Não contei para ninguém. Não significou nada.
— Claro que significa alguma coisa. — O tom de Cesca se tornou irritado. — Significa que tudo que eu pensei a respeito da minha família estava errado. Eu escrevi a droga de uma peça baseada na minha mãe ou em quem eu achava que ela era. Você deve ter rido de mim o tempo todo.
— Não, Cess, juro que não. — Lucy balançou a cabeça. — Não é nada disso.
— Como é, então? — Cesca questionou. — Você parece saber tudo o que está acontecendo. Me conte a respeito.
— Não importa — Lucy respondeu, se encostando na penteadeira, sentindo o corpo pesado e dolorido.
— Claro que importa — Cesca protestou. — Tudo o que eu pensei que soubesse é uma mentira.
Lucy cobriu a boca para abafar o próprio soluço. Ela ofegou, o peito dolorosamente tenso quando tentou respirar fundo. Se sentiu tonta, como se tudo no quarto estivesse inclinado — apenas para perceber que era ela quem estava caindo no chão.
— Não, querida, não. Isso não é verdade. — Ela fechou os olhos, vendo o rosto da mãe, o momento antes de bater naquela van.
— Por que eu devia acreditar no que você diz? — Cesca perguntou, sua voz ainda vacilante. — Você tem mentido para nós há anos. O que mais você tem escondido, Lucy? Que outras mentiras você contou?
— Nada. — Sua respiração saiu em ofegos superficiais. — Juro, é só isso. Não queria que vocês se magoassem.
— E então você mentiu?
— Só não falei a respeito. — Ela esfregou a palma da mão sobre o rosto, sentindo a umidade de suas lágrimas na pele. — Por favor, Cesca, me deixe explicar. — Balançando a cabeça, Lucy mordeu o lábio, tentando se acalmar. Ela se sentia nervosa e ansiosa, como se não pudesse segurar os pensamentos. Eles corriam pelo seu cérebro como se estivessem em uma corrida de fórmula Indy.
— Não, não quero ouvir. Não acredito em droga nenhuma que você diz. Não quero mais falar com você.
— Por favor, não desligue! — Lucy implorou. — Cesca, ouça, não é...
Mas a conexão foi interrompida. Lucy olhou para o roupão branco que estava usando e para o lençol macio em que estava sentada. O que estava acontecendo? Ela ligou de volta para a irmã, que não atendeu.
Com as mãos trêmulas, pesquisou seus contatos, ligando para o número de Juliet. Quase imediatamente, caiu na caixa postal. Ou o telefone dela estava desligado ou Cesca estava ligando para ela agora. As duas coisas fizeram Lucy ter um mau pressentimento.
— Juliet, pode me ligar quando receber esta mensagem? — Foi tudo o que ela conseguiu falar antes de sufocar outro soluço. Deus, ela precisava se controlar. Ainda segurando o telefone, pensou em ligar para Kitty, que estava em Los Angeles, pedindo que ela não falasse com nenhuma das irmãs até que Lucy tivesse a chance de fazer o controle de danos. Mas ela conhecia Kitty muito bem — era tão curiosa quanto as outras. Ela telefonaria para Cesca e Juliet num piscar de olhos.
Lucy se deitou na cama, o cabelo umedecendo os lençóis, manchando-os com um tom mais escuro. Olhando para o teto pintado de branco, balançou a cabeça, tentando entender as coisas. Mas nada fazia sentido. Não conseguia nem se lembrar do motivo de ter mentido para elas por tanto tempo — como poderia explicar isso quando ela mesma não entendia?
Franzindo a testa, ela se sentou, apoiando o queixo sobre os joelhos. Pense, Lucy, pense. Respirou fundo para acalmar o coração acelerado. Mas a lembrança dos gritos de Cesca e suas acusações eram como pequenos golpes de adrenalina, fazendo o pulso acelerar ao recordar a rejeição da irmã.
Não quero falar com você.
Mas ela teria que falar, não é? Cesca não podia ignorá-la para sempre. De alguma forma, Lucy tinha que fazê-la entender. Ela tentara protegê-las, manter a família unida, ter certeza de que ainda tinham um pai, um lar, uma vida juntos.
Ela mentira porque as amava.
Com os braços em volta dos joelhos, se balançou para trás e para a frente em um movimento reconfortante. Tudo ia ficar bem. Ela faria tudo voltar ao normal — afinal de contas, havia feito isso antes e poderia fazer de novo. Elas eram uma família e era tudo que importava.
Lachlan estampou um sorriso falso no rosto e chamou o garçom, tentando ignorar a cadeira vazia a seu lado. Jurgen e Klaus já estavam de bom humor por causa da meia garrafa do vinho bom que haviam pedido e nenhum dos dois notou a maneira como ele continuava a desviar o olhar para a porta do restaurante.
Onde ela estava?
— Sim, senhor? — o garçom perguntou. — Gostaria de aguardar sua convidada ou está pronto para fazer o pedido?
— Vamos pedir agora — respondeu, acenando para Jurgen e Klaus. — Isto é, se vocês dois estiverem prontos.
— Claro — Jurgen sorriu, seu rosto corado por ter bebido o vinho com o estômago vazio. Combinado com o jet lag, era letal. Ele começou a discutir o menu com o garçom enquanto Lachlan se desligava da conversa, checando o telefone debaixo da mesa para ver se ela havia respondido à mensagem.
Nada.
Ele não tinha certeza se estava irritado ou preocupado. Lucy não costumava se atrasar para nada.
— Preciso dar um telefonema rápido — disse a Jurgen e Klaus depois que os três pediram. — Podem me dar licença por um minuto?
— Fique à vontade — Klaus respondeu, assentindo enquanto Lachlan se levantava.
Assim que estava no saguão, Lachlan ligou para o número dela. Direto para a caixa postal, droga. Então ligou para o telefone do apartamento, mas continuou tocando até que o tom de ocupado fez sua cabeça doer. Engolindo a frustração, ligou para a recepção do seu prédio.
— Sr. MacLeish, em que podemos ajudar? — A portaria atendeu imediatamente.
— Sabe se a srta. Shakespeare deixou o apartamento? — perguntou. — O carro chegou aí?
— Ele esperou por vinte minutos, mas ela não desceu — o concierge respondeu. — Liguei várias vezes, mas não obtivemos resposta.
Lachlan se encostou à parede de tijolos do restaurante, o telefone ainda colado ao ouvido.
— Você a viu? — perguntou, tentando esconder o tom alarmado em sua voz.
— Não desde que ela chegou à tarde. Estou sentado aqui desde então e não coloquei os olhos nela.
— Liguei para o celular e ela não está atendendo. Pode pedir a alguém que vá ver como ela está?
— Claro. — O tom do concierge era reconfortante. — Vou pedir ao John para subir.
— E me ligue de volta quando ele retornar.
— Sem problemas.
Enquanto esperava o telefonema, Lachlan ficou do lado de fora do restaurante, checando Jurgen e Klaus pela janela de vidro. Os dois pareciam felizes, rindo e bebendo a segunda garrafa de vinho. Ainda assim, sabia que acabariam percebendo que ele estava demorando demais.
Não que ele realmente se importasse.
Assim que o telefone tocou, ele atendeu.
— Sr. MacLeish? — Era o concierge novamente.
— Sim? Ela está lá?
— O John falou com ela pelo interfone. Ela está se sentindo mal, disse que estava deitada e falaria com o senhor mais tarde.
— Ela está doente? — ele perguntou. — Devemos mandar chamar um médico? — Seu alívio por ela estar no apartamento foi rapidamente substituído por uma ansiedade por sua doença.
— O John ofereceu, mas ela recusou.
Nada disso fazia sentido. Se ela estava doente, por que não tinha ligado para ele?
— Obrigado por ter ido checar.
— Disponha, sr. MacLeish. Ligue se precisar de mais alguma coisa.
Ele desligou e colocou o telefone no bolso, uma carranca aparecendo em seus lábios. Em seguida, entrou para se desculpar com Jurgen e Klaus antes de chamar um carro para buscá-lo.
Era hora de ir para casa e cuidar de sua garota.