Uma Surpresa na Primavera
Capítulo 18
A virtude é bela.
— A décima segunda noite
Uma mão deslizando suavemente pelas suas costas a acordou. Lucy piscou, os olhos lentamente se acostumando com a luz que brilhava através das pequenas aberturas nas cortinas de linho. Seus lábios estavam secos, todo o seu corpo rígido onde estava deitada. Uma olhada no relógio da mesa de cabeceira indicou que eram quase nove da manhã.
E aqueles dedos insistentes acariciando sua pele indicaram que não estava sozinha.
— Bom dia.
Ela virou a cabeça para ver Lachlan deitado a seu lado no colchão king size. Seu cabelo estava um pouco desgrenhado e o lençol branco estava preso ao redor da cintura, revelando os músculos fortes do abdome e peito, sua pele bronzeada à meia-luz.
— Oi.
— Você não fugiu desta vez — ele disse, movendo a mão das costas para a barriga dela, puxando-a contra si. Ele estava muito quente, lembrando-a de outra noite quando eles foram muito mais longe do que ela pretendia.
— Só preciso de um tempo.
Ele riu.
— Talvez eu deva confiscar o seu passaporte. Assim você não tem como escapar.
— Experimente. — Ela disfarçou um sorriso. — De qualquer forma, você me prometeu um fim de semana em Paris, por que eu iria querer partir?
— Prometi um fim de semana na cama — ele corrigiu.
Ela se virou para olhá-lo com uma sobrancelha arqueada.
— Eu só quero mostrar uma linda cidade para uma bela garota. — Ela fez uma imitação aceitável do seu sotaque. — Lembra?
— Você viu a cidade ontem à noite. — Ele desenhava círculos com os dedos em seu estômago, descendo cada vez mais.
— Eu estava em um táxi e estava escuro. Mal consegui ver coisa alguma.
Ele pressionou os lábios contra o ombro dela.
— Temos que nos ver. É isso que importa.
Ela fechou os olhos por um momento enquanto ele roçava os lábios no seu pescoço, beijando até o outro lado. Seu corpo inteiro formigou com o toque.
— Lachlan...
— Humm? — Sua voz foi abafada pela pele de Lucy.
— Não posso vir a Paris e não ver nada. — Ainda assim, ela ficou muito tentada. — E a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo? O Museu do Louvre?
— São adoráveis. Mas não tanto quanto você. — Ele segurou o queixo dela, virando a cabeça para poder beijá-la. — Eles podem esperar. — Seus beijos se tornaram mais insistentes, deixando-a em chamas até que ela quase se esqueceu da necessidade de passear. Ela podia sentir a excitação quando ele a virou e seus corpos estavam juntos, as mãos dele descendo pelas costas até a base da coluna, onde cada nervo parecia formigar ao toque das mãos dele.
— Lachlan — ela sussurrou contra os lábios dele.
— Sim? — Sua voz estava cheia de desejo.
— Nós vamos passear hoje à tarde.
Assim que saíram do elevador, o vento bateu nos cabelos dela. Embora o sol ainda estivesse brilhando no céu azul-claro, o ar no último andar da Torre Eiffel era consideravelmente mais frio, e ela puxou um pouco mais a jaqueta para junto do corpo.
Eles caminharam em direção à borda, Lachlan segurando a mão dela. Ela o encarou, como se estivesse surpresa com o gesto íntimo. Ele reprimiu o sorriso. Se ela achava que ficar de mãos dadas era íntimo, então o que eles estiveram fazendo a noite toda era o quê?
Abaixo deles, Paris se estendia como um gato contente, apenas um pouco obscurecida pelo cruzamento de fios que circundavam a plataforma de observação. Ela estendeu a mão para o corrimão, e ele se posicionou atrás dela, os braços envolvendo-a enquanto olhavam para a cidade.
Foi estranho ver uma cidade que ele conhecia tão bem através dos olhos dela. Lachlan foi capturado pela alegria de Lucy enquanto vagaram às margens do Sena e disfarçou um sorriso com sua decepção quando viu quanto a Mona Lisa era pequena. No momento em que subiram no Arco do Triunfo, ele passou mais tempo olhando para ela do que para a bela cidade à sua frente. E agora estavam na Torre Eiffel — o último lugar em sua lista —, e ela parecia mais radiante do que nunca.
— É lindo — ela sussurrou. Eles observavam o Jardim das Tulherias, que se estendia desde o Louvre até a Praça da Concórdia, o retângulo verde cruzando com passarelas amarelo-claras e duas lagoas, uma circular, outra octogonal, que cobriam os terraços.
Ele se inclinou para mais perto dela, seu corpo envolvendo-a.
— Tudo parece tão pequeno daqui — disse, com a boca perto do ouvido dela. — Faz tudo parecer insignificante.
Ela virou levemente a cabeça para olhar para ele.
— É porque nós somos insignificantes. — Um sorriso brincava em seus lábios, e ele não conseguia descobrir se ela estava falando sério ou não.
Um raio de sol bateu em seu rosto, iluminando sua pele, e ele não pôde deixar de olhar para ela, absorvendo sua beleza da mesma forma que ela absorvia os raios. Seus lábios se separaram, mas suas palavras foram roubadas pelo vento. Ela as repetiu — dessa vez mais alto.
— Não acredito que nunca vim aqui. — Ela balançou a cabeça. — Todas as viagens que fiz, e este lugar sempre esteve do lado de casa.
Lachlan afastou o cabelo dela do rosto, expondo o pescoço. Inclinando-se para a frente, ele pressionou os lábios contra sua garganta, beijando-a gentilmente até o queixo.
— Por que mesmo nós não estamos na cama agora? — ele murmurou, sentindo o riso dela em sua pele.
Em vez de responder, ela virou a cabeça até que seus lábios se encontraram, seus beijos se aquecendo em segundos. Ele passou os braços ao redor da cintura dela, puxando-a contra si, deixando-a sem dúvidas de que ele preferia estar no hotel naquele momento.
— Porque o melhor da festa é esperar por ela — Lucy sussurrou em seus lábios. — E nós temos a noite toda, lembra?
Mas isso era tudo que eles tinham, e ele queria que durasse o máximo que pudesse. Porque, quando a manhã chegasse, todas as apostas seriam canceladas. Ela voltaria para Edimburgo e ele estaria em um avião para Nova York, e seria como se este fim de semana nunca tivesse acontecido.
Ele passou a mão pelo cabelo dela, sentindo os fios macios como seda enrolados em seus dedos. O jeito como ela o observava, com olhos suaves e lábios abertos, o fez querer empurrá-la contra o corrimão e beijá-la até que nenhum deles pudesse respirar. Mas não estavam sozinhos — estavam cercados por turistas que passavam por eles, resmungavam e lançavam olhares estranhos.
Ele inclinou a cabeça para a frente, até que sua testa estivesse pressionada contra a dela. Quando ela piscou, ele sentiu seus cílios tocarem os dele. Ele ofegou, a respiração falhou contra a pele dela e tudo o que conseguia pensar era em quanto precisava dela naquele momento.
— Vamos voltar para o nosso quarto — ele sussurrou, com a voz rouca. Roçou os lábios contra os dela novamente, sentindo um flash de desejo disparar em suas veias.
— Mais uma parada — ela disse, os lábios se movendo contra os dele. — Vamos ver só mais uma coisa e depois nós voltamos. — Ela fechou os olhos enquanto ele movia a boca para seu pescoço, beijando suavemente a garganta. — Você pode escolher para onde nós vamos.
Ele respirou na sua pele quente, cheirando a fragrância de seu perfume misturado com as notas florais do xampu.
— Tudo bem — ele concordou — nós vamos a mais um lugar, mas depois, nas próximas catorze horas, a única coisa que eu quero ver é você.
Ele sabia exatamente o que queria mostrar assim que ela disse as palavras. E não era um monumento enorme como a Torre Eiffel, ou uma meca turística como o Louvre. Era menor, mais íntimo e, mesmo assim, ele hesitou por um momento antes de se inclinar para a frente para dizer ao taxista aonde levá-los em seguida. Não era que ele não quisesse compartilhar isso com ela; ele temia que ela não o visse da mesma forma que ele.
— Vamos a outra galeria? — ela perguntou, olhando para ele, intrigada. — Acho que você não gostou tanto das pinturas no Louvre.
— Gostei de algumas — ele disse, ainda sentindo aquela estranha aresta. — Mas esse lugar é diferente. Não tem pinturas.
Em poucos minutos, eles estavam parando do lado de fora de um prédio alto de vidro, a luz de dentro inundando as ruas de Paris. Lachlan se inclinou para pagar o motorista, depois saiu, oferecendo a mão para Lucy quando ela o seguiu.
— Sempre cavalheiro — ela disse, deslizando a palma da mão na dele.
— Quase sempre. — Se ela pudesse ler a sua mente, provavelmente mudaria de ideia. Toda vez que a olhava, sentia uma necessidade que achava difícil ignorar. Como se o fim de semana juntos o estivesse levando ao ponto de ebulição.
Ainda segurando a mão dela, ele a levou para dentro da galeria, acenando para a senhora de cabelo escuro de pé atrás da mesa. Só havia algumas pessoas lá dentro, vagando pelas exibições, as vozes pouco mais do que baixos murmúrios no silêncio retumbante. Mas não era para as pessoas que ele estava olhando, era para ela e sua reação. Ela veria a beleza que ele via ou seria simplesmente outra vista para ela adicionar à sua coleção? Uma fotografia que desapareceria entre todas as outras em sua mesa?
Ele odiava esse pensamento tanto quanto odiava a ideia de ela partir no domingo.
— O que é isso? — Lucy perguntou, olhando ao redor da sala. Estava cheia de cerâmicas que pareciam ser antigas. Pelos desenhos e cores, ela as reconheceu como orientais — japoneses ou chineses, talvez. Mas não foi a etnia que chamou atenção. Eram as linhas irregulares de cada peça, cheias de resina dourada, fazendo novos padrões no velho esmalte.
— Chamam de Kintsugi — Lachlan disse a ela enquanto entravam no centro da sala. Sua voz estava estranhamente hesitante. — A arte japonesa antiga de reparação da cerâmica. — Ele a levou até um grande prato. — Este tem algumas centenas de anos. Está vendo como cada peça é colada? Aquela laca é misturada com ouro em pó.
Ela se inclinou na direção da vitrine, seus olhos traçando o padrão cruzado da cola.
— Mas por quê? — ela perguntou. — Fazem isso de propósito?
Ele balançou a cabeça, sorrindo.
— Originalmente não, embora eu tenha certeza de que alguns o façam agora. É mais que uma arte, é uma filosofia. A crença de que as coisas podem ser mais bonitas se estiverem quebradas. O passado de um objeto só aumenta seu apelo. Nós devemos melhorar nossas imperfeições, não as esconder.
A expressão dele era intensa enquanto a encarava, e ela podia sentir seu corpo respondendo. Ele parecia tão excitado quanto naquele dia, cercado pela beleza da natureza. Como se estivesse pulando para a vida.
— Como você sabe tanto sobre isso? — ela perguntou.
— Eu era vizinho de uma família japonesa quando era criança — falou enquanto seguiam para a próxima peça. — Eles me encontraram chorando no dia em que quebrei o vaso da minha mãe. Era uma coisa barata do Walmart ou de algum outro lugar, mas eu sabia que ela ficaria louca de raiva por isso. A avó deles me mostrou como consertá-lo e torná-lo mais bonito. Ela me disse que a laca de ouro era como uma cicatriz, que deveríamos usar nossas cicatrizes com orgulho, porque elas provam a todos que somos sobreviventes.
Quase imediatamente, o pensamento dela foi atraído para sua própria cicatriz. Com a mão livre — a que não segurava a de Lachlan —, ela enfiou a mão por baixo do cabelo e a tocou.
— A primeira vez que vi essa cicatriz, pensei no Kintsugi — Lachlan murmurou, observando-a. — Você a esconde como se fosse algo para se envergonhar. Mas as cicatrizes não te desfiguram, são medalhas. Elas mostram que você sobreviveu.
Ele fez aquilo de novo: disse algo que trouxe lágrimas aos seus olhos. Ela mordiscou o lábio para conter as emoções. Algumas coisas eram horríveis demais para se ter orgulho.
Ele parou de andar e estendeu a mão para ela, traçando a cicatriz com o dedo. Ela prendeu a respiração, o toque da mão dele como fogo contra sua pele. Por um momento, sentiram como se fossem as únicas pessoas na galeria, apenas os dois, cercados por obras de arte japonesas antigas. E o jeito como ele a estava olhando, como se ela fosse a mais bela de todas, a fazia sentir como se estivesse voando.
— Por que você tenta esconder a sua cicatriz? — Ele a localizou novamente, seu toque tão suave quanto algodão. — É parte de você, e isso faz você ser linda.
Uma única lágrima escapou da barreira que ela tentou criar, deslizando pela sua bochecha. Ela tentou engolir, mas o nó em sua garganta a impediu.
— É uma imperfeição — ela finalmente sussurrou, sua pele em chamas sob o toque dele. — Por sua própria natureza, isso não me tornou nada perfeita.
— O que no mundo é perfeito? — ele perguntou, deslizando a mão até que estivesse segurando sua nuca. Gentilmente, ele beijou a lágrima que permanecia em sua boca. — Isso é uma coisa superestimada, se você quer saber. Todas aquelas mulheres com cara de botox, incapazes de sorrir ou franzir o cenho? É horrível. E estas cerâmicas, antes de serem quebradas e consertadas, não eram nada. Não eram nem dignas de nota. E agora elas são incríveis o suficiente para serem exibidas em uma das mais belas galerias do mundo. — O polegar dele fez círculos em seu pescoço.
Ela o encarou.
— É por isso que você gosta delas? — Lucy perguntou. — Por causa das suas imperfeições?
— Eu gosto delas porque representam uma segunda chance. Uma segunda vida. Elas mostram que, não importa o quanto as coisas se quebrem, elas podem ser consertadas. E podem se tornar ainda melhores do que eram antes. — Ele se inclinou para ela, esfregando o nariz contra o seu. Os lábios dele tocaram o canto da sua boca. — A imperfeição de um homem é obra de arte de outro — ele sussurrou, sua respiração fazendo cócegas na pele dela. Ela segurou a respiração enquanto ele a beijava com força o suficiente para fazer com que os arrepios pulsassem na sua coluna.
Caramba, o homem sabia beijar. Ela era como o barro de oleiro em suas mãos, se moldando a ele, ansiando para que ele formasse algo novo. Toda vez que ele a tocava ou dizia algo para ela, Lucy afundava mais. Em uma necessidade que ela não sabia que tinha e um desespero que não tinha ideia de como controlar.
— O que você está fazendo? — ela perguntou, observando-o puxar os cintos brancos dos dois roupões de banho, colocando as tiras na cama em duas linhas paralelas. — Para que servem?
— Proteção — ele respondeu, tentando esconder um sorriso. Ela era muito fofa.
— Contra o quê?
— Contra o seu melhor julgamento.
Sua boca se abriu. Ela estava sentada na cama deles, as pernas nuas enroladas debaixo dela. Quando voltaram do dia de visitas, ele preparou um banho para ela, servindo-lhe uma grande taça de vinho branco para relaxar. Sua pele ainda estava corada por causa do calor, seus olhos um pouco vítreos do vinho. Uma combinação intoxicante.
— Pare de tentar me assustar — ela disse, lhe lançando um olhar gelado, embora seu sorriso estragasse o efeito. — Eu tenho experiência com blefes, lembra? É meu trabalho descobrir a verdade.
Ele passou o tempo em que Lucy estava no banho tentando descobrir o que ia fazer com ela. Quando fez o acordo na noite anterior, era mais uma piada do que qualquer outra coisa. Uma maneira de fazê-la relaxar. E tinha sido muito gostoso também.
Mas agora um mundo de oportunidades estava à sua frente. Ou melhor, sentada à sua frente, usando uma das suas velhas camisetas cinza, o cabelo molhado e penteado para longe do rosto. Era possível ver sua cicatriz novamente, um pouco mais rosada do que o restante, uma linha irregular da testa até o topo da orelha. Por alguma razão, ele estava atraído por aquilo, sua curiosidade o devorando como um lobo faminto.
— Assim que eu tirar a camisa, está valendo — ele disse, puxando-a da cintura. — Depois disso, você não fala mais nada, não questiona, só faz o que eu peço. Tudo bem? — Com habilidade, ele desabotoou os botões, a camisa branca de algodão aberta revelando seu peito.
Lucy tinha a boca ligeiramente aberta, os olhos arregalados, o olhar seguindo as mãos dele enquanto desabotoava os punhos. Ele podia vê-la engolir em seco, a emoção em seu rosto deixando-a muito expressiva. Ele queria beijar as linhas de preocupação da sua testa.
— E se eu quiser que você pare? — ela perguntou.
— Você não vai querer — ele disse sorrindo. Caramba, esse lado dela era tão diferente da Lucy que ele via no escritório. — Mas, se quiser, basta dizer: Lachlan, por favor, pare.
— E você vai parar?
— Vou, sim.
— Faz isso com frequência? — ela perguntou.
— O quê?
— Dominar as mulheres?
Ele não pôde deixar de rir.
— Não sou um dominador, Lucy. Não vou fazer nada além do que você fez comigo na noite passada. Eu vou estar no comando e te dizer o que fazer, mas, acredite, nós dois vamos aproveitar.
— Do jeito que você fez na noite passada?
— Exatamente.
— E aquilo? — Ela inclinou a cabeça para os cintos, ainda apoiados ao seu lado.
— Era uma piada — ele admitiu. — A menos que você queira experimentar.
— Ok.
Sua resposta o chocou. Ele balançou a cabeça como se estivesse tentando encontrar sentido nisso.
— Sério?
Ela nunca deixava de surpreendê-lo. Era uma das coisas que ele mais gostava nela: ele nunca conseguia adivinhar o que ela faria em seguida.
— Sério. — Ela assentiu.
Com os punhos abertos, ele tirou a camisa, observando-a cair no chão.
— Você tem uma última chance de recuar — ele avisou, mais por efeito que qualquer outra coisa. Nunca tinha feito nada desse tipo. Seu objetivo no sexo nunca foi estar no topo ou planejar maneiras intrincadas de dominar o outro. Era uma maneira de relaxar e só.
Mas agora, vendo-a sentada à sua frente com aquela camiseta surrada, não conseguia pensar em nada que preferisse fazer. Não tinha a ver com controle, mas sim com agradá-la, dar a ela coisas que ela não sabia que queria.
Até que as tivesse.
— Tire a camiseta — ele disse, falando em um tom agudo deliberadamente.
Seus olhos brilharam quando ela hesitou antes de puxá-la sobre a cabeça. Ela estava usando somente uma calcinha rosa-claro.
Nua, loira, deitada em sua cama. Caramba, tinha como ficar melhor que isso?
— Coloque os braços acima da cabeça.
Dessa vez ela obedeceu imediatamente. Seus braços se estendiam acima dela, levantando os seios, os mamilos visivelmente intumescendo. Só de calça, Lachlan cruzou o espaço entre ele e a cama, ajoelhando no colchão. Agarrando os cintos, ele os amarrou ao redor dos pulsos dela, prendendo-a à intricada cabeceira de ferro.
— Você está bem? — Ela assentiu. — Confia em mim?
Ela puxou os cintos amarrados em torno de seus pulsos. Ele os deixou soltos o suficiente para não causar nenhum desconforto. Se fizesse força, ela os teria desfeito em pouco tempo — afinal, ele não era escoteiro. Ainda assim, algo no jeito como ela o estava olhando provocou um choque de prazer. Claro, ele nunca tinha feito nada assim antes, mas, com ela, parecia incrível.
— Você confia em mim? — ele perguntou de novo, de alguma forma precisando ouvi-la dizer. Ele se ajoelhou sobre ela, montando em seus quadris da mesma maneira que ela havia feito na noite anterior. Ele a observou. Estava se esforçando ao máximo para não puxar sua calcinha naquele momento.
— Confio — ela sussurrou.
Ele sentiu o alívio correr por suas veias. Desatando a fivela do cinto, ele deixou o couro solto, desabotoou a calça e a tirou. Quando estava só de cueca, a evidência de sua excitação ficou proeminente contra o tecido preto.
Ela confiava nele. Ouvir isso era tão afrodisíaco quanto ver seu corpo quase nu debaixo dele. Ele podia sentir o pau pulsando forte quando se inclinou para ela, desesperado para sentir sua pele.
Ela confiava nele.
Era tudo que ele precisava ouvir.