A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Elle Casey · Capítulo 9 de 38

Páginas do PDF

A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Capítulo 8

 

ABRACEI TONY O MAIS FORTE QUE PUDE. Senti os braços de Chase a m eu redor, e em seguida os de Spike e Finn tam bém .

– Ei, e eu? – ouvi a voz de Becky atrás de nós.

Senti Spike nos soltar, e um segundo depois, a pressão do rosto de Becky entre m eus om bros.

– Ah, obrigada Spike – disse ela com voz abafada.

Eu ri de felicidade. Tinha am igos incríveis.

– Vam os lá – disse eu depois de alguns instantes, ainda acariciando as costas de Tony. – Vam os para o escritório de Dardennes. É onde ficam os am uletos.

Nós seis nos separam os do abraço com relutância para sair da sala. Os presentes estavam saindo aos poucos, de vez em quando olhando para nós. Os m em bros do Conselho j á estavam longe, eram sem pre os prim eiros a sair.

– Ei, Gregale! – gritei.

Ele j á estava saindo, m as voltou-se para m im .

– Obrigada! – disse eu levantando um polegar e lhe dando um sorriso de dez m il watts.

Ele olhou para sua própria m ão, com o se fosse devolver o gesto, m as, em vez disso, apenas balançou a cabeça. Acho que o sinal de positivo era um pouco hum ano dem ais para ele.

Dez m inutos depois estávam os na frente da porta de Dardennes. Chase bateu três vezes, e em seguida abriu. Dardennes, Céline e Ivar estavam lá dentro, em pé j unto à m esa de Dardennes.

Tony esfregou as m ãos, nervoso e voltou a esfregá-las na parte da frente da calça jeans.

– Não se preocupe, cara. Estes são os legais – sussurrou Finn em seu ouvido.

Tony deu-lhe um sorriso hesitante.

– Por favor, entrem – disse Dardennes –, e fechem a porta.

Spike foi o últim o a entrar, batendo a porta com m uita força atrás de si.

– Oops. Desculpem . Acho que estou m eio anim ado.

Olhei para trás e notei um brilho averm elhado em seus olhos brilhantes. Eu não tinha certeza se era a em polgação pela assem bleia ou pelo abraço de Becky que o tinha deixado assim , m as ele definitivam ente estava se sentindo um pouco feliz dem ais. Levantei um a sobrancelha para Chase, gesticulando com a cabeça para que ele desse um a olhada em Spike. Ele olhou e depois m e fitou, revirando os olhos. Ele m antinha um a guarda constante contra os avanços am orosos de Spike em m inha direção. Eu não m e im portava – quer dizer, Spike era m ais que sexy –, m as ele nem sem pre esperava por m inha anuência antes de com eçar; assim , Chase era a ducha fria de Spike em form a de dem ônio. Eles tinham um a relação de am or e ódio.

Dardennes sorriu para nós quando avançam os em direção a sua m esa.

– Então, tem os um candidato a criança trocada conosco aqui hoj e, hein?

– A-hã, sim , senhor – disse Tony, pigarreando nervoso.

Céline sorriu serenam ente, sem dizer nada. Ela e Dardennes pareciam irm ãos – am bos tinham cabelos grisalhos e olhos cinzentos gelados. Suas túnicas eram prateadas, o que com binava perfeitam ente com sua aparência. Quando andavam no m undo hum ano eles usavam ternos prateados tam bém , m as não pareciam bregas de j eito nenhum . Só pareciam extrem am ente ricos e um pouco intim idadores. Eu não sabia se eles eram oficialm ente irm ãos, m as am bos eram elfos prateados, pertenciam à m esm a raça fae. Sem pre que havia decisões a serem tom adas sobre as crianças trocadas eles estavam envolvidos. Fora Dardennes quem nos entregara os am uletos, aj udando-nos a com eçar nosso despertar fae. Ele tam bém havia entrevistado todos nós e nos escolhera. No início, eu o culpava por tudo de ruim que acontecera com igo e com m eus am igos na floresta, m as aprendi a perdoá-lo. Quase totalm ente.

Dardennes levantou cuidadosam ente a tam pa da caixa que eu sabia que continha os am uletos para as crianças trocadas. Ele olhou para Tony e depois para baixo novam ente, para o conteúdo da caixa diante de si.

– Não tive tem po suficiente para avaliar Tony com o eu gostaria. Vam os ver se este funciona.

Ele lhe entregou um am uleto que eu m e lem brava de ter visto Finn usar, um a m unhequeira de m etal.

Tony pegou o am uleto, olhando para m im , e o colocou.

– Com o você se sente? – perguntou Dardennes.

Tony deu de om bros.

– Tudo bem , acho. Eu deveria sentir algum a coisa?

– Não necessariam ente. Mas não, acho que não é esse. Por favor, devolva-o.

Tony o tirou e o devolveu.

– Experim ente este.

Dardennes entregou a Tony um anel.

Spike sussurrou em m eu ouvido.

– Esse é o anel que eu usei.

– Eu sei, ssshh! – sussurrei de volta.

Eu queria saber por que Dardennes estava dem orando tanto para encontrar o am uleto certo. Com ecei a ficar nervosa. Eu achava que aquilo seria um a m era form alidade, não um processo de dolorosa expectativa.

– Não, não, esse não está certo tam bém . Vam os, tente este.

Ele entregou a Tony um colar e pegou o anel de volta, colocando-o na caixa com os outros.

Olhei para Chase com um a interrogação nos olhos. Ele acenou, confirm ando que era o colar que ele usara.

Dardennes e Céline sorriram ao m esm o tem po.

– Sim , é esse.

Ele fechou a tam pa da caixa e apertou as m ãos, olhando para Tony.

– Tudo bem , m eu j ovem , agora é a últim a chance que você tem de m udar de ideia. Tem certeza de que quer se tornar um a criança trocada?

Tony olhou para eles por um segundo, e em seguida se voltou para m im . Eu sabia que ele podia ver o m edo em m eu rosto – m edo de que ele fosse em bora.

– Vam os lá, Tony, não faça isso com ela de novo – gem eu Finn. – Droga, ela vai ficar insuportável se você não estiver aqui.

Tony sorriu.

– Então, você é um a pessoa difícil de conviver, é?

– Você não tem ideia – disse Spike.

– Pode acreditar, Tony – disse Becky com um riso na voz –, é m elhor sim plesm ente fazer o que ela quer. Sua vida será m uito m ais fácil dessa m aneira. Assim com o a nossa.

Olhei feio para m eus am igos. Eles agiam com o se eu fosse um m onstro ou algo assim . Só porque eu sabia o que queria e quando queria...

Tony respirou fundo e estendeu a m ão para pegar a m inha, voltando-se para Dardennes novam ente.

– Sim . Quero ser um a criança trocada. Vam os lá.

Eu apertei sua m ão, anim ada, incapaz de im pedir que um enorm e sorriso surgisse em m eu rosto.

Ouvi Finn dizer “Yeeeeah!” baixinho atrás de m im . Ele e Spike deviam estar com em orando. Idiotas.

Dardennes com eçou o ritual.

– Tony, por favor, repita com igo:

Invoco o sangue fae que em minhas veias corra

Peço à magia fae que meu corpo a mova

Um fae sou então.

Serei uma criança trocada, de verdade,

Desde agora, nesta ocasião,

Para toda a eternidade.

Tony disse as palavras e eu observei seu rosto com cuidado em busca de quaisquer alterações. Não eram físicas, pelo m enos não para nós. Mas, quando m udei, senti algo com o um form igam ento onde o am uleto estava. Só algum as horas depois fui perceber as diferenças em nossos pontos fortes e descobrir habilidades que havia ganhado.

Quando ele term inou, esperei alguns segundos para perguntar.

– Então, com o se sente? Diferente?

– Não, na verdade, não.

– Você sentiu algum a coisa no am uleto?

– Não, não senti nada. Isso é ruim ?

Tony olhou para Dardennes buscando orientação.

Eu tam bém olhei, com m edo de que algum a coisa houvesse dado errado. Ou que algum a coisa não estivesse acontecendo com o deveria. Dardennes sem pre havia dito que não havia nenhum a garantia de que éram os fae – só que era provável que fôssem os, com base em nosso desem penho durante o teste. Im aginei que com um a habilidade sobrenatural com o a de Tony, de sentir m inhas vibrações, isso significava que ele era definitivam ente fae.

– É diferente para cada um , não se preocupe. Acredito que você fez a transição. – Ele olhou para Céline e ela assentiu. – O único problem a é... bem ... Nós não tem os bem certeza de que tipo de fae você é.

Tony olhou para ele sem expressão.

Bem , isso era um a surpresa.

– Então, que diabos isso significa? O que vam os fazer agora? – perguntei.

Céline respondeu.

– Ele será enviado para treinar com vários grupos até que vej am os quais são as com petências que se m anifestam .

– Eu o quero com igo – disse eu com a naturalidade de quem entende do assunto.

– Isso pode não ser possível – disse Dardennes.

– Tudo bem . Então ele precisa de um dem ônio ou algo do tipo. Em m eu prim eiro dia de treinam ento um Fae das Trevas tentou m e transform ar em um a alm ofada de alfinetes. E eles j á m ostraram que estão interessados em Tony ao m andar Ben para tentar conquistá-lo, tornar-se seu m elhor am igo e alistá-lo.

Pfff. Com o se isso pudesse acontecer...

– Não se preocupe, Jay ne, nós vam os cuidar da segurança dele – disse Céline.

– Desculpem se isso não m e deixa m uito aliviada – disse eu ironicam ente.

O fato de Chase ter quase se tornado um cadáver havia não m uito tem po era um pouco difícil de esquecer.

– Jay ne, está tudo bem – disse Tony. – Eu vou ficar bem . Tenho certeza de que eles vão cuidar de tudo.

– Há um novo dem ônio que chegou com um dos últim os grupos de crianças trocadas – sugeriu Chase.

– De quem você está falando? – perguntou Dardennes.

– Scrum .

– Scrum ? – disse um coro de quatro vozes: a m inha e as de Tony, Becky e Finn.

Dardennes concordou com a cabeça lentam ente, ignorando nossa surpresa pelo infeliz nom e dessa pessoa.

– Poderia dar certo. Pelo m enos até saberm os o que Tony pode fazer por si m esm o. – Ele olhou para Céline. – Você poderia fazer os arranj os? Mover os quartos e tudo o m ais? Pode colocar Scrum do lado de Jay ne e Tony, um a porta abaixo.

– Sim , tudo bem . Eu cuido disso. – Ela fez m enção de sair da sala. – Ivar, venha com igo, por favor. – Ela olhou para m im . – Jay ne, você agiu bem hoj e. Estam os m uito orgulhosos de vocês.

Não sei por que isso m e deixou tão feliz, m as deixou.

– Obrigada.

Eu podia sentir m eu rosto queim ar um pouco.

A porta se fechou atrás dela.

– Muito bem , você sabe com o agitar as coisas, não é, Jay ne?

Dardennes levantou um a sobrancelha para m im .

Eu apenas dei de om bros em resposta; de j eito nenhum eu lhe pediria desculpas. Tem pos de desespero pedem m edidas desesperadas.

– Você poderá levar Tony para seu novo quarto em breve. Por que não vão todos j antar prim eiro? – sugeriu ele.

– É a m elhor ideia que ouvi durante todo este m aldito dia – disse Finn. – Estou m orrendo de fom e.

– Eu tam bém .

Spike ofereceu um braço a Becky :

— Vam os?

Ela riu e se adiantou, enroscando-se no braço de Spike.

Peguei Tony pela m ão.

– Vam os lá, Tones, seu fae fodão. Vam os pegar um grude.