A Guerra dos Fae: Luz e Trevas
Capítulo 37
BEN, O SUJEITO QUE NÃO CONSEGUIA FICAR fora da m inha vida. Sem pre m etendo o nariz onde não era cham ado. Agora ele ia se arrepender.
Mesm o que o som de nossas forças com binadas lutando parecesse alto para todo o m undo a nossa volta, no prado, perto das árvores, eu sabia que ele m e ouviria perfeitam ente quando eu disse com a voz calm a.
– Ela m atou m eus am igos... m eu povo. Olho por olho, Ben. É você ou ela. Vou deixar que decida.
– Jay ne, eu não vou deixar isso acontecer. Estam os aqui para entrar no com plexo, e você vai m e perm itir. Você vai nos deixar entrar.
Minhas narinas se dilataram com a raiva que continuava a crescer dentro de m im . Respirei duas vezes até o fundo do peito, enchendo m eu cérebro de oxigênio e m e preparando para o que estava prestes a fazer. Só um a vez até então eu conseguira com binar os poderes dos dois elem entos que estavam a m eu alcance. Eu ia fazer isso de novo, ali nesse prado, do lado de fora da porta da gárgula que dava para o com plexo da luz, e extinguiria a luz de Ben para sem pre. Ele se recusou a escolher entre si próprio e Sam antha, então, eu faria a escolha em seu lugar. Prim eiro ele, e depois ela.
– Spike – disse eu calm am ente –, pegue Tim e recue.
– Jaaay y ne – disse ele –, o que você está pensando? É m elhor pensar bem .
– Spike! – gritei, e m eu tom não perm itia nenhum argum ento. – Pegue Tim agora!
Spike não disse nada, m as logo senti o peso de m eu pequeno am igo pixie deixando m eu om bro.
– Prepare um a flecha, Finn – disse eu com as m ãos firm es em sua posição, canalizando o poder d’O Verde da terra e da água em um fluxo que ainda estava todo em aranhado com o fogo de Ben, am bos se atirando pelo céu, separando as nuvens que se agrupavam ali e ilum inando a noite que rapidam ente se reunia em torno de nós.
Olhei para ver se Finn fazia o que eu pedi.
Ele ergueu seu arco e puxou a corda.
– Onde devo m irar? – perguntou ele com a voz um pouco abafada pelo om bro.
– Sam antha. Disparo letal.
Vi Finn apertar os olhos, colocando Sam antha em sua m ira.
– Jay ne! – gritou a voz de Tim atrás de m im . – Espere! Não faça isso!
– Shhhh! – disse Spike.
– Você vai se m achucar! – Tim continuou a lam entar.
– O que quer que eu faça? – perguntou Scrum ao lado de m eu om bro.
– Carregue m eu corpo de volta para dentro se eu estragar tudo.
– É isso aí.
Eu podia sentir sua presença constante lá, não questionando, preparando-se para qualquer coisa.
E então, eu estava pronta. Meu atirador estava posicionado, m eus am igos atrás de m im e Becky longe – esperava que em algum lugar seguro, não m ais deitada na gram a toda retorcida e olhando para o céu. Puxei o poder não só da linha ley ali, m as de várias ao longe. O solo m e levou para as raízes, as raízes m e levaram para as árvores e as árvores para as folhas e videiras. Eu m e com unicava por m eio dos seres vivos e toquei todos os que haviam tocado a água. Puxei tudo para m im .
O fluxo de energia que vinha m udou um pouco. Passou de puro verde para um m ais claro, e, em seguida, um fluxo que m udava e brilhava, prim eiro verde e azul, depois turquesa, e tudo de novo. Tive que m e esforçar para não m e perder no caleidoscópio.
O fluxo era m ais grosso e m ais forte. Eu tinha que controlá-lo fisicam ente agora, não apenas m entalm ente. Meus braços pareciam estar segurando algo pesado. Tentei não os deixar trem er com o esforço, porque eu ainda precisava de m ais.
Cham ei a um idade do ar, o brilho invisível de um idade em que os espíritos de água viaj avam . Trouxe tudo para m eu cam po de controle e o enviei para Ben.
Devagar, devagar, o equilíbrio de poder m udou. Minha luz foi apagando o verm elho raivoso de Ben. Eu sorri m aliciosam ente, irritada e alegre com o poder que passava por m im .
Senti o início do vento que passava perto de m im . As pontas de m eu cabelo ficaram em pé, em purradas pelas correntes de ar que se apressavam a m inha volta e am eaçavam m e tirar o equilíbrio. O que era um a leve brisa se tornou rapidam ente um vendaval.
– Jay ne! – gritou Finn –, não sei se consigo atirar assim !
– Use o olho da m ente nessa flecha, Finn! Im agine seu alvo que eu cuido do resto! Prepare-se para deixá-la voar!
Gritei para a tem pestade de fogo, vento, água e terra.
– Últim a chance, Ben! Vá em bora ou m orra!
Não ouvi nada em resposta. Eu esperava que isso significasse que ele estava lutando para conter m inha investida com o eu estava lutando para conter a dele.
– Volte para o com plexo, Spike! Leve Tim com você!
Tudo que eu m enos precisava era ver m eu am iguinho lançado nesse turbilhão de tem pestade.
– Eles entraram ? – gritei para Scrum .
– Sim !
– No cinco, Finn. Pronto?
– Sim – disse ele.
Ergueu seu arco lutando contra o vento, com os olhos fechados, enquanto m e enviava a vibração de sua assinatura no m eio da confusão de energia que nos rodeava.
Eu m e concentrei o suficiente para encontrá-lo, e um a vez que captei sua assinatura, enviei um a parte da energia Verde para ele. Eu o vi hesitar. Então com ecei a contagem regressiva.
– Cinco... quatro... três... dois... um !
A seta partiu dos dedos de Finn no exato m om ento em que eu im pulsionei a últim a gota de energia extra que estava contendo – direto para o corpo de Ben.
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Elle Casey
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