A Guerra dos Fae: Luz e Trevas
Capítulo 31
SEGUREI A MÃO MAIS PRÓXIMA A MIM. Spike m e olhou calorosam ente, e o âm bar e verm elho rodou suavem ente em seus olhos. Eu esperava que ele não entendesse m eu gesto com o coisa de nam orados – era só m inha necessidade de reafirm ação. Dardennes e Céline não pareciam loucos, m as, definitivam ente, estavam estranhos, e a intensidade dos dois m e assustou um pouco.
Tony havia nos deixado assim que a reunião term inara, para se j untar aos elfos cinzentos que estavam reunidos perto da porta de saída; um rápido olhar em sua direção m e fez ver que ele estava ocupado coordenando a form ação de vários grupos. Todo o m undo queria falar com Tony, e ele parecia m uito profissional. Eu estava tão orgulhosa dele naquele m om ento que m eu coração queria explodir. Minha alegria durou pouco, no entanto; até que senti a chegada dos dois elfos de prata. Tirei os olhos de Tony para cum prim entá-los.
– Jay ne, obrigada por ter vindo aqui hoj e e contado sua história. Não deve ter sido fácil para você – disse Céline, procurando m eus olhos.
– Não foi nada.
– Eu sei que você sente que não fez nada de especial, m as fez. Você provou para todos nós onde está sua lealdade e a profundidade de seu com prom isso conosco. Isso não será esquecido.
Seu elogio m e deixou desconfortável. Não que eu fosse um a santa; para ser sincera, eu não tinha certeza se m inha recusa a entregar os segredos era um a questão de com prom isso com os fae da luz ou se era m eu desagrado para com Leck e m inha natureza teim osa que se recusava a dar a alguém de quem eu não gostava algo que ele queira.
– Pergunte a ela sobre Maléna – disse Tim .
Olhei para Céline para ver se ela o ouvira. Tudo que ela fez foi levantar a sobrancelha um a fração de um centím etro e, em seguida, voltar-se para Dardennes.
– Vam os falar com os elfos cinzentos e ver o que eles têm para os m em bros do Conselho?
– Sim . Vá na frente, estarei lá em um instante.
Céline acenou para todos nós e foi em bora. Observei suas costas, desconfiada de que ela estava escondendo algum a coisa e que Dardennes sabia exatam ente o que era. Oficialm ente, eu tinha um a m issão agora: descobrir quem Maléna era para Céline e se esta estava escondendo essa conexão de m im ... e por quê.
Dardennes falou com igo, então.
– Assevero os sentim entos de Céline, e quero que saiba que todos os m em bros do Conselho são gratos a você. Nós entendem os que você sofreu por sua fam ília aqui. Se houver qualquer coisa de que precise para sua recuperação, espero que saiba que pode pedir a qualquer um de nós. Ficarem os todos felizes em aj udar.
– Eu tenho m eus am igos – disse eu olhando para cada um deles e vendo seus sorrisos leais. – Isso é tudo que eu necessito agora para m inha... recuperação. Mas tenho algum as perguntas que eu gostaria que fossem respondidas.
– Terei o m aior prazer de respondê-las. No entanto, agora acredito que todos nós precisam os nos concentrar em nossos novos regim es de treinam ento e horários. Por que não nos encontram os m ais tarde em m eu escritório para discutir suas perguntas? Isso seria agradável para você?
Ele estava sendo tão form al, m as eu não saberia dizer se estava brincando com igo e m e dispensando, ou se estava apenas sendo educado.
Dei de om bros.
– Acho que sim .
– Esplendido. Vej o você no j antar. Por favor, leve sua com ida para m eu escritório e vam os com er j untos.
– Posso levar alguém ?
– Com o quiser – disse ele sorrindo – E agora, vou m e despedir. Acredito que os elfos cinzentos gostariam de falar com todos vocês.
Ele abaixou a cabeça e virou-se para sair, deixando-nos ali parados.
– Bem , acho que é isso – disse Finn. – Tem os um encontro com o chefe esta noite.
– Acho que sim – disse eu distraidam ente, observando Dardennes.
Apertei a m ão de Spike em um agradecim ento silencioso e logo o soltei.
– Vocês estão prontos para isso?
– Tão pronta quanto sem pre estive – disse Becky, pelo m enos um a vez sem sorrir.
– Anim e-se, cam pista – disse Finn alegrem ente. – Agora você pode atirar algum as flechas com o velho Finn!
Ele estendeu a m ão e beliscou a orelha dela.
– Eu não gosto de atirar nas coisas – disse ela, franzindo a testa.
– Eu estou ansioso para isso – disse Spike –, apesar de que as flechas de m adeira m e deixam um pouco nervoso.
– Qual o problem a com as flechas de m adeira? – perguntei. – Eu m e lem bro de Valentine dizer algo sobre isso quando Finn atirou nele durante nosso teste.
– Sim . É que íncubos tem um tipo de alergia a certos tipos de m adeira.
– Alergia? – perguntei. – O quê? Tipo, ficam com urticária se levam um tiro? Porque eu percebi que Valentine não m orreu.
– Não, é m ais grave que urticária. Se form os atingidos no coração, pode ser o fim do Aqui e Agora para nós; vam os direto para os Outros Mundos. Mas se não for no coração, geralm ente podem os nos recuperar. Nós nos curam os rápido. Um benefício do sangue fae, acho. Creio que a m aioria dos fae se cura rápido.
– E se pegar na sua perna ou algo assim ? – perguntou Finn.
– Nada. Só dói e irrita.
– E no pescoço? E se eu atirar em você direto na artéria do pescoço?
Finn balançou a cabeça com o se isso devesse ser suficiente.
– Não. Nós não sangram os m uito.
– E no globo ocular? Posso m atá-lo com um tiro no globo ocular?
– Nossa! Está um pouco sedento de sangue dem ais, não, Finn? – disse eu.
Ele deu de om bros.
– Quero saber o que pode m atar o inim igo. Você disse que os Fae das Trevas têm íncuboses tam bém . Não quero nenhum desses íncuboses das trevas chupando m eu pescoço, se eu puder evitar.
Spike revirou os olhos.
– É íncubos, não íncuboses, seu caipira pateta.
– Ouça, eu tenho orgulho de m inha herança. Pode m e cham ar do que quiser. Mas quando os íncubos saírem da toca para esta guerra, eu vou atirar direto no coração... ou no globo ocular, se você m e disser que será um tiro m ortal. Se for apenas irritar, então vou ficar com o coração.
Tony veio se aproxim ando a tem po de ouvir o fim da conversa.
– Entendem ? É sobre isso que eu tenho conversado com os elfos cinzentos – disse ele. – Precisam os dessas conversas para discutirm os as características raciais, com o pontos fracos e fortes. Isso vai nos aj udar.
– Sim , concordo – disse Finn. – Agora eu sei com o atirar para m atar. – Ele sorriu m aldosam ente para Spike.
– É. Eu j á sei qual energia sugar prim eiro – disse Spike voltando seus olhos ardentes verm elhos para Finn.
Finn tinha cérebro suficiente para ficar um pouco desconcertado. Ele sorriu tim idam ente para Spike.
– Calm a, íncubo. Você sabe que eu estava só provocando.
Spike apenas levantou um a sobrancelha, sem dizer nada. Nem precisava; o giro verm elho e preto em seus olhos disse tudo. Até eu estava um pouco nervosa nesse m om ento. Eu j á havia visto a incrível velocidade de Spike antes, e o saque rápido de Finn não era páreo para ele. Pela expressão em seu rosto, eu tinha certeza de que Finn j á havia visto isso tam bém .
– Tudo bem , m eninos, guardem suas arm as – disse Becky sorrindo, sem m edo algum do calor que em anava de Spike. – Tony, o que vam os fazer agora?
– Eu tenho todos os seus horários; se quiserem , posso passá-los a vocês agora.
– Eu nem sei que horas são – disse eu. – Quanto tem po de treinam ento nos resta hoj e?
– Bem , tem os que alm oçar em breve, certo? – perguntou Scrum , e seu estôm ago rosnou alto, fazendo que todos nós ríssem os.
Ele bateu levem ente em sua barriga.
– Calm a, rapaz. Não se preocupe, eu vou alim entá-lo em breve.
Becky continuou rindo e não conseguia parar. Seu riso se tornava um resfolegar enquanto ela segurava a barriga. Finn olhou para ela, balançando a cabeça e dando-lhe um tapinha no om bro.
Um a vez que a pressão sobre m im dim inuíra, eu estava com fom e tam bém .
– Podem os ir alm oçar? Estou m orrendo de fom e.
– Sim , vam os – disse Tony. – Vam os com er e eu lhes digo seus horários à m esa.
Cam inham os até o refeitório, e m e deixei distrair de todas as perguntas que rodavam em m inha cabeça com a longa falação de Tim sobre sua lista das dez m elhores frutas.
– Não sei qual é m elhor, uva ou am ora. Acha que tem no bufê hoj e? Por um lado, am oras são m ais ácidas, m as fazem m uito m ais suj eira, especialm ente se com paradas com uvas verdes. Essas são fáceis. Então, fazem suj eira. Mas nenhum a supera a m açã...
E assim por diante, m antendo-m e ocupada com um falatório absurdo que bloqueava a preocupação, até que m e sentei à m esa e vi Tim lutar com um a dessas uvas verdes de que ele gosta tanto. Eu a espetei com m eu garfo para ele, para im pedi-la de rolar, e ele m e lançou um olhar de gratidão antes de com eçar a tentar tirar a pele para que pudesse chegar à polpa.
– Você está ouvindo Jay ne? É im portante.
– Sim , desculpe, Tony. Estou ouvindo. Tenho que estar onde? Com quem ? Quando?
Ele balançou a cabeça.
– Eu sabia que você não estava escutando. Você vai com os elfos verdes prim eiro. Seu trabalho é aprender suas habilidades de caça e rastream ento.
Olhei para ele confusa.
– O quê? Tenho que sair carregando arco e flechas por aí agora?
– Não – disse ele, frustrado, – você tem que aprender com o evitar os elfos verdes e ser abatida por flechas.
A ficha caiu.
– Aaaah, entendi. E o que eu devo fazer por eles?
Ele sorriu.
– Que bom que perguntou. Seu trabalho é m ostrar-lhes quaisquer vulnerabilidades que houver notado em outros de sua espécie.
Olhei para ele com firm eza, com os olhos apertados.
– Você quer dizer Ben, certo?
O rosto de Tony ficou verm elho.
– Acho que sim .
– Então, você quer que eu diga a eles com o dar um tiro fatal em Ben?
Não sei por que eu falei desse j eito; talvez quisesse ver até onde Tony levaria essa estratégia quando envolvia alguém que ele conhecia.
– Sim – sua voz falhou e ele lim pou a garganta. – Mostre-lhes o tiro fatal.
– Uau. – Fiquei im pressionada, m as não de um j eito bom . – Você com certeza se transform ou em um canalha sanguinário, hein?
Eu devia ficar feliz por Tony ter se integrado tão plenam ente a nossa nova vida, m as algo m e incom odava.
– Jay ne, não torne as coisas m ais difíceis do que j á são.
– Só estou dizendo com o as coisas são, Tony. Você precisa estar ciente de que o que está dizendo às pessoas que façam vai acabar m atando alguém nas linhas de frente. E, desculpe, m as só estou um pouco preocupada de que você não fique bem com isso quando acontecer.
Tony se levantou, visivelm ente abalado.
– Eu sei o que você pensa e sente, Jay ne. E não preciso que fale com igo com o se eu fosse um a criança.
Segurei-o pelo braço para im pedi-lo de sair, rogando-lhe com m eus olhos.
– Não estou fazendo isso. Só estou dizendo algo que acho que você precisa ouvir, porque estou preocupada, só isso. Não fique bravo.
Tony suspirou.
– Tudo bem .
– Melhores am igos? – apertei seu braço.
Ele revirou os olhos.
– Tanto faz.
– Não. Você tem que dizer, ou não vou deixá-lo ir planej ar a queda do im pério do m al.
– Tudo bem , tudo bem . Melhores am igos. Posso ir agora?
– Sim . Vá dom inar o m undo. Venha m e ver quando estiver tudo acabado.
– Vá se encontrar com os elfos verdes depois do alm oço. Vej o você no j antar.
Bati continência.
– Sim , capitão! Jay ne Sparks apresentando-se para o trabalho!
Ele se afastou balançando a cabeça, levando seu prato. Eu o vi visitar várias outras m esas, conversando e sorrindo enquanto dava instruções às diferentes crianças trocadas. Ele era um líder nato. Acho que cabia a m im aj udá-lo a m anter a cabeça e assegurá-lo de não se esquecer de quem era. E eu estava feliz por fazer isso, porque ele era m uito, m uito especial.