A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Elle Casey · Capítulo 7 de 38

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A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Capítulo 6

 

EU SAÍ E ME JUNTEI AOS OUTROS enquanto Maggie operava seus feitiços em Tim . Depois de cerca de m eia hora, ela saiu pela porta segurando a caixa na m ão. A fronha de Tony ainda estava lá; Tim agora estava deitado em cim a dela, sem asas.

Vê-lo sem asas, com dois tocos m utilados onde elas deveriam estar, fez m eu estôm ago revirar. Ele parecia um hom em norm al que houvesse sido reduzido ao tam anho de um a libélula, e a seguir atacado por um a doença horrível. Sua pele estava branca, não do tom róseo norm al, e ele não se parecia com Tim .

– Será que ele vai ficar bem ? – perguntei, hesitante, tentando não dem onstrar com o estava chorando por dentro enquanto olhava para ele.

Ele estava m uito doente ainda, era óbvio.

– Nós fizem os um acordo. Ele viverá.

– O que você vai fazer com a asa? – perguntou Becky antes de perceber que estava falando com um a bruxa m aluca sobre o uso de partes do corpo em um tipo de m agia esquisita.

Ela arregalou os olhos e olhou assustada para m im , provavelm ente procurando algum a garantia de que não estava prestes a ser am aldiçoada.

A velha bruxa se inclinou em direção a Becky com um sorriso m alicioso no rosto.

– Você gostaria de ver?

Becky riu nervosam ente enquanto respondia.

– Uh, he, he, não, tudo bem . Não, obrigada. Mas é legal da sua parte oferecer...

– Hum – disse Maggie enquanto se voltava, arrastando-se em direção à porta.

Becky deu um suspiro de alívio, girando os olhos só de pensar no que poderia ter acontecido.

– Obrigada, Maggie! – gritei de fora para ela.

Tudo o que recebi foi um a gargalhada com o resposta.

Voltam os para o com plexo o m ais rápido que pudem os, felizm ente não encontrando ninguém no cam inho. Separam o-nos em frente a m inha porta, prom etendo nos encontrar de novo fora de m eu quarto em dez m inutos.

Coloquei Tim em nosso quarto, deitando-o suavem ente de bruços em sua cam a, com a cabeça virada para o lado para que ele não sufocasse no travesseiro. Cobri-o com sua pequena colcha, fazendo m eu m elhor para poupar a parte das costas onde suas asas costum avam ficar de sofrer qualquer dor adicional. Foi tão estranho tocar seu corpo m inúsculo assim ... Eu estava preocupada, com o se pudesse quebrá-lo.

Todo seu j ogo de quarto, um a duplicata em m iniatura do m eu, ficava em cim a da m inha côm oda. Escrevi um bilhete e o coloquei no chão ao lado de sua cam a, dizendo-lhe que ia m e encontrar com Dardennes – o chefe do Conselho – e os outros m em bros. Escrevi o m enorzinho que pude para que fosse m ais fácil para ele ler. Eu sabia que ia enlouquecer quando acordasse, porque sem suas asas estaria preso em m eu quarto. Mas era m ais seguro tê-lo em cim a da côm oda a essa altura, porque se estivesse no chão, frágil daquele j eito, era m uito provável que fosse pisado.

Abri a prim eira gaveta da côm oda um pouco, a segunda gaveta um pouco m ais, a terceira ainda m ais e, finalm ente, a últim a, até o fim . Se Tim quisesse descer, conseguiria usar a escada que eu havia acabado de fazer; m as eu esperava que ele ficasse quieto ali até eu voltar. A últim a vez que ele perdera um a asa, quando voluntariam ente abrira m ão dela para salvar Chase, ficara com um a dor forte por alguns dias e dem orara um m ês para a coisa voltar a crescer. Assim , m esm o que eu duvidasse que ele fosse descer, queria que Tim soubesse que tinha a opção. Tim era pequeno, m as podia ficar bem poderoso quando irritado ou infeliz. Ele tinha um a coisa que eu cham ava de “com plexo de pixie”, que significava que estava program ado para ser um pouco parecido com Napoleão, m as m uito pior.

Alguém bateu em m inha porta, interrom pendo m inha agitação em cim a de Tim . Abri e encontrei Gregale parado ali, sozinho. Peguei-o pelo braço e o puxei para dentro, fechando a porta rapidam ente atrás de nós.

– Olá, Jay ne – disse ele um pouco perturbado por m eu ataque a sua pessoa.

Ele era um elfo cinza, m uito intelectual, e não estava acostum ado a ter m uito contato físico com outros fae. Além disso, eu j á o havia queim ado propositalm ente um a vez com m inha arm a, m eu afiado graveto da m orte, tam bém conhecido — por m im — com o Blackie. Era a presa de dragão que atualm ente ficava am arrada a m inha perna. Então, ele ficava sem pre um pouco desconfiado quando estava perto de m im . Eu não podia culpá-lo, m esm o tendo lhe m ostrado que ele era o único elfo cinza na história a ser queim ado por Blackie e depois curado pelo Verde.

– Gregale, preciso de sua aj uda. Desesperadam ente.

– Percebi – disse ele, ironicam ente.

– Estou com um grande problem a, e você é o único que conheço com cérebro suficiente para m e tirar dessa.

Eu poderia dizer que ele estava tentando não ficar m uito envaidecido, m as suas tentativas falharam m iseravelm ente.

– Você deve estar m etida em um problem a m uito grande.

– Não tenho tem po para lhe contar um a versão longa da história. Vou com parecer diante do Conselho em cerca de cinco m inutos. Eles vão m e acusar, acho, de quebrar algum as leis fae. Nem tenho certeza de quais são, m as preciso de você para m e aj udar a m e livrar disso prim eiro, e depois, para fazer o Conselho ouvir a razão e perm itir que m eu am igo Tony se torne um a criança trocada.

– Uau. Isso é um pedido bem grande, especialm ente dando-m e apenas cinco m inutos para eu m e preparar. Não gostaria, talvez, que eu pensasse em algum plano para a paz m undial durante o j antar?

– Pare de brincar, Gregale, estou falando sério.

– Então, o que exatam ente você andou fazendo para precisar de m inha aj uda de um a m aneira tão dificultosa?

– Deuses, essa palavra existe m esm o, Gregale? Merda, não im porta. O que aconteceu é que eu peguei o j ato particular e voltei para m inha cidade natal para im pedir um Fae das Trevas de tom ar m eu am igo Tony, e então, eu o trouxe de volta com igo. No processo, o pixie, Tim , teve a asa queim ada por esse Fae das Trevas. Ele está se recuperando agora.

Fiz um gesto para sua cam a m inúscula.

– Qual Fae das Trevas fez isso com ele?

Gregale se debruçou sobre a cam a, olhando para o rosto pálido de Tim .

Eu afastei a colcha para que ele pudesse ver as m arcas das queim aduras. Gregale viu e recuou m ostrando desgosto.

– Um suj eito cham ado Ben. Ele é capaz de transform ar suas m ãos em fogo e usá-lo contra nós. Acho que ele pode cavalgar o vento tam bém . Ele apareceu em um a brisa que soprava pela j anela. Acho que é um tipo de diabo. Ele fascina as pessoas, tam bém .

Balancei a cabeça para transm itir a seriedade de m inhas acusações. Eu tinha certeza sobre essa parte hipnotizante.

Gregale tinha um olhar assustado no rosto.

– Isso é sério. Muito sério. Precisarei envolver os outros elfos cinzentos.

– Ok, m as prim eiro você tem que m e aj udar, eu não quero ir para a prisão e Tony não pode ser enviado de volta. Ben vai levá-lo.

– O que Ben está fazendo ali, você sabe?

– Não tenho certeza. Pensei que ele havia acabado de se m udar para a cidade, m as vi um a im agem de um ano atrás e acho que ele estava na foto. Se eu estiver certa, então ele está em m inha cidade natal há m ais de um ano, observando Tony e eu. Assim que fui em bora, ele se m udou e se tornou o m elhor am igo de Tony. Ele disse coisas para tentar fazer Tony se voltar contra m im . Ele entrou em sua vida.

– Ele tentou transform á-lo em criança trocada?

– Não. Essa é a parte estranha.

– Você sabe algum a coisa sobre suas m otivações? Falou com ele?

– Sim , conversei com ele em um restaurante. Ele nos contou algum as coisas sobre seus planos e suas filosofias acerca dos seres hum anos, não sei, eu estou m uito assustada para lem brar tudo agora... Mas m eus am igos estavam lá tam bém . Eles podem dizer m ais.

– Então, não é só você que precisa de m inha aj uda, m as todos eles. Todos os seus am igos que se j untaram nessa pequena aventura.

– Bem , sim – disse eu, de repente nervosa –, m as essa coisa toda foi culpa m inha, o plano foi m eu. Eu não vou deixá-los levar a culpa.

Gregale assentiu enquanto pensava. Então, sem um a palavra, voltou-se para sair.

– Aonde você está indo?

– Tenho que pensar sobre algum as coisas e falar com alguns colegas. Foi convocada um a assem bleia, vej o você lá.

Ele saiu do quarto, fechando a porta atrás de si.

Fiquei ali no m eio do quarto perguntando-m e se envolver Gregale havia sido um a boa ideia. Havíam os com eçado com o inim igos quando eu chegara, quando eu o cham ara de traidor depois de ouvir parte de um a conversa que ele estava tendo com outro fae. Ele não gostara de eu quase ter deixado Tim , o pixie m uito perigoso, sair da redom a onde Dardennes m andara prendê-lo. Na época, eu não sabia que pixies poderiam destruir um a com unidade fae inteira com seu ataque feliz de pixie, m as nem Gregale nem qualquer um dos outros fae parecia saber que Tim não tinha ideia de que sua “pixiece” não era apreciada. Então, depois resolvem os nossas diferenças e fom os designados para treinar j untos. Chegam os a um a form a de am izade, principalm ente com base na adm iração m útua dos talentos um do outro. Eu havia m ostrado a Gregale o poder d’O Verde, e ele havia m e m ostrado que os elfos cinzentos eram não só altam ente intelectuais e m uito envolvidos no planej am ento das estratégias do conflito fae im inente, m as que tam bém eram capazes de viaj ar para o Cinza, o espaço entre nosso m undo e o além ; conhecido pelos seres hum anos com o céu e inferno, m as conhecido por nós, fae, com o Mundo de Cim a e Mundo Inferior.

Outra vez bateram em m inha porta. Abri e encontrei todos os m eus am igos esperando ali, Jared na frente.

– Vam os. Anton está reunindo o Conselho. Precisam os ir.

Dei um a últim a olhada em Tim , aj ustei Blackie em m inha perna e m e j untei a eles no corredor.

– Vam os, então.

Fiz sinal para Spike, Finn e Chase. Becky sorriu para m im e m e lançou um beij o am igável. Ela sem pre estava tão feliz, m esm o quando eu estava praticam ente sendo levada para a forca.

Fui andando atrás de Jared, ao lado de Tony. Ele ficava lim pando as m ãos na calça jeans e lançando olhares para m im . Segurei forte sua m ão. Não confiava em m im para falar no m om ento; estava nervosa dem ais.

Jared levou-nos para as grandes portas que eu sabia que davam para a sala de reunião. Esse era o m aior de todos os côm odos em que eu havia estado no com plexo. Era grande o suficiente para abrigar a m aior parte dos fae que viviam dentro ou em volta dali. Havia um a m esa elevada na frente da sala, que agora estava ocupada por m em bros do Conselho. Todas as outras m esas eram dispostas em sem icírculos, de frente para a m esa principal e para o espaço vazio diante dela.

Eu j á havia estado naquele lugar antes, quando chegara ao com plexo. Foi logo depois de eu ter feito quase trinta elfos irem tem porariam ente para a terra dos Malucos depois de acertá-los com a energia que eu cham ara de O Verde. Eu havia feito isso em legítim a defesa quando os elfos m e atacaram – sob a influência de um a bruxa Fae das Trevas que nunca foi identificada –, por isso, m inha presença diante do Conselho fae não acabou com igo na cadeia ou coisa do tipo. Mas, daquele dia em diante, m uito m ais fae se envolveram em m inha form ação, e as perguntas sobre quem eu era ou o que poderia ser corriam por aí.

Essas perguntas ficaram sem resposta, no entanto. Ou eu era apenas outra garota fae, um elem ental com um a conexão sobrenatural com os elem entos da terra e da água, ou era O Elem ento, o que eles cham am de m ãe – aquela a que eu sem pre havia m e referido em m inha vida hum ana com o Mãe Natureza. Era alguém por quem eles esperavam havia dois m il anos, ou algo assim . Se alguém m e perguntasse, eu diria que essa ideia – que eu, dentre todas as pessoas, poderia ser essa incrível deusa fae perdida havia m ilênios – era inacreditável e ridícula. De m odo que eu só funcionava sob a suposição de que não era eu. Eu era apenas um a garota que precisava aj udar seu m elhor am igo Tony a encontrar seu lugar no m eio da m istura fae.

Sopraram a trom beta que m andava todos calarem a boca para que com eçasse a assem bleia, e assim , todos rapidam ente encontraram seus lugares e veio a ordem . Eu e m eus am igos fom os até a últim a fileira dos assentos, ficando em pé no corredor central. A câm ara estava lotada, não restava nenhum lugar livre. Não havia m otivos para que nós nos sentássem os, de qualquer m aneira – eu sabia que logo íam os ser cham ados.Dardennes fez um gesto com a m ão para que fôssem os para a frente. Por enquanto, apenas Tony, Chase e eu. Chase era bom dem ais – nunca m e deixaria ir para a frente de um a m ultidão enfurecida sem ele. Até esse dia, eu havia assum ido que isso era parte de seu trabalho, j á que ele era m eu dem ônio – m eu protetor guerreiro. Mas quando Maggie disse que isso era m entira, e ela nunca estava errada nessas coisas, com ecei a ter algum as dúvidas. Agora, porém , eu tinha problem as m aiores com que lidar, então, deixei isso de lado em m inha cabeça, com o coisa para resolver m ais tarde.

Tony e eu estávam os na frente do Conselho, Chase atrás de nós. A m ultidão ficou em silêncio, o único pequeno som rem anescente era o das pessoas que se deslocavam em seus assentos. Dardennes falou, alto o suficiente para que todos na sala ouvissem .

– O Conselho fae se reuniu para esta assem bleia geral para ouvir as acusações contra você, criança trocada Jay ne Sparks. O Conselho foi inform ado que em algum m om ento nos dias anteriores você deixou o com plexo com Jared Bloodworth e retornou trazendo consigo Tony, um ex-candidato a criança trocada que anteriorm ente recusou a m udança.

– Sim – disse eu, e m inha voz ecoou pela sala.

A acústica nesse lugar fazia os sons se m overem em círculos ou algo assim , porque eu podia ouvir m inha voz até atrás de m im .

Um velho que eu não conhecia falou em seguida.

– Quem lhe deu perm issão para fazer isso?

Olhei para Dardennes e seu rosto não revelava nada. Tecnicam ente, ele não havia nos dado perm issão para fazer qualquer coisa, m as havia ficado m uito claro que ele queria ter feito. Mas eu não o j ogaria na fogueira; ele havia tornado possível que eu resgatasse m eu am igo.

– Ninguém . Eu fiz isso por m inha conta.

– Você não fez isso sozinha. Você teve ajuda! – acusou ele furiosam ente, batendo com o punho na m esa.

– Bem , alguém pilotou o avião e dirigiu os carros para m im , m as eles não estavam envolvidos em m eu plano para pegar Tony. Eu os usei.

Houve alguns resm ungos dos fae reunidos atrás de m im , m as ignorei-os. Eu havia feito o que era certo, e não pediria desculpas por isso. Mesm o Ivar, o fae de quem eu m enos gostava na sala, estava recebendo um indulto de m im . Ninguém seria punido por aquilo além de m im .

– Você voluntariam ente arrastou outro fae em seu esquem a para cum prir um ato que este Conselho havia proibido.

– Eu não sabia que estava violando nenhum a lei.

Nesse m om ento houve um a perturbação perto das portas. Vários fae estavam se m ovendo ao redor com olhares furiosos no rosto.

– Qual é o significado dessa interrupção? – exigiu m eu inquiridor, e seu rosto assum iu um tom verm elho m osqueado.

Vi o rosto de Gregale em ergindo da m ultidão na porta e soltei um suspiro aliviado. Se é que eu teria algum a aj uda, afinal, ela havia chegado. Eu esperava que ele trouxesse boas notícias. Peguei a m ão de Tony e apertei com força, sem largar. Ele apertou a m inha de volta, e percebi que suas m ãos estavam geladas e úm idas.

– Desculpem -m e, conselheiros, com unidade fae – disse Gregale, parando para acenar para as respectivas direções. – Sou Gregale, dos Elfos Cinzentos. Vim para atuar com o raciocinador para a criança trocada Jay ne.

Resm ungaram um pouco na m esa principal – o velho que estava m e interrogando obviam ente não ficou contente com aquilo. Encarei isso com o um bom sinal. Os fae na plateia sussurraram entre si.

Gregale veio até m im e eu m e inclinei para falar baixinho em seu ouvido.

– Espero que um raciocinador sej a algo com o um advogado.

Gregale m e olhou com curiosidade, m as decidi que aquele não era o m om ento para explicar o conceito ou fazer a tradução.

Dardennes lançou um olhar para a m ultidão, que im ediatam ente se acalm ou.

– A criança trocada foi acusada de violar as leis fae? – perguntou Gregale ao Conselho.

– Ainda não. Estávam os chegando lá – disse o velho sarcasticam ente.

– Oh, perdoem -m e. Por favor, continuem .

– Obrigado, elfo cinza. Agradecem os sua graciosidade.

O rosto de Gregale ficou um pouco verm elho. Eu não sabia qual era o protocolo, m as parecia que Gregale havia acabado de pisar no tom ate. Ótim o. Meu advogado era com o o Vinny em Meu primo Vinny. Eu só esperava que ele obtivesse os m esm os resultados finais.

– A criança trocada Jay ne adm itiu que tom ou o j ato para sua cidade natal e voltou com seu am igo Tony para nosso com plexo. Ele é um m enino hum ano que j á havia recusado a m udança.

Gregale se inclinou e sussurrou em m eu ouvido.

– Até agora, nenhum a lei violada; só m ás escolhas.

Revirei os olhos para ele. Parecia m inha m ãe falando.

– A lei é que a nenhum ser hum ano deve ser dada um a segunda chance para fazer a m udança um a vez que a oportunidade tenha sido recusada.

Ouviram -se alguns com entários no público, que pareciam de apoio. Acho que alguns fae gostavam dessa regra. Malditos egoístas!

– Se o Conselho m e perm ite: o ser hum ano Tony não foi alterado; portanto, essa lei ainda não foi violada.

– Correto. Mas com preendem os que Jay ne pretende violar essa lei – desafiou o conselheiro.

– Tecnicam ente falando, a intenção de fazer algo não é um a violação da lei, senhor.

Gregale pigarreou, não inteiram ente confortável por fazer parte do confronto.

Eu sorri. Gregale estava detonando. Eu poderia dizer que o velhote do Conselho estava ficando chateado. Inclinei-m e e falei em voz baixa para Gregale.

– Quero que eles m udem a lei. Quero que Tony sej a um a criança trocada.

Gregale se inclinou para sussurrar um a resposta.

– Há m uito pouca chance de isso acontecer. Essa é um a regra m uito antiga e tem estado nos livros há centenas de anos.

– Bem , é hora de um a m udança. Há um a guerra se aproxim ando. Tony é um recurso. Ele vai ser nosso ou deles. Ben deixou claro que quer Tony. Se não o tiverm os conosco, ele estará contra nós. – Coloquei m inha m ão na m anga de Gregale. – E se ele for em bora, eu tam bém vou.

Os olhos de Gregale se arregalaram , em choque.

– Quer dizer que você vai nos deixar?

– Sim , é isso m esm o que eu quero dizer. Vou m e tornar Fae das Trevas até o fim e vestir a cam isa e tudo, se for para salvar a vida de Tony. Não posso cuidar dele se ele estiver lá e eu estiver aqui. Nós ficam os j untos. Som os um a equipe.

Gregale balançou a cabeça, olhando para o chão.

Por sua expressão, eu não poderia dizer se ele estava irritado ou triste. Provavelm ente eu estava pedindo o im possível, m as não m e im portei. Era assim para m im – preto no branco. Se não estavam com igo, estavam contra m im . Foi assustador pensar que eu estava citando as palavras de Ben agora. Eu havia feito alguns am igos ali, isso era verdade. E não queria m al a nenhum deles, nunca faria nada para m achucar nenhum deles. Mas se eu tivesse que escolher entre eles e Tony ? Seria Tony todos os dias da sem ana e duas vezes no dom ingo.

– Senhoras e senhores do Conselho – Gregale acenou para os m em bros do Conselho e em seguida se voltou e encarou os fae reunidos. – Senhoras e senhores... A criança trocada Jay ne gostaria de fazer um a petição; um a petição para m udar a lei existente no que se refere à transform ação dos hum anos em crianças trocadas.

Todo o m undo na assem bleia com eçou a falar im ediatam ente, alguns deles bem alto. Notei vários m em bros do Conselho se inclinando para a esquerda ou a direita, conferenciando com seus vizinhos.

– O que ela propõe exatam ente? – perguntou Dardennes.

Ele estava m e observando com cuidado, m as sua expressão não revelava nada.

Gregale se inclinou para m im .

– Acho que é m elhor que você responda essa.

Lim pei a garganta e com ecei, nervosa, ainda segurando a m ão de Tony enquanto enfrentava o Conselho.

– É verdade que Tony um a vez decidiu não se tornar um a criança trocada. Então, sua m em ória foi apagada e ele foi enviado para casa. Mas, depois de ser m andado para casa, ele foi contatado e fez am izade com um poderoso Fae das Trevas cham ado Ben. Eu sabia que havia algo de errado, então, voltei por ele. Apesar de apenas um m ês ter se passado, esse fae j á exercia m uita influência sobre Tony. Ben e eu nos enfrentam os, e Tony concordou em vir com igo. – Voltei-m e para enfrentar os fae reunidos na assem bleia. – Vocês têm que deixá-lo fazer a m udança. Se ele sair daqui, Ben vai levá-lo para os Fae das Trevas. Vam os nos perder um do outro para sem pre.

Minha voz falhou na últim a palavra. Não pude evitar. A ideia de perder Tony era dem ais.

Um a m ulher m ais velha do Conselho falou.

– Todos nós perdem os entes queridos para os Fae das Trevas. Nós não podem os salvá-los se essa for a escolha que fizerem .

– Mas essa não é a escolha dele! – argum entei de volta. – Ele está escolhendo os Fae da Luz com o sua fam ília! Mas estam os lhe negando a escolha.

– Ele teve sua chance e nos rej eitou! – gritou alguém na m ultidão.

Alguns outros fae aplaudiram , obviam ente concordando.

– Ele não rej eitou os Fae da Luz, seu idiota, ele rej eitou os fae em geral. Ele é um pacifista. Não gosta de guerra.

Gregale tocou m eu braço e sussurrou.

– Talvez você deva se abster de insultar aqueles cuj o apoio procura.

Eu sussurrei de volta.

– Parece que estou falando com um bando de crianças.

– Sej a paciente, Jay ne – aconselhou ele. – Os fae têm m edo de m udança. Isso tem causado m uitas m ortes em nosso m undo.

Soltei um suspiro, voltando-m e de um a m aneira que conseguisse ver tanto o Conselho quanto os fae reunidos.

– Ouçam , desculpem se eu os insultei. É que vocês precisam entender... Tony é m eu m elhor am igo. Ele é com o um irm ão para m im . E, gostem ou não, pela lei ou não, ele e eu vam os ficar j untos. Ele entende agora que a guerra é inevitável. Tony tem inform ações novas que não tinha antes, e decidiu se j untar a nós.

O velho do Conselho se levantou.

– Você desrespeita as leis dos Fae da Luz! Você com parece a nossa reunião m aior e nos diz que pretende violar nossas leis, e espera que não haj a nenhum a consequência? Você é um a criança trocada tola!

– Não! – gritei, voltando-m e para o velho. – Eu não estou dizendo que vou violar sua lei inútil, antiquada e estúpida! Estou dizendo que, se vocês não m udarem essa lei, vou em bora daqui! Você pode ficar com seu estúpido am uleto – arranquei o anel de m eu dedo, puxando-o e torcendo-o para tirá-lo – e enfiá-lo na bunda!

Finalm ente consegui tirar o anel e segurei-o a m inha frente. A m ultidão estava ficando m uito agitada e falava alto em desagrado, m as caiu em um silêncio m ortal quando o anel de repente com eçou a brilhar.