A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Elle Casey · Capítulo 21 de 38

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A Guerra dos Fae: Luz e Trevas

Capítulo 20

 

– OLÁ, JAYNE. ENGRAÇADO ENCONTRAR VOCÊ POR aqui.

O m eio-sorriso m al-intencionado que ela m e lançou foi um flashback direto de Miam i.

– Olá, Sam antha. Parece que você encontrou um lugar onde se encaixa direitinho.

Ela fez um a careta com o resposta.

Notei que ela estava vestindo um m anto negro sobre um a túnica branca e calças pretas. Eu estava com m edo de pensar que esse uniform e poderia significar a m esm a coisa ali que em m eu m undo fae da Luz. Se ela fosse um a de nós, eu diria que era um a bruxa.

Ben sorriu para m im .

– Olá, Jay ne. Vej o que conseguiu convencer Tony a fazer a m udança. Bom para você. Tenho certeza de que ele está deixando todos vocês m uito orgulhosos.

– Dê o fora daqui, Ben. Não estou interessada nas suas besteiras. É m elhor dar um j eito de sum ir antes que eu cham e um pelotão de duendes verdes para prender você e a Miss Sim patia aí.

Apontei com o queixo para a Rainha da Vadias. Sam antha e eu havíam os nos encontrado antes, quando éram os am bas fugitivas andando por aí com Jared e sua equipe, em Miam i. Eu só a conhecera por cerca de dois dias, m as fora o suficiente para ver que ela tinha um a atitude ruim e um chip enorm e no om bro. Todos nós em Miam i tínham os certeza de que ela seria convidada a fazer o teste conosco; m as foi a única a ser rej eitada depois da entrevista. Na época, Jared ficara realm ente chateado, e ela tam bém . Mas acho que ela acabou encontrando um plano B... ou ele a havia encontrado.

– Não, você não vai fazer isso. Porque, se fizer isso, seus am igos vão se m achucar.

Ele acenou com a cabeça para Scrum e Tony no chão.

– Parece que você j á os m achucou, então, acho que não tenho nada a perder.

Cham ei O Verde, irritada com igo m esm a por não ter feito isso logo que ouvi o ruído de sua chegada. Eu poderia estar m ais bem preparada, e com Tony ali indefeso com o estava, era totalm ente estúpido não ter algum a energia em m odo de espera. O que eu estava pensando?

– Não, eles estão bem . Só estão em suspensão por alguns m inutos enquanto nós falam os de negócios.

Esfreguei a m ão lentam ente sobre o local onde Tim estava escondido em m inha túnica. Um dos seus pés espetava m eu peito e eu precisava arrum á-lo, m as não queria que eles soubessem que ele estava lá.

– Que negócios?

– O negócio de levá-la conosco.

Soltei um a gargalhada.

– Rá! Com o se isso fosse acontecer. Vej a, eu até gosto do pessoal do grupo de teatro, m as não vou a lugar nenhum com vocês, babacas.

Ben deu de om bros, ainda sorrindo.

– É você ou eles. Você escolhe.

– Hm m m – disse eu com sarcasm o, colocando o dedo nos lábios. – Eu escooolhoo... Nenhum a das opções anteriores. – E, com isso, lancei um a bolha de energia Verde entre eles e nós, protegendo m eus am igos lá dentro, rezando para que Tony ainda fosse capaz de sair do Cinza. – Agora com ece a dar o fora daqui antes que alguém se m achuque. E por alguém quero dizer você.

Sam antha olhou para Ben com o se procurasse sua aprovação. Ele concordou com a cabeça, sem nem m esm o olhar para ela. Ele não parava de olhar para m im . Seu olhar firm e e sua calm a inabalável eram assustadores para caralho e m e deixavam nervosa. Ele era realm ente bom nessa coisa de guerra psicológica.

Sam antha levantou a m ão e acenou lentam ente perto do topo da m inha bolha. Senti um a falha no sistem a – um a escorregada no poder. Eu nunca havia sentido nada parecido, e não gostei nem um pouco. Nem precisei olhar para cim a para ver o que estava acontecendo – ela estava dobrando m eu escudo de energia e m e cercando.

– Ei, cadela! Deixe m inha bolha em paz!

– Desculpe, Jay ne, m as ela vai quebrá-la, e, em seguida, levarem os seus am igos. Eu tentei avisá-la.

Senti m eu escudo protetor se dobrando e desintegrando sob o poder dela. Como diabos ela está fazendo isso? Com ecei a entrar em pânico. Puxei m ais poder d’O Verde, m as não pareceu fazer diferença. Eu m e sentia fraca e cansada, e não sabia bem se isso era parte de seu ataque m ágico ou não. Eu não conseguia segurar essa bolha e cham ar os elfos ao m esm o tem po. Toda m inha concentração estava voltada para m anter o escudo e pensar em m inhas opções. Eu poderia dizer que não im portava o que eu fizesse, ela acabaria vencendo, e m inha bunda estava fritando. E, obviam ente, m eus estúpidos am igos dem ônios não seriam de aj uda nenhum a, considerando que pelo m enos um deles estava sob o dom ínio de Sam antha. Fodeu e fodeu de novo.

– Tudo bem – concordei, com raiva. – Desisto. Vou abaixar o poder se você concordar em deixá-los em paz.

Ben m e encarou com o olhar m ais intenso que eu j á havia visto desde a vez que Spike olhara para m im sabendo que chegara sua vez. Ele acenou para Sam antha, sem tirar os olhos de m im . Interrom pi seu controle visual; eu queria ver o rosto de Sam antha quando ela percebesse que havia sido dada a ordem para recuar. Ela parecia irritada, m as fez o que lhe foi dito.

Algo nela tornava im possível eu não dizer algum a coisa.

– Isso m esm o. Dê o fora, Sam . E não pense nem por um segundo que eu não vou contar a Jared o que você fez aqui hoj e.

Na m osca. Eu soube que havia acertado um belo golpe quando ela levantou a m ão com o se fosse atacar de novo, m as, dessa vez, a m im diretam ente.

Ben estendeu a m ão e tocou-lhe o braço.

Ela puxou-o para trás rapidam ente, com o se houvesse sido queim ada, com um olhar de surpresa e dor no rosto.

– Não a deixe atingi-la. Lem bre-se de nossa causa.

Sam antha fez um a careta para m im e se voltou para ir em bora, deixando Ben ali com igo. Pensei em atacá-lo com O Verde e cham ar m eus am igos, m as algo m e disse que ele j á esperava por isso. E eu não podia correr o risco de m achucar Tony ou Scrum . E não sabia o que fazer quanto a Tim . Eu poderia deixá-lo ali, o que provavelm ente seria o m elhor, m as m e preocuparia por ele estar sem asas e poder ser com ido por um esquilo ou ser pisado; e não sabia quanto tem po dem oraria para que todos acordassem . Se eu pudesse m andar um a m ensagem telepática para Tim nesse exato m om ento, pediria desculpas, porque não era preciso ser nenhum gênio para saber que eu estava prestes a ser presa pelos Fae das Trevas – e, pobre Tim , ia acabar preso tam bém , por consequência.

Ben estendeu a m ão.

– Vam os?

Maldito seja ele por ser tão gato. Os bandidos eram sem pre m ais bonitos que os m ocinhos. Olhei para sua m ão com o se houvesse bosta de orc nela. De j eito nenhum eu iria tocá-lo. Não m e im portava quão bonito ele fosse.

– Leve-m e a seu líder, ou a seu covil, ou sei lá.

Ele deu um sorriso am argo.

– Por que não a levo som ente ao com plexo dos Fae das Trevas?

– Faça seu pior. Tenho certeza de que você e Sam antha vão se divertir com isso. Eu não estou nem um pouco surpresa por ela estar a seu lado, sabia.

– Ah, é? E por quê?

– Porque vocês são todos um bando de rej eitados pelos Fae da Luz.

Ben avançou e agarrou bruscam ente m eu braço.

– É bom você aprender a calar a boca de vez em quando, antes de se m eter em problem as sérios.

Dei outro sorriso am argo.

– Você não tem ideia de com o isso fica perfeito vindo de você.

– Ah, é? Por quê?

– Porque você fala exatam ente com o o im becil do m eu pai.

Ele m e deu um em purrão e m e arrastou, sem dizer nada, até chegarm os à m argem da floresta. Foi então que vi Maggie, a bruxa.

– Oh, graças a’O Verde, Maggie! Você tem que m e aj udar a m e livrar deste idiota.

Puxei m eu braço dele. Estava tão aliviada por vê-la ali que senti m eus j oelhos fraquej arem . Eu queria correr e lhe dar um abraço, m esm o ela sendo toda torta e enrugada. Agora esses bastardos iam se arrepender. Ela conhecia as coisas de bruxas, e Sam antha não seria páreo para ela.

Maggie olhou para m im sem expressão no rosto. Então, deu de om bros e m e deu as costas, arrastando-se para longe.

Fiquei confusa por um segundo. Será que ela precisava de m ais espaço para lançar seu feitiço destruidor? Estava indo buscar sua varinha? Será que precisava de um a varinha? Ela continuou andando e eu m e apavorei.

– Maggie! Aonde você vai?! Preciso de sua aj uda, caram ba!

Notei outra figura em pé a seu lado. Era Sam antha... sorrindo. Maggie passou se arrastando por ela, assentindo com a cabeça.

Que porra é essa?

– Obrigada, Maggie – disse Sam antha em voz bem alta para que eu pudesse ouvir, olhando-m e enquanto falava. – Nós apreciam os sua aj uda.

Fui tom ada por um a raiva que não sabia que eu era capaz de ter.

– Você m e vendeu, Maggie?! Você m e entregou para os Fae das Trevas? Pensei que fôssem os am igas! – Saliva voava de m inha boca j unto com as palavras venenosas. – Você não é m elhor que um orc podre! Está m e ouvindo?! Um a m aldita pilha de m erda de orc preta, viscosa, vaporosa e fedida! Eu odeio você! Eu odeio você, está m e ouvindo?

E essa foi a últim a coisa que m e lem bro de ter dito antes de ver seu pequeno e brilhante olho preto, e então, tudo ficou escuro.