A Guerra dos Fae: Luz e Trevas
Capítulo 29
ENTREI E PERCEBI IMEDIATAMENTE QUE SCRUM SE j untara ao grupo. Eu esperava que ele m e j ulgasse severam ente, de m odo que fiquei um pouco surpresa quando ele se anim ou e disse “Oi, Jay ne!” assim que m e viu. Olhei para ele tim idam ente e evitei olhar para Spike, concentrando-m e em Tony. Fui até ele e m e sentei a seu lado na cam a.
– Oi – disse ele afastando-se para m e dar m ais espaço.
– Oi.
Minha voz estava enferruj ada por conta de toda a em oção que havia devastado m inha garganta na últim a hora.
Tony olhou para todos.
– Bem , com o todos vocês sabem , sou o novo coordenador de treinam ento dos Fae da Luz.
Ele olhou para m im e com um aceno de cabeça eu dem onstrei o orgulho que sentia. Estava tão feliz por ele poder m e sentir nesse m om ento com seus talentos sensitivos de irado. Eu estava m uito arrasada para dizer as coisas certas.
– Os elfos cinzentos reuniram -se com o Conselho, e agora, depois de analisar o sequestro de Jay ne e Tim , vocês vão notar várias m udanças por aqui. – Tony voltou o olhar para m im . – Jay ne, os elfos cinzentos e o Conselho querem se reunir com você o m ais rápido possível. – Ele olhou para Becky. – Você pode avisá-los que estam os prontos e descobrir onde e quando eles querem nos ver?
– Claro – disse ela, desaparecendo no ar no m esm o segundo.
– Que tipo de m udanças devem os esperar? – perguntou Finn.
– Bem , em prim eiro lugar, haverá vários exercícios de treinam ento cruzado. Os elfos e anões verdes vão trabalhar com todos os outros fae em táticas de batalha. Os elfos de prata, elfos cinzentos e eu colaborarem os j untos para com partilhar nosso trabalho com o Vento e o Cinza com todos vocês. As bruxas darão algum as palestras e dem onstrações sobre as m agias m ais com uns que poderem os encontrar em tem po de guerra. – Ele fez um a pausa, olhando para todos nós. – E cada um dos alvos de alto valor em nosso com plexo terá guardas constantes e deveres adicionais de treinam ento.
– E quem são esses alvos de alto valor? – perguntou Finn.
– Bem , Jay ne é um . Eu sou outro. E Naida.
– Por que nós? – perguntei – Qual foi o critério de seleção? Porque, obviam ente, não são os m elhores lutadores, ou Finn estaria na lista. E se incluísse os m ais rápidos ou o m ais perigosos, Spike e Tim estariam tam bém .
Todos concordaram com a cabeça.
– Não, esses não foram nossos critérios. Fizem os um a análise com pleta de nossos recursos, e aqueles que são tão vulneráveis quanto valiosos estão na lista dos que necessitam de proteção e trabalho extra. Para aj udá-los a não ser tão vulneráveis.
– Ah – balancei a cabeça. – Eu não valho m erda nenhum a na luta contra os m alvados e sou perigosa para andar solta por aí. Entendi. Estou no ônibus especial.
Tony franziu o cenho para m im .
– Não fale assim .
Levantei as m ãos.
– Não, sem ofensa, não se preocupe. Eu fui sequestrada pelos bandidos e não consegui m e livrar deles, m ereço estar nessa lista. Só que não tenho certeza se concordo com a parte de alto valor.
– Não subestim e seu poder, Jay ne. Os elfos cinzentos têm algum as teorias sobre isso que eu acho que vão surpreender a todos.
Suspirei, sabendo que por m ais rom ântico que parecesse, não era m uito provável. Mesm o quando estava sendo torturada e m e sentia à porta da m orte, não consegui puxar o coelho da cartola. As habilidades m ais im pressionantes de um a pessoa não deveriam aparecer em m om entos de estresse? A única coisa que eu descobri em m eu m om ento de estresse com Leck foi que eu tinha baixa tolerância à dor e nenhum a habilidade para m e livrar dela.
Becky reapareceu, interrom pendo m eu m om ento de autopiedade.
– Eles estão prontos para recebê-la agora. A reunião é na sala da assem bleia – disse ela, nervosa.
– O que isso significa? – perguntei, olhando para ela e Tony.
– Não se desespere – disse Tony –, eu sei que eles querem ouvir de você o que aconteceu, m esm o j á sabendo a m aior parte por Tim . Há um a série de decisões im portantes a tom ar, e deve ser por isso que estão envolvendo todos. Vai ser m ais rápido assim .
Suspirei. Era tudo que eu necessitava: estar diante da assem bleia de novo... Pela terceira vez. Esses fae deviam estar ficando cansados de m e ver lá em cim a. Lem brava-m e da sensação de ser cham ada na sala do diretor da escola, só que, dessa vez, era pior, porque havia duas centenas de testem unhas. E eu que achava que havia deixado a hum ilhação pública para trás, no m undo hum ano e na escola...
Spike se levantou do chão.
– Não se preocupe. Nós estarem os com você.
– É. Todos nós – disse Scrum alegrem ente. – E se Chase estivesse aqui, estaria com você tam bém .
Todo o m undo debochou dele, m enos eu. Finn j ogou o travesseirinho da cam a de Tim na cabeça de Scrum . Eu lutei contra a vontade de chorar.
– Quem convidou esse garoto, afinal? – perguntou Tim .
Aplaquei sua cólera:
– Ele está certo. Chase se levantaria por m im . Ele é assim .
Engoli em seco para fazer o sapo que estava entalado descer. Eu não ia chorar na frente dos Fae da Luz. Se eles iam m e j ogar na fogueira, eu teria que aguentar.