Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

Mari Cardoso · Capítulo 18 de 39

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Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

16 | Katrina

 

Era a segunda manhã que eu acordava com a cabeça pesada, dor no corpo e na cama de Devon. Segunda vez que acordava nua como se tivesse tido uma noite e tanto. A diferença era que lembrava de cada segundo, aproveitei, gozei e gostei muito.

Depois de sairmos da festa da vitória do Don, nós fizemos uma festinha ruidosa e cheia de putaria no quarto. Sexo era infinitamente melhor quando havia prazer mútuo. Nós fomos dormir sete da manhã, tomei banho e desmaiei de exaustão.

Senti um cheirinho de café e virei na cama. Devon estava só de calça de pijama, bebendo café e lendo algo em seu iPad. Me aproximei, deitando a cabeça em seu peito e ele se moveu, de modo que parei entre suas pernas e deitada em seu torso. Ele continuou lendo o que descobri ser um site de notícias, bebendo café e eu fiquei dormindo e acordando por quase uma hora.

— Não vai acordar, preguiçosa? — Acariciou minhas costas.

— Você não está cansado? — Ergui o meu rosto.

— Estou acostumado. — Sorriu. Quis morder as suas bochechas. — Passarinho que acompanha morcego acorda de cabeça para baixo.

— Você me comeu contra a porta, como não está cansado? — Bocejei.

— Pronto para fazer de novo! — Apertou minha bunda.

Saí da cama para ir ao banheiro, usei o sanitário ainda com sono. Escovei os dentes na maior preguiça, prendi o cabelo e procurei uma roupa para vestir, mas estava consideravelmente sem opções.

— Volta para cama, zumbi! — me chamou. Voltei e ele me fez deitar em cima dele. — Precisa criar mais resistência, minha bonita.

— Pensei que o seu amor eram os meus peitos — brinquei e montei em seu colo. — Não posso voltar a dormir. Estou com sono, mas não quero perder o dia. Preciso assaltar o armário da sua irmã porque estou sem roupas.

— Você e a sua mãe precisam comprar algumas coisas. A assistente dos bombeiros entrou em contato com Matt, disse que a equipe fez uma limpeza, separando algumas coisas e eles irão entregar. Não deu para recuperar muito. — Devon estava sério. — A estrutura da casa foi comprometida, não é seguro. Eles devem solicitar a demolição logo que terminarem, porque pode causar acidentes.

Soltei um suspiro.

— Eu pensei nisso, nossa casa era pequena e a chama era tão alta. Imaginei que não seria possível entrar lá. Na verdade, não queria que a minha mãe voltasse lá, fiquei com medo que tivesse um ataque. — Mordi meu lábio.

— É melhor que ela não veja. A previsão de entrega dessas caixas é amanhã ou terça-feira, antes, teremos uma reunião com a equipe de investigação. Agendei lá na empresa. — Sorriu torto e seu olhar desceu para os meus peitos. Cruzei os meus braços, ele riu e puxou, tirando-os do caminho. Ele estava vestido, porém, animado em me ter nua em seu colo, mesmo com um assunto sério.

— Você é incorrigível! — Movi o meu quadril, ele riu e meio que gemeu. — Estamos falando de algo sério e está excitado?

— Está nua sentada no meu colo, tudo que o meu pau consegue fazer é lembrar do quanto você sentou gostoso algumas horas atrás. — Sorriu. Ele era irresistível sorrindo daquele jeito, maroto, safado. Me inclinei e beijei seus lábios devagar, provocando com a língua. Suas mãos agarraram a minha bunda, moí contra ele e soltei um gemido. — Que delícia, baby.

— Uhul! — Ouvimos uma batida na porta. — Dev! Mamãe está entrando... — Shannon cantarolou. Ela girou a maçaneta. A porta estava trancada. — Querido, você está aí?

— Foda-se — ele gemeu, escondendo o rosto no meu pescoço.

— Eu não sei onde está sua irmã! Dev! Abre a porta para a mamãe!

Shannon estava sendo propositalmente irritante porque ela não permitia que os filhos lhe chamassem de mãe. Comecei a rir, ela era uma tremenda filha da mãe quando queria.

— Shannon! Estou nua e montada no seu filho, espera lá embaixo! — gritei de volta. Imediatamente parou de bater. Aparentemente, ela tinha senso de não querer ver o filho com a mulher em cima dele. Ficou um silêncio. — Ela foi embora. O que está fazendo aqui tão cedo?

— Achou mesmo que viria apenas na hora do jantar? Estamos falando da Shannon Inconstante Winterfield. Ela faz o que vem na cabeça disfuncional que tem equilibrada em cima do pescoço. — Devon sorriu, mas foi um sorriso melancólico. Mesmo adulto, ela ainda mexia com as emoções dele.

— Se ela veio cedo, não vai ficar para o jantar. — Me movi para sair da cama e ele me segurou. — Sua mãe está solta na sua casa, tem certeza que quer transar agora?

— Falando assim, meu pau se encolheu e não vai aparecer tão cedo. — Fez uma careta e ri.

Vesti uma cueca do Devon, meu short jeans e uma única camiseta limpa, era justa e deu para usar sem sutiã. Encontrei o meu telefone no carro e não sabia onde estava Vanessa, muito menos minha mãe. Devon tentava controlar a mãe na sala, servindo uma dose generosa de uísque e Tio Saul estava brincando com os meus filhotes, rindo, cheio de felicidade.

— Olha só esses pelos, cheios de dobrinhas, daria uma excelente echarpe. — Shannon acariciou Marco.

— Sua pele de cobra também daria uma ótima bolsa — rebati e ela riu, bebendo. — Lembro de ter te convidado para o jantar. — Inclinei a minha cabeça para o lado, analisando. — Não quero que apareça na minha casa antes do horário ou sem convite. Fui clara? — Arqueei a minha sobrancelha para dar muita ênfase. Estava falando sério. Shannon precisava de limites e ela ainda tinha medo de mim.

— Esqueci que você montou no meu filho para ganhar a casa. — Me deu um olhar indulgente.

— Shannon! — Devon se irritou. — O que veio fazer aqui cedo?

— Chegamos depois da hora do almoço. — Fez-se de desinteressada. — Liguei para Vanessa e ela não me atendeu, na verdade, não respondeu nem as minhas mensagens.

Dei uma olhada em meu celular. Vanessa e minha mãe saíram cedo, logo que descobriram que Shannon estava na cidade, elas estavam fora de Vegas e só voltariam à noite.

Em primeiro lugar, fiquei mordida de ciúme que saíram e não me levaram e em segundo lugar, fiquei ainda mais puta que me deixaram sozinha para lidar com Shannon. Enviei um monte de carinha brava e elas sentiriam a minha frieza quando voltassem.

Deixei que Devon ficasse com a mãe e fui para a cozinha.

Preparei alguns petiscos, uma bandeja com frios e pequenos sanduíches com salada, queijo, presunto e mostarda. Voltei para sala e servi. A sorte era tio Saul ser um homem divertido, ele eclipsou o humor irritante de Shannon. Excessivamente mimada, acreditava ser a estrela das estrelas, com o mundo aos seus pés.

Ela quis um tour pela casa antes de ir embora. Devon sumiu com o tio dele antes que pudesse me esquivar da tarefa. Esse era outro que iria me pagar. Eu só fiz porque ele tratava a minha mãe com muito respeito e carinho, não custava nada passear com Shannon mostrando os cômodos.

— Uma casa muito luxuosa. Precisa apenas de uns cobertores de oncinha, uns animais empalhados e uns quadros mais sombrios. Essa casa está muito iluminada e feliz, sinceramente, não sei como aguentam viver em Vegas. Esse calor é insuportável. — Se abanou. Provavelmente o calor dentro de uma casa climatizada se devia à quantidade de uísque que ela bebeu para uma visita social.

Uma hora mais tarde, Devon e eu acenamos para o carro alugado que levaria seu tio e mãe para o aeroporto. Felizmente, eles estariam fora da cidade em duas horas, no máximo.

Voltamos para dentro de casa. Tirei o Polo, que estava roendo o pé da cadeira e peguei o meu telefone, ligando para minha mãe. Ela não atendeu, ciente que estava puta da vida e mandou uma mensagem dizendo que Vanessa dirigiu sem parar, elas estavam em San Diego e só voltariam no dia seguinte.

Provavelmente, Vanessa teve um surto. Ela tinha uma relação horrível com Shannon, era fonte de muitos traumas e milhares de inseguranças. Ela tinha tudo para ser uma garota popular, com uma carreira de sucesso, mas ao contrário disso, não conseguia sair de casa em alguns dias, de tanta crise de ansiedade. Se eu pudesse, pegava o carro e iria atrás dela.

Me senti mal por estar muito chateada. Eram cinco horas de viagem de carro e uma de avião. Minha mãe saberia como lidar com ela.

— Vanessa não me atende. — Devon apareceu na sala.

— Elas estão em San Diego e voltam amanhã.

— Eu sei onde ela está, tem gps no carro, só estou preocupado... — Parou de andar e suspirou. — Eu odeio quando Shannon aparece. Vanessa fica perdida. — Puxou o cabelo e bati no lugar ao meu lado no sofá. Marco estava deitado em sua cama, roendo um ossinho e Polo roía meu chinelo. Empurrei-o para o lado. — Estamos sozinhos em casa até amanhã, o que quer fazer?

Se eu estivesse trabalhando em alguma matéria, passaria o domingo mergulhada nisso, mas não tinha nenhuma solicitação da revista, o que era bem estranho. Eu não cutucaria mais nada da Pro Valley. Eles poderiam ter incendiado a minha casa como um aviso para ficar longe, não queria que mais nada acontecesse na minha vida.

Acariciei o cabelo de Devon, observando seu rosto sereno e passei o meu polegar em seus lábios, no furinho do queixo e descansei minha mão em seu peito. Era uma coisa familiar. Uma calmaria. Algo extremamente incomum entre nós dois e me perguntei se a paz estava começando a reinar entre nós. Era estranho.

Seu telefone tocou e era o seu gerente, precisando falar sobre o evento. Aproveitei que ele foi para o escritório e liguei o meu notebook, mexendo no site da Winterfield, publicando fotografias que os fotógrafos enviaram. Copiei e colei algumas matérias e atualizei todas as redes sociais com quase tudo que saiu. Com um pouco de tempo, atualizei meu blog, fiz novas denúncias e dei a minha opinião sobre recentes notícias na cidade.

O site tinha muitos acessos e às vezes, dava muito trabalho filtrar o que não era verdadeiro, as informações repetidas e os engraçadinhos que usavam o espaço para destilar ódio.

Levei umas quatro horas trabalhando na cama. Satisfeita com os resultados da noite anterior, desliguei o meu computador e coloquei o telefone para carregar. Devon entrou no quarto, tirou a calça, diminuiu o ar condicionado e se jogou na cama.

— Quieta — ordenou antes de fechar os olhos.

Comecei a rir porque, no fim, ele estava tão cansado quanto eu. Me puxando para ficar perto, abriu o botão do meu short jeans e eu tirei, jogando ao lado da cama. No escurinho, ficamos abraçados na cama, cochilando, conversando e em algum momento, dormi pesado.

Acordei com o meu telefone vibrando, era uma mensagem da minha mãe informando que estava tudo bem, que Vanessa dormiu depois de passear na praia e ela estava bebendo vinho na varanda do hotel que estavam hospedadas.

Devon dormia, soltando um bufo engraçado com um biquinho nos lábios. Tirei uma foto e gravei um pouco. Com fome, segurei seu rosto e beijei. Eu nunca acordaria uma pessoa no susto, embora ele merecesse. Segurando o meu rosto, devolveu meu beijo, seria um momento lindo se o meu estômago não tivesse roncado tão alto a ponto de ecoar e nos fazer rir.

— Que sair para comer? Sei que não tem nada pronto em casa. — Acariciou a minha bochecha com o polegar.

— Eu quero. Tem alguma sugestão de restaurante? — Me animei. Amava comer fora. Não ter que cozinhar me fazia feliz.

— Podemos comer no hotel. Pierre vai ficar feliz em te ver. Ele puxa seu saco mesmo...

Saí da cama, corri para o quarto de Vanessa e peguei um vestido vermelho simples, longo, com um lascado até os joelhos. Tomei banho, lavei o cabelo e sequei rapidamente, fazendo uma maquiagem simples e me vesti.

Não sabia como iria fazer para reconstruir a minha vida. Tinha dois mil dólares na conta do banco, precisava esperar o salário semanal da minha mãe para sentar e vermos para que lado iríamos. Não moraria com Devon e com Vanessa de graça, não pagar um aluguel era bom, mas eu iria contribuir com a comida e limpeza da casa.

Pronta, decidi deixar para encarar a dura realidade da minha vida e as minhas preocupações no dia seguinte. Naquele momento, eu só queria comer uma boa comida e viver o conto de fadas que eu sabia que não duraria para sempre.

A vida era assim.

Peguei a minha bolsa, saí do quarto de Vanessa e encontrei Devon já vestido, colocando comida para os nossos filhotes. Eles fizeram suas necessidades nos tapetes higiênicos na área, mas tinha diversos pés de cadeiras com marcas de dentinhos.

— Acho que devemos deixar os dois fechados nesse lado da casa ou eles vão destruir as cadeiras da sala. — Fechei a porta que dava para a sala de visitas e puxei as portas de correr da de televisão para a de jantar, assim eles ficariam em uma única área e conteria a destruição.

Dessa vez, Devon dirigiu devagar. Ele estava curtindo o trânsito, Linkin Park berrava Numb no rádio, sua mão estava na minha coxa. Acariciando com calma, fiquei arrepiada com o toque e relaxei no banco, aproveitando o momento.

Pegamos um pouco de engarrafamento antes de parar na avenida principal em frente ao hotel onde trabalhei no cassino e que o escritório ficava na torre. Ao sair do carro, o manobrista abriu a minha porta e Devon segurou a minha mão, entrelaçando os nossos dedos. Andamos lado a lado, sem pressa.

O restaurante estava relativamente ocupado, havia uma mesa reservada para nós dois em um lado mais calmo, próximo ao piano, mas não estava muito alto, o que era bom para conversar. Ele puxou a minha cadeira, sentou do outro lado e o garçom se aproximou.

Fazia muito tempo que não era levada para jantar. Meus dois últimos namorados não eram muito de encontros ou nunca podiam, se eu quisesse sair para jantar, era minha iniciativa e estava descobrindo que havia uma parte muito boa em ser mimada. Devon pediu meu vinho favorito.

— Pensei que não soubesse qual era o meu vinho predileto.

— Acho que sei mais coisas sobre você do que um dia percebi. — Deu de ombros com um sorrisinho.

— Andou de olho em mim, Devon? — Me inclinei sobre a mesa e o beijei suavemente nos lábios.

— De alguma forma, estava sempre na minha atenção. Sempre ficava de olho nos vestidinhos curtinhos que usava e maluco com essas pernas de fora. — Mordeu o meu lábio devagar, do jeito gostoso que me deixava excitada. — Você ficaria comigo se não fosse aquela noite louca?

— Acho que não, você me irritava. Ainda me irrita, para falar a verdade. Depois que voltei, não parecia certo. — Dei-lhe uma bitoquinha. — Nosso desafio ainda não acabou.

— Não mesmo, ainda tenho muito a ganhar. — Sorriu contra a minha boca.

Voltei para o meu lugar e bufei. Peguei o meu guardanapo de linho, coloquei no colo e bati palmas quando Pierre saiu da cozinha empurrando um carrinho. Ele estava trazendo o nosso jantar pessoalmente. Parando do nosso lado, fiquei de pé e o abracei devagar, com cuidado para não grudar cabelo em sua roupa.

Devon o cumprimentou também e me sentei para que Pierre pudesse apresentar os pratos que escolheu para o nosso jantar.

— Senti sua falta, Kat. Não me deixe sozinho. — Ele colocou a mão no coração e virou para Devon. — Com todo respeito, Devon. — Piscou. — Eu pensei que vocês me pediriam para fazer um delicioso bolo de casamento.

— Foi algo bem clássico de Vegas, Pierre — Devon explicou e me deu um olhar intenso. — Quem sabe quando fizermos uma festa? Provavelmente será em seis meses. — Sorriu torto.

— Seis meses? Maravilha! Farei o melhor bolo! — Pierre se animou e seu assistente sinalizou. — Tenho que voltar para a cozinha, apreciem o jantar e felicidades para as minhas duas pessoas favoritas.

O primeiro prato que eu provei foi salmão flambado com um molho delicioso, em seguida, comi quase todos os camarões do risoto que Devon estava comendo. O próximo prato quentinho era uma sopa de legumes cremosa e lagosta. Nós estávamos comendo tudo fora de ordem, ignorando o que era de entrada ou principal, apenas comemos e provamos a escolha um do outro.

A sobremesa foi servida, pedi um pudim com a cobertura caramelizada e ele um bolo de chocolate.

Uma mulher ocupou o lado do pianista e começou a cantar Come Away With Me da Norah Jones. Sua voz era rouca e suave, o piano acompanhou com romantismo e com toda meia luz do restaurante, Devon ficou de pé e me convidou para dançar. Minhas bochechas ficaram do tom do vestido, mas aceitei, deitando minha cabeça em seu peito conforme ele me embalava em seus braços.

— Está tentando me amolecer?

— Estou conseguindo, esposa? — retrucou baixinho.

— Não muito. — Sorri.

— Eu sei, você é uma mulher muito difícil. — Beijou a minha testa.

— Não sou difícil. — Fiz um beicinho. — Só sou diferente.

— Você é única. — Me deu um beijo e a música acabou. — Vamos para casa? — Seu olhar intenso encontrou o meu e de repente, ir embora com ele era tudo que eu mais queria na vida.

— Sim, vamos para casa.

Peguei a minha bolsa e andamos de mãos dadas para a saída. Devon parou para falar com o seu gerente, era impossível passar no trabalho sem trabalhar um pouco. Na entrada, o carro estava se aproximando devagar na fila que parava na frente do hotel e fui surpreendida com um flash forte. Devon me cobriu com seu corpo.

O carro chegou e cobri meu rosto porque mesmo após a intervenção do segurança, o fotógrafo continuava disparando com a câmera. Era estranho pensar que alguém do hotel contou que Devon apareceu para jantar.

Nós entramos e saímos pela porta da frente porque não havia motivo para se esconder, mas, com a notícia do casamento “surpresa” e o evento da noite anterior, a imprensa estava meio interessada. Principalmente porque Devon comprou a Arena e estava investindo em lutas, ele já tinha cassinos, hotéis e boates. O homem estava disposto a ser um megalomaníaco de primeira.

Em casa, tirei as sandálias e subi as escadas enquanto ele lidava com a bagunça dos filhotes. Em seguida, subiu com os dois, colocando para dormir na pequena sala que ficava entre os quartos. Ele os colocaria para dentro do quarto se não estivesse disposto a fazer coisas que não era permitido na frente dos filhos. Sorrindo feito um bobo, segurou a barra do meu vestido e puxou para cima, tirando completamente.

Suas mãos passearam pelo meu corpo como se eu fosse preciosa. Seu toque era tão gentil e apaixonado, que mesmo com carinho, me encheu de desejo por ele, estava louca para ter a sua boca em mim.

Deitei-me na cama, ficando apoiada pelos cotovelos e o observei tirar a roupa. Não havia pressa naquela noite. Era exploração mútua, construção de um prazer intenso que ondulava da cabeça à planta dos pés, ao ponto de curvar os dedinhos.

Olhos nos olhos, boca na boca – e em outros lugares, mãos unidas e uma dança apaixonante na cama. Ficamos abraçados no fim com as nossas respirações se acalmando e os lábios em um beijo que me fez crer que Devon estava me invadindo sem controle.

Se continuássemos naquele ritmo, ele venceria o desafio. Eu me curvaria a ele, não só em reconhecimento de sua vitória, como entregando o meu coração de bandeja em uma completa paixão.

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