Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

Mari Cardoso · Capítulo 25 de 39

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Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

23 | Devon

 

Abri os olhos, sentindo um carinho gostoso e reparei que estava totalmente em cima de Katrina e ela acariciava meus cabelos, minha nuca, dando beijinhos na minha cabeça enquanto lia algo em seu celular. Me movi devagar, beijei cada um de seus peitos aproveitando que estava só de calcinha e espalhada na nossa cama. Ergui o meu rosto, ganhei um sorriso sonolento e um beijo gostoso. Subi um pouco mais na cama e me encaixei entre as duas pernas.

Nu, meu pau ficou feliz ao ser aninhado próximo ao seu lugarzinho favorito e ela se esfregou em mim, correspondendo meu beijo, soltando o celular e me agarrando. Nós tivemos a nossa versão de sexo matinal cheio de putaria e vê-la gozar, segurando o lençol, se entregando ao orgasmo era libertador!

Nas primeiras vezes, ela se segurava, ficava assustada com as reações do corpo e tentava se conter. Ela ficou puta quando eu disse que ela podia ser uma dama na mesa, mas na cama, ela era minha puta. Dois segundos depois, começou a rir e nas próximas vezes, foi surreal.

Meu doce, implicante, teimosa e muito furiosa esposa era um furacão com tesão.

— Bom dia... — Beijei seus lábios bem devagar. — ... esposa.

Katrina sorriu, abraçada em mim e meu pau ainda estava sentindo a pulsação do orgasmo.

— Bom dia, marido — gemeu baixinho. Saí, tirando a camisinha e joguei fora. As outras camisinhas ainda estavam ali para serem descartadas.

Katrina me mataria se eu deixasse ali para ser retirado depois. Ela não queria que as novas funcionárias vissem qualquer coisa da nossa intimidade quando entrassem no quarto para a limpeza. Todas as novas funcionárias, as duas auxiliares da limpeza e a cozinheira, assinaram contrato de confidencialidade.

Optei por usar uma agência como intermediária porque ninguém queria parar e escolher novas funcionárias. Era algo que parecia simples, porém, com a nossa vida tão exposta, precisávamos ter pessoas de confiança em casa. Elas não trabalhavam nos finais de semana, apenas nos dias comerciais e iam embora antes do jantar.

— Temos que comprar um presente para o garotinho — Katrina murmurou, sonolenta.

— Vamos comer alguma coisa e sair. Vou tomar banho.

— Eu já vou. — Bocejou, puxando um travesseiro para voltar a dormir. Abri as cortinas e ela gritou da cama. — Ei, pessoas estão tentando dormir e o que você está fazendo nu na janela?

— Estou deixando a claridade entrar, está um lindo dia e não tem ninguém...

— Não que esteja vendo, sai daí ou eu vou começar a andar pelada pela casa quando estivermos sozinhos. — Ameaçou e ri. Ela andava quase pelada. Sempre de calcinha e camiseta.

Proibi Stuart de entrar sem avisar. Para piorar, Vanessa passou a usar roupas curtas e confortáveis, não tinha problema nenhum, eu só não queria que ele visse a minha mulher e irmã com pouca roupa.

Fingi que ignorei o protesto, passeei mais um pouco na frente da janela e fui para o banheiro. Liguei o chuveiro, esperei aquecer um pouco a água e voltei para o quarto, pegando-a no colo de supetão.

— Você é muito ruim — reclamou e soltou um grito quando a enfiei no chuveiro.

— Não vai ficar fedida — provoquei. Seu olhar irado foi engraçado.

— Não estou fedendo. Tomei banho antes de dormir.

Coloquei-a no chão e ela me bateu com a esponja, foi lavar o cabelo me acusando de tê-la feito suar. Seu cabelo estava muito bonito e em uma tonalidade totalmente diferente. Mais escuro, com uns fios loiros e brilhando. Se possível, ainda mais linda.

Observei-a tomar banho, esquecendo de tomar o meu próprio. Quando terminou, saiu emburrada. Deixá-la irritada era o meu esporte favorito. Peguei o sabonete líquido, acordando para a vida, sem gastar mais água que o necessário. Ela começou a escovar o cabelo na frente do espelho, o secador fazia um barulho que os cachorros sempre saíam correndo. Era tão barulhento que me dava vontade de sair correndo com eles.

Terminei o meu banho, me sequei previamente e me enrolei na toalha. Escovei os dentes, passei a mão no cabelo molhado e parei atrás dela. Rindo, jogou o bafo quente no meu rosto e desligou, seu cabelo não estava totalmente seco, ela passou algo do meio para as pontas, enrolou no alto da cabeça e prendeu.

— Você está linda. — Apoiei o meu queixo em seu ombro.

— Antes não estava?

— Fica bem loira, mas esse tom realça a cor dos seus olhos. Eles são lindos. — O novo tom lembrava de quando a conheci. Seus olhos sempre me chamaram atenção.

— Assim você me mata. — Suas bochechas ficaram vermelhas. — Vem, me alimente. Eu quero comer aqueles seus ovos com queijo.

— Vou fazer. — Dei-lhe um beijo na bochecha.

Marco e Polo estavam soltos no quintal, correndo atrás da bolinha que Rosa jogava. Ela conversava animada com Melanie, que segurava uma caneca fumegante. Encontramos minha irmã na cozinha, separando ovos, ela estava com o cabelo todo bonito, usando um vestido azul mais justo e curto.

A presença constante de mais duas mulheres em casa estava ajudando a minha irmã a sair de sua concha. Ela sempre ria mais com as Summer do que comigo, que trabalhando muito para manter nosso estilo de vida, quase não ficava com ela. Sozinha, suas inseguranças ganhavam força e eu me preocupava. A nova terapeuta também estava ajudando muito. A primeira, eu achei que ela estava enrolando um pouco, fui na clínica e solicitei uma nova.

Desde que voltou para Vegas, Vanessa não tomava mais nenhum remédio, foi parando aos poucos. Ela precisou tomar quando, contra a minha vontade, foi morar em Los Angeles.

Apesar de ter negado, eu sabia que queria tentar uma proximidade com Shannon. O que aconteceu, no entanto, foi Shannon fodendo a cabeça dela ao ponto de ir parar na emergência mais de uma vez tendo uma crise. Melanie e Rosa pareciam ter unido forças com Katrina para quebrar todas as barreiras da minha irmã. Eu amava vê-la tão linda.

Preparei o nosso café, dividi os ovos, bacon e algumas fatias de torradas com manteiga em três pratos no balcão.

— Estou tão feliz que vocês estão bem com o casamento — Vanessa comentou e pegou um guardanapo para limpar a boca. — Estou colhendo os benefícios.

— Que benefícios? — Fiquei confuso. Katrina ainda estava comendo, mas riu. O que ela entendeu que eu não entendi? As duas tinham uma coisa que sempre sabiam o que a outra estava pensando. Era sinistro. — Me explica! — Cutuquei seu braço de leve.

— Você está querendo agradar Katrina, é a segunda manhã que prepara o café sem reclamar e melhor ainda, sem deixar metade das louças da casa dentro da pia porque é um bagunceiro! — Me deu a língua. — Está aprendendo a só usar o necessário, que menininho bonitinho. — Agarrou a minha bochecha.

— Estou adestrando bem — Katrina comentou.

— Vou te mostrar o adestrado mais tarde — falei baixo, ela riu e piscou. Safada.

Decidimos sair logo para não perder muito tempo na rua. Vanessa ficou em casa, Katrina rodopiou para o carro que ela ainda não sabia oficialmente que era dela. Após enviar o Bertie para uma oficina especializada, comprei um carro. Era um SUV como o que Rosa usava no dia a dia. Vanessa tinha o seu carro e eu os meus. Katrina era linda, dirigia bem, mas eu queria a minha autonomia de ir e vir.

Dividir o carro era muito ruim.

Ao meu lado, ficou falando pelos cotovelos. Quanto mais intimidade, mais ela falava. Às vezes era bom ouvir, às vezes, fingia que estava ouvindo. Para o aniversário infantil que iríamos pela tarde, decidimos ir a uma grande loja de brinquedos no centro da cidade. Katrina pegou um carrinho e foi empurrando na minha frente.

Nós passamos por uma sessão de brinquedos de bebês.

— Olha que fofo! — Ela pegou um coelhinho. — Eu tinha um. Ganhei da minha avó quando era pequena. — Ficou um pouco séria. — Queimou no incêndio. Ele ficava na minha cama, resistiu ao tempo, mas não resistiu ao fogo.

— Sinto muito. — Beijei seus cabelos, abraçando-a por trás. — Era dessa cor?

— Talvez. Vai saber que cor era quando ganhei. — Sorriu, e peguei o coelho de pelúcia azul claro de sua mão e coloquei no carrinho. Ela virou o rosto e me deu um beijo. — Obrigada. Vou guardar junto com o urso que me deu no parque.

Olhamos mais alguns brinquedos de bebês bem bonitinhos, tiramos umas fotos com alguns e zoamos a mãe dela, que provavelmente, seria madrasta de uma criança pequena. Fomos para o corredor que tinha brinquedos da idade do aniversariante e compramos três, um que seria dado por nós, um para Vanessa dar e outro para Melanie.

Mandamos embalar com papéis coloridos, enquanto aguardava, fiquei espionando suas mensagens.

— Quando pretendia me falar que voltou a investigar a Pro Valley?

— Quando tivesse certeza que não iríamos brigar por isso. — Me deu um sorrisinho.

— Nós só vamos brigar se continuar não me contando as suas decisões. Voltar a investigar a Pro Valley não envolve somente você. Desde que colocou essa aliança no dedo, você virou nós .

Katrina ergueu o rosto com um beicinho.

— Te odeio.

Sorri. Ela não odiava nada. Arquei a minha sobrancelha, provocando.

— Essas palavras não sairão da minha boca. — Alertou e sorri mais ainda. — Não me olhe assim!

— Assim como? — Me fiz de inocente.

— Como se quisesse que eu dissesse as palavras mágicas.

Me aproximei dela e desci minhas mãos para sua bunda, apertando e beijei os seus lábios. Enfiando o celular no meu bolso, me abraçou de volta e pediu para parar de fazê-la querer dizer as palavras.

— Não é justo, eu já perdi o desafio. — Fez um beicinho.

— Perdeu?

— Por que? Você quer terminar em três meses e meio? — Olhou em meus olhos.

— Claro que não, sua boba. Acho que nós dois saímos vencedores do desafio, porque eu te ganhei e você me ganhou. Premiação maior não existe. — Ela acariciou o meu rosto, sorridente e com os olhos marejados. — No passado, se eu não tivesse sido tão cuzão e imaturo, deixado Everly falar aquelas coisas, nós poderíamos estar juntos todo esse tempo.

— Acho que não. — Fez uma careta. — Foi o momento certo. Com a faculdade e a sua ascensão, acho que teríamos nos separado. Ainda afetaria minha relação com Vanessa. Tinha que acontecer nesse momento. Quando seríamos tão irresponsáveis e fazer o que fizemos?

— Nunca. Beber e casar, só você para me provocar a esse ponto. Qualquer outra, iria mandar se ferrar. — Sorri e ela ficou na ponta dos pés. Nos beijamos mais uma vez e fomos interrompidos pela vendedora com os nossos pacotes.

Empurrando os nossos presentes no carrinho, ela andou ao meu lado, segurando o meu braço e de repente, parou. Seu rosto era como se uma lâmpada tivesse acendido em sua cabeça.

— Você estava lúcido no nosso casamento! — Soltou um gritinho e pulou no lugar. — Devon! Você estava consciente! Sabe que isso significa? — Mordeu o lábio, toda empolgada. — Você. me. queria! — falou pausadamente e ri alto, atraindo a atenção dos passantes no estacionamento.

— Só um pouco. Eu lembro de estar muito ciente de dizer sim, na hora eu só pensei “por que não?”. — Abri um sorriso. Katrina soltou um palavrão baixinho, deu impulso e me preparei para o impacto. Pulando no meu colo, cruzou as pernas na minha cintura e os seus peitos perfeitos estavam bem na direção do meu rosto. Só não dei os meus costumeiros beijos porque estávamos em público. — Minha maluquinha favorita.

— Quem mais seria? — Arqueou a sobrancelha, bancando a ciumenta. — A única maluca na sua vida sou eu, que fique bem claro.

Coloquei-a dentro do carrinho, suas pernas ficaram de fora, balançando e rindo, dei impulso e corri no estacionamento empurrando com velocidade. Ela gritou e ergueu os braços, seus cabelos soltaram com a bagunça e dei uma batidinha de brincadeira.

Para tirá-la, foi engraçado, sua bunda escorregou para o fundo e ficou entalada entre os presentes. Toda torta, não perdi a oportunidade de filmar suas pernas para o alto e os bracinhos tentando sair do lugar.

— Devon, me ajuda! Para de me filmar! — gritou, furiosa. Apenas com um braço, puxei-a fora. — Viu só? Amassou o embrulho!

— Foi a sua bunda. — Dei um tapa estalado na nádega. — Entra no carro, agora — ordenei, abrindo a mala.

— Humpf . Como se você mandasse em mim. — Bufou e ficou de pé ao meu lado, me atrapalhando guardar os brinquedos. Fingi jogá-la dentro da mala, ela gritou tão alto que os cachorros que estavam com uma senhora começaram a latir.

Nós dois começamos a rir e entramos no carro antes que o segurança nos expulsasse. No caminho de volta, ela ainda estava falando. Dessa vez, sobre McKenna, uma louca que tinha obsessão pela minha família. Essa mulher resolveu implicar com Katrina. Enquanto Kat ficava furiosa, eu apenas disse que para derrotar alguém tão maldoso quanto McKenna, ela precisava conquistar pessoas.

Na internet, seguidores te julgam como juízes e te defendem de graça. É mais fácil fazê-los te defender. Eu não me importava no quanto eles forçaram a barra com a Everly, nunca alimentei os rumores.

Algumas semanas atrás, deixei claro para minha advogada que se ela continuasse fazendo parecer que tivemos um longo relacionamento e que Katrina, de alguma maneira, nos fez romper, eu iria romper o nosso contrato imediatamente. Aparentemente, a quantia que pago a ela por mês vale mais a pena do que bancar a traída na internet.

— Opa, merda — Katrina comentou olhando para o telefone. — Sua mãe está anunciando uma possível residência aqui em Vegas. Ela vai dar uma entrevista exclusiva para McKenna… estou até com medo.

— Merda. O pior de tudo é que ela vai conseguir patrocinadores.

— Da última vez, ela não terminou... desculpa.

Ela não terminou porque teve uma overdose e foi internada em uma clínica de reabilitação, assim, meu tio Saul entrou na justiça e conseguiu controlar a carreira, o dinheiro e com isso, demitimos toda a equipe que lhe dava drogas, processamos seu empresário que estava mais para cafetão e a deixamos na clínica por seis meses.

Quando saiu, ela tinha novas músicas, lançou um álbum romântico, participou de um filme que, ironicamente, fez o papel de mãe zelosa e a música que escreveu para esse filme ganhou o Oscar. A vida de Shannon daria um filme.

— Não precisa pedir desculpas, não foi a primeira vez. — Segurei a sua mão.

— A Winterfield vai se envolver?

— Eu aposto cinquenta dólares que ela vai pedir. Se eu vou concordar, vai depender dos números e provavelmente, irei obrigá-la a ir até o final, sem ceder aos seus caprichos. Sendo Shannon ou não, investindo o meu dinheiro, espero resultados. — Abri um sorriso. — Você é a única que estou investindo o meu dinheiro e me dá um belo resultado.

— Eu acho que você sente falta quando não te mando para puta...

— Olha a boca suja, sua safada. Por favor, me xingue mais na cama. — Dei um tapa em sua coxa.

— Vou fingir que não te conheço. — Suspirou e pegou o meu celular, reproduzindo o vídeo no estacionamento. Estava muito engraçado. Só Katrina para me fazer sentir como um adolescente apaixonado com mais de trinta anos nas costas.

Seu sorriso me fazia feliz. Era algo que mexia nas minhas estranhas e se espalhava por todo meu mundinho, transformando tudo que via, em algo melhor. De um jeito bem piegas, ela fazia com que eu me sentisse na calmaria da praia em um fim de tarde quando estava em seu modo carinhoso, de repente, se transformava em uma tempestade tropical quando se irritava, e durante o sexo era um terremoto. Em suas muitas versões comparadas a fenômenos da natureza, ela me tinha por completo. Estava fodido.

Estava tão apaixonado.

Sempre gostei de me divertir. Solteiro, aproveitei o status com requinte, não escondia que ficava com muitas. Era sincero, deixava claro as minhas intenções e nunca fui canalha de manipular mulher para transar. No fundo, sabia muito bem que quando entrasse em um relacionamento, prezaria pela fidelidade, estabilidade, segurança emocional e principalmente, pela paz.

Com Katrina, descobri que um relacionamento era divertido, que a rotina podia ser prazerosa e o casamento uma parte boa da vida.

Era só um desafio que tinha muitas partes por trás que nós não enxergamos. A atração que surgiu no passado, ficou amortecida com tantas brigas e birras desnecessárias. Quando o amor entrou em jogo, nós dois ganhamos.

Ao chegarmos em casa, minha irmã estava na sala brincando com os filhotes. Katrina subiu para falar com a mãe e eu me joguei ao lado de Vanessa. Ela me deu um sorriso em que aparecia as mesmas covinhas que eu tinha.

— Como é a vida de casado? — Me deu um olhar brincalhão.

— Uma novidade. Está tudo bem para você?

Vanessa abriu um sorriso lindo.

— Ter o meu irmão casado com a minha melhor amiga é maravilhoso. Quando vocês brigavam, me sentia estressada por ter que tomar partido e apaziguar a relação. Agora eu tenho certeza do quanto tudo aquilo era amor. — Mexeu os ombros de um jeito adorável. — Quero que vocês dois sejam felizes.

— Obrigado. — Puxei-a para os meus braços. — Quero que você seja feliz. — Beijei a sua testa e olhei para as cicatrizes em seus pulsos. — Espero que deixe tudo que passou e seja a mulher incrível que está escondida aí dentro, quero que ela floresça.

Passei o meu polegar na marca e lembrei do meu desespero em tirá-la da banheira, envolver toalhas em seus pulsos, acordá-la e enquanto carregava, Katrina só gritava. Ela correu na minha frente até o carro e dirigiu para o hospital no meio de uma crise histérica, um reflexo da tempestade que acontecia dentro do meu peito, tomado pelo medo de perder a minha irmã.

— Sabe que eu te amo, não sabe? — Olhei em seus olhos.

— É a minha certeza da vida. — Sorriu.

— Ei, estou com ciúme! — Katrina desceu a escada. — Solta a minha melhor amiga, terceiro elemento. — Jogou-se entre nós dois.

— Isso mesmo, briguem por mim, eu sou incrível — Vanessa brincou.

Sim. Ela era incrível. Lembrava o dia que a babá colocou Vanessa em meus braços. Eu era muito pequeno, mas amei conhecer a minha irmãzinha. Shannon desapareceu duas semanas depois e eu soube que dali em diante, minha pequena e frágil irmã era a minha única família.

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