Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

Mari Cardoso · Capítulo 20 de 39

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Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

18 | Devon

 

Meu oponente parecia satisfeito demais. Sua mão deveria ser boa, mas eu duvidava que fosse melhor do que a minha. Por um momento, perdi a minha atenção no jogo porque a minha esposa estava andando entre as mesas, conversando com os convidados. Perdi a minha cabeça ao vê-la soprar um conjunto de dados com um sorriso.

Aquele velho parecia muito feliz. Imbecil. Sinalizei para ela voltar para o meu lugar e não ficar bancando a simpática com os clientes que ela conhecia. Voltei minha atenção ao jogo e sem paciência, entreguei as cartas. Foda-se. Joguei as minhas fichas e levantei.

Ela olhou para trás e começou a se afastar, ziguezagueando pelo salão. Se eu ia para um lado, ela corria para o outro, botava um crupiê na minha frente e ria. Seu humor estava me enlouquecendo!

— Katrina Winterfield, venha aqui agora! — falei entredentes. Ela riu e se afastou ainda mais, usando um curto vestido vermelho brilhante, passeando pelas mesas do cassino. Parou em uma de blackjack e deu um beijo da sorte em um jogador que pareceu muito feliz. — Se você beijar mais alguém, eu vou te jogar nos meus ombros. — avisei, tentando alcançá-la.

Ela me ouviu muito bem, riu, soprou um beijo e se afastou ainda mais. Maldita mulher linda! Dei a volta em uma das mesas em passadas largas e finalmente a alcancei.

— Te peguei, safadinha. — Segurei-a pela cintura.

— E vai fazer o que comigo? — Mordeu o meu lábio. Apertei o botão do elevador e a empurrei para dentro. Agarrei sua bunda, erguendo do chão e pressionei contra a parede de espelhos do elevador. — Vamos para sua sala? Eu quero você. Quero agora — gemeu contra minha boca.

Chegamos no último andar, que estava vazio devido ao horário. Aos tropeços, destravei a porta da minha sala desajeitadamente e entramos. Caímos no sofá aos beijos. Nem parecia que ela estava me tirando do sério desde que abriu os olhos naquela manhã.

Katrina dominava a arte de ser irritante, cabeça-dura e muito, mas, muito teimosa. Passamos as últimas duas semanas disputando coisas realmente estúpidas, até quem gastava menos gasolina. Ela sempre perdia. Bertie, depois que voltou do mecânico, bebia mais que um escocês com sede. Além do fato de que ela se recusou a aceitar minha ajuda e fez um conserto paliativo. Ele iria parar em breve e eu iria ganhar mais um desafio.

Esse jogo parecia nunca ter fim.

Estava tudo bem porque sempre terminávamos daquele jeito. O meu jeito favorito.

Ergui seu vestido, tirando a calcinha e afastando os joelhos. Lambendo os meus dedos, toquei seu clitóris, massageando e ganhando um olhar safado com uma mordida de lábio inferior. Meu pau estava duro, pronto para ação, mas ela ainda precisava de mais lubrificação.

Me beijando, colocou uma de suas pernas na minha cintura, com seu salto cutucando a minha nádega. Meus dedos estavam explorando sua boceta maravilhosa, logo ela ficou molhada o suficiente e me pediu para pegar a camisinha.

Sexo gostoso no sofá do meu escritório era muito bem-vindo.

Tirei a minha carteira do bolso, pegando um pacotinho e a entreguei. Abri a minha calça, sem pudor nenhum de literalmente ficar à meia roupa para foder a minha mulher. Katrina gemeu alto. Rebolando contra as minhas estocadas. Podia sentir que ela estava cada vez mais perto.

Sempre que gozava, era melhor que a última vez. Ela me surpreendia a cada encontro. Suas unhas afundaram nos meus braços, tremendo em seu orgasmo. Toda aquela perseguição idiota e as brigas o dia inteiro me deixaram excitado.

Me deixei levar, gozando e beijei sua boca com todo meu tesão.

— É, você me pegou gostoso. — Suspirou e sorriu. — Safado.

— Você me atenta, Katrina. — Beijei seu queixo.

— Assoprei alguns dados, como você pode se importar com isso?

— Eu não me importo com os dados, me importo com quem estava jogando e com o fato de que ele queria o seu assopro só para me irritar.

— Bem, nós transamos. Acho que não me importo. — Deu de ombros, rindo. — Agora, saia. Tenho que ir ao banheiro me ajeitar. Vamos voltar para a festa? — Saiu do sofá direto para o banheiro do escritório.

— Não quer ir para casa continuar fodendo? Eu prefiro. — Tirei a camisinha… merda. — Kat! A camisinha está pingando...

— O quê? — Ela voltou imediatamente. — Ai meu Deus! Devon! Temos que comprar uma pílula do dia seguinte agora!

— Você já tomou isso antes? — Joguei a camisinha fora e fechei a minha roupa.

— Não. Uma camisinha nunca furou. Você não colocou direito na pressa e agora, pode ter um resultado em quarenta e duas semanas. Eu dispenso, obrigada. — Colocou as mãos na cintura. — Eu vou ao banheiro, vamos passar em uma farmácia e nunca mais vamos transar!

Katrina quase me empurrou para fora da sala. Descemos em silêncio e eu estava tentado a não parar na farmácia. Parecia uma atitude desesperada para uma possibilidade.

— Tem certeza de que quer tomar essa bomba de hormônio?

Ela virou no banco como se fosse a boneca do exorcista.

— Claro que sim! Você quer ter um bebê? — Alterou a voz e suspirei. Ela estava histérica.

— Não quero ter um bebê assim, mas eu não acho que você tenha engravidado. Às vezes não deu em nada e aí você vai tomar o que todos dizem que faz muito mal. Sempre que acontecer, vai tomar a pílula? E se isso prejudicar tentativas de bebês no futuro?

— Eu não sei se bato com a minha cabeça no vidro ou bato a sua. Nos casamos tem um mês e eu vou completar vinte sete anos, minha casa pegou fogo e eu não tenho dinheiro. Não é porque você é rico que eu vou ter um filho! — gritou e percebi que suas mãos tremiam. — Minha mãe teve um bebê na adolescência, meu medo de ter filhos é o mesmo de quando tinha a idade que ela me teve. Meu pai foi embora do nada, ele nem se despediu dela, no começo, ela achou que ele voltaria. Ele nunca voltou. Sabe o que minha mãe passou para me criar?

— Ok. Eu não quero te ofender. — Não desviei os olhos do trânsito. Senti que se a encarasse, ela avançaria em mim. — Não sou seu pai. Eu jamais seria esse tipo de homem. Meu pai é casado e tem filhos, eu fui fruto de uma traição e Vanessa nem sabe quem é o pai. Eu duvido que Shannon saiba quem é o pai dela, enfim, o que quero dizer é que se existe algo que eu jamais faria na minha vida, seria abandonar um filho.

— Ah, que lindo! — Me deu um beijo e agarrou a minha orelha. — Mesmo assim, não quero ter filhos!

— Agora ou nunca? — perguntei hesitante.

— Agora! Um dia eu vou ter filhos, de preferência, quando sentir que é o momento ou no mínimo que ele não seja feito em uma rapidinha no sofá do escritório. — Bateu no meu braço. — Pare na farmácia!

— Eu vou mandar entregar em casa, não quero ninguém te vendo comprando pílula do dia seguinte. Nunca se sabe onde tem um filho da puta fofoqueiro.

— Obrigada. Não pensei nisso.

— Sempre penso em tudo — provoquei e fui ignorado.

Eu pensei que ela se acalmaria, mas eu estava enganado. Afinal, o que sabia sobre as mulheres? Katrina fazia parecer que caí no mundo de paraquedas um dia antes de ficarmos juntos.

— Meu Deus! Você pegou a minha calcinha? — Arquejou e quase bati com o carro com a maneira que falou. Parecia que alguém iria pular na pista. — Estou sem calcinha. Ela está no seu bolso?

— Não peguei, você me expulsou da sala quase com o pau de fora — reclamei e desviei do caminhão lento, acelerando pela pista escura e vazia.

— Ai que vergonha! A limpeza vai chegar e ver uma calcinha lá, vão me chamar de promíscua.

— Provavelmente vão te chamar de corna, mas isso não vem ao caso — brinquei e ganhei um soco no braço, continuei rindo de seu ataque até que cansou, ficou de beicinho e braços cruzados, olhando para a janela. Ao chegarmos em casa, mal parei o carro na garagem, saiu e ainda bateu a porta. — Calma, amigo. Ela está furiosa comigo. — Acariciei o volante e saí atrás dela.

Furiosa, rebolava ainda mais.

Marco e Polo deveriam estar no quarto de Vanessa, ela mimava os cachorros como se fossem dois bebês. Entre ela e Katrina, aqueles dois nunca seriam adestrados. A senhora minha sogra estava de plantão, então, segui a minha esposinha irritada até o nosso quarto.

Era completamente bizarro pensar que estava casado e dividia o meu espaço com outra pessoa, eu achei que era coisa de outro mundo, mas Katrina era extremamente tranquila. Ela nunca invadia o meu espaço no banheiro, suas coisas estavam sempre guardadas e exceto à quantidade de cabelo pelo chão e no chuveiro, não chegamos a ter um choque real de convivência.

Ela não era do tipo que deixava nada espalhado. Normalmente, quando suas calcinhas iam parar no chão, era porque eu as joguei longe. Nunca tive ninguém me perturbando por causa das toalhas molhadas, minhas cuecas penduradas no cesto ou o meu creme de barbear aberto.

Ela escolhia qualquer coisinha para me encher o saco porque para Katrina, brigar contra a rotina, o nosso relacionamento, o casamento e o desafio era como brigar para manter seu orgulho e não dar o braço a torcer.

Tirando o vestido vermelho, pendurou no cabide e foi para o banheiro. Ouvi o barulho do chuveiro e pedi a pílula. Jantamos antes da festa como um encontro, ela disse que foi apenas um jantar, mas foi um encontro. Me preparei para dormir separado dela, dando espaço para aumentar o seu beicinho e quando a entrega chegou, peguei uma garrafa de água e voltei para o quarto.

Ela ainda estava passando creme hidratante e usava um camisetão longo, com um gatinho desenhado na frente.

— Aqui está. Tem certeza?

— Eu vou te morder — avisou e sem querer, o echo show ativou, respondendo a pesquisa sobre mordidas. — Até o seu relógio de mesa é idiota. — Bebeu a Eagua com o remédio e deu um tapinha na barriga. — Nada de tentar colocar bolo no forno.

— Pelo menos eu já coloquei o anel no dedo. — Abracei-a e, mesmo relutante, ela me devolveu o abraço. — Crise abortada?

— Literalmente . — Arregalou os olhos para dar ênfase. — Apagar as luzes! — comandou e o quarto ficou escuro. — Eu vou dormir.

Desfazendo a nossa cama, deitou do seu lado, que já tinha seu cheiro e antes de me deitar, verifiquei com o gerente como estava a festa. Desliguei o telefone, era o meu final de semana de folga e eu não queria ser incomodado com trabalho.

De vez em quando, precisava tirar um tempo da batida frenética que a Winterfield me colocava. Desforrei o meu lado, me cobrindo, colocando a climatização do quarto perfeita para dormir por três dias seguidos.

Deitada de lado, me encaixei atrás dela e a sua bunda ficou aninhada no lugar perfeito. Rindo, rebolou um pouco, me provocando e beijei seu ombro. Segurando a minha mão, ficou acariciando até pegar no sono. Dormir agarradinho era só nos primeiros minutos, depois cada um rolava para um lado e nos encontrávamos novamente ao longo da noite.

De manhã cedo, acordei com ela andando pelo quarto, tirando sua roupa de dormir.

— Ei, e o meu beijo de bom dia? — falei da cama e olhei a hora. Dez da manhã. Maravilha acordar mais tarde.

— Xixi primeiro — reclamou em seu humor irritado de toda manhã. Ao sair do banheiro, foi direto para o closet. Assobiei do meu lugar. — Eu não sou um cachorro! Não vou te dar um beijo porque você assobiou! — gritou lá de dentro e sorri.

Peguei o meu telefone, olhei as notícias por alto, os e-mails de trabalho sem responder e vi que a temperatura estaria no máximo. Excelente momento para ficar à beira da piscina que eu não tive a oportunidade de aproveitar. Vanessa criou um grupo para a família (Moradores da Casa), então, eu coloquei nele que todos estavam intimados com roupas de banho porque faria um churrasco.

— Nós não fizemos compras de mercado, não deve ter nada para o seu churrasco. — Katrina saiu do closet usando um vestido cinza, justo ao corpo e com os cabelos presos. — A ideia é tentadora, precisamos comprar ração, novos tapetes higiênicos e comida.

— Isso é muito doméstico, esposa.

— Levanta da cama se você quiser fazer um churrasco hoje — ordenou.

— E o meu beijo? — pedi. Ela riu e soprou um, saindo do quarto. Ela teve a sorte de estar longe, porque eu não consegui pegá-la mesmo correndo rápido da cama.

Tomei banho, vesti uma bermuda cinza, camisa branca e fiquei de chinelos, o que era raro, mas eu não queria nem vestir roupas no meu dia de folga. Desci a escada rapidamente, sendo atraído pelo cheiro de café. Vanessa, Rosa, Kat e os cachorros estavam na cozinha.

Dei um beijo na cabeça da minha irmã e cutuquei as costelas de Rosa, fazendo com que ela pulasse e risse. Parei atrás de Katrina, ela estava comendo uma fatia de bacon, me deu um beijo nos lábios e me ofereceu um pedaço só para puxar quando tentei morder. Rindo, deixou que comesse toda a fatia.

— Cadê sua mãe? — Puxei um banquinho e me servi com o café da manhã.

— Está desmaiada. Ela só vai acordar depois do almoço, por aí. Normalmente ela fica apagada nas primeiras horas depois de um plantão puxado — Kat me respondeu.

— Acho que o médico bonitão a trouxe em casa — Vanessa cochichou. — Eu estava no quintal porque abri a porta para os filhotes saírem, ela chegou toda sorridente, no pedacinho do portão aberto eu vi o médico gatão de meia idade que a trouxe em casa.

Katrina faltou cair do banco.

— Puta merda! — Bateu no balcão, empolgada. — Será que a minha mãe vai finalmente sair da prateleira? Ele é bem gato, do tipo cinquentão conservado. Não sabemos nada sobre a vida dele, precisamos descobrir!

— Que tal vocês duas manterem os narizes fora dos negócios da Melanie? Ela é adulta — comentei e as duas me olharam como se eu fosse louco. — Ok. Se intrometam.

Voltaram a falar como se eu não existisse. Depois do café, as duas me seguiram para o carro e decidimos ir até um grande supermercado próximo ao nosso bairro. Era impressionante o quanto elas não calavam a boca e eu procurei um lugarzinho na mente para me esconder, fingindo que elas não existiam.

No mercado, cada uma pegou um carrinho, dividiram a lista e foram empurrando, falando, levaram duas horas só na parte de cosméticos e eu fiquei indo e vindo recolhendo as coisas conforme a lista que Rosa nos entregou antes de sairmos.

Katrina estava com cinco vidros de xampu, lendo qual iria levar e Vanessa falava sem parar que ela deveria escurecer o cabelo e fazer luzes ao invés de pintar todo de loiro.

— Podemos decidir isso em casa? Principalmente, bebendo uma cerveja?

Katrina fez um beicinho e colocou dois frascos roxos no carrinho. Andamos o mercado mais um pouco e terminamos as compras. Com duas damas tagarelas, carreguei as compras e as arrumei na mala enquanto elas tomavam um sorvete.

— Quer um pouco? — Katrina me ofereceu uma colher de seu sorvete de baunilha. Aceitei e estava bom, uma delícia naquele calor intenso. — Quer mais?

— Me dá na sua língua? Acho que quero provar sorvete bem aí. — Apontei para seus peitos.

— Por favor, por favor, por favor! Sexo sem a irmã presente! — Vanessa gritou no banco de trás, mas ela estava rindo. Seus olhos estavam brilhando. — Sem pegação.

— Sabia que quase te fiz tia ontem? — provoquei Katrina, falando com Vanessa. Olhei para minha irmã pelo retrovisor. — Só que a sua melhor amiga não quis.

— Cale a boca! — Katrina me empurrou. — Seu irmão cismou que seria simples ter um bebê.

— Ah, eu adoraria ter um bebezinho em casa. Acho que nós nunca tivemos um bebezinho na família. — Vanessa se debruçou entre nós dois. — Faz um, cunhada.

— Eu vou bater em vocês! — Katrina se estressou.

Minha irmã e eu rimos.

Fugi da parte de guardar as compras, literalmente me esquivei pela lateral e fui para o meu quarto. Troquei de roupa, vesti um short de banho, sem camisa, descalço e chamei Stuart para beber o dia inteiro. Marco e Polo estavam correndo no quintal quando fui lavar a churrasqueira, a pia e a mesa.

Liguei o sistema da piscina, para filtrar a água e o sol estava tão forte que o chão queimava os pés. Liguei a mangueira e, com sabão e vassoura, deixei tudo limpo.

Acionei o sistema de som, escolhendo uma playlist animada e com prazer, observei Katrina sair pelas portas da cozinha usando um biquíni amarelo em cima, branco em baixo, cabelos presos, óculos de sol e andando na ponta dos pés equilibrando algumas bandejas.

— Já temperamos as carnes e Vanessa está fazendo uma salada verde. Rosa está cozinhando batatas para uma salada com ovos e maionese. — Apoiou tudo no balcão. — Você precisa pegar as bebidas e eu vou buscar meu bronzeador.

Sorri, assentindo, e arremessei uma bolinha para os cachorros, eles foram correndo pelo gramado.

— Nosso primeiro churrasco como casado, não é fofo? — brinquei, ela estava perto da porta, me deu o dedo e entrou. — Essa mãe de vocês é muito delicada. — Acariciei os dois.

Stuart passou pelo portão dos fundos, assobiando e os cachorros correram na direção dele. Estava segurando dois packs de cerveja, sem camisa, de short e chinelos. Ele morava a umas cinco casas da minha, em outro condomínio, passava entre os quintais dos vizinhos quando não queria aparecer de carro.

— Sem um monte de garota seminua. — Olhou ao redor. — Churrasco de família! A senhora sua esposa está em casa? — Enfiou as cervejas na geladeira.

— Está descendo. Foi buscar o bronzeador. Sou um homem casado, meus dias de putaria chegaram ao fim e a única mulher seminua na minha frente tem o humor de uma psicopata. — Sorri e abri uma cerveja, ele pegou outra e nós brindamos.

Falando nela, saiu de casa com uma bolsinha e admirei seu corpo. Delicada, ficou dando pulinhos até pisar onde estava frio. Ela e Stuart trocaram um abraço, bati nas patas imundas do meu amigo que tocou nela, puxando a minha mulher para os meus braços.

Ignorando o meu rompante ciumento, ela pegou o frasco de protetor solar e abriu a tampa, passando em mim.

— Tudo para ficar com as mãos em mim, não é? — Beijei a pontinha de seu nariz. Ela sorriu, provocante, mas logo ficou séria.

— Deixe de ser cínico, está muito quente e eu não quero você gemendo porque está com a pele ardendo. — Apertou o meu queixo.

— Só me quer gemendo se estiver dentro de você? — Beijei sua bochecha.

— De preferência. — Sorriu e deu um tapinha na minha bunda ao terminar de me proteger. — Quer, Stuart?

— Vai passar em mim? — Stuart deu a ela um olhar e acertei um soco em seu braço. — Acho que o seu marido não vai deixar. — Ele continuou provocando e Katrina bufou.

— Meu marido não manda em mim! — Ela rebateu, tentando passar por mim e imediatamente soltei a minha cerveja, pegando-a pela cintura. — Devon Winterfield, me solte agora mesmo! — gritou, me batendo, mas eu a coloquei sentada em cima do balcão. — O que pensa que está fazendo? Não vai bancar o homem das cavernas comigo e eu estou de biquíni, quer me deixar pelada? — Seu rosto mostrava um tom de vermelho, reflexo de seu embaraço.

— Você me chamou de marido. — Sorri e ela parou de tentar sair do meu aperto. — Disse claramente “meu marido não manda em mim”. Tenho uma testemunha! — Minha alegria estava longe de acabar.

— Eu... eu... — ela gaguejou e olhou para Stuart, que assistia toda cena com diversão. — Não foi... quer dizer, foi, mas não foi. — Estava ficando ofegante e sem argumento. — Ah, foda-se! — Segurou o meu rosto e me beijou. Katrina Winterfield perdeu mais um desafio.

Segurei a sua cinturinha e devolvi o beijo com prazer. Ela, finalmente, reconheceu o nosso compromisso.

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