Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1
34 | Katrina
Ser pedida em casamento diante de tantas pessoas e com o requinte de emoção como foi, me deixou com vontade de arrastar Devon para casa e mostrar a ele o quanto seu esforço em ser romântico e propor da maneira mais incrível do mundo, me deixou excitada. Nós fomos cumprimentados por muitas pessoas e até quase nos perdemos na multidão que nos cercou após o pedido.
Mac ficou comigo o tempo todo, praticamente colado nas minhas costas e quando sinalizei que estava farta de falar com pessoas que não conhecia, me levou para os fundos da boate.
Devon apareceu um minuto depois, sorridente, segurando a minha mão e fomos para o carro. Ele deixou tudo estrategicamente preparado.
— E Vanessa?
— Melanie vai levá-la em casa e nós vamos para a primeira parte da nossa lua de mel.
— O quê? A lua de mel não é depois da festa do casamento? — Virei no banco e vi que havia malas ali. — Para onde nós vamos?
— Nós estamos fazendo tudo ao inverso. Depois da data marcada, podemos organizar uma nova viagem. No momento, achei que seria perfeito ficarmos uns dias longe de casa. Aconteceu tanta coisa esse ano que precisamos de uma pausa.
— Pausa ? — Ainda estava surtada.
— Sim. Algum lugar calmo, bem pacífico, como uma ilha.
— Uma ilha ? — Soltei, querendo ver o que mais tinha no carro.
— Amor, você está parecendo um papagaio de pirata. — Ele sorriu, dirigindo pelas ruas coloridas de Vegas. — Vanessa comprou novas roupas, podemos nos virar com pouco, porque você vai ficar nua a maior parte do tempo.
— Nua ? — repeti, brincando. — Qual o nosso destino?
— Eu, você e Bora Bora. — Piscou.
Soltei um gritinho e beijei a bochecha dele. Tão animada para viajar, não me importei em trocar de roupa no aeroporto. Vesti calça de moletom, tênis e uma camiseta larga sem sutiã para ficar confortável. Devon me esperou do lado de fora porque era um banheiro feminino e eu fiquei feliz que iríamos viajar totalmente sozinhos. Mesmo não tendo nada contra Mac, eu estava louca para ter um momento sozinha com meu marido.
Era a minha segunda viagem internacional. A primeira foi para Londres, para a viagem de formatura de Vanessa, nós passamos uma semana conhecendo alguns pontos turísticos lá. Eu entrei em um estágio de animação quase sem controle enquanto aguardávamos o primeiro voo do dia para o nosso destino.
— Quem mais sabia da nossa viagem?
— Todos. Quer dizer, todos, menos Kevin. Ele poderia soltar a informação gratuitamente. — Sorriu torto. — Ou porque é seu puxa-saco.
— Eu sou a irmã e você o cunhado que ele vai crescer enchendo o saco. — Sentei em seu colo e cruzei as minhas pernas. — Você tem a sorte de ser um homem ocupado porque eu não percebi nada.
— Não foi fácil, você é muito mais atenta do que dei créditos. Vanessa me avisou para ser bem sutil, porque você, alma de jornalista, percebe algo fora do lugar há muitos quilômetros de distância. — Apertou meu nariz e mordi sua mão de leve.
— Teve alguns momentos que desconfiei que estavam de segredinho, mas eu pensei que não era porque nos tornamos um casal, que tinha o direito de me intrometer na relação de vocês. Agora, eu vou me intrometer. — Beijei sua bochecha. — Não acredito que vamos viajar!
— Sabe a última vez que tirei férias?
— Não que eu lembre.
Ele arqueou a sobrancelha, rindo. Ou seja, nunca. Devon fazia festas ainda no ensino médio para ter um dinheiro a mais. Lembrava que, mesmo naquela época, dava uma mesada para Vanessa. Hoje, entendia que o dinheiro que sustentava o apartamento que viviam era a pensão do pai dele. Shannon era famosa e rica, mas viciada em drogas, dominada por um empresário que abusava dela de todas as maneiras.
Nosso voo foi anunciado e saí de seu colo. Ele ficou de pé e pegou as malas pequenas.
— Antes de embarcar, quero propor um desafio. — Devon me impediu de ir até a fila dos passageiros. Cruzei os meus braços, me preparando para a bomba.
— Não. Sem desafios na lua de mel — resmunguei. Sim, eu era péssima perdedora e já não escondia mais. Devon ganhava quase todas. O pouco que ganhei, foram coisas bobas. — Não pude nem ver o Bertie. Você enrolou na oficina de propósito, não é? — Mudei de assunto. Não queria um novo desafio.
— Ele faz parte da sua história e achei que seria importante que estivesse lá. — Pegou nossas bolsas de mão. — Tem certeza de que não quer saber o que vou te desafiar?
— Tenho — garanti. Era mentira, estava curiosa, mas assim que as palavras saíssem de sua boca, meu lado competitivo não deixaria o desafio quieto. — Não quero chorar na nossa lua de mel. Estou grávida, você não pode me dar um desconto?
— Má perdedora. — Foi tudo que disse antes de embarcamos.
Filho da mãe.
Cretino.
Miserável.
— Não adianta se arrepender, você disse sim duas vezes e vai dizer na terceira vez. — Me cutucou e dei uns pulinhos à frente. A comissária me olhou engraçado, mas sorriu, desejando boas vindas e uma boa viagem.
Bora Bora era muito melhor do que imaginei. O lugar foi desenhado à mão, de tão perfeito. Nós ficamos em um bangalô charmoso, que depois da viagem extremamente cansativa até lá, era como o paraíso. Acordar de frente para a imensidão azul tão tranquila, o ar leve de tão puro e o silêncio era muito bom. Nós passamos os primeiros dois dias dentro do bangalô, dormindo, namorando e comendo. Não percebemos o quanto a nossa vida agitada estava nos esgotando até ficarmos sem forças de sair da cama.
Depois que nos ambientamos e acostumamos com os horários, saímos para explorar a ilha. A única coisa realmente ruim era que, pelas manhãs, estava insuportável de enjoada. Ficar deitada na brisa fresca ajudava e beber sucos gelados acalmava a ânsia do meu estômago, que rejeitava quase todas as comidas. Sorte que o hotel mantinha um cardápio continental misturado com pratos tropicais que eram deliciosos.
— Quer renovar o protetor solar? — Devon acariciou a minha barriga.
— Não. Estou bem. — Abri os meus olhos e virei o rosto. Estava deitada em seu peito, em uma espécie de rede, nossos pés encostando na água. — Eu poderia dormir nessa posição para sempre. — Coloquei a minha mão em cima da dele. — Mal vejo a hora da minha barriga crescer.
— Estava pensando nisso agora... louco para ver sua barriga grande.
— Sonhei com o filme que você produziu sobre a nossa vida.
— Ainda puta com a parte das mulheres?
— Não. Isso não me incomoda mais, hoje eu sei que era ciúme e muita dor de cotovelo. — Beijei seu braço. — Se eu não tivesse sido orgulhosa, seria diferente. Além do mais, assim como eu tive meus casos, você teve os seus. Foi importante para nossa história.
De repente, ele começou a gargalhar.
— Seus hormônios estão mandando tanto em você. Ontem você quase me sufocou com o travesseiro. — Sua voz estava ofegante. Idiota.
— Como se eu tivesse força para te sufocar, só queria mostrar o meu desagrado. — Deixei a minha entonação bem severa só para mostrar que apesar de seu passado de galinhagem não me provocar tanto ciúme, não era algo que gostava de lembrar.
Eu não podia acusar Devon de ser irresponsável, muito menos de partir corações. Eu o chamava de cretino porque me irritava, mas ele não era intencionalmente cruel ou mentiu para nenhum dos seus relacionamentos anteriores. Até porque, Everly foi a única que confundiu a coisa toda ou teve esperança de ser mais. Isso provava a palavra dele. Vanessa conhecia muitas das mulheres que ficaram com o irmão, até conheci algumas e mesmo reencontrando-as nas festas da vida, elas nunca agiram como se ele fosse um vilão.
— Você não vai ser um pai que vai prender a filha e incentivar o filho, certo?
— Claro que não... espero que a minha filha seja consciente sobre os seus relacionamentos.
— Hipoteticamente?
— Não. É uma menina. — Sorriu e beijou o topo da minha cabeça. — Ela vai ser esperta como a mãe dela e vai saber exatamente como se preservar, sem repetir os erros do pai.
— É um menino — provoquei.
— Ele vai ter o coração da amada mãe e não vai repetir os erros do pai. — Seguiu falando a mesma coisa, o que me fez sorrir e me apaixonar ainda mais. Nós criaríamos um ser humano decente.
Nós voamos para casa dez dias depois das nossas incríveis férias, com a doçura de uma lua de mel. Ao chegarmos, Rosa tinha um delicioso jantar preparado. Apesar da delícia em estar fora, era mais incrível ainda voltar para o nosso aconchego. Vanessa queria saber tudo sobre Bora Bora, passamos a noite inteira falando e nos divertindo com os áudios surtados de Shannon reclamando que Devon preparou um grande show para me pedir em casamento e não a convidou.
Ela estava tão histérica que seus gritos chegavam a um nível que os cães provavelmente saíram correndo. Era terrível estar achando graça, mas ela só queria estar presente porque teria alguma atenção e não porque se importava com o momento. Shannon tinha seus problemas, passou por muita coisa, só não conseguia esconder a sua verdadeira face.
— Agora, vamos falar de trabalho. Como ficou a empresa e o site enquanto estive fora?
— Nós demos conta do trabalho na empresa, foi tudo bem, muita coisa rotineira e eu estava enjoada de alguns textos. Refiz todos eles, mudei as páginas de lugar e atualizei a galeria. Tive um pequeno estresse com a assessora de imprensa, como não aconteceu nenhum evento extraordinário, ela se acalmou. — Se esticou e pegou o notebook. — Quanto ao site, os números de denúncias triplicaram. O filtro inteligente consegue enviar para spam o que parece ser falso, porém, é muita coisa.
— Conseguiu publicar algo?
— Muitas. Mantive atualizado.
— Alguma denúncia que precise de investigação?
— Por enquanto, estão pipocando com a Pro Valley. Muitas famílias se pronunciaram sobre o assédio da companhia, alguns até informaram que tiveram suas contas médicas pagas pela empresa. — Colocou o notebook no meu colo. — Temos que entregar tudo isso para advogada. Existem mais pessoas que podem entrar na ação coletiva e conseguir uma indenização.
— Não queria revelar a nossa identidade e ao mesmo tempo, não confio em qualquer pessoa para entregar essas informações. Precisamos bolar um plano para nos comunicarmos com ela sem nos expor. — Dei uma olhada por alto nas informações. — Vamos imprimir ou criar um arquivo xml. — Tamborilei os dedos ao lado do touchpad, pensativa. — E se a empresa que contratamos criar um arquivo protegido? Talvez até possam criar uma instrução, assim ela vai ter acesso e não vai saber quem somos.
— É uma boa ideia, eu tinha pensado em algo parecido, só não quis agir sem falar nada com você antes.
— Espero que ajude e não atrapalhe ainda mais a vida dessas pessoas. — Fechei a tampa do notebook. — A verdade liberta, mas ela também traz consequências. Minha intenção nunca foi lesar, e sim, realizar o sonho de ser uma jornalista conhecida. Acabou que tudo isso se tornou maior que o meu ego.
— Isso te faz uma pessoa melhor do que seria como uma jornalista ambiciosa. Às vezes, temos que perder para ganhar. Nem todo jogo traz sorte, alguns é puro azar. Você faz tudo por amor, então... o resultado sempre é positivo. — Me deu um empurrãozinho de leve e sorrimos.
...
As semanas seguintes foram tranquilas em relação ao trabalho. Precisei comparecer à primeira audiência do Nick e foi extremamente desconfortável vê-lo algemado. Sua mãe estava lá e se não fosse Mac, ela teria me agredido no corredor. Foi estressante dar meu depoimento com seu advogado tentando me fazer uma vagabunda por dormir com dois homens ao mesmo tempo.
Fui instruída por Matt a não retrucar as provocações e falar de maneira calma, concisa e coerente. Foi difícil. Minha vontade era pular aquele balcão e agredir o defensor público, alegando que foi crime de amor.
Me machucar, incendiar a minha casa e me perseguir, era amor? Impressionante o quanto homens defendiam homens. A lei foi criada para defender homens. Enquanto me sentia ridicularizada naquele banco, fiquei feliz quando a juíza deu sentença favorável, ignorando totalmente os apelos. Nicholas foi condenado a prisão, sem fiança e sem direitos a cumprir pena de serviço comunitário. Infelizmente, era garantido apenas dois anos de reclusão. Por bom comportamento, ele estaria livre para ressocialização.
— Só isso? — Michael estava furioso quando nos reunimos no corredor. Minha mãe estava quieta, chorosa. — Ele incendiou uma casa, colocando a vida de muitas pessoas em risco!
— Eu quero ir embora — falei, assim que Devon me abraçou. — Só me tira daqui.
— Nós vamos para casa — ele avisou a nossa família. — Nos encontramos mais tarde para o jantar. Esperamos todos lá e poderemos conversar sobre isso.
Passando os braços nos meus ombros, me levou para o carro. Mac fechou a porta e sinalizou que ia nos seguir. Vanessa ficou em casa cuidando de Kevin, ela queria estar comigo, porque sabia que seria muito difícil. No caminho, comecei a chorar.
— Calma... já passou. — Devon segurou a minha mão.
— É simplesmente desgastante responder tantas perguntas sem poder dar um soco em alguém. — Sequei o meu rosto. — Ele me encarando como se estivesse certo!
— Se ele estivesse certo, por que não mencionou o seu pai?
— Acha que meu pai vai se meter de novo?
— Não sei, mas ficou bem claro que Nick não abriu a boca sobre quem o entregou para a polícia.
Recostei no banco, fechando os meus olhos e mentalizei uma praia tranquila para me acalmar. Em casa, fiquei brincando com Marco e Polo no chão da sala, desenhando com Kevin e assistindo a um desenho infantil muito bobo.
— Treinando suas habilidades com giz de cera? — Devon sentou no sofá e me deu uma caneca. — Chá de camomila. Está morno e com mel, do jeito que gosta.
— Ai que fofo! — Vanessa se debruçou no sofá e agarrou as bochechas do irmão.
— Me solta, garota. — Ele riu, desviando das mãos dela. Ouvimos o interfone tocar. — Quem deve ser? Estão esperando alguém?
— Pode ser minha mãe vindo buscar o Kevin.
Rosa foi abrir o portão e então ouvimos...
— Uhul! Mamãe chegou! — Shannon entrou, toda pomposa. — Aí está! Minha família!
Kevin se encolheu com seu gritinho. Sem dar tempo, agarrou Vanessa em um abraço e pegou Devon, dando um beijo barulhento na bochecha. Seu alarde até fazia parecer que estava morrendo de saudades dos filhos. Tio Saul entrou mais devagar, ele segurava uma pasta e parecia cansado.
— Oi, Kat. — Acenou de longe, como se eu fosse contagiosa. — Quem é a coisinha? — Apontou para Kevin. — Oi, bonitinho. — Deu tapinhas na cabeça dele.
— Ele é meu irmão e não é um cachorro.
— Fofinho igual a um. Tia Shannon adora criancinhas! — Apertou a bochecha.
Kevin saiu de perto dela e subiu no meu colo, escondendo o rosto em meu pescoço. Pedi que Rosa o levasse para cozinha, dar um lanche e o distraísse enquanto a doida da minha sogra estivesse pela casa. Devon preparou um martini e entregou a ela, que com uma bebida, falava menos.
— Você está cada dia mais linda, princesa. — Tio Saul deu um beijinho na testa de Vanessa. — E você, preciosa? Como está? — Me abraçou. — Encontrei com seu pai.
— Ele ainda está na cidade?
— Pelo que falou, estava de partida. Não disse para onde e não perguntei.
— Entendi. Ele está trabalhando com as mesmas coisas que antes?
Tio Saul olhou para Devon, que só encolheu os ombros.
— Com algo um pouco pior. — Amenizou e eu não quis detalhes. Minha imaginação era o suficiente para preencher as lacunas. Desviei o olhar para Vanessa batendo nas mãos da mãe, que apertava as gorduras inexistentes de seu corpo, dizendo que ela deveria deixar os ossos do colo do seio aparecerem mais, porque os homens achavam atraente.
— Para com isso, mãe! Que saco! — Vanessa se irritou e mudou de lugar.
— Qual o motivo dessa visita inesperada, Shannon? — Devon ficou entre as duas.
— Acabei de sair do médico. Estou com câncer. — Anunciou como se estivesse indo à Miami. — Estágio três. Acho que não tenho muito tempo de vida! — Sorriu e deu um gole de seu drinque.
— É uma brincadeira? — Devon se inclinou.
— Não é. — Tio Saul entregou a eles os exames. — Estávamos desconfiados há alguns meses. Câncer no esôfago, resultado da vida extravagante.
— E o tratamento? — Vanessa questionou. Ela escondeu que suas mãos tremiam. Devon olhava fixamente para o papel e de repente, tomou o drinque da mão dela. — Você vai fazer um?
— Claro que sim, querida. Eu não quero morrer! — Shannon sorriu. — Como é um momento delicado, Fernand e eu decidimos nos mudar para Vegas. Não vou parar de trabalhar, ainda tenho energia e saúde.
Tagarelando sem parar, todos nós paramos e a olhamos. Shannon era uma incógnita. Cada vez que pensávamos que ela iria para um lado, mudava de direção sem aviso. Era um espírito levado pelo vento, que sabia ser interesseira e ambiciosa. Sua carreira era mais importante que qualquer coisa, mas naquele momento, estava escondendo o medo com a sua clássica expressão caricata.
Vanessa ficou pálida, os olhos começando a brilhar e Devon ergueu o rosto, me encarando. Havia medo e preocupação.
— Não quero esse clima de velório, ainda estou aqui e bem viva. — Shannon pegou a taça de martíni de novo. — Não vão se livrar de mim tão cedo! Digam alguma coisa! — Agitou as mãos, ansiosa.
Limpei a garganta, atraindo atenção.
— Eu espero que esse momento seja a oportunidade de você ficar ao lado dos seus filhos. — Todos eles me encararam. — Com esse seu jeito irresponsável, causou danos em muitas pessoas, mas eu acredito no melhor e acho que casos delicados, pedem medidas delicadas. Espero que o tratamento seja um sucesso. Como sua nora, pode contar comigo do jeito que você sabe que eu sou. — Abri um sorriso.
— Não esperava menos de você, Katrina. — Ergueu sua taça de martini.
Não tinha certeza se era possível reparar o relacionamento com os filhos. Ela nunca fez questão de estar com nenhum deles e contribuiu para milhares de problemas emocionais. Principalmente na vida de Vanessa. Mas era uma doença e eu estava esperando um bebê, se não era o momento para reparação, não existiria nenhum outro.
— Além do mais, será avó em alguns meses. — Joguei a notícia com um sorrisinho.
Shannon parou de beber e fez uma expressão surpresa.
— Você está grávida, Vanessa?
— Claro que não, mãe! Katrina está grávida! — Devon revirou os olhos. — Minha mulher e eu teremos um bebê. É melhor repensar o seu comportamento, ou não vou deixar você e a sua loucura perto do meu filho.
— Awn, Dev! — Ela colocou a mão no coração. — Katrina deu o golpe da barriga!
— Mãe! — Vanessa gritou ao mesmo tempo que Devon a chamou pelo nome.
Recostei no sofá, rindo. Shannon nunca iria mudar.
— Sogrinha? — Debochei. — Vai se ferrar!
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