Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

Mari Cardoso · Capítulo 24 de 39

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Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

22 | Katrina

 

Virei na cama e abracei Devon, que estava deitado de lado, ainda dormindo e beijei as suas costas. Voltei a cochilar, ciente que precisava levantar a qualquer momento. Ergui o rosto ao ouvir um bufo na porta e de repente, ela foi aberta. Não precisei contar muito para sentir o peso de um dos meus filhotes. Polo começou a me lamber e Marco subiu depois, latindo, chamando para brincar.

— Quem foi que abriu a porta? — Devon sorriu ao ser acordado. — Quantas lambidas, se acalmem! — Coçou as orelhas do Marco. Polo estava me pisoteando.

— Não sei se abriram sozinhos ou se a sua irmã abriu ao vê-los querendo entrar. — Tentei acalmar a farra, mas sem sucesso.

— Ela ainda está puta?

— O que você acha? — Rebati, rindo.

Nós três saímos juntos. Devon precisava trabalhar, fazer uma aparição com um DJ famoso que estava na cidade e na boate, encontramos com Stuart. Vanessa e eu dançamos muito, aproveitamos tanto que estava com as coxas doendo, as panturrilhas pegando fogo e meus dedos latejando.

Foi uma noite divertida, exceto que os irmãos deram choque por uma coisa boba. Eles brigavam, ficavam implicando um com o outro até cansar. Já estava acostumada e não me incomodava. Entre eles, era assim mesmo, amor e implicância de sobra.

Precisando sair da cama, mesmo com preguiça, me venci na vontade de continuar dormindo e me preparei para o dia.

— Vai aceitar o meu presente? — Devon me abraçou por trás, depois que escovei os meus dentes. Ele estava todo descabelado, de cueca e com o rosto amassado.

— Só porque eu quero estar ao nível dos eventos da empresa. — Fiz um pequeno beicinho.

— Você é linda de todo jeito. — Beijou a minha bochecha.

Encontrei com Vanessa tomando café.

— Não tenho nada a ver com a briga com seu irmão. — Cutuquei sua cintura e ela riu, bebendo café. O olhar divertido era prova de que não se importava nem um pouquinho.

Mamãe apareceu pronta e nós três saímos para o shopping. Era o nosso dia de meninas. Estava louca cuidar do meu cabelo. O salão que marcamos era muito famoso, foi difícil conseguir um agendamento e ainda entramos em uma fila de espera. Era melhor que fosse bom, porque o orçamento era de chorar.

...

Me olhei no espelho, surpresa com a mudança no meu visual. Estava tão bonita que me inclinei para frente, para ter certeza que o reflexo era meu mesmo.

Meu cabelo estava mais escuro do que realmente pedi, mas era um tom de cobre muito bonito, com alguns fios mais dourados, iluminando o meu rosto. irei também um pouco do comprimento. Antes, era quase na cintura, agora, estava na altura dos seios.

Devon me pediu, de um jeito muito safado, para não cortar muito. Demorei a entender que era para segurar o meu cabelo quando estivesse de quatro na frente dele. Ele amava puxar o meu cabelo. No sexo, de brincadeira ou conversando na cama, apoiava o braço e me prendia no lugar. Ele tinha sorte que eu amava o meu cabelo longo porque até fechar a porta do carro no meu cabelo, ele já tinha feito. Não de maldade, mas como estava muito longo, acabou acontecendo.

Vanessa cortou o cabelo bem curtinho, nos ombros e manteve a franjinha, que estava maior, jogada de lado. Minha mãe hidratou e renovou um pouco do loiro, tirando os fios brancos. A diferença era que ela era loira de verdade e eu fui quando criança, durante o crescimento foi escurecendo como os cabelos do meu pai. Ficamos muito bonitas, foi um dia merecido com direito a unhas e depilação.

Enquanto esperava a conta, passei um pouco de batom para tirar a palidez dos lábios e ajeitei a minha sobrancelha. Vi que a funcionária entregou a comanda para minha mãe e ela arregalou os olhos.

— Caramba, Katrina!

— Vocês são as minhas convidadas. — Peguei a comanda de sua mão e sorri. — Relaxa, mãe. Meu marido é rico e me deu um cartão de crédito, duvidando da minha capacidade de estourar o limite.

— Não acredito que Devon te desafiou a gastar o dinheiro dele? — Ela colocou a mão na cintura.

— Na verdade, Mel... — Vanessa entrou no assunto. — Ele quis desafiar Katrina a não agir como uma esposinha troféu e a boba caiu como um patinho nas provocações dele.

— Eu caí sim, depois eu percebi e por fim, precisava fazer o meu cabelo e comprar umas coisas. Se o meu marido rico não se importa... — Dei de ombros.

Paguei a conta astronômica no salão e saímos com as bolsas de xampus e condicionadores que compramos. Aproveitando que estávamos em um shopping badalado, encontramos uma loja feminina e fizemos compras muito necessárias. Estava sem roupas íntimas, roupas de dormir e principalmente para trabalhar, além de roupas confortáveis para o dia a dia.

Devon tinha tantos compromissos noturnos que eu não tinha mais vestidos e roupas legais para a noite animada de Las Vegas. Enfiei meu orgulho no saco, se eu queria estar ao lado dele e à altura do meu emprego, precisava de roupas.

Além do mais, estava contribuindo em casa, assim não me sentia um peso. Devon pagava o condomínio, o “salário” de Rosa e a astronômica conta de luz. Vanessa pagava o seguro e minha mãe e eu dividíamos as compras de mantimentos. O restante, com muita relutância, ele aceitou dividirmos por igual.

Estava seriamente desconfiada que ele não gastava um real que depositava em sua conta.

— Estou me sentindo como aquelas patricinhas dos filmes, saindo das lojas cheia de bolsas — brinquei com as bolsas e ainda dei uma rodopiada. Vanessa riu, mas ela não podia se mexer muito. A louca saiu comprando coisas para nós duas. Minha mãe sempre foi mais comedida.

Meu telefone tocou e era Devon.

— Olá, maridinho.

— Você faz o meu dia quando me chama assim — brincou. — Está se divertindo no shopping?

— Sim e você? Está pronto?

— Estou te esperando.

— Tudo bem, nós terminamos aqui e já estou indo te buscar — avisei e parei em frente a uma loja de brinquedos. Sorrindo para o que encontrei, encerrei a chamada e entrei rapidamente na loja, comprando um par de brinquedos que faria o meu dia em provocar Devon.

Enchemos a mala com as nossas compras, o novo carro de Devon era bem grande. Ele pensava que eu não sabia que comprou para mim, estava fingindo usar todo dia, me fazendo buscá-lo no trabalho quando precisava sair mais cedo para fazer minhas coisas ou buscar minha mãe no trabalho. Se ele me oferecesse o carro, iria aceitar.

Bertie foi levado para uma oficina especializada em fuscas, mas, era uma oficina de restauração super cara da região e tinha uma fila de espera enorme. Era impossível ficar sem carro, sem autonomia para ir e vir. A agenda de Devon era muito complicada, às vezes, quando terminava o expediente, ficava esperando-o ou ia embora e ele voltava para casa com Mac.

Não era algo que nenhum dos dois gostavam muito porque fazia parte do esquema de segurança da Winterfield que os reais funcionários daquele setor andassem disfarçados. Os que ficavam uniformizados eram facilmente reconhecidos.

Minha roupa ficou presa na mala, me atrapalhei um pouco e abri de novo a porta. Soltei a minha blusa, puta que havia rasgado.

— Kat? — Tomei um susto com a presença de Nick. — Te vi de longe, imaginei que fosse você.

— Uau. Você está bem longe de casa! — Olhei ao redor, se não fosse minha mãe e Vanessa dentro do carro, estaríamos completamente sozinhos no estacionamento. — O que está fazendo aqui?

— Passeando no shopping. — Ele olhou para o carro, sua expressão escureceu um pouco, mas logo se controlou. — Quero te pedir desculpas pela cena que causei em um dia difícil. Explodi sobre o seu casamento, foi um choque, mas eu te conheço desde pequena e sei que jamais me trairia. Espero um dia saber da história toda, porque sempre fomos amigos e eu não quero perder a sua amizade.

— Nicholas, você me chamou de piranha e me acusou de dormir com alguém nas suas costas. Depois que nós terminamos, eu não tinha obrigação nenhuma de te dar satisfações. — Bati a porta do carro, fechando a mala com brusquidão. — Eu não quero que você fique me seguindo com a desculpa de que me viu sem querer. Você ficou me ligando, não foi? Acha que não reconheci a música que você e os seus amigos costumavam ouvir na calçada? Estou avisando, Nicholas Rojas. Me deixa em paz!

Dei as costas e entrei no carro, a primeira coisa que fiz foi travar as portas e engatar a ré, se ele não saísse de trás, iria atropelá-lo. Percebendo que não ia parar, pulou fora e dei a volta, saindo do shopping o mais rápido que consegui.

— Ele está te seguindo. — Vanessa foi a primeira a falar.

— Temos que ir à polícia, Katrina.

— Eu sei, mãe. — Suspirei e parei no sinal vermelho. — Deixa que eu conto para Devon, está bem? — Mordi o lábio. Ele andava no limite sobre Nick há dias. Antes de trocar o meu número de telefone, tivemos uma noite infernal. Precisei deixar desligado porque não parava de tocar, perdi uma chamada importante de trabalho e fiquei tão chateada que refletiu no humor dele.

— Precisa que dirija? — Vanessa questionou ao perceber que minhas mãos tremiam.

— Não, estou bem. Não quero falar sobre isso, é o final de semana do meu aniversário e tudo que preciso é de diversão e mimo. — Coloquei as duas mãos no volante e segui para o prédio da empresa. Sempre tinha um pouco de trânsito na avenida então avisei a Devon que estava chegando. Ele respondeu por áudio que estava descendo para a garagem, ouvi se despedir de Alicia e o barulho do elevador.

O manobrista me deixou entrar e subi as rampas. Comecei a rir ao lembrar do quão complicado era fazer aquilo com o resmungão do Bertie e aquele carro parecia uma aeronave. Parei próximo ao elevador. Devon estava conversando com um funcionário, Vanessa saiu e foi para o banco de trás e eu pulei de lado, colocando os meus sapatos.

Devon entrou no lado do motorista distraído, girou o cestinho de lixo que estava na marcha e parou. Me olhou. Analisou bem o meu rosto e lentamente, me deu um sorriso lindo. Se aproximou, segurou o meu rosto e me deu um beijo suave.

— Você está linda. — Voltou a me encarar, segurando o meu cabelo e sorriu. — Muito linda.

— Ai meu Deus, que glicose! — Vanessa gritou do banco de trás.

— Você também está linda. As três estão. — Ele olhou pelo retrovisor e piscou para o banco de trás. — Principalmente a senhora, minha sogra. Será que o seu médico vai gostar?

— Para de chamar ele de meu médico. — Minha mãe chutou o banco de Devon. Ele estava enchendo o saco dela desde o primeiro encontro. Até então, estavam no segundo oficialmente. Mamãe era das antigas e não estava contabilizando os almoços e jantares que compartilhavam no trabalho.

Pegamos um pouco de trânsito e eu aproveitei pra ir terminando de organizar toda minha parte do churrasco de quatro de julho que a empresa estaria oferecendo para os funcionários em um parque aquático quase fora da cidade. O feriado caiu em dia de semana, poucos conseguiram liberação de seus turnos, porque era impossível fechar todos os empreendimentos para a comemoração.

Era o meu primeiro evento como namorada/esposa de Devon. No ano anterior, fui de intrometida, ainda não tinha começado a trabalhar oficialmente no cassino. Foi muito divertido, Vanessa e eu brincamos como crianças.

Chegamos em casa e os cachorros estavam soltos na parte da frente. As plantas foram arrancadas e buracos enormes na grama decoravam o jardim. Rosa estava com as mãos na cintura, brigando que eles eram duas bestas sem educação. Ambos estavam imundos, com grama e terra por todo lugar. Era engraçado, mesmo que o jardineiro fosse dar um ataque assim que visse o seu recente trabalho todo destruído.

— Quero saber quem vai limpar a casa porque está toda suja de terra! — Rosa estava furiosa. — Eu só fui no mercado e esses monstros destruíram tudo.

— Eles não são monstros, são apenas bebês. — Defendi meus filhos. — Vão ficar sem petisco esta noite porque estão de castigo.

— Eu dou banho neles e vocês se dividam limpando a casa — mamãe ordenou.

Vanessa me deu um olhar exasperado, não adiantava nada reclamar, ela que deu a ideia de termos dois labradores. Eles eram agitados, não tinha jeito. Iriam começar o adestramento e uma menina do condomínio que trabalhava passeando com cachorros iria buscá-los no final da tarde todos os dias na semana seguinte.

Devon os levava para andar no terreno que ainda não tinha casa construída, eles adoravam correr lá feito loucos. Eu levava apenas para caminhar na rua, quando corriam de mim, era muito cansativo fazê-los voltar. Quando entrei na sala, quase chorei. Estava tudo virado. Arregacei as mangas e comecei a limpar.

Devon ficou com o quintal. Vanessa e eu dividimos a parte de dentro. Limpar o sofá branco de terra deu trabalho, mas eu consegui. Terminamos a tempo do jantar, Rosa preparou espaguete com almôndegas.

— Você vai explodir — brinquei ao ver a montanha de comida que Devon se serviu.

— Estou faminto. — Ele enfiou uma almôndega na boca.

Servi o meu prato e ri da minha mãe toda concentrada mandando mensagens. Eu não aguentava o seu “eu” apaixonadinho. Tinha vontade de apertar suas bochechas.

— Stuart vem aqui hoje? — Vanessa perguntou, se fazendo de distraída. Ela pensava que me enganava? Suprimi a risada. Ela me deu um chute por baixo da mesa porque dizia que estava vendo coisa onde não existia.

— Não. Eu perguntei a ele se queria um dos quartos, já que quase não sai daqui. — Devon retrucou meio de boca cheia e o encarei, incrédula. — O que foi? — Fez uma expressão inocente.

— Que falta de educação falar de boca cheia. Mas eu fiquei mesmo chateada com a sua grosseria com o seu amigo. Stuart é bem legal e ele é bem-vindo aqui sempre.

Devon me deu um olhar fulminante. Não era ciúme por mim. Ah, droga! Ele percebeu o clima entre Vanessa e Stuart. Foi a minha vez de chutá-lo debaixo da mesa.

— Michael está nos convidando para o aniversário do filho amanhã à tarde. Eu avisei que domingo era o aniversário da Katrina e que faríamos um churrasco no almoço, retribuindo o convite. — Mamãe largou o telefone e soltou a bomba.

— Michael tem um filho? — questionei, curiosa. Ela estava segurando as informações como se eu ainda fosse uma menina que não pudesse saber de seus namoros.

— Na verdade, é sobrinho dele. O irmão caçula sofreu um acidente de carro junto com a esposa. Michael cria o menino, de quem é padrinho. Ele vai completar quatro anos amanhã — explicou toda comedida, esperando um julgamento.

— Awn, Kat! Você vai ter um irmão! — Vanessa cantarolou.

— Hum, que fofo — Devon falou de boca cheia. — Eu topo. Estou super curioso mesmo!

— Nós iremos e não é porque estamos morrendo de curiosidade. — Dei um empurrão de leve nele. — Deixa de ser fofoqueiro — ralhei e ele riu, voltando a comer. — Eles dois serão muito bem-vindos no meu aniversário, mamãe.

As bochechas dela ficaram vermelhas, pegou o garfo e continuou comendo, sem falar mais nada. Vanessa e eu trocamos um olhar muito divertido.

Após o jantar, lavei e sequei a louça enquanto Devon ia trabalhar mais um pouco. Vanessa se despediu, dando boa noite. Eu sabia que ela ia deitar e ler um monte de livros, passar a noite acordada e ficar como um zumbi mal humorado durante toda a manhã seguinte. Minha mãe e eu ficamos conversando sozinhas na sala, com nossos filhotes dormindo aos nossos pés.

— Nós não falamos sobre como você está com Devon. Tudo ainda é por causa do desafio? — Apoiou a taça de vinho na mesinha.

— Não tudo... eu não sei. Estou apaixonada por ele, a intimidade é boa e a maneira como tudo tem se desenvolvido me faz feliz. Ainda tenho a sensação de que não vai durar e em algum momento, vai ruir. Eu preciso admitir que julguei Devon todo esse tempo, ele é comprometido sim, eu só não tenho certeza por quanto tempo tudo vai se manter tão bem. — Terminei o meu vinho, só bebemos uma taça cada uma.

— Eu não sou extremamente experiente em relacionamentos, você sabe que me casei cedo e tive poucos namorados. A única coisa que eu sei é que dois precisam querer fazer dar certo. Precisa de entrega, de paixão, de muita paciência e extremo companheirismo. Tem que ter amizade. — Segurou a minha mão e apertou. — Se você está apaixonada e está sendo correspondida, se entrega! Deixa o medo! Lembre sempre de manter o respeito, o carinho e acertar os problemas pensando no bem maior. Vocês dois podem ter um futuro lindo. Apesar dele ser muito implicante, gosto dele. Tem um coração de ouro.

— Ele tem sim, mãe. Obrigada pelo seu conselho e espero que abra o seu coração para o Michael. Você merece ser muito feliz! — Abracei-a bem apertadinho. — Te amo muito!

— Eu te amo mais, menina. Não faz ideia do quanto...

Mamãe foi dormir e eu fui para o meu quarto. Devon deixou todas as bolsas no chão, bem no meio do caminho. Ele era terrível. Procurei a bolsa que queria, tirei o conjunto de lingerie sexy, lavei a calcinha e sequei com o ferro, junto com uma toalha.

Tomei o meu merecido banho do dia, soltei o rabo de cavalo e me encarei no espelho, ainda admirada com o meu novo tom de cabelo. Vesti o espartilho de renda vermelho e puxei o zíper, ajustando. Ajeitei os meus mamilos, vesti a calcinha e me encarei. A ideia era usar as meias com a liga, mas achei desnecessário.

Me enrolei no roupão e desci a escada. Devon estava digitando freneticamente, concentrado no computador, mas ergueu o olhar quando me viu parada e encostada na soleira da porta.

— Oi. Ainda vai demorar? — Cruzei os meus braços.

— Estou terminando esse memorando para Alicia atualizar um contrato. Precisa de alguma coisa? — Voltou a digitar e abriu um sorriso. — Está sentindo a minha falta no quarto?

— Acho que estou me acostumando com você enchendo o saco durante a noite e eu tive que passar creme hidratante nas minhas pernas sozinhas. — Fiz um pouco de charme. — Além do mais... — Soltei o laço do meu roupão. — Fiz umas comprinhas hoje e pensei que, talvez, você gostasse de algo que comprei. — Tirei totalmente o roupão e mostrei a minha lingerie. — Gosta?

Devon parou de mover os dedos nas teclas e subiu o olhar intenso pelo meu corpo, me aquecendo completamente.

Deixei cair o roupão, dando uma voltinha e mostrei que, na bunda, era só um triângulo rendado bem bonito. Ele levantou com brusquidão, quase derrubando seu computador, e sorri, saindo de seu escritório dando uma caprichada na rebolada só para tê-lo me seguindo como um babão. Subi a escada devagar, ele agarrou a minha cintura e plantou um beijo em cada nádega.

Sorri e cobri a minha boca, não queria que minha mãe ou Vanessa acordassem com a nossa safadeza. Entramos no quarto aos beijos, ele fechou a porta com um chute, a boca grudada na minha.

— Deixe-me ver você direito. — Se afastou e acendeu a luz. — Que gostosa... — Passou a mão no rosto e sorri. Ele voltou a me beijar, me levando para a cama.

Devagar, beijou cada pedacinho da pele, curtindo a renda, me provocando com ela e me levando ao limite do prazer com a boca nos meus mamilos. Como era muito sensível, estava vendo estrelas e quase gozando sem que ele precisasse descer um pouco mais. Arranhei seus braços, cantarolando o seu nome, sentindo um repentino tremor que espalhou por todo meu corpo.

Sem perder tempo, desceu beijos pela minha barriga e afastou a minha calcinha, lambendo a minha boceta.

— Caralho! — Soltei um gritinho. — Devon, ai meu Deus! — Agarrei o seu cabelo.

— Eu amo que você seja tão minha — falou antes de dar uma deliciosa chupada no meu clitóris.

— Você ama? — Olhei em seus olhos com um sorriso. Seu olhar brilhou e vi a língua provocando toda minha sensibilidade. — Eu também amo ser sua.

— Ama mesmo? — O desafio estava em seu tom de voz. Se afastando, tirou a roupa. O pênis estava duro, com a cabeça brilhando e as veias salientes. — Me chupa — ordenou.

Devon sabia que fora da cama, se ele mandasse em mim, ganharia um chute. Na cama, ele podia mandar à vontade. Ajoelhando ao meu lado na cama, sua mão foi entre as minhas pernas enquanto eu agarrei o seu pau, lambendo a cabeça, brincando com o gosto do pré-gozo na minha língua, explorando todo seu comprimento com a boca até as bolas.

— Não faz ideia da visão espetacular que é esse momento... — gemeu, pressionando o dedo dentro de mim. Gemi com seu pau na boca, dando a ele o boquete que gostava. — Sou louco por você. Vem, baby. Quero você. Empina essa bunda pra mim.

Mudei a posição na cama, não tiramos a minha calcinha, ele pegou a camisinha na gaveta ao lado e colocou com rapidez. Senti a cabeça de seu pau pressionando a minha entrada, empinei a minha bunda ainda mais, sendo deliciosamente preenchida. Nós gememos juntos e começamos a nossa dança favorita, que como casal, nos levava um nível de intimidade único.

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