Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

Mari Cardoso · Capítulo 4 de 39

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Amor em Jogo: Cidade do Pecado, livro 1

2 | Katrina

 

Me esgueirei em meio a umas plantas espinhosas, me arrastando pela terra até o canteiro, apoiando a minha câmera na grade de madeira. Fotografei o descampado que a empresa de construção deixou. Ali era uma reserva ambiental protegida, que foi vendida para a construção de um resort, com a promessa de que eles manteriam a rara vegetação intacta. Las Vegas era um deserto infernal, qualquer vegetação era rara, mesmo assim, eles destruíram e pior ainda, fazia semanas que não tinha movimentação nas obras.

Clicando os maquinários abandonados, reparei que havia água vazando de um dos lados, parecia ser o buraco de uma das piscinas. Olhei ao redor, e vi que o segurança estava comendo na parte da frente, não seria um problema entrar e sair sem ser vista. No entanto, seria um enorme problema ser pega. Ele andava armado e não queria levar um tiro. Pulei a cerca com a câmera no pescoço e andei entre as máquinas, sendo o mais silenciosa possível.

O cheiro era podre. Uma mistura de chorume com amônia. Eca! Havia diversos sapos mortos, entre outros bichos que eu não podia identificar. Fotografei porque parecia que o problema era a água. Ouvi um barulho de carros passando pela estrada de terra e corri de volta para a cerca. Pulando, peguei a minha bolsa no chão e voltei para o carro, saindo de lá o mais rápido possível.

Então... O que tinha com o abastecimento de água da região?

Dirigi batucando os meus dedos, pensativa e no primeiro lugar seguro que encontrei, estacionei. Tirei meu caderninho e anotei tudo que vi com o máximo de detalhes, repassando as fotos, dando zoom e circulando coisas que precisaria investigar com mais calma.

Meu telefone estava tocando e ignorei, poderia ser Nick pela décima vez no dia. Ele estava me ligando todos os dias. Como a minha mãe andou trabalhando de madrugada na última semana, não dormi em casa, fiquei com Vanessa e me dedicando a fazer daquela matéria, a minha porta de entrada para o jornalismo investigativo.

Não tinha horários todos os dias na revista e eu não iria lá para ser enxotada. Primeiro buscaria mais informações. Mandei uma mensagem para minha mãe e em seguida, para Vanessa, assim elas não ficariam preocupadas. Voltei para casa e estava um calor insuportável. Toda suada, estacionei na garagem e saí com as minhas coisas.

— Kat?

Merda.

— Oi, Nick. — Suspirei e me adiantei para a porta.

— A gente precisa conversar. Você não pode terminar por e-mail assim... — Ele passou a mão na cabeça. — Olha, eu já pedi desculpas por ter perdido a paciência e ter te machucado. É que você me tirou do sério e eu...

— Eu te tirei do sério? — cortei, incrédula. Nick era um homem lindo, moreno, latino, malhado, que deixava a mulherada da vizinhança com a calcinha pegando fogo. Ah se elas soubessem que ele gozava rápido, querendo transar o tempo todo e me deixava frustrada com a meia foda irritante. — Nós estávamos discutindo sobre a sua tendência de ser sufocante.

— Eu estava errado, ok? Eu preciso aprender a ser um homem melhor, quero ser homem para você, por favor, não faz isso comigo! Não faz isso conosco! — Se aproximou e sinalizei para que não se aproximasse de mim. — Kat...

— Nick, eu sinto muito. — Suspirei logo quando Vanessa parou o carro esportivo no meio fio, buzinou e saiu. — Não vai dar. Tenho que entrar agora. — Abri a porta. Vanessa passou por ele sem falar nada, entrou logo atrás de mim, fechou a porta e trancou. — Ele queria conversar. — Liguei o ar-condicionado. — Eu fico mal vendo ele assim, mas ele teve coragem de dizer que foi minha culpa ele ter perdido a paciência.

— Idiota. Não vamos falar dele. O que descobriu? Entraram boas denúncias hoje, imprimi algumas e o que encontrei sobre elas. — Tirou a pasta da bolsa.

Vanessa vigiava o fórum do meu blog anônimo por mim, ela tinha mais tempo ocioso. Acabou se empolgando e fazendo por conta própria, mesmo quando não pedia. Preparei uma limonada bem gelada e doce, enquanto ela espalhava o material de trabalho na mesa da sala.

Tirei a roupa, ficando de sutiã e calcinha. Estava com preguiça de tomar banho. Enquanto ela revisava os meus textos, fiz uma pesquisa sobre o fornecimento de água ali. Pro Valley Vegas era uma das companhias de saneamento básico da cidade, que era responsável por alguns bairros próximos à construção.

Dei uma olhada no site, nada demais, procurei por matérias lançadas e nenhuma parecia ter algo. Olhei no site da prefeitura e encontrei alguns processos por parte de um grupo de moradores, denúncias comuns, fui rolando até achar um que parecia interessante... A maior parte estava rasurada em preto porque era confidencial.

— Sarcoma é câncer, certo?

— É um tipo, pelo que sei. Mas não tenho certeza, por que? — Vanessa se inclinou para olhar. — A empresa de água está sendo processada?

— Aparentemente sim, ou é apenas uma denúncia. — Rolei a página. — Não dá para entender muito com as páginas censuradas. Considerando o quanto aquela água estava fedendo, a maior parte pelos bichos mortos, não vai ser uma surpresa. Talvez seja por isso que a construção do resort parou...

— Tem algo mais aí. — Vanessa me olhou, empolgada e abriu um sorrisão. — Se você descobrir, vai ser a sua grande matéria.

— Temos que ler esse processo por completo. — Mordi a pontinha da minha caneta.

— Não conhecemos ninguém na prefeitura.

— Talvez um dos clientes do cassino trabalhe na prefeitura, vou dar uma olhada nas fichas, fazer uma amizade e quem sabe, conseguir algo. — Dei de ombros.

— Se não conseguirmos, podemos pedir ao Devon — sugeriu com calma. Bufei. — Sabe que ele conhece muita gente e não vai negar ajuda.

— Em último dos últimos casos. — Dei de ombros.

— Não entendo porque vocês se detestam tanto.

— Nada pessoal. Não gosto do estilo de vida dele.

— Então você não gosta do estilo de vida de todos os homens bonitos e com dinheiro que vivem em Las Vegas. — Soltou uma risada e lhe dei a língua. — Em falar nisso, ele vai dar uma super festa no final de semana e nós duas iremos. Sei que estará de folga e poderemos curtir um pouquinho.

— Tudo bem. — Cedi. As festas de Devon eram realmente boas e precisava mesmo me divertir.

Trabalhamos o dia inteiro. No final da tarde, percebi que o meu pagamento caiu e quase fiz dancinhas ao ver o extra. Tomei banho, me arrumei para buscar a minha mãe e levá-la para jantar com a minha melhor amiga. Eu sabia que mamãe estaria exausta, optaria na certa por vir para casa e dormir, mas, depois de semanas trabalhando em dobro para consertar o telhado, ela merecia uma boa refeição e ainda por cima, paga pela filha favorita.

Vanessa me seguiu com o carro, parei para buscar a minha mãe e ela entrou, jogando a bolsa no banco de trás, me dando um abraço apertado.

— Como foi o plantão?

— Dois partos e no mais, até bem tranquilo. Apenas alguns curativos. E você? Encontrou algo?

— Sinto que estou prestes a achar algo grande, mamãe. Vanessa e eu trabalhamos nisso o dia inteiro, acho que vai ser a minha matéria de capa, porém, aprendi a minha lição. Não vou entregar o ouro antes de ter tudo em mãos para fazer com que Jeremy me publique.

Minha mãe era uma das pessoas mais incríveis do mundo, ela apoiava todos os meus sonhos. Nunca colocou um homem dentro de casa porque não confiava em ninguém, mesmo que tivesse alguns casinhos. Até conheci alguns dos seus namorados, mas eles não dormiam na nossa casa. Ela dizia que me preservar era mais importante que tudo. Esperava que ela encontrasse um amor e vivesse a vida do jeito que merecia. Depois do meu pai, mamãe não se permitiu ceder.

Parei em um pequeno restaurante não muito caro à beira da estrada. Vanessa saiu do conversível e rapidamente abraçou a minha mãe. Nós três entramos de braços dados, andando iguais e rimos ao esbarrar em uma mesa. Escolhemos uma no jardim e o garçom não levou dois minutos para brotar do lado, cheio de sorrisos e com os menus.

— Quero hambúrguer! — Vanessa e eu falamos ao mesmo tempo. — Muita batata frita. — Continuei e dei uma olhada. — Chá gelado para mim.

— Coca-Cola com gelo e limão — minha mãe pediu. Ela sempre pedia a mesma coisa.

— Acho que vou pedir chá, mas quero o mais doce que tiver e com gelo — Vanessa escolheu.

Ele deixou uma cestinha com batatinhas no estilo chips e foi fazer os nossos pedidos. As bebidas foram entregues primeiro. A melhor parte de sair com a minha mãe e a minha melhor amiga era que elas tinham uma relação estreita e isso fazia com que tivéssemos os melhores momentos de risadas escandalosas. Era impressionante a quantidade de besteira que saía da nossa boca.

— Aí meninas, eu precisava disso e não sabia. Obrigada por esse jantar maravilhoso. — Mamãe suspirou, ela estava exausta. Esperava que tirasse folga nos próximos dias.

— Mel, meu amor. O que seria da sua vida sem nós? — Vanessa brincou.

— Entediante e triste, tenho certeza.

Do restaurante, Vanessa foi para casa, minha mãe e eu seguimos para nossa casinha amarela, com um lindo jardim cuidado e amado por nós duas e uma muretinha de pedras que construímos juntas, como nas casas dos filmes.

O local era bem pequeno, a sala de estar não cabia três pessoas, a mesa da sala de jantar tinha quatro cadeiras e era redonda, o que facilitava a passagem para o único banheiro da casa. Em seguida tinha a porta do quarto dela, pouco a frente, ao lado do banheiro, estava o meu quarto. Nos fundos da casa, ficava a cozinha, que era um pouco maior do que a parte da frente, com uma saída para o quintalzinho dos fundos.

Apesar de pequena, era bem cuidada, decorada e o nosso lugarzinho favorito no mundo inteiro.

Estacionei na garagem e reparei que o carro de Nick estava em frente à casa dos pais dele. Ele estava ficando ali todos os dias, pude vê-lo na janela, olhando. A sensação que eu tinha era de que ele estava me vigiando entrar e sair, como se de alguma maneira, ainda pudesse controlar a minha vida. Esse sentimento me deixava maluca.

— Não gosto disso, só para constar — mamãe falou de forma severa logo que entramos. Fechei as cortinas e ela deixou as nossas coisas na mesa.

— Ele vai parar. É muito recente — murmurei, sem ter nenhuma certeza de que era verdade.

Entrei no meu quarto, dando privacidade para minha mãe sair do modo trabalho e relaxar no banheiro. Coloquei uma música suave, começando pelas acústicas do John Legend.

Nick ficou me ligando, mandando mensagens, tirei a internet do aplicativo de mensagens e coloquei o telefone no modo avião, navegando no instagram. Vanessa postou uma foto engraçada de nós duas fazendo um bigode com batatas fritas e comentei. Alguns minutos depois, Devon curtiu o meu comentário. Ele era assim, curtia, mas não falava nada.

Curiosa, dei uma olhada no perfil dele. A última foto era do nascer do sol, visão de seu quarto. Ele postava poucas fotos pessoais, apenas no stories para a lista de melhores amigos e alguém vivia vazando.

Obviamente, nunca era algo realmente demais, mas alimentava o ego dele em ser chamado de gostoso por toda população feminina e fazia com que McKenna tivesse um emprego. Ela era obcecada pela vida dos Winterfield. Tinha até uma página no instagram exclusiva para compartilhar todos os babados, que não eram poucos, por causa da Shannon.

Apesar de seguirmos um ao outro no instagram, raramente curtia algo dele. Mas sem querer, curti uma foto sem camisa. Me odiando por isso, rapidamente descurti e saí do perfil para não cometer nenhuma besteira. Devon estava online e, quase no mesmo instante, curtiu uma foto minha de biquíni. Filho da mãe! Ele gostava de provocar. Como diziam as mocinhas dos romances de época, era um libertino. Vanessa vivia reclamando que antes de ele comprar o flat, a porta de casa deveria ter mudado para uma giratória.

O idiota tinha um lugar para foder. Inacreditável.

Meu telefone vibrou com um e-mail. Era de um endereço desconhecido.

“Oi, Katrina.

Estou retornando o seu contato agora porque foi parar no spam. Se está

procurando informações sobre o sistema de abastecimento de água do

Valley, você pode ter acesso nas estações públicas. Lá deve ter,

obrigatoriamente, todas as informações, processos, etapas e até mapas.

São registros públicos.

Atenciosamente,

Prof. Jones”.

Vanessa enviou um e-mail a um antigo professor do ensino médio, nós ainda não tínhamos certeza se ele usava o mesmo endereço, felizmente sim. Sem sono, procurei onde ficavam essas estações, vi que precisava de agendamento e fiz um, recebendo uma senha por e-mail. Eles iam me informar os horários disponíveis apenas na semana seguinte. Como não queria esperar muito tempo, decidi ir lá sem agendamento.

Anotei tudo na agenda, me preparei para dormir e ao voltar para a cama, vi que tinha um comentário de Devon na minha foto de biquíni na piscina da casa dele.

— Ele é tão idiota se pensa que eu me importo... — falei sozinha, olhando o emoji de foguinho que deixou. Minha vontade foi de responder, mas, eu era superior à galinhagem dele e apaguei o comentário.

Caí em um sono fácil, gostoso, acordei no horário e não precisei correr feito louca. Me arrumei silenciosamente, não querendo acordar a minha mãe. Ela inevitavelmente acordaria com o escândalo que Bertie fazia quando dava partida, mas pelo menos não seria perturbada com a minha barulheira. Saí de casa animada, cantarolando Fuck You da Lily Allen, que representava bem o meu humor do dia.

— Bom dia, McKenna. — Passeei para dentro do meu cubículo. Encomendei o meu café e ela se pendurou na divisória. — Seja o que for, a resposta é não.

— Então... — cantarolou. — É verdade que Devon Winterfield comentou um emoji de foguinho na sua foto de biquíni? Tiraram print.

Porra. Eu odiava a internet.

— Foi de brincadeira. Ele tem um senso de humor estranho.

— Foi o que imaginei. — Ela sorriu. — Até porque ele é um gato e tem a deusa da Everly Mendez como namorada. Comprei o curso dela sobre práticas de negócios, é muito bom. Custou quinhentos dólares.

— Nossa... Quero trabalhar com fofoca para ganhar tão bem ao ponto de gastar tanto com um curso inútil. — Sorri e ela bufou, voltando para o seu lugar. O que ela quis dizer sobre Devon ser bonito? Ele era bonito demais para mim?

Eu era linda e, sem modéstia, se não me colocasse lá no alto, ninguém me colocaria. Meu cabelo era longo, bonito, sempre bem hidratado... loiro falso, mas quem não pintava hoje em dia? Meus olhos castanhos claros, o que eu achava um charme, cílios não eram lá grandes coisas, mas ficavam ótimos com o rímel certo. Meu rosto de boneca não precisou de trinta plásticas como o da Everly. Vontade de pegar as fotos dela da escola e jogar na internet...

De corpo, não tinha os atributos chamativos, era por isso que eu malhava para ter alguma coisa. Era peituda, magra, mas não muito, tipo, não muito mesmo, só não era idiota e ficava praticando gordofobia. Tinha consciência que o meu corpo era de uma mulher de vinte sete anos, sem filhos, que bebia, mas se cuidava. Gostava das minhas coxas e o meu quadril era bonitinho. Não tinha lá muita bunda, como disse, ninguém podia ser tão perfeito. Amava meu corpo feminino, do jeito certo, sem ser demais ou de menos. O equilíbrio perfeito.

Eu podia ser chamativa se quisesse e também podia passar despercebido. Era uma vantagem. Devon não era bonito demais para mim. Eu que era muita areia para o caminhão gasto dele! Rodado!

Abri as solicitações e, de novo, precisava escrever porque o casamento da Angelina Jolie havia dado errado. Estava cansada de falar sobre aquilo e pior, tinha acesso. Como não era idiota, usava um codinome, não queria relacionar o meu nome a um seguimento do jornalismo que não gostava e não me identificava. Era um lado que muitos gostavam, porque era fácil estar no meio dos famosos, das melhores festas e, por consequência, ficar sabendo de tudo em primeira mão. McKenna recebia ligações de empresários para espalhar a fofoca, ajudar a impulsionar carreiras ou alimentar rumores de relacionamentos propositalmente armados.

Escrevi as minhas matérias ouvindo McKenna falar que Everly atualizou o instagram stories, com um boomerang em um almoço no qual Devon estava ao lado dela. Ela alimentava os rumores para benefício próprio. Devon nunca postou nada, ele nem a seguia no instagram, mas eu sabia que eles já tinham ficado algumas vezes. Ela não era tão maluca ao ponto de inventar uma intimidade, além do mais, Vanessa disse que por um tempo, ela tinha a chave do flat.

— Viu o sapato que ela estava usando? — McKenna parou no meu caminho na hora da saída.

— Eu não me interesso — rebati e passei por ela. — Até semana que vem. Tchau, gente.

Apesar de não gostar da Everly porque ela era um ser mal educado e nojento, normalmente, não me interessava por fofoca.

Pensando na minha matéria investigativa em andamento, cheguei ao cassino com tempo de sobra. Vanessa avisou que estava no andar da presidência e queria falar comigo sobre umas coisas que descobriu em sua pesquisa. Não gostava de ir lá, porque ali era o meu local de trabalho e não queria que ninguém pensasse que eu tinha um favoritismo.

Apertei o botão da cobertura e o elevador viajou com rapidez. Ao sair, estava meio vazio, ali as pessoas trabalhavam em um expediente normal, então, a maioria já tinha ido embora. Virei no corredor procurando Vanessa e bati de frente com uma pessoa.

— Opa.

— Devon. — Me afastei e quase caí na poltrona atrás de mim, mas me ajeitei rápido. — Desculpa, não te vi e acabei esbarrando. Estou procurando a Vanessa.

Ele inclinou a cabeça para o lado e passou a língua no lábio inferior. Indecente. Cretino. Lindo. Quer dizer, cretino! Isso!

— Claro que está. — Me deu um sorriso zombeteiro. — Ela está usando o computador da minha sala. Precisa que eu te acompanhe?

— Não. Obrigada. Eu sei o caminho. — Dei a volta por ele.

— Boa noite para você também! — falou atrás de mim e fingi que não ouvi, andando bem rápido para sua sala. Eu ia matar Vanessa por me fazer ir ali em cima.

Droga. Tudo que eu não precisava era trombar com Devon e ele pensar que me afetava de alguma maneira. Ele já era irritante o suficiente.

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