Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 33 de 102

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Estou Bem

A anunciação

Isabel é uma jovem bela e sensível. Vive em Extremadura, Espanha.

Em certa ocasião, em 20 de março de 2002, teve um sonho, aparentemente absurdo.

Assim ela o contou para mim, na carta que escreveu:

 

… Uma noite sonhei que batiam à porta da minha casa… Ao abri-la encontrei meu pai… Tinha um

bebê nos braços… Lembro-me perfeitamente da carinha do bebê… Fiquei sem palavras… Eu, no

sonho, sabia que meu pai tinha morrido – ele faleceu no dia 25 de fevereiro de 2000. Então ele me

olhou e disse: “Pegue José Antonio… para que tenha com que se entreter, e assim poder tirar a

tristeza dos seus olhos…”

 

O pai de Isabel. (Cortesia da família.)

 

Ele entregou-me o bebê e se foi…

Aquele sonho me impactou, mas minha surpresa foi enorme quando, dias depois, eu me inteirei de

que estava grávida…

Sempre soube que o bebê que esperava seria um menino e, claro, se chamaria José Antonio…

A gravidez transcorreu de maneira normal, contudo em minha mente vinha sempre a imagem

daquele bebê nos braços de meu pai…

Quando comecei o trabalho de parto, estava internada na maternidade.

Eu sentia muito medo, mas nesse momento me vi inundada por uma grande paz… Foi inexplicável…

E foi na sala de parto que eu notei uma presença…

Não via ninguém, mas a presença estava ali, à minha esquerda, e ali se manteve até o bebê nascer…

 

Isabel e seu filho José Antonio, nascido em 8 de janeiro de 2003. (Cortesia da família.)

 

Essa presença me animava a seguir em frente e me tranquilizava.

Horas depois do nascimento, já no quarto, quando tentava dormir, senti a mesma presença… que

saiu do banheiro e se colocou no pé da cama… Eu então abri os olhos e a presença desapareceu…

Tentei dormir de novo e ao fechar os olhos notei que a presença voltava a aparecer, fazendo o mesmo

movimento (desta vez, mantive os olhos fechados)… A presença esteve algum tempo aos pés da minha

cama… Depois se dirigiu até o berço e observou o bebê durante alguns minutos… E partiu…

Nesse momento, compreendi que a presença que esteve todo o tempo comigo era meu pai…

É lógico que meu filho se chama José Antonio e, efetivamente, tinha a carinha daquele bebê que

meu pai me entregou no sonho.

 

A carta, escrita em 25 de fevereiro de 2008, terminava com as seguintes palavras:

 

E por último, já me despedindo, queria lhe contar qual foi o motivo pelo qual eu decidi escrever-

lhe. Um dia estava sozinha em casa e comecei a ter uma sensação estranha. Era como se fosse uma

vozinha saindo do meu interior e que me dizia que eu entrasse em contato com o senhor. Não sei por

que aconteceu isso comigo. Fiz uma busca na internet e encontrei sua página na web. Daí, tive a ideia

de escrever-lhe…

 

Em comunicações posteriores, Isabel me falou do seu filho. Disse que é um menino muito especial,

com uma grande sensibilidade. “Ele é muito carinhoso. Tem uma luz brilhante.”

Guardadas as lógicas distâncias, o sonho de Isabel me faz recordar outros anúncios de nascimentos,

que chegaram igualmente por “meios extraordinários”. E penso no meu querido “sócio”, Jesus de Nazaré,

e no seu primo distante, Yehohanan, e no bíblico Sansão e no renomado caso de Elvira Niguerol Nieto,

em 1934, nas Majaíllas, uma fazenda localizada a 5 quilômetros de Garganta la Olla, também na

Extremadura… [1]

Um “anjo” se apresentou diante de Elvira Niguerol e lhe anunciou o nascimento de seu neto. Caderno de campo de J. J. Benítez.