Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 83 de 102

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Estou Bem

Alô?

Estudei sobre o assunto durante anos…

Sobretudo na década de 1980.

Podem os mortos se comunicar por telefone com os vivos?[1]

As pesquisas de Rogo e Bayless, no século passado, me fascinaram. Fiquei tão surpreso como eles,

que conseguiram reunir quatrocentos casos.

O padrão é uma chamada telefônica breve e uma conversa com alguém que está morto. Depois, ao

conferir na companhia telefônica correspondente, a dita chamada não aparece nos registros.

Durante quarenta anos prestei uma especial atenção a esses casos de “ressuscitados”. As surpresas têm

sido importantes…

Vou me limitar a expor algumas dessas vivências, simplesmente impossíveis.

Em dezembro de 1997, eu andava investigando óvnis (como sempre). Pois bem, de repente, alguém me

falou de EA (nome fictício). Havia tido uma curiosa experiência…

Não tive tempo para ir até sua casa em Múrcia.

Isto foi o que EA declarou:

 

Aconteceu em março deste mesmo ano (1997)…

Meu pai faleceu em outubro de 1996…

 

O objeto saiu da nuvem branca (à esquerda) e entrou na negra. Entre ambas poderia haver 100 metros. As nuvens se encontravam a 500

metros de altura. Um “caça” apareceu em segundos.

 

Eu estava na casa da minha mãe…

Deveria ser em torno das 4h ou 5h da tarde, e me sentei na mesma cadeira em que meu pai costumava se sentar…

Queria ver um vídeo sobre o fenômeno óvni…

Ele me fora entregue quando comprei a revista Ó vni …

Meu aparelho estava quebrado, e optei por ver o dito vídeo na casa da minha mãe…

Levantei-me para ligá-lo, e nisso o telefone fixo tocou…

Tirei o fone do gancho e disse:

– Alô?… Pois não…

Ninguém respondeu.

Durante alguns segundos escutei apenas silêncio. Era como um vazio…

E acabei desligando…

Não dei a menor importância, e dediquei-me a assistir ao vídeo…

Passaram-se trinta e cinco ou quarenta minutos…

Ao terminar, logo ao fi nalizar o documentário, o telefone voltou a tocar…

E perguntei de novo:

– Alô?…

A resposta foi a mesma: silêncio.

Desliguei e, quase imediatamente, sem saber por quê, olhei pela janela…

No céu, não muito longe, havia uma nuvem branca e algodoada…

Logo em seguida, vi sair um objeto da dita nuvem…

Era alongado e estreito como um bumerangue…

Lentamente ele foi se aproximando de outra nuvem, muito mais escura…

Entrou nessa segunda nuvem e desapareceu…

Após o “bumerangue” se ocultar na nuvem escura, vi aparecer um avião militar, um caça…

Voou por cima da nuvem branca e acabou desaparecendo da minha vista…

 

José A. Melgarejo, pai de EA. (Cortesia da família.)

 

Fiquei ali durante algum tempo, perplexo, porém o objeto não apareceu…

Possivelmente ficou dentro da nuvem negra…

Naturalmente, o objeto em forma de bumerangue não era nada conhecido…

Simplesmente, era um óvni…

A princípio, embora surpreso, não relacionei a visão do óvni com as chamadas telefônicas…

Somente depois, ao conversar com minha mulher sobre o que acontecera, ela me fez recordar algo

importante que eu tinha esquecido: meu pai e eu tínhamos um costume. Avisávamos um ao outro quando sabíamos de algum programa de óvnis. Usávamos o telefone. Não importava se fosse no rádio, na

televisão, uma notícia ou uma reportagem num jornal ou em uma revista…

O primeiro que ficava sabendo telefonava para o outro…

Agora penso que as chamadas telefônicas foram um aviso do meu pai…

Ele queria que eu visse aquele objeto…

Dessa forma, ele me deu a entender que continua em “outra parte”…

 

E eu me pergunto: será que pode ser também uma forma de dizer a seu filho: “Estou bem”?

Quem sabe…