Estou Bem

J. J. Benítez · Capítulo 54 de 102

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Estou Bem

O homem do sorriso espetacular

Conheço Ezequiel Rodríguez Ruiz desde 1976. Talvez até antes disso…

É um homem de poucas palavras e especialmente valente.

Durante anos trabalhou nas obras de construção na Cantora, a propriedade de Francisco Rivera, o

Paquirri, área municipal de Medina Sidonia, em Cádiz, Espanha.

O toureiro Paquirri, como se sabe, perdeu a vida dia 26 de setembro de 1984 na praça de touros de

Pozoblanco, em Córdoba. Apesar de sua juventude – 36 anos –, o Destino o levou.

Pois bem, poucas semanas após a sua morte, quando Ezequiel se encontrava na Cantora, trabalhando,

aconteceu algo incomum.

 

De repente – disse Ezequiel – quando entrei no ginásio, eu o vi…

Era Paco, o toureiro…

Eu o vi claramente. Estava sentado em sua moto…

Sorria…

 

Ezequiel saiu do ginásio, pálido. Não quer recordar o incidente. E mais ainda: se alguém lhe pergunta

sobre o evento, ele o nega.

Certamente foi algum reflexo, afirmou.

Certamente…

 

Depois de dezesseis anos da trágica morte de Paquirri, na referida propriedade Cantora, foi registrado

outro evento relativamente parecido com o anterior.

 

Paquirri, o homem do sorriso espetacular. (Foto: © Agustín Arjona / Arquivo Arjona.)

E quem também protagonizou o acontecido foi o toureiro. A testemunha foi Isabelita, filha adotiva de

Isabel Pantoja, viúva de Paquirri.

A menina estava com quatro anos de idade.

Isabel Pantoja assim o narrou:

 

Um dia, Isabelita chegou até a porta do quarto no qual se guardam os pertences do toureiro…

Ninguém entra nesse quarto.

Pois bem, depois de um tempo, a menina desceu dizendo que havia visto um homem que lhe sorria…

Nós nos surpreendemos…

 

Ezequiel (à direita) e Juanjo Benítez. (Foto: Blanca.)

 

Sabíamos que na casa, àquela hora, não havia ninguém, muito menos no piso superior…

Quando perguntamos quem era o senhor, a menina nos levou para a sala. Posicionou-se em frente ao

quadro a óleo de Paco e o apontou com o dedo…

– Este é o senhor que eu vi…